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O poeta e o pensador

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O poeta e o pensador 2 Luiz Roberto Bodstein O poeta e o pensador Sonetos 3 Título original: O poeta e o pensador Copyright Luiz Roberto Bodstein, 2011 Edição revisada 2015 Publicado pela Editora PerSe
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O poeta e o pensador 2 Luiz Roberto Bodstein O poeta e o pensador Sonetos 3 Título original: O poeta e o pensador Copyright Luiz Roberto Bodstein, 2011 Edição revisada 2015 Publicado pela Editora PerSe por licença do autor e detentor dos direitos autorais. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução no todo ou em parte, por qualquer meio, sem autorização do detentor dos direitos autorais. Fotocomposição, impressão e acabamento Editora PerSe 4 A todos os que, mesmo sem escrever poesias, acumulam sonetos no coração. 5 6 Prefácio O soneto nem sempre se fez entendido por qualquer tipo de apreciador de poesia. É dirigido a um público restrito, sensível, capaz de apreciar as nuances musicais que entremeiam seus versos e suas rimas; motivo pelo qual ter sido sempre considerado como um gênero nobre. Daí se entende o fato histórico de sonetistas, ao longo de séculos, terem surgido dentre poetas da corte e dos castelos da nobreza, que encontrou seu auge nos salões do século XVII e praticamente redefeniu a poesia durante o Renascimento na corte francesa a partir da Plêiade, mantendo tal popularidade como expressão de nobreza até fins do século XIX. Com todas as variações permitidas para distriuição de rimas e versos por suas estrofes, o soneto conservou a mesma forma original ao longo dos séculos, dividindo-se entre quatro conjuntos formados por duas quadras e dois tercetos, que tão somente mostra variações no posicionamento das rimas ao final de cada verso. Jamais, porém, perdeu sua conotação de expressar o seu caráter sentimental, de explorar de forma intensa os estados da alma e a força do amor simbolizado pelo coração do poeta. Por diversas ocasiões ao longo dos séculos já se revestiu de sentido político, satírico, realista, burlesco, moral e até religioso sem, contudo, subtrair o espaço do romantismo como sua forma mais forte de expressão. O Século das Luzes como ficou conhecido o século XVIII ofuscou o brilho atribuido ao soneto até então, por colocar no pensamento científico e na retomada da razão o seu foco, como contrapartida para o que foi tido como característica de ignorância e escuridão por que passava a sociedade por conta de seu pensamento mergulhado nas limitações de ordem religiosa, sentimentalóide e pouco crítica, como foi interpretado na ocasião. Foi preciso que Baudelaire, bem como seus seguidores Verlaine, Mallarmé e Rimbaud, reintroduzissem na poesia o soneto que tal período tinha ofuscado, fazendo-o passar por transformações significativas com o objetivo de exprimir uma nova concepção do 7 mundo. Assim, a história consagrou dois grandes momentos do soneto: o Renascimento o dos poetas da Plêiade e o século XIX de Baudelaire a Mallarmé, depois de aproximadamente dois séculos de obscurantismo a que ficou relegado o estilo. A partir daí pode-se dizer que o soneto atingiu sua maturidade plena, quando não mais precisou brigar com as diferentes linhas de pensamento nem se ver atrelado às contingências de cada época, consagrando-se finalmente como uma expressão eterna de poesia para tradução de sentimentos de todos os poetas e deleite de quantos se dedicassem à sua leitura. Pessoalmente considero o soneto um tipo de poesia das mais belas que já se concebeu pela leveza que empresta à leitura, por conta de seus poucos versos e pela concisão exigida para falar de toda uma profusão de sentimentos em algumas poucas linhas. Além do mais, sonetos de amor parecem assumir a característica mais essencial da expressão poética, como se seu formato tivesse sido especialmente concebido para trazer à tona o que se faz de mais profundo nos recôndidos da alma do poeta, que não se revela com tal propriedade em nenhum outro gênero ou forma de expressão. 8 Sumário Prefácio... 7 O poeta e o pensador Distante de mim Um incerto dia Tem coisas que não se mexe A máscara Teu brilho na penumbra Phoenix Paradoxo de Otelo Soneto do não-ser Soneto da alegria que volta Tempos vãos Difícil escolha Entardecer da alma Soneto em sol maior Velhos amigos Auto-engano Lamento Inútil pensar Bulha noturna Torturante calmaria 10 O poeta e o pensador Se pensador, minha âncora mestra é a razão Que corrige meus passos, me dá o caminhar! Já poeta, o que mostra meu rumo é a paixão! Nela esqueço dos pés... Me permito voar! Não cerceio o sentir: dou-lhes asas e embarco! Tampouco os pensares... com foco ou dispersos. O pensar trás o chão pro poeta - o seu marco, A poesia me faz pensador que faz versos. Quando estou pensador tenho o leme nas mãos: Saio em busca dos Sins, nunca aceito meus Nãos... Tenho o rumo e o destino estudado ao partir! Quando aflora o poeta não existe essa estrada: O sentir me conduz - ou prá tudo, ou prá nada... Em paixão o que importa é somente o seguir! 11 12 Distante de mim Tão grande esta saudade que me assalta E mais intensa a dor que em mim se aninha. Não sei se é bem de ti que sinto falta, Ou se é de mim, feliz, quando eu te tinha. Talvez não ser por ti toda esta dor... Talvez não ser tua falta este sofrer, Mas do que fomos nós diante do amor Ou do que eu me tornei após te ter. Pois é o amor, enfim, que nos transforma! É o que nos mantém vivos, que nos torna Bem mais do que até antes de sentí-lo... É o que nos dá o calor que afasta o frio. E ao não nos preencher, resta o vazio... Já que o sofrer é a ausência desse asilo! 13 14 Um incerto dia 7 Não vi de onde vinhas, mas eis que lá estavas. E em poucos segundos, tão pouco foi tanto! Sem dó nem licença rompeu-se-me as travas, Rompida a corrente, mostraste-me o encanto! E um incerto dia 7, comum como tantos, desceu sobre mim todo envolto em magia E as contas perdi dos seguintes, de quantos vivi... Ou sonhei... Se era noite, ou se dia!... Um outro dia 7 chegou sem aviso. Também, sem licença, calou teu sorriso imprimindo em meu rosto esta marca de pranto. Sem pena, arrancou-me da alma a metade, deixando, em lugar, só uma enorme saudade por ter tão distante de mim o acalanto. 15
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