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O estudo científico da consciência na perspectiva da teoria do campo unificado

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  O estudo científico da consciência na perspectiva da teoria do campo unificado Carlos Eduardo de Sousa Lyra Universidade Estadual do Piauí  Grupo de Trabalho: Filosofia da Neurociência   A neurociência, nas duas últias d!cadas, e se destacando coo ucapo cient#fico bastante produti o e proissor, n$o apenas pela fora coo econdu%indo os estudos acerca do funcionaento cerebral & introdu%indo no os!todos de obser a'$o do c!rebro e a'$o (f)*+, ET-Scan etc./ &, coo tab!pela aneira coo seus a an'os tê produ%ido u ipacto sobre o conhecientoe 0eral. Tal ipacto, uitas e%es, e1trapola os liites da pr2pria neurociência,conteplando tab! 3uest4es de orde psicol20ica, filos2fica e episteol20ica5be coo oferecendo contribui'4es iportantes para os deais saberes cient#ficos epara os interesses da sociedade. Neste sentido, podeos di%er 3ue conceitos coo6ente7, 6consciência7, 6e2ria7, 6percep'$o7, be coo 8rios outros terostradicionalente utili%ados por fil2sofos e psic2lo0os, passara a ser do interesse deneurocientistas, 3ue apresenta e1plica'4es neurobiol20icas para o coportaento epara os processos co0niti os da esp!cie huana e de outras esp!cies aniais.  Apesar do 0rande a an'o reali%ado nos ais di ersos raos da neurociência(neurobiolo0ia olecular, neurociência co0niti a, neuropsicolo0ia etc./, ainda s$o rarasas teorias neurocient#ficas 3ue aborda a 3uest$o da consciência. +sso ocorre, e0rande parte, por3ue desde a re olu'$o cient#fico-filos2fica do s!culo 9++, aconsciência peraneceu e1clu#da do uni erso de cate0orias (e entos, processos,estados, fen;enos, ob<etos, entidades etc./ estudadas pelas ciências naturais, sendopoucas as tentati as de re erter essa tendência. = fato de a consciência ter ficado defora das e1plica'4es cient#ficas acerca da nature%a se de eu, entre outros fatores, >aceita'$o t8cita do dualiso cartesiano coo u dos principais referenciais filos2ficospara o desen ol iento das ciências a partir do s!culo 9++, ser indo tab! coou dos pressupostos para o sur0iento do aterialiso cient#fico e suas diferentes ers4es (Searle, ?@@/.  Assi, tendo e ista o r8pido e crescente a an'o das pes3uisas reali%adasno capo da neurociência nas últias duas d!cadas, be coo seu ipacto sobreoutras ciências e sobre a sociedade e 0eral, este trabalho te coo ob<eti oprincipal ostrar a possibilidade de u estudo cient#fico da consciência na perspecti ada teoria do capo unificado, atra !s de u di8lo0o produti o entre a filosofia de BohnSearle e as contribui'4es neurocient#ficas de Gerald Edelan e de Ant2nio a8sio. Al! disso, buscaos discutir os fundaentos epistêicos e ontol20icos ade3uadospara u estudo cient#fico da consciência na perspecti a da teoria do capo unificado,ostrando 3ue o estudo neurobiol20ico da consciência, acopanhado de discuss4esreali%adas no Dbito da filosofia da ente e da filosofia da neurociência, ! poss# el e i8 el.  O estudo científico da consciência  A consciência e o 3ue ho<e conheceos por 6fun'4es entais7, ou mente , têsido estudadas, ao lon0o de s!culos, por inúeros pes3uisadores e 8rias 8reas doconheciento, desde a filosofia anti0a at! a neurociência conteporDnea. No per#odocl8ssico 0re0o, Arist2teles fa%ia uso do conceito de  psyché (3ue tab! ha ia sidoutili%ado por S2crates e lat$o/ para referir-se >s capacidades sensoriais, oliti as eintelectuais do ser huano (ennett  acHer, ?@@I/. E pleno +p!rio *oano,Galeno <8 in esti0a a o papel desepenhado pela edula espinhal e pelos ner os nao ienta'$o dos úsculos, dando in#cio >s pes3uisas sobre os o ientos olunt8rios e refle1os atribu#dos ao sistea ner oso (Ga%%ani0a  eatherton, ?@@J/.No s!culo 9++, *en! escartes prop;s o dualiso ente-corpo, dando ori0e a uproblea filos2fico 3ue acabou por influenciar toda a discuss$o posterior reali%ada noDbito da filosofia da ente, da psicolo0ia e da neurociência (Searle, ?@@/. Entre eados do s!culo 9+9 e in#cio do s!culo 99, o estudo da consciência eda ente passou a ser definiti aente influenciado por a an'os na in esti0a'$ocient#fica acerca do c!rebro e do sistea ner oso. Neste sentido, a locali%a'$o de8reas cerebrais espec#ficas atribu#das > lin0ua0e e > ati idade otora, no final dos!culo 9+9, si0nificou u iportante passo e dire'$o ao estudo cient#fico de outrasfun'4es entais, coo a percep'$o, a e2ria e a consciência (ennett  acHer,?@@I/. Ebora a trian0ula'$o entre ente, coportaento e c!rebro <8 enha sendoreali%ada desde a se0unda etade do s!culo 9+9 por neurolo0istas e fisiolo0istas,apro1iando a psicolo0ia e a filosofia do uni erso da biolo0ia, foi soente no s!culo99 3ue se tornou poss# el a in esti0a'$o dos ecanisos neurobiol20icossub<acentes ao fen;eno da consciência. Tal in esti0a'$o se iniciou tiidaente e s20anhou u aior espa'o entre os pes3uisadores li0ados ao capo da neurociência apartir da d!cada de KI@, co as contribui'4es de fil2sofos coo Bohn Searle, e deneurocientistas coo Francis CricH, Gerald Edelan e Ant2nio a8sio. No entanto,foi soente a partir da d!cada de K@, a chaada 6d!cada do c!rebro7, 3uecoe'ara a sur0ir cada e% ais discuss4es sobre as poss# eis rela'4es entre aanatoia e fisiolo0ia cerebrais e as fun'4es entais superiores, fundaentadasprincipalente e e1perientos 3ue utili%a !todos e t!cnicas baseados eia0ens do c!rebro e pleno funcionaento (f)*+, ET-Scan etc/. Estas t!cnicas deprodu'$o de ia0ens, desde ent$o, tê ser ido de base para o sur0iento de u erdadeiro boom de publica'4es (li ros, re istas, arti0os etc./ sobre a rela'$o entreente e c!rebro.   A se0uir, discutireos acerca dos fundaentos epistêicos e ontol20icosade3uados para u estudo cient#fico da consciência na perspecti a da teoria docapo unificado. +niciareos nossa discuss$o abordando o lu0ar da consciência nanature%a. E se0uida, fareos ua bre e apresenta'$o de al0uas das ideiasdefendidas por Bohn Searle, Gerald Edelan e Ant2nio a8sio acerca daconsciência. O lugar da consciência na natureza ara reali%ar u estudo cient#fico da consciência, 3ue se<a ade3uado ecoerente co sua nature%a sub<eti a, ! necess8rio se0uir al0uns pressupostosfundaentais. Neste sentido, ao defenderos ua perspecti a cient#fica acerca daconsciência 3ue pretende ser copat# el co o naturaliso biol20ico e filosofia daente, precisaos respeitar, prieiraente, o  pressuposto físico , se0undo o 3ual leise princ#pios da f#sica n$o de e ser iolados (Edelan, KI, KI, ?@@/. Assi,de eos dei1ar de fora de ua teoria neurobiol20ica da consciência 3ual3uer referência a entidades coo alas ou substDncias pensantes. ortanto, ao aceitar opressuposto f#sico estaos, por u lado, re<eitando o dualiso de substDnciasatribu#do a escartes K  & 3ue defende a e1istência de duas substDncias no undo, a res cogitans  (substDncia pensante, ou Mente/ e a res extensa  (substDncia e1tensa,ou Mat!ria/ & e, por outro lado, colocando e 3uest$o o dualiso de propriedadesdefendido por escartes e por al0uns dos fil2sofos da ente conteporDneos & coo! o caso de a id Chalers ?  &, os 3uais afira ha er, no undo, n$o soentepropriedades f#sicas, as tab! propriedades n$o-f#sicas, 3ue, neste caso,corresponderia >s propriedades entais. e acordo co o neurobi2lo0o Gerald Edelan (?@@/ e co o fil2sofo BohnSearle (?@@/, o dualiso de substDncias n$o se sustenta ais nu undo no 3ual ase1plica'4es cient#ficas parece dar conta de boa parte dos fen;enos obser 8 eis nanature%a, desde a e1istência de estrelas e planetas at! a fora'$o dos 0enes e dosor0anisos i os. Ebora possaos 3uestionar at! 3ue ponto a ciência atual, e 1  )aslin (?@@/ coenta 3ue Massi coo ! fre3uenteente dito 3ue )ar1 n$o era ele eso ar1ista,tab! ho<e e dia te sido afirado co fre3uência 3ue escartes n$o era u dualista cartesiano()aslin, ?@@, p. J@/. ara n$o adentrar nessa 3uest$o polêica, se0uireos, no presente trabalho, o3ue )aslin chaa de Minterpreta'$o padr$o da filosofia da ente de escartes, tal coo Mpode ser encontrada nas rea'4es aos seus trabalhos por parte de fil2sofos coo Bohn LocHe (KO?-KJ@P/ e a idue (KJKK-KJJ/ e, ais recenteente, na aclaada obra de Gilbert *yle The oncept of !ind  , KP(ide, ibide/. Tal Minterpreta'$o padr$o tab! parece estar presente na obra de Bohn Searle (KI,?@@@a, ?@@@b, ?@@, ?@@J, ?@K@, ?@KK/, u dos autores 3ue ! analisado neste trabalho. ara aisdetalhes sobre a contro !rsia acerca do dualiso e escartes, )aslin (?@@/ recoenda aHer, G.5)orris, Q.B. escartes ualism . London and NeR orH: *outled0e, K.

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Aug 2, 2017

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Aug 2, 2017
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