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OS BENEFICIOS DOS JOGOS COOPERATIVOS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA ENSAIO Os Benefícios dos Jogos Cooperativos na Educação Fí sica Escolar Autor: Sheila Machado. Orientadora: Marinês Ramos. RESUMO Este ensaio tem como objetivo refletir sobre os benefício dos Jogos Cooperativos na Educação Física Escolar INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO Jogos Cooperativos: principais referê ncias. Ao falarmos sobre Jogos Cooperativos, Terry Orlick torna-se a principal referência em estudos e trabalhos sobre esse tem
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  UNIVERSIDADE   LUTERANA   DO   BRASILCURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICAENSAIOOs Benefícios dos Jogos Cooperativos na Educação Física Escolar Autor: Sheila Machado.Orientadora: Marinês Ramos.RESUMOEste ensaio tem como objetivo refletir sobre os benefício dos JogosCooperativos na Educação Física Escolar   INTRODUÇÃO  REFERENCIAL TEÓRICOJogos Cooperativos: principais referências.    Ao falarmos sobre Jogos Cooperativos, Terry Orlick torna-se aprincipal referência em estudos e trabalhos sobre esse tema (BROTTO,2002).Para esse pesquisador , os Jogos Cooperativos não são manifestaçõesculturais recentes, nem tampouco uma invenção moderna. A essência dosJogos Cooperativos ³começou há milhares de anos, quando membros dascomunidades tribais, se uniam para celebrar a vida´ (Orlick, apud Brotto, 2002,p.47). São jogos baseados em atividades com mais oportunidades de diversãoque procuram evitar as violações físicas e psicológicas.Orlick (1989) apud Brotto (2002) faz uma arqueologia para mostrar como os jogos perpetuados por determinadas sociedades refletem e repassamvalores éticos, culturais e morais. Apresenta os Jogos Cooperativos comoatividade física essencialmente baseada na cooperação, na aceitação, noenvolvimento e na diversão, tendo como propósito mudar as características deexclusão, seletividade, agressividade e exacerbação da competitividade dos jogos ocidentais.´O objetivo primordial dos jogos cooperativos é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e a interação cooperativaprazerosa (Orlick, 1989, p.123).Partindo do trabalho de Terry Orlick, surgem novos trabalhos sobreJogos Cooperativos que permitem identificar muitas possibilidades para aabordagem dos mesmos no contexto escolar.Uma delas é a perspectiva política trazida por Brown (1995), queencontra uma forte relação do jogo cooperativo ou competitivo com asquestões políticas das classes socialmente desfavorecidas. Para ele, uma denossas tarefas é educar para não aceitar passivamente a injustiça [...] comoeducadores temos que transmitir outros valores. Podemos oferecer aalternativa da solidariedade e do senso crítico diante do egoísmo e daresignação (p. 31). Com essa perspectiva os Jogos Cooperativos ganham umavisão e um papel transformador, aproximando-se das abordagens crítico-emancipadoras da Educação Física Escolar. Destaca a importância dos JogosCooperativos porque libertam da competição, pois o interesse se volta para aparticipação, eliminando a pressão de ganhar ou perder produzida pelacompetição; libertam da eliminação, pois procura incluir e integrar todos, evitar a eliminação dos mais fracos, mais lentos, menos habilidosos etc.; libertampara criar, pois criar significa construir, exigindo colaboração; permitindo aflexibilização das regras e mudando a rigidez das mesmas facilita-se aparticipação e a criação; libertam da agressão física, pois buscam evitar condutas de agressão, implícita ou explícita, em alguns jogos.Oliveras (1998) apresenta os Jogos Cooperativos destacando asmesmas caracteristicas que Brown (1995), porém tenta estabelecer umarelação desses jogos com a natureza. Ao relacionar os Jogos Cooperativoscom a natureza, abre espaço para integrá-los com a temática do meio  ambiente e da ecologia em projetos que venham a ser desenvolvidos naescola.Carlson (1999) vê nos Jogos Cooperativos um caminho para melhorar a saúde. Ao participar de jogos, as crianças se beneficiam física epsicologicamente das atividades, contribuindo para preservar sua saúde.Nesse sentido, os Jogos Cooperativos são introduzidos como uma forma deintervenção, sob uma abordagem multifatorial e holística, que envolve diversosaspectos relacionados com a saúde individual, tais como: as emoções, aaprendizagem, o relacionamento pessoal; a auto-estima, a necessidade deconhecimento e as condutas comportamentais. Essa nova abordagem,relacionando Jogos Cooperativos e saúde, vai ao encontro da perspectivamultifatorial da promoção da saúde defendida por Farinatti e Ferreira (2006)para a Educação Física Escolar.Calado (2001) está incluindo os Jogos Cooperativos em uma novaconcepção, a Educação Física para a Paz   , que surge de uma inter-relaçãodas características específicas da área com os princípios filosóficos de umprojeto maior chamado Educação para a Paz   . Callado propõe potencializar a prática de jogos cooperativos   (Callado, 2001, p.3), pois considera que acooperação se aprende cooperando. Eis um grande desafio, não só para a EFescolar, mas para a Educação como um todo.Salvador e Trotte (2001) elegeram os Jogos Cooperativos comoatividade para proporcionar aos alunos a oportunidade de vivenciarem eexperimentarem a possibilidade de algumas mudanças comportamentais emrelação ao contexto e à realidade em que viviam. Encontraram nos JogosCooperativos uma forma de discutir, nas aulas de Educação Física as formasde relações de poder reproduzidas nas regras, na convivência e no jogar.Procurando fazer uma interface dos Jogos Cooperativos com aPedagogia do Esporte, Brotto (2002) propõe uma mudança para tornar oesporte menos competitivo e excludente, ou seja, caracterizando-os como umexercício de convivência fundamental para o desenvolvimento pessoal e para atransformação.   (p. 3). Descreve também as características de uma ÉticaCooperativa: con-tato, respeito mútuo, confiança, liberdade, re-creação,diálogo, paz-ciência, entusiasmo e continuidade   (p. 40). A proposição do autor é fazer dos Jogos Cooperativos uma pedagogia para o esporte e para a vida.Com essa forma de abordar o esporte, encontra-se a possibilidade de trabalhar um conteúdo de forte apelo de alunos e professores, porém diminuindo aexacerbação do mito da competição. Em nosso entendimento, essa concepçãoestimula uma boa polêmica e um grande desafio para novos estudos: comodesenvolver a cooperação entre duas equipes ou dois adversários, se somosobrigados a admitir, como Lovisolo (2001) que a competição é inseparável doesporte?   Existem aqueles que defendem a cooperação intra-time (Devide, 2003),porém quando assistimos a uma partida de vôlei ou futebol não observamos asequipes criando estratégias para cooperarem com a vitória dos seus
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