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O texto do capítulo 13 da obra da A Era dos Impérios do pensador inglês Eric Hobsbawn é uma análise sobre o contexto que antecede e sucede as duas grandes guerras vividas pelas potências europeias e a participação de outra.docx

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA CURSO: LICENCIATURA EM HISTÓRIA DISCIPLINA: EUROPA-O BREVE SÉCULO XX PROFESSOR: RAIMUNDO DAMASCENO ALUNO(A): ANDREIA COMPER DATA: 24 DE ABRIL DE 2014 RESUMO HOBSBAWN, Eric J. –“Da paz à guerra”.A era dos Impérios: 1875-1914. p.p.415-451.8ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1988. O texto do capítulo 13 da obra da A Era dos Impérios do pensador inglês Eric Hobsbawn é uma análise sobre o contexto que antecede e sucede as duas grandes guerras vividas pelas potências europe
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  UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA CURSO: LICENCIATURA EM HISTÓRIA DISCIPLINA: EUROPA-O BREVE SÉCULO XX PROFESSOR: RAIMUNDO DAMASCENO ALUNO(A): ANDREIA COMPER DATA: 24 DE ABRIL DE 2014 RESUMO HOBSBAWN, Eric J.  –“ Da paz à guerra”.  A era dos Impérios: 1875-1914. p.p.415-451.8ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1988. O texto do capítulo 13 da obra da  A Era dos Impérios  do pensador inglês Eric Hobsbawn é uma análise sobre o contexto que antecede e sucede as duas grandes guerras vividas pelas potências europeias e a participação de outras esferas políticas mundiais, sobretudo na segunda grande guerra. O clima de paz parecia ser uma realidade inegociável para os europeus desde 1815. A possibilidade de novas guerras estava sendo combatida por uma série de ações advindas dos Estados como também da população em geral. Organismos, congressos e prêmios internacionais foram criados como meios de institucionalizar a harmonia entre as nações. A situação de guerra no início do século XX entre russos e japoneses, a desintegração do Império Otomano e a “Questão Orientais” entre os Bálcãs, tidos  como barril de pólvora da Europa, colocou em questão a paz que parecia ser eterna, a guerras pareciam inevitáveis às nações. Os conflitos afetavam diretamente a lógica do mercado internacional e o lugar econômico dos Estados na cadeia dos negócios. Na década de 1980 a preocupação com a possibilidade guerra fez gerar o Congresso Mundial pela Paz, O Prêmio Nobel da Paz e o de Haia.  Ainda mesmo com a complicação dos conflitos que envolviam a Sérvia e  Áustria, pós década de 1910 , a incredulidade da possibilidade de uma guerra entre aos países europeus estava baseada no vislumbrar de um passado distante ou um futuro indefinido. Os exércitos nesse contexto, mantidos e armados pelos Estados, estavam ao serviço do patriotismo, da educação cívica, ou seja , serviam para formar cidadãos leais ao seu país. Seu papel de promotor de batalhas estava restrito aos conflitos internos e sociais, como  também na manutenção do poder nas províncias e colônias a parte do território europeu, sobretudo na África e Ásia. A situação de agravo nas relações intercontinentais pós 1910 fez com que as potências se preparassem militarmente para possíveis batalhas. O poder Britânico, já conhecido pela esquadra marítima, deu a devida atenção aos conflitos em terra, e foi, através desse investimento que aliança com a França em 1914 foi possível para os resultados satisfatórios. Mesmo com toda a chamada corrida armamentista e o treinamento das massas convocadas ao exército, não são os homens das armas os que previram a eminência das guerras, mas são os civis quem identificaram as consequências de todo o conflitos entre os Estados e os investimentos cada vez maiores na ofensiva bélica.  Apesar dos grandes investimentos, da competição no mercado de armas que acabaram por beneficiar o capitalismo desse segmento e o desenvolvimento de armas cada vez mais sofisticadas , não são esses desdobramentos a causa mater da realização das duas grandes guerras mas o clima instável que se instalou na Europa, cujo estopim estava no oriente continental. Devastadas financeiramente , na ocasião do fim da primeira guerra, as potências ocidentais culparam a Alemanha, sob um tese fraca e oportunista como um foco principal para a partilha da conquista das nações derrotadas. Mesmo com toda crítica antiguerra os governos não encontram resistência no processo de alistamento, o índices esperados de deserção não foram reais durante o processo convocatório, muito pelo contrário, as expectativas ficaram frustradas, e o sucesso na adesão à causa da guerra pelos civis foi uma realidade.  Ao analisar todo o contexto das duas grandes guerras o historiador Eric Hobsbawn questiona os marcos que limitam os estudos da Europa nesse período, para ele a gestão dos conflitos já estava latente desde o século XIX, como pontua ele ser uma profecia do filósofo alemão Friederich Nietzche que conseguiu capturar muito bem ao ver a Europa “dizer sim ao homem bárbaro...”. O processo de eminência das guerras não pode ser apenas uma propulsão das modernas armas e a da aquisição de um arsenal delas pelas potências, mas uma consequência do clima de tensões que havia se instalado na Europa entre os dois séculos.
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