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O ensino da gramática no Fundamental II: a utilização do lúdico como forma de aprendizagem. Palloma dos Santos de Jesus

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O ensino da gramática no Fundamental II: a utilização do lúdico como forma de aprendizagem Palloma dos Santos de Jesus Modalidade: Relato de experiência RESUMO Por meio do convívio com os educandos é possível
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O ensino da gramática no Fundamental II: a utilização do lúdico como forma de aprendizagem Palloma dos Santos de Jesus Modalidade: Relato de experiência RESUMO Por meio do convívio com os educandos é possível perceber as dificuldades que os professores deparam-se ao ensinar a língua materna, neste caso, a Língua Portuguesa, independente da faixa etária dos alunos. A falta de compreensão dos discentes quanto às regras gramaticas, presentes no nosso idioma, é crescente. Além disso, nota-se que os alunos, constantemente, não conseguem visualizar a diferença que há entre a fala e a escrita. Assim, não utilizam a língua em seu contexto adequado e distanciam-se cada vez mais da norma padrão. Tendo-se em vista todas essas dificuldades e sabendo-se que o ensino é dinâmico e deve ser contextualizado, este trabalho tem a finalidade de explorar, por meio do jogo lúdico, a aprendizagem da Língua Portuguesa quanto à norma culta, apontando a importância desta e salientando o seu uso adequado. PALAVRAS-CHAVE: gramática, ensino, Língua Portuguesa, lúdico. Problema É cada vez mais evidente a falta de interesse dos alunos por determinadas disciplinas presentes no ambiente escolar, principalmente quando estes começam a ter contato com a gramática. A maioria deles não compreende e não enxerga a necessidade de aprender certas regras gramaticais. É comum os professores ouvirem constantemente dos educandos que eles nunca utilizarão, em suas vidas, o que é ensinado nas escolas. Além disso, como todos conseguem comunicar-se, muitas vezes, não veem aplicabilidade prática em conhecer a norma culta. Sendo assim, não há preocupação em aprimorar a escrita, muito menos em conhecer a própria língua materna. Tais fatores ocorrem porque além de vivermos em uma sociedade que sempre busca a utilidade, o fim último das coisas, e não procura ampliar o conhecimento pessoal e intelectual, a não ser que traga algum benefício para vida profissional e/ou acadêmica. Além disso, ainda nos deparamos com professores tradicionais que, geralmente, seguem o mesmo estilo de aula durante todo o ano letivo. Alguns se preocupam somente em transmitir o conteúdo, porém se esquecem de que também é fundamental atentar-se ao modo como este é passado. O problema está no fato de existir muitos professores que acreditam que uma boa aula é aquela em que o conteúdo programático é cumprido em sua plenitude. Entretanto, o ato de ensinar não se resume apenas a um cronograma, mas, também, é preciso desenvolver uma boa didática e utilizar outros recursos em sala de aula. Isto não significa que a matéria deve ser abandonada, mas esta pode ser transmitida de outras formas, como por meio de jogos lúdicos. Para o filósofo Kant: Não se deve sempre coibir a alegria na disciplina escolar; em pouco tempo a criança ficaria abatida. Se tem liberdade, logo se recupera. Daí a utilidade de certos jogos, nos quais ela tem liberdade e procura superar as outras. Então, sua alma recobra a serenidade (1999, p. 82). Nota-se que a preocupação quanto a educação é um tema recorrente, e permeia principalmente a Filosofia desde a Grécia até a contemporaneidade. Neste trecho, Kant corrobora com a ideia de que é preciso investir na utilização de jogos. Logo, estes também podem compor o ambiente escolar e propiciar uma maior dinamicidade no momento da aprendizagem, para tentar diminuir a falta de interesse dos alunos e cativá-los enquanto estiverem aprendendo gramática. Outro fator que possivelmente colabora para o desinteresse e a falta de compreensão dos discentes é quando o ensino ocorre de modo descontextualizado. Alguns professores costumam retirar frases soltas de algum texto para ensinar gramática e, além disso, tentam estabelecer uma lista de classes de palavras já pré-estabelecidas. Em determinadas situações isto pode não funcionar, pois dependendo do contexto, a função sintática da palavra não será a mesma. Ao depararmos com a palavra querer, podemos defini-la individualmente como um verbo. Se o aluno aprendeu o que é este, provavelmente saberá identificá-lo. No poema Tabacaria, de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, notamos a presença do verbo, que está no infinitivo: Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo (2012, p. 205). Neste caso, querer é um verbo, mas há uma situação em que ele não será. Não basta somente saber identificar o verbo. Se utilizarmos a música do cantor e compositor Caetano Veloso, notamos que o emprego do verbo possui outra conotação: O quereres e o estares sempre a fim/ Do que em mim é de mim tão desigual. Nesta situação, já não se trata de um verbo, mas este foi substantivado por conta do emprego do artigo definido o. Além disso, dá à música uma interpretação ampla em todo o seu conjunto. Não se trata somente de querer algo, no sentido de desejar, mas o cantor utiliza um jogo de palavras, em alguns versos, prevalecendo-se de antíteses, para demonstrar que este querer também elucida uma ausência, um paradoxo, e não somente o ato de desejar algo, uma pura ação, porém indica um estado particular em que o eu-lírico encontra-se. Notamos, portanto, que não basta decorar listas prontas. Como muitos alunos tendem a isso, quando aparecem exercícios distintos daqueles que foram passados em sala, há uma imensa dificuldade para fazê-los, pois apenas conhecem a função da palavra em determinadas frases. Como os educandos costumam lidar com textos artificias, quando precisam analisar um texto poético, por exemplo, não conseguem, muitas vezes, interpretá-lo e realizar atividades que envolvem a gramática. Além destes fatores mencionados, também há a questão da oralidade. É cada vez mais comum encontrar em redações, feitas por alunos, palavras como tava e tá, ou expressões como fazem meia hora ou meio-dia e meio. Essas expressões são muito recorrentes até na fala dos alunos. A questão da abreviação é plausível quando a empregamos em um contexto adequado. Se o professor trabalha em classe o uso das redes sociais, por exemplo, sabemos que no twitter não há como escrever frases longas e este requer abreviação de palavras, pois a quantidade de caracteres é limitada. Neste caso, há um determinado contexto para escrever dessa forma, mas o uso de expressões como as mencionadas acima não pertence aos contextos diferentes, mas é uma inadequação gramatical. O aluno até pode falar de um jeito e escrever de outro, mas é fundamental conhecer a norma padrão e saber empregá-la quando necessário, porém não é isto que ocorre. Os educandos não conhecem a maior parte das regras gramaticais e, em muitos casos, transferem para a escrita expressões típicas da oralidade. Logo, é preciso trabalhar isto na sala de aula e aproximar a gramática normativa dos educandos. Objetivos Sabendo-se da dificuldade tanto dos alunos em compreenderem a gramática, quanto do professor para ensinar, busca-se a ampliação da prática docente, a fim de utilizar outros recursos, além dos exercícios aplicados em sala de aula. Assim, a assimilação do conteúdo não precisa ser feita sempre do mesmo modo, e o professor pode inovar seu método constantemente. Tendo-se em vista todas as questões explanadas, será apresentado um jogo de Língua Portuguesa, que contém frases que utilizamos no dia-a-dia. Algumas apresentam erros, semelhantes aos das expressões acima citadas, e outras frases estão corretas. Tais erros são cometidos no cotidiano tanto na fala quanto na escrita, e passa desapercebido quase sempre. Por meio do jogo, então, há como explorar a ludicidade sem abandonar o conteúdo. Além disso, os alunos podem refletir acerca até da própria fala e identificar essas inadequações. Também se busca uma valorização quanto à norma padrão e o conhecimento desta para, assim, aplicá-la no seu contexto adequado. Por fim, explorar a gramática por meio do lúdico também é uma forma de aprendizagem, que contempla o conteúdo e, ao mesmo tempo, o trabalho em equipe, proporcionando uma aula mais interativa. Segundo Russell: As brincadeiras dos anos posteriores diferem daquelas da primeira Infância pelo fato de se tornarem cada vez mais competitivas. De início, a brincadeira da criança é solitária; é difícil para uma criancinha entrar nos jogos dos irmãos mais velhos. Mas a brincadeira coletiva, assim que se faz possível, é tão mais prazerosa que o gosto por brincar sozinha logo desaparece (2014, p. 106). É fundamental ressaltar a presença das brincadeiras, que são feitas por meio de jogos educativos, e o êxito em trabalhar dessa forma na sala de aula. No entanto, apesar de haver competitividade entre os alunos, é essencial que o professor sempre faça uma intervenção para que a sala não se torne um campo de batalha, usurpando o lugar de um momento de descontração e de reflexão acerca do conteúdo. Logo, não basta somente aplicar o jogo, mas saber conduzir os alunos para que não haja desrespeito entre os grupos. Metodologia O jogo pode ser aplicado em qualquer sala, e o nível deve variar de acordo com o conteúdo trabalho com os alunos. Além disso, pode ser passado também no início do ano letivo como forma de revisão, para que os alunos possam lembrar da matéria estudada nos anos anteriores. Inicialmente, o professor deve separar os alunos em grupos e apresentar o jogo e as regras: Fig. 1 Apresentação do nome do jogo. Após a separação dos grupos e a explicação das regras, o professor pode sortear uma carta para iniciar, ou escolher de acordo com a dificuldade das frases. Então, começará pelas frases mais simples, como: Fig. 2 Aparentemente pode parecer um erro óbvio e quase impossível de cometêlo, entretanto, ainda há muitos alunos que escrevem derrepente e não de repente. Neste caso, após o professor estabelecer um tempo mínimo para os grupos decidirem se a carta contém algum erro gramatical, se a resposta for sim, os alunos precisam apontar o erro e qual a forma correta a ser empregada. Quando os grupos darem as respostas ao professor, outas cartas serão apresentadas e o jogo pode durar até o término da aula, dificultando cada vez mais o erro. O essencial é que todos os integrantes do grupo participem e não saibam apenas identificar o erro, mas, também, explicá-lo. Assim, o professor analisa a dificuldade dos alunos e se, de fato, eles compreenderam o motivo de determinada forma estar inadequada. Algumas cartas apresentam frases distintas, mas empregadas com a mesma regra gramatical, sendo uma correta e outra não. Assim, os alunos devem manter a atenção e, também, é uma forma de auxiliá-los para lembrar mais facilmente da regra em questão: Fig. 3. Se a primeira carta for apresentada antes da segunda, e os alunos souberem identificar o erro, pode ser que eles não percebam o erro da palavra agente na carta seguinte, justamente por estarem mais preocupados com o uso da preposição ao. Isto é comum acontecer e ocorre principalmente quando os alunos escrevem alguma produção textual. Quando eles aprendem uma regra nova, procuram atentar-se à ela para não empregá-la incorretamente, no entanto, esquecem-se de outros detalhes e de analisar o texto como um todo. O professor deve, ao longo do jogo, notar o nível de dificuldade dos alunos e ir escolhendo as cartas de acordo com a necessidade dos grupos. Além disso, também pode aproveitar o momento para dar explicação de uma nova regra, mas que não costuma ser usada pelos alunos no cotidiano, ou por falta de atenção ou porque ainda não foi ensinada. Fig. 4. É comum os alunos cometerem o erro presente na primeira carta. Mesmo se tratando de Fundamental II, estes apresentam grande dificuldade quanto à conjugação dos verbos, por isso tendem a usar o presente do indicativo quase sempre, como ocorre na frase acima: Você quer que eu faço sua lição?, no lugar de que eu faça. No segundo caso, o erro também ocorre com frequência. As pessoas costumam acrescentar letras nas palavras ou trocam de lugar, como por exemplo, na palavra mendingo e iorgute, que aparecerá adiante. Fig. 5. Nestas duas cartas acima também presenciamos erros comuns, que ocorrem no cotidiano: o uso da palavra indentidade e do verbo seje, no lugar de seja. Este é ainda mais presente, pois é muito recorrente na fala e na escrita, tanto das crianças quanto dos jovens. Fig. 6. A maioria das pessoas tende a falar meio-dia e meio, mas não analisam que é meia, por tratar-se de meia hora. Isto ocorre porque alguns querem concordar o gênero das palavras, mas não se atentam ao significado destas. O mesmo acontece no segundo caso. A tentativa de concordar menina com meia maluca é inviável, pois a palavra meia não indica um pouco, nem metade de algo, mas trata-se da peça de roupa que usamos. Por isso, meio maluca é o correto, já que meio pode indicar tanto um numeral, quanto um advérbio de intensidade. Fig. 7. A maioria das pessoas não costuma concordar o agradecimento (obrigado/ obrigada) com o substantivo. Então, é corriqueiro ouvir mulheres dizendo obrigado, e homens obrigada, quando na verdade deveria ser ao contrário. O segundo caso passa desapercebido por muitos. As pessoas não concordam o determinante com o substantivo, pois não sabem que a palavra óculos já está no plural. Logo, o correto é meus óculos. O mesmo ocorre com a palavra ciúmes. Dificilmente alguém menciona meus ciúmes, mas, sim, meu ciúme. Estes são alguns exemplos de possíveis erros gramaticais que ocorrem no cotidiano e que podem compor o jogo. Dependendo da sala que este for aplicado, outras frases menos fáceis podem ser utilizadas: Na primeira carta, o verbo visar pede preposição. Logo, deveria ser ela visava ao cargo de gerente. Pode ser que os alunos tenham um pouco de dificuldade para notar o erro, já que este verbo é pouco usado no contexto deles. Na segunda, talvez o erro aparente ser raro, mas muitas pessoas ainda colocam crase diante de verbos no infinitivo, porém não pode, segundo a norma culta da Língua Portuguesa. Fig. 8. Fig. 9. A primeira frase exige algo a mais. Além de reconhecer o erro, os alunos terão de modificar a estrutura, pois a expressão por causa que não existe. O correto é por causa de, então, a segunda parte da frase terá de ser alterada. Por exemplo, pode ser escrita da seguinte forma: Faltei por causa de (da) doença. O segundo erro é praticado por praticamente a maioria das pessoas. O uso do advérbio onde é apenas utilizado quando se trata de lugar. No entanto, muitos empregam para referir-se a qualquer situação, mesmo que não se trate de lugar. Fig. 10. Outro caso de concordância inadequada é o da carta acima. Pelo fato de dez anos indicar plural, muitos acreditam que o verbo também vai para o plural. Logo, usam fazem, no entanto, quando o verbo está no sentido de haver e/ou existir, deve ser usado no singular. Então, a frase correta é faz dez anos que não te vejo, pois pode ser substituída por há dez anos não te vejo. Caso o professor queira levar em consideração outro aspecto, deve ressaltar o uso do pronome te. Sabendo-se que o verbo ver é transitivo direto, então é preciso usar um pronome que exerça a função de objeto direto, e não de sujeito. Portanto, a frase final deve ser faz dez anos que não o(a) vejo. Fig. 11. Outra inadequação muito recorrente é mencionar que já são uma hora, e não já é uma hora. O verbo empregado no plural só estaria correto de fosse acima de duas horas: já são duas horas. O segundo caso é semelhante à carta que contém o verbo fazem. Se a frase tem o sentido de existir, então o verbo haver vai para o singular, e não para o plural. Essa regra quase nunca é lembrada, pois as pessoas costumam concordar as palavras sem analisar o significa e o contexto em que elas devem ser empregadas. Fig. 12. Na primeira carta os alunos costumam demonstrar surpresa, pois poucos sabem que alface é um substantivo feminino, não masculino. Logo. O correto seria a alface estava estragada. Quando eles respondem que esta frase está correta e, em seguida, descobrem exatamente o contrário, espantam-se, até mesmo porque praticamente todas as pessoas falam o alface. Estes foram alguns exemplos de frases que usamos no cotidiano, sem nos darmos conta de que, em muitos casos, empregamos as palavras de forma inadequada. Este jogo pode ser aplicado para qualquer série, e as palavras variam de acordo com o que os alunos já aprenderam. Além disso, se a escola possui recursos, o jogo pode ser feito no Word ou no PowerPoint. Então, o professor pode levar os alunos ao laboratório e projetá-lo para que todos vejam. Caso isso não seja possível, ele deve ser impresso e jogado na sala de aula, ou em outro ambiente da própria escola. Resultados obtidos Após os alunos apresentarem ter um conhecimento prévio acerca de algumas normas gramaticais, pode-se obter êxito na aplicação do jogo. Quase em todas as frases foi identificado o erro, exceto em casos mais específicos. Entretanto, notou-se que alguns erros não foram identificados pelos alunos, muitas vezes, não por falta de conhecimento, mas por falta de atenção. A princípio, o jogo foi aplicado para o sexto ano, do Ensino Fundamental II, em apenas uma aula. Quando os alunos apontavam o erro, também precisavam indicar o motivo deste e qual era a forma adequada, pois apenas indicá-lo não garante se, de fato, os discentes sabem explicar o uso de algumas regras. Então, a finalidade não é apenas mostrar frases certas ou erradas e pedir que eles tentem achar o possível erro. Entendê-lo também faz parte do processo, pois a ideia não é que se decorem as diversas regras, mas compreendê-las em qual caso devem ser usadas. Pode-se notar, portanto, que não basta somente conhecer a norma culta, mas saber utilizá-la em seu contexto adequado, já que há muitos vícios da fala que acabam refletindo na escrita. Outro fator que é essencial o professor apontar no momento do jogo, principalmente sabendo-se da existência da variação linguística, é a questão da fala. Os alunos não precisam sempre falar, necessariamente, de forma culta, no entanto, necessitam conhecê-la e saber empregá-la quando necessário. Segundo Bagno: Infelizmente, existe uma tendência (mais um preconceito!) muito forte no ensino da língua de querer obrigar o aluno a pronunciar do jeito que se escreve, como se essa fosse a única maneira certa de falar português [...] É claro que é preciso ensinar a escrever de acordo com a ortografia oficial, mas não se pode fazer isso tentando criar uma língua falada artificial e reprovando como erradas as pronúncias que são resultado natural das [pg. 52] forças internas que governam o idioma (1999, p ). É possível verificar que não se deve abandonar a norma culta, entanto que, o jogo foi desenvolvido justamente para que esta não deixe de ser utilizada. Porém, o aluno também precisa ter a noção de que a fala é diferente da escrita e, muitas vezes, determinadas inadequações são desapercebidas e precisam ser corrigidas. Por meio do jogo, além de explorar o conteúdo, também há o lúdico e a interação entre os grupos, pois um precisa auxiliar o outro. Por isso, vale ressaltar que não é eficaz deixar que apenas um integrante do grupo responda, todos devem participar e compreender o jogo. Assim, o ensino torna-se dinâmico e o professor pode utilizá-lo para identificar as dificuldades dos alunos. Considerações finais Podemos notar que a sala de aula proporciona dinamicidade e diversidade, pois o professor pode usufruir de várias ferramentas, sendo uma delas os jogos interativos. Isto não significa que é preciso ter jogo em todas as aulas, porém o docente pode determinar uma certa periodicidade para aplicá-lo. Também pode até ser uma maneira divertida de avaliar o aluno, pois é um momento de descontração. Muitas vezes, os professores acreditam que uma boa aula é aquela em que o conteúdo é passado, e os alunos realizam uma série de exercícios. Quanto maior for a quantidade de atividades, mais o aluno aprenderá. No entanto, sabemos que não é esta a solução para suprir as necessidades dos educandos. Os exercícios são importantes, pois é por meio deles também que se pode analisar a dificuldade d
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