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O poder não tem legitimidade para injustiçar os professores

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Director: José Paulo Serralheiro ano XV n.º 161 NOVEMBRO 2006 Mensal Continente e Ilhas 2 Euros [IVA incluído] 02 Nem tudo é para todos Sara Pereira, da Universidade
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Director: José Paulo Serralheiro ano XV n.º 161 NOVEMBRO 2006 Mensal Continente e Ilhas 2 Euros [IVA incluído] 02 Nem tudo é para todos Sara Pereira, da Universidade do Minho, sublinha, nesta edição de a Pagina a importância do acordo dos operadores de televisão portugueses (RTP, SIC, TVI) para a uniformização de um sistema de classificação de conteúdos com recomendação etária de visionamento alertando para o papel que a escola pode também desempenhar neste contexto e numa perspectiva de educação para a cidadania. Nem tudo pode ser para todos. 04 Uma educação também física André Escórcio, mestre em Gestão do Desporto e Professor da Escola B+S Gonçalves Zarco, no Funchal diz que os mentores da nova Educação Física continuam a matar a liberdade criadora dos professores ao fazerem deles meros executantes de decisões que não têm em conta as realidades locais, as necessidades do Homem e a vida. Educação física também é Educação. Num quadro de desvalorização da profissão docente impõem Mais trabalho menos salário Numa escola burocratizada, amordaçada, sem condições, sem autonomia, sem iniciativa, sem inovação e sem sucesso, onde o individualismo substitui a cooperação e mata solidariedades. Páginas 03, 09, 10, 15, 20, 35, 36, 37 e Retratos de jovens Fomos tentar tirar o retrato de uma juventude que frequenta a escola. Para descobrirmos aquilo que já sabíamos mas que, entretanto, com a idade, esquecemos: que a juventude nunca é o que era. Descobrimos que a melhor geração é aquela que assume os 20 anos quando, realmente, tem 20 anos. 14 Afinal ainda há leituras neutras António Branco, da Universidade do Algarve, leva-nos aos bastidores do teatro e aos ensaios de leitura neutra tanto do agrado de Stanislavski e Peter Brook. Uma prática contrária à clássica leitura expressiva que se ensaia em muita sala de aula. Para evitar os clichés e outros lugares comuns da generalidade de actuações expressivas. 22 Tempo inteiro dinheiro meio Recibos verdes euros por 45 minutos. É um canto da escola a tempo inteiro, com professores a fazer saldos. Professores vistos como de segunda, obrigados a regimes laborais inaceitáveis. E com a agravante do precedente. Uma humilhação profissional. Em nome da escola a tempo inteiro e das actividades de enriquecimento curricular. António Teodoro em entrevista a a Página O poder não tem legitimidade para injustiçar os professores Páginas 35, 36 e 37 a cor do mês A questão da regulação da televisão a propósito do acordo de classificação de programas COMUNICAÇÃO e escola Sara Pereira Universidade do Minho Erva moira Vozes sem palavras, como o acto rá importante que o público não assista à implementação desta medida sentado no sofá de sua casa. É essencial que saiba que tem margens de manobra e que procure informar-se sobre os mecanismos e procedimentos para reclamar dos media a observância dos compromissos assumidos com a sociedade, exigindo a sua responsabilização. O público pode também contribuir para aperfeiçoar e até alargar o acordo agora firmado. É claro que o contexto de recepção televisiva faz aqui toda a diferença. A educação das crianças para um uso criterioso da televisão deve começar no quadro familiar (principal meio onde ocorre o visionamento televisivo), pelo que qualquer classificação de programas de muito pouco servirá se não houver acompanhamento e aconselhamento parental. No quadro das práticas de mediação familiar em relação à televisão, essa classificação pode servir de guia e de orientação aos pais. Antes do mais, é necessário conhecer e compreender o sistema de classificação. Para isso podem contribuir as próprias estações televisivas se contemplarem nas suas grelhas de programação a divulgação deste acordo com o objectivo de dar a conhecer aos telespectadores a importância do mesmo, explicando o significado da classificação dos programas e dos símbolos utilizados na mesma. O ideal seria dirigir também ao público infanto-juvenil essa informação, numa linguagem adequada à compreensão das crianças. A escola pode também desempenhar um papel importante a este nível. Numa perspectiva de educação para a cidadania, seria importante que crianças e jovens encontrassem no contexto escolar oportunidades para aprender a descodificar a classificação dos programas, para debater a importância deste acordo, para o público televisivo e para a sociedade em geral, e para encontrar formas de (re)acção. Referências Bibliográficas: Blumler, J., Hoffman-Riem, W. (1992). New Roles for Public Service Television. In J. Blumler (Ed.), Television and the Public Interest. London: Sage Publications. McQuail D. (2003). Teoria da Comunicação de Massas. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Wolton, D. (1994). Elogio do Grande Público. Uma Teoria Crítica da Televisão. Porto: Edições Asa. Sistema de Classificação de Programas de Televisão RTP, SIC, TVI (Outubro de 2006) Nível 1 TODOS Programação destinada a todos os públicos. Universal. Para todos Nível 2 10AP Em princípio todos podem assistir. Algumas cenas podem não ser adequadas a menores mais sensíveis, pelo que os pais são aconselhados a avaliar o seu conteúdo. Nível 3 12AP Podem assistir todos os pré-adolescentes e adolescentes. O tratamento dos temas deve ser adequado às diferentes fases da adolescência Alguns dos temas tratados podem exigir um particular grau de maturidade, naturalmente distinto em cada espectador. pelo que os pais e educadores são aconselhados a avaliar o seu conteúdo. Nível 4 16 Programas destinados a pessoas expectavelmente informadas sobre o conteúdo, o qual seria susceptível de influir de modo negativo na formação da personalidade das crianças e adolescentes, nomeadamente pela exibição de conteúdos violentos. 02 Jane O Leary celebrou o 60º aniversário com um concerto na National Gallery, em pleno centro de Dublin, no passado dia 12 de Outubro. A entrada foi livre, como livre é a entrada na própria National Gallery. O concerto incluiu quatro peças para guitarra, escritas em 1993 pela própria Jane O Leary para a guitarra de John Feeley; Something there, uma peça em quarto andamentos para clarinete, violino, violoncelo e acordeão, escrita pela autora sobre um poema de Samuel Beckett; Why the hill sings, dois andamentos para viola e piano; e Mystic Play of Shadows, composição para dois violinos, uma viola e um violoncelo, cujo título é retirado de uma obra de Walt Whitman Out of the Cradle Endlessly Rocking Up from the mystic play of shadows twining and twisting as if they were alive, // Out from the patches of briers and blackberries, // From the memories of the bird that chanted to me, Tudo isto além de uma estreia, Soundshapes, a peça da abertura escrita pela homenageada para a voz da soprano Tine Verbeke, para a flauta de Madeleine Staunton, para o clarinete de Fintan Sutton e para o violino de Elaine Clark. Com o declarado (e conseguido) objectivo de criar sons raros e diferentes, muito pela inclusão da voz, sem palavras, num registo de sons equiparado a um instrumento. Nesse fim de tarde de Outubro, em Dublin, a soprano Tine Verbeke transportou-me de regresso ao Porto e a um espectáculo que, há 20 anos, Meredith Monk apresentou no Rivoli. Uma noite que terminou numa casa de fados, ali para os lados da Sé, numa tertúlia onde o António Augusto Barros, No passado dia 2 de Outubro, os operadores de televisão portugueses, RTP, SIC e TVI, deram início à aplicação do sistema de classificação de conteúdos com recomendação etária de visionamento dos programas produzidos para difusão colectiva. Há um ano atrás, a SIC e a TVI, cada uma por si, tinham já dado início a um sistema de classificação idêntico. Como as estações utilizaram sinaléticas diferentes, essa situação pode ter provocado alguma confusão nos telespectadores que tinham de conhecer dois códigos distintos. Algumas das primeiras reacções, ecoadas pelos media na altura do anúncio do actual acordo, desvalorizaram-no, mostrando-se cépticas quanto os seus efeitos. Em minha opinião, aquele acordo é uma medida positiva que se deve acolher com expectativa. Sendo actualmente inegável a importância e a influência da televisão na sociedade e sendo também frequentes as vozes críticas que, de forma reiterada, apontam os seus supostos malefícios, exigindo que as estações pautem a sua actividade por uma responsabilidade social que dê primazia ao interesse público, considero importante apoiar e incentivar iniciativas como esta porquanto se apresentam como uma forma voluntária de responsabilização, baseada em relações activas e de diálogo entre as próprias estações televisivas e entre elas e a sociedade. De acordo com alguns autores que estudam os media, nomeadamente, McQuail (2003), Wolton (1992), Blumler e Hoffman-Riem (1992), a auto-regulação apresenta-se como um modelo mais eficaz que o da regulamentação normativa e de controlo. Este último modelo pressupõe a existência de legislação e de órgãos específicos de controlo da conduta dos canais através de requisitos específicos, de proibições e sanções sobre as infracções cometidas pelos operadores, enquanto a auto-regulação (designada de modelo de referência estrutural por Hoffman-Riem) corresponde a uma vontade própria de proteger determinados valores no audiovisual. O seu funcionamento deriva de um compromisso voluntário dos agentes envolvidos na actividade que se propõem regular pelo que há uma maior probabilidade do sistema funcionar porque é simultaneamente voluntário e do próprio interesse dos media e dos profissionais. Tem, portanto, o benefício de não ser coercivo, o que pode encorajar a melhoria voluntária bem como o auto-controlo. Estas são, portanto, algumas das vantagens do modelo estrutural em relação ao modelo normativo. Ao enfatizar a auto-regulação, baseada nos autores supra citados, não pretendo deixar de reconhecer a importância da legislação e das instâncias fiscalizadoras e reguladores dos meios de comunicação. Talvez nenhum dos enquadramentos descritos seja, por si só, suficiente para a tarefa da regulação da televisão, área em que há ainda muitos espaços em branco (questões que não são tratadas e outras que não o são adequadamente). No entanto, o que importa salientar é que há uma diversidade de formas de regulação e que a auto-regulação, ao orientar-se pelo princípio da responsabilidade social, apresenta-se actualmente como uma forma (complementar para uns, alternativa para outros) a considerar e a incentivar. Voltando ao acordo entre a RTP, SIC e TVI, é natural, e até esperável, que os telespectadores tenham expectativas relativamente à sua aplicação, ao seu cumprimento, e aos seus possíveis efeitos. A este respeito, seapesar de meu amigo (e apesar do meu inglês de doca), quis que eu reforçasse a inexistente equipa de intérpretes para que a cantora americana e a fadista de serviço se entendessem. E não é que ficaram amigas? Pelo menos enquanto durou aquele fim-defesta na casa de fados que a própria Meredith Monk desejou conhecer. Lembro-me que trocaram prendas um brinco por um anel. Quem mais se lembrará dessa noite? Provavelmente mais ninguém. E no entanto ela ficou, adormecida na minha memória, 20 anos, para acordar em Dublin ao ouvir sons escritos pela sexagenária Jane O Leary para a soprano Tine Verbeke. Julgo que isto são efeitos da poesia de Samuel Beckett. Comment dire? Dublin, sexta-feira,13 Outubro de 2006 Júlio Roldão jornalista Estamos condenados editorial a ser o sul do sul? Na Europa, somos o sul do sul. Os mais pobres dos mais pobres. Em todos os aspectos e a educação não foge à regra. Esta sina não é de agora, arrasta-se há séculos. Há momentos em que parece possível quebrar a maldição. Mas vem sempre alguém cortar-nos rente as ilusões e reconduzir-nos à nossa condição de povinho pobre e mal agradecido. Temos Ministério da Educação [ou da Instrução Pública] desde 22 de Junho de Nestes 136 anos [10 sem ministério] tivemos a desdita de ter 134 ministros e três ministras. Apesar desta abundância de personagens, foram raros os momentos em que tivemos uma política educativa nacional. Até ao 25 de Abril a média de dias de governo por ministro foi de 320. De então para cá, e até à actual titular, a média subiu um pouco, 420 dias por ministro. De 1974 para cá a responsabilidade pelos negócios foi repartida salvo no período do PREC pelo PSD e pelo PS, mais pelo primeiro do que pelo segundo. Não se conhece a qualquer destes partidos um projecto ou plano para a educação nacional. Desde sempre, a regra de ouro tem sido, a cada ministro a sua política. E sendo eles todos precários, episódicos foram também os rumos nacional. Esta é uma das chaves que abre a porta da sala onde se explica o nosso atraso e a miséria educativa que o acompanha. Mas não é tudo precário, há algumas permanências seculares. O nosso país foi o primeiro na Europa, a consagrar em decreto a escolaridade obrigatória de quatro anos! Decretámo-la quando o nosso atraso na escolarização do povo já era de um século em relação a outros povos europeus. Eles escolarizaram e nós decretámos. Somos desde longa data lampeiros a legislar e calaceiros a executar. Apesar do palavreado pomposo [dito agora corajoso], das toneladas de legislação e da abundante prosápia e verborreia que serve de preâmbulo a todo o decreto ou lei nacional, o nosso país sempre se contentou e conviveu com uma escola mínima e com níveis baixíssimos de qualificação profissional e académica. Na Europa teimamos em ser o sul do sul. Sendo o país que na União Europeia possui a população com mais baixa qualificação, o Governo Socialista descobriu que investimos em excesso no sector. Neste país de decretos, promessas e projectos, decreta-se o «choque tecnológico», ou a inovação e qualificação como primeiro desígnio nacional e corta-se, em simultâneo, no orçamento! Cada novo titular do ME ao entrar no elevador da 5 de Outubro levava na pasta o seu programa de salvação nacional. Cada um, ignorando a realidade nacional, usou a gigantesca máquina da administração para verter em tralha regulamentadora um remédio universal que deveria curar toda a maleita nacional. Assim se inundaram as escolas e se sufocaram os professores com tralha burocrática. Estes personagens que nos últimos 30 anos habitaram episodicamente o mi(ni)stério tiveram em comum o horror à autonomia. Nenhum foi capaz de abdicar do poder absoluto de em tudo mandar e de tudo normalizar e controlar. O Estatuto de Carreira agora imposto é a cereja no topo do farfalhudo bolo burocrático. O actual projecto salvador é uma monstruosidade burocrática. O seu principal objectivo é o de domesticar, proletarizar e embaratecer o custo de cada professor. No começo foi o aumento da carga de trabalho docente; o prolongamento do tempo de presença na escola; mais relatórios, planos e projectos educativos; novos deveres nem sempre profissionais. Passa agora por um estatuto que garanta o controlo burocrático dos professores e os desarme da arma sindical. Sua excelência sonha em salvar a educação servindo-se de um exército formado por uma restrita elite obediente de pequenos mandantes e por um vasto proletariado conformado, rafeiro e obediente de serventes. Os conselhos executivos em nome do dialogo com os professores! querem-nos transformados em comissários políticos da administração central. Uma avaliação capaz de saber quantos pregos espeta cada professor por aula encarregar-se-á de ajudar a normalizar a coisa. Tudo ao contrario da política que o nosso sistema educativo precisa. Em vez da vera autonomia, e da responsabilidade partilhada, o governo reforça a centralização e o controlo burocrático do sistema. Todas as crises trazem consigo oportunidades de mudança. O Governo Socialista colocou no terreno um modelo velho. Um estatuto que tem na sua essência concepções de avaliação e de organização do trabalho próprias das velhas e caducas sociedades industriais. É um modelo do passado, desadequado à escola do presente e um obstáculo ao desenvolvimento da profissão e ao ensino no futuro. Somos um país onde se mantêm escandalosos índices de insucesso e de abandono escolar. Globalmente, os resultados escolares são medíocres. A indisciplina cresce. A gestão da sala de aula é cada vez mais difícil. Estas e outras realidades impõem outro paradigma escolar. Os alunos não podem deixar de ser, cada vez mais, o centro de toda a nossa atenção. O velho modelo fordista, ressuscitado pela ministra, já não tem cabimento na escola de hoje. O estatuto imposto pelo ME obriga os professores a tomarem a avaliação e a carreira como foco principal da sua atenção. A burocracia avaliativa é paranóica. Quem quiser progredir terá de se preocupar mais em parecer do que em ser. Alguns professores colocarão sobre o rosto a máscara tida por mais adequada. O individualismo sobrepor-se-á ao trabalho em equipa educativa. A competição fará esquecer a solidariedade. O colectivo dará lugar aos grupinhos. A frontalidade à pequena intriga. E o mais que se sabe. Ou não é assim onde o modelo imperou e impera? Não podemos transformar a realidade sem a conhecer. Não chega fazer diagnósticos. Nem basta dizer não. É preciso encontrar o tratamento adequado e aplicá-lo a tempo. As sociedades e as políticas são dinâmicas. A sociedade evolui todos os dias. Os remédios para as doenças do passado não curam os males do presente. Não se nega a necessidade, antes se defende uma avaliação profissional rigorosa. Para o bem do ensino não é indiferente o modelo que se adopta. O da ministra põe o foco na pessoa individualmente desgarrada. A carreira de cada um teoricamente resulta exclusivamente de um seu hipotético mérito individual não só desligado mas em competição com os pares. Num outro modelo, por exemplo, o centro da avaliação é o trabalho produzido pelo colectivo. Neste caso, o mérito e o demérito individual resulta da avaliação que os pares fazem do contributo dado por cada um num trabalho que é de todos. No primeiro fomenta-se a competição e o individualismo. No segundo valoriza-se a capacidade de avaliar e pensar o trabalho e de premiar os que mais o enriquecem ou punir os que mais o empobrecem. Em todo o mundo se repensa a reconfiguração da profissão docente. A crise aberta pela imposição deste modelo desadequado deve acelerar a nossa reflexão sobre a matéria. Pode não ser um processo curto. Mas a nossa dignidade profissional pede. A escola do presente e do futuro obriga. Os alunos exigem e não perdoarão aos que não souberem inovar e encontrar novos caminhos profissionais. José Paulo Serralheiro 03 fórum Sentido antropagógico EDUCAÇÃO desportiva André Escórcio Mestre em Gestão do Desporto Professor da Escola B+S Gonçalves Zarco Funchal O problema não é novo mas vale a pena a ele tornar na expectativa que o silêncio, o comodismo e os sinais corporativos cedam em função de um debate franco e liberto de preconceitos. Ademais, todos temos a aprender pelo que ninguém se deve escudar, na expressão de Baudelaire, numa qualquer torre de marfim. Regresso porque, na longa carreira docente, prenhe de experiências múltiplas, vivências, estudos e reflexões, invade-me um sentimento de profunda tristeza por não sentir, sequer, uma leve brisa de mudança no conceito, nos princípios, nos valores, na estrutura que organiza a ainda designada Educação Física curricular, tampouco na criação de uma matriz teórica autónoma como bem defende o meu Amigo Manuel Sérgio. De facto, há dezenas de anos que a essência desta importante área educativa se alimenta de irritantes e inconsequentes rotinas e da imposição de uma taxinomia hoje rejeitada por aqueles a quem a prática se dirige. Rejeitadas não só por esses mas também por muitos qualificados olhares. A Educação Física ritualizou-se através de um fundamentalismo pedagógico que gerou um gigantesco muro entre a investigação e a realidade social. Se, como diz Manuel Patrício, o princípio da liberdade criadora é o primeiro motor de todo o sistema educativo (...) e, necessariamente, de todo o sistema social, digo eu, em aproximação, que os mentores desta Educação Física continuam a mata
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