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Os Fascismos Desconhecidos 1919-1945

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História do Fascismo
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  Os Fascismos desconhecidos 1919-1945 1 O Fascismo: DimensãoEssencial de uma epóca “O que significa, em resumo, ser fascista? Que características tem esta atitude moral, política, economica, que nomundo inteiro se qualifica hoje de atitude fascista?, Que aspirações e que propósitos tem esses movimentos que omundo conhece e, assinala como movimentos fascistas? arece que essas perguntas podem hoje ser contestadas semnecessidade de dirigir!se e clusivamente a #t$lia e a %ussolini, sen&o captando uma dimens&o essencial de nossa'poca, e da que, na realidade, ' j$ consequencia e produto do (ascismo italiano mesmo) * +“O que ' (ascismo, afinal? O nome que toma em nosso s'culo a eterna necessidade humana+ iver ativamente,viver intensamente, isso hoje se chama (ascismo+ -$ 1.. anos isso se chamava ser li/eral0 e a ., ser socialista) 2 + Notas Préias 3 /i/liografia so/re o (ascismo ' a/undante, e novos títulos aparecem com regularidade+ ara nós, a maior partedos livros escritos s&o /asicamente deficientes+ #nsistindo em teses j$ t&o superadas como as de (ascismo 4 5apitalismo 67itadura, a loucura de -itler, ou a culpa/ilidade do 8i o na eclos&o da ## 9uerra %undial, poucos livros aportam novas perspectivas, ou a/rem novos campos de estudo+5om este livro so/re os “(ascismos 7esconhecidos) : , pretendemos sair deste costume+ 8legemos um tema que 'muitas ve;es marginali;ados+ ara muitos historiadores parece como se o (ascismo n&o e istira fora da 3lemanha e #t$lia+ 3l'mdas fronteiras do 8i o só havía “quinta colunas), um punhado, ademais, e, supostamente, a soldo das potencias fascistas+ <adamais fora da realidade+ O (ascismo foi um movimento político importante em toda 8uropa entre 1=1= e 1=:0 em maior ou menor grau afetou a todos os países europeus+ Quando se escreve so/re o (ascismo o que se escreve, e se disse o que se disse, podemosadotar * posturas ante tal fato> nega!lo, di;er que ' mentira, e por nossa opini&o contraria, geralmente, /aseda em argumentosideológicos, ou contornando aos ataques e críticas+ 3ssim n&o se consegue nada pois cada um deve permanecer fiel a suasconvicções ideológicas, e rejeitar os argumentos do outro+3 outra postura seria intentar demostrar, a /ase do injustificado de tais opiniões, a acumulaç&o de provas no sentidocontr$rio, provas que procedam de diversas fontes+ #sso ' o que pretendemos fa;er aqui+ <&o e poremos a ideologia do (ascismo,em geral, nem a dos movimentos fascistas “desconhecidos), em particular+ <&o arguiremos contra as interpretações mar istas,freudianas, li/erais, etc+ amos a intentar demostrar, só com os fatos concretos, que estas s&o falsas+ 8 que a história dosmovimentos fascistas “desconhecidos) pode contri/uir a aportar muita lu; so/re a verdadeira nature;a do (ascismo+ ampoucoe trairemos as conclusões para redefinir o (ascismo a partir destes estudos+ #sso ' tarefa do leitor+ 3pesar do at' agora foi dito, e para que se compreenda o sentido das p$ginas que seguem, vemo!nos na precis&o de fa;er varias anotações pr'vias+8m 1@ lugar, est$ o pro/lema da terminología+ ara melhor estudar o fenAmeno fascista conv'm que manejemosuma s'rie de palavras que podem ser!nos de utilidade manifesta+ 7ado que o termo “(ascismo) n&o tem sido usado como umqualificativo, mas como “pedras) na luta política, produ;indo uma total degradaç&o do seu significado+ ara ajudar novamentesitu$!lo em seus verdadeiros limites, convir$ usar, como fe; <olte  , uma s'rie de termos derivados, como Bemi!(ascismo, seudo!(ascismo, ou (ascisti;aç&o+ 7urante o 8ntreguerras C  o qualificativo de “(ascista) se empregou massivamente+ 8 n&o só dirigidoaos autenticos fascistas+ ara os stalinistas, por e emplo, os socialistas da ## #nternacional D  eram “Bocial!fascistas), e oqualificativo que se empregou, igualmente, para com Eoosevelt F  e para Btalin com seus chamamentos a “9uerra atriótica) =  e seuafastamento da teoría mar ista+ 7ei ando de lado o car$ter anedótico de muitas destas acusações, constata!se que em geral se produ; uma “(ascisti;aç&o) da vida política, fundamentalmente no $m/ito europeu> os regímes li/erais se fa;em autoritarios eintervencionistas enquanto que as ideologías mar istas se tornam ultranacionalistas, e significativos movimentos ideológicos 1.  /uscam uma nova síntese política que supere a 7ireitae a 8squerda+ %as s&o /asicamente as forças da 8 trema!7ireita, isto ', da7ireita n&o li/eral, as que se fascisti;am+ or que? 8stas forças, e as fascistas, tem inimigos comuns, o %ar ismo, e o BistemaGi/eral+ %as isso n&o significa que am/as tenham id'nticos fins> uns s&o reacionarios, e os outros, revolucion$rios+O ideal que persegue a 8 trema!7ireita se parece mais ao “3nci'n E'gime) 11  que outra coisa enquanto que o(ascismo ' indiscutivelmente uma criaç&o do s'culo, e n&o comparte esses ideais reacionarios+ orisso, e acima da aparente“aliança) entre am/as forças, encontramos em toda 8uropa um enfrentamento entre os movimentos fascistas e as forçasfascisti;adas de 7ireita0 este fato se d$ em menor grau na 3m'rica e Hsia+or processo de “fascisti;aç&o) entendemos a apro imaç&o de forças que inicialmente n&o eram fascistas para estas posições políticas+ 8sta fascisti;aç&o pode culminar numa integraç&o plena do (ascismo, mas normalmente se limitava a adoç&o 1 or 5arlos 5a/allero+ 7o 5entro de 8studos (rançois 7uprat+ 3 inesquecível figura de (rançois 7uprat, assassinado em 1FI.2I1=DF+* #n Gedesma, Eamiro+ J(ascismo en 8spaKa?, 1=2:, %adrid+2 #n ierre 7rieu la Eochelle, no di$rio “GL8mancipation nationale), 1=2F, aris+: 8ntendendo por tal todos, e ceto o alem&o e o italiano, profusamente estudados, e o espanhol, porque foi neste país que pudemos conhecer todos outros+ Eeferencia a 8rnst <olte+ Bua principal o/ra foi “O (ascismo em sua 'poca) M<olte, 8rnst+ 8l (ascismo en su 'poca+ 8d+ enínsula, %adrid> 1=CDN+ #nes+iPipedia+orgIiPiI8rnst<olte+C 8ntreguerras ' o período do B'c+ RR que se estende do fim da # 9uerra %undial, em 11I11I1=1F, at' o início da ## 9uerra %undial, em .1I.=I1=2=+ O períodofoi marcado pela 9rande 7epress&o, associada a graves tensões sociais e políticas, culminando com a ascens&o dos regimes totalit$rios <alguns países europeus, oque neste período ocorreu tam/'m no resto do mundo+ 8stes graves pro/lemas socioeconAmicos e políticos foram as causas da ## 9uerra %undial+ 8sse períodoentreguerras pAs fim S hegemonia do 5apitalismo, quando o Bocialismo foi posto em pr$tica+ #n pt+iPipedia+orgIiPiIerT52T37odoentreguerras+D #n es+iPipedia+orgIiPiIBegunda#nternacional+F elo seu “<e 7eal)+ #n es+iPipedia+orgIiPiI<e7eal+= #n es+iPipedia+orgIiPiI9ran9uerraatria+1. Eeferencia a “Eevoluç&o 5onservadora) alem& Mpt+metapedia+orgIiPiIEevoluT52T3DT52T32o5onservadoraN, os “n&o!conformistas franceses), etc+11 #n es+iPipedia+orgIiPiI3ncienE'gime+  de traços e ternos e dos temas de propaganda, sem compreender as motivações Ultimas do (ascismo, e inclusive,muitas ve;esatuando de forma contr$ria a estas motivações+or fenomenos “arafascistas) entende!se todos os que guardam alguma relaç&o de similaridade com o (ascismoautentico+ 5omo foi dito acima, Btalin, ao tranformar a Eevoluç&o Bovi'tica 1*  em autentica Eevoluç&o <acional Eussa, e aoimplantar uma ditadura f'rrea que aca/ou de fato com a 7emocracia de /ase dos Boviets, atuou igual ao (ascismo+ 8 igualmenteEoosevelt, com sua política intervencionista para sair da crise, se apro imou das soluções economicas a curto pra;o que pedía o(ascismo+ 7esde este ponto de vista se lhes pode qualificar de “parafascistas) mas preferimos reservar tal termo para o conjuntode id'ias, movimentos, ou partidos que guardem similaridades com o (ascismo, compartindo elementos comuns, estandoorientados na direç&o similar, etc+ B&o arafascismos, por e emplo, o 3ntissemitismo e o Eacismo Mque e istiam antes e depois do(ascismoN, o 3nticomunismo, o <acionalismo Eevolucionario 12 , os 5esarismos 1: , os opulismos 1 , os Bocialismos <acionais+++odas estas id'ias ou movimentos tem um desenvolvimento paralelo e, portanto, n&o chegaram a confluir nunca plenamente como (ascismo, su/sistindo, quase todos, ao afundamento fascista em 1=:, e tendo orígens anteriores+O termo “seudofascismo) reserva!se para aqueles movimentos ou 9overnos que deli/eradamente se fi;eram passar por (ascismos, justamente para impedir o desenvolvimento do autentico (ascismo+ or “Bemifascismo) entende!se aquelesmovimentos que por falta de algumas condições /$sicas n&o amadureceram plenamente no modelo fascista+ “(ilofascistas) s&oaquelas forças, geralmente parafascistas que simpati;am, mas n&o identificam plenamente, com os fenAmenos fascistas+ 5onv'mtam/'m e aminar outros conceitos nos quais n&o aparece o termo “(ascismo)> “7ireita <acional), “(orças <acionais), “Oposiç&o <acional), “<acional!Eevolucionarios), e “8 trema!7ireita)+ 5om a denominaç&o de forças “nacionais), geralmente se conceituao conjunto de forças antimar istas e antiparlamentar+ “7ireita <acional), e “Oposiç&o <acional) e pressam a mesma id'ia+ V$“<acional!Eevolucion$rio) designa as forças de inspiraç&o, “<acional) mas com um claro componente revolucion$rio+ or definiç&o todos os (ascismos s&o contrarrevolucion$rios, mas n&o todos os movimentos contrarrevolucion$rios s&o (ascismos+8nquanto o termo “8 trema!7ireita), ou “Wltradireita), só reservar!se aos elementos mais ativistas da “7ireita <acional), que por seu radical antiparlamentarismo e sua atitude, as ve;es muito crítica, so/re o 5apitalismo, se assemelha mais ao (ascismo que oselementos mais moderados aos que ca/e incluir na j$ vista “7ireita <acional)+Be nos vemos na situaç&o de fa;er todas estas precisões terminológicas ' pela necessidade de distinguir no8ntreguerras o que era e o que n&o era um autentico (ascismo+ O período de 1=1=!: est$ t&o marcado pelo (ascismo, que houvemuitos movimentos políticos, ou ideológicos que de uma forma ou outra o copiaram, assimilaram, se apro imaram dele+ <olte,autor de um reconhecido prestigio e muito pouco suspeito de (ascismo, j$ demonstrou at' a saciedade o car$cter, digamos“epocal), do (ascismo> o 8ntreguerras ' “a 'poca do (ascismo)+ O (ascismo ' o fenAmeno!ei o da 'poca, e a fascisti;aç&o dosdemais movimentos políticos, uma realidade que se impõe+ recisamente foi <olte um dos primeiros em propor um voca/ul$riomais e ato a /ase de usar as palavras j$ citadas compostas com o termo srcinal de “(ascismo)+7ado que <olte j$ teori;ou amplamente so/re este car$ter “'pocal), e a ele nos remetemos, no nos ca/r mais queanalisar por que a “8 trema!7ireita) se sentiu t&o tentada pelo (ascismo+ 8specificamente, pelo “%odelo #t$liano) de (ascismo+8' que apesar de suas srcens mais a 8squerda que o “%odelo 3lem&o) 1C  o (ascismo italiano teve uma “pr$ is) política muito maisa 7ireita que o alem&o+ #ronicamente se pode di;er que o (ascismo #taliano n&o foi “fascista), pelo menos, que o foi menos que oalem&o+ 8sta argumentaç&o pode parecer ridícula mas j$ tem sido constatada por muitos estudiosos+ <olte assinala que o <acional!Bocialismo alem&o se diferenciava do (ascismo italiano porque “sua ideología era /astante mais sólida, e seu car$cter mais radical)0 <icos ulant;as, em “(ascismo e 7itadura) 1D  disse que “o <a;ismo apresenta na realidade concreta os caracteres do(ascismo de modo mais ca/al e definida que o (ascismo italiano) 1F + 8m um seminario de especialistas dirigido por Btuart V+Xoolf, e pu/licado no volume “Ga naturale;a del (ascismo) 1= , alguns dos citados especialistas se e pressaram em termossimilares+ ara Yogan, “3lemanha se apro imou mais que #t$lia do modelo fascista)+ 3ndresPi nos e põe as ra;ões disto, ecomparando 3lemanha e #t$lia comenta que “os na;istas se opuseram com muito maior força as antigas classes governantes), eacrescenta que “o fracasso dos fascistas italianos contrasta com o ' ito dos na;istas na doutrinaç&o das massas)+7emonstrado este ponto pode!se compreender porque tantos elementos conservadores se sentiram inclinadosfavoravelmente ao (ascismo em sua manifestaç&o italiana, e porque foram t&o poucos os que admitiram o <acional!Bocialismoalem&o+ V$, os fascistas autZnticos de todo o mundo saudaram no <acional!Bocialismo o seu melhor modelo+ 3 atitude ante o(ascismo italiano e o <acional!Bocialismo se constitui assim num dos melhores crit'rios na hora de distinguir entre fascistas efascisti;ados+ Os conservadores n&o podiam sentir sen&o simpatia pelo (ascismo italiano, respeitoso da 5oroa, e da #greja, e quetinha esmagado t&o efica;mente ao %ar ismo+ osteriormente, a polari;aç&o de toda a vida política em * campos, o do3ntifascismo e o do 3ntimar ismo fe; que muitos elementos de 8 trema!7ireita continuarem pró imos ao (ascismo, mas n&o por identidade com ele, mas, como di;ia [rasillach, por “anti!anti!(ascismo)+ 7aqui vem a t&o estendida confus&o entre * correntes políticas que no fundamental s&o muito distintas+Vunto ao car$ter “'pocal) outro traço do (ascismo histórico ' sua dimens&o europ'ia)+ O (ascismo se circunscreveu,quase unicamente, a 8uropa+ roduto de uma tradición política europ'ia, e de uma crise europ'ia, o (ascismo se deve definir “como fenAmeno europeu) segundo 3driano Eomualdi *. + 1* #n es+iPipedia+orgIiPiIEevoluç&orusade1=1D+12 #n pt+metapedia+orgIiPiI<acionalismoEevolucionT52T31rio+1: 5esarismo Mde VUlio 5'sarN ' um conceito usado por v$rios autores para definir um sistema de 9overno centrado na autoridade suprema de um chefe militar ena crença em sua capacidade pessoal, S qual s&o atri/uídos traços heróicos+ 8ste líder, surgido em momentos de infle &o política, se apresenta como a alternativa para regenerar a sociedade ou conjurar hipot'ticos perigos internos e e ternos+ or isso, este tipo de governo costuma apresentar elementos de culto da personalidade+ #n pt+iPipedia+orgIiPiI5esarismo+1 O termo opulismo ' usado para designar um conjunto de pr$ticas políticas que consiste no esta/elecimento de uma relaç&o direta entre as massas e o líder carism$tico como um caudilho Mpt+iPipedia+orgIiPiI5audilhismoN, por e emploN para se o/ter apoio popular, sem a intermediaç&o de partidos políticos ouentidades de classe+ #n pt+iPipedia+orgIiPiIopulismo+1C Eeferencia ao <acional!Bocialismo+1D #n oulant;as, <icos+ (ascismo e 7itadura+ 3 erceira #nternacional face ao (ascismo+ 8ditora ortucalense, 1=D*+ 1DF pp+1F #n ulant;as, <icos+ (ascismo e ditadura+ B&o aulo> %artins (ontes, 1=DF0 3s classes sociais no capitalismo de hoje+ Eio de Vaneiro> \ahar, 1=D+1= #n B+ V+ Xoolf ] outros+ Ga naturale;a del (ascismo+ 8ditorial 9rijal/o, B+3+, %' ico M1=D:N+*. #n pt+metapedia+orgIiPiI3drianoEomualdi+  O (ascismo n&o ', nem muito menos e plic$vel só por mimetismo, por influencia a partir do triunfo do (ascismo na#t$lia em 1=**+ Eomualdi assinala que antes da # 9uerra %undial “em relaç&o ao plano cultural, enquanto que na #t$lia ainda n&ose movia nessa direç&o, na (rança e 3lemanha havia avançado muito a crítica revolucion$ria desde posições nacionalistas da7emocracia e os valores mercantis e igualit$rios), e n&o hesita em di;er que “n&o se pode falar duma prioridade ideológica do(ascismo italiano e, no sentido estrito, tampouco pode falar!se duma prioridade cronológica)+3 data do nascimento do movimento hitleriano, ou do de 5odreanu na EomZnia, d&o plena confirmaç&o desta tese+Begundo Eomualdi, “8m 1=1= a 8uropa era potencialmente fascista+ Os que voltavam das trincheiras, nas quais por longos anosviveram su/metidos ao fogo e a morte, n&o podiam voltar as miser$veis vivencias do comprar e vender duma sociedademercantilista+ 3 geraç&o que voltava da (rente construir$ uma *^ e istZncia edificada so/re os conceitos de disciplina eo/ediZncia, honra, responsa/ilidade e valentia)+ Bo/re este “hUmus) se desenvolveu em toda 8uropa movimentos fascistas, quecontava no capítulo de predecessores com uma ampla serie de ideólogos ou movimentos políticos que vinham /uscando uma nova'tica para viver e uma nova alternativa entre a 7ireita li/eral!capitalista e a 8squerda mar ista!comunista+ O e emplo italianoatuou do modo detonante dum e plosivo> foi o iniciador da “e plos&o)+ %as em todos os países europeus e istiam j$ os elementosnecess$rios para que esta se produ;isse+8sta característica europeia do (ascismo ' de fato reconhecida pelos especialistas mais prestigiosos+ V$ que temosvindo citando a <olte, na o/ra deste autor, por e emplo, se demonstram as srcens europeias n&o estritamente italianos do(ascismo, e se lhe circunscreve a geografia europeia> nenhum movimento fascista, n&o!europeu, ' o/jeto de atenç&o em nenhumade suas o/ras+ 3ssim pois, h$ uma “'poca del (ascismo), e o (ascismo ' um “fenAmeno europeu)+ Outro traço deve ser adicionado a tempo para achar a $rea onde nasceu o (ascismo> o (ascismo ' um fenAmeno “da crise)+ <&o se trata, como algunsautores e traordinariamente simplistas di;em, da crise de 1=*=, a crise econAmica que fe; cam/alear ao sistema capitalista+ _ umacrise mais profunda, mais antiga, e que a/arca outros campos+ %ichel Bchneider escreve que “efetivamente o (ascismo n&o podedesenvolver fora dos períodos de crise+ Wma sociedade n&o se volta para os fascistas só quando crZ que chegou, aos Ultimose tremos)+ 7ado que “o (ascismo ' uma soluç&o heroica, ali onde n&o h$ ocasi&o para o heroísmo, desaparece)+Qual ' esta crise? <olte assinala!a diretamente> a crisis do sistema li/eral, que ele analisa no mesmo livro, e previamente, junto aos movimentos fascistas que nós temos chamado “desconhecidos)+ 3o fim da # 9uerra %undial, quesignificara, ou pelo menos assim parecia, o triunfo dos sistemas li/erais contra os poderes a/solutistas dos #mp'rios, parado almente, o sistema li/eral começa a ruir em todas partes+ rimeiro ' a Eevoluç&o Bovi'tica, e todos os intentosrevolucionarios nela inspirados que se reali;am, com maior ou menor ' ito, pelo resto da 8uropa+ 7epois, o triunfo do (ascismona #t$lia+ ouco a pouco se v&o instaurando ditaduras conservadoras> rimo de Eivera *1 , na 8spanha0 ditaduras na [ulg$ria0 os países /$lticos, olonia+++ O triunfo do <acional!Bocialismo alem&o marca o clíma + 7epois, com a guerra, as potencias regidas por sistemas li/erais ruem!se r$pidamente ante os em/ates das potencias fascistas+++ <o se pode e plicar a srcem desta crise só pelas dificuldades econAmicas do 1=*=+ #sso supõe esquecer dadosó/vio da história do (ascismo+ Bem pretender, assim, negar que a grande crise econAmica de 1=*= foi uma grande ajuda para osmovimentos fascistas> toda crise do sistema ' utili;$vel pelas forças revolucionarias+ 3 crise de 1=*= favorecia tanto aos fascistascomo aos comunistas, mas foram os primeiros os que a usaram mais adequadamente+3 crise, na realidade, afecta a 7ireita Gi/eral ** , e a a 8squerda+ Bem a manifesta crise interna da 8squerda na #t$lia e3lemanha, por e emplo, jamais se houvera produ;ido a vitória do (ascismo+ 8sta crise da 8squerda provínha de sua incapacidade para fa;er a Eevoluç&o nos anos imediatamente posteriores a Eevoluç&o Bovi'tica, e da sua incapacidade para fa;er frente a 5rise8conómica, após 1=*=+ Be houvesse atuado revolucionariamente a 8squerda europ'ia, as d'/eis forças dum (ascismo nascentenada poderiam fa;er contra ela+ %as n&o o fe; assim, e se, por e emplo, nota!se como na #t$lia o auge do (ascismo inicia n&odurante as jornadas revolucionarias da ocupaç&o das f$/ricas pelos oper$rios, como “Eeaç&o defensiva do 5apital), mas, precisamente, quando as ondas revolucionarias mar istas j$ tinham passado e se demostraram est'reis+ <&o se pode e plicar o (ascismo pela “crise social) que supunha o “perigo vermelho)+ #ncontestavelmente, o“perigo vermelho) favorecia o desenvolvimento das forças do (ascismo, mas de igual modo, o “perigo fascista) favorecia odesenvolvimento das forças de 8 trema!8squerda que com a atraç&o do antifascismo podiam ampliar tremendamente suas possi/ilidades de aç&o+ %as era lógico que a 8squerda no sou/e usar a “crise do sistema li/eral) que fala <olte pois, emdefinitivo, ela transformar$ numa das forças “do Bistema)+ <&o duvidemos que ante o “perigo fascista) a 8squerda mais radicaln&o duvidou em aliar!se com as forças /urguesas li/erais, pondo em 1@ lugar no seus programas n&o a Eevoluç&o rolet$ria, mas a“defesa das li/erdades contra o (ascismo)+5omo generali;aç&o, pode!se falar de 2 “ondas fascistas) contra o “Bistema li/eral)+ <o começo dos anos *., acrise ' fundamentalmente social> graves tensões sociais, intentonas revolucion$rias+ O (ascismo chega ao oder na #t$lia+ <oinicio dos anos 2., a crise tem uma motivaç&o srcinal econAmica, o “cracP) de 1=*=+ O (ascismo chega ao oder na 3lemanha+8 na 1^ parte dos anos :. “a crise) est$ gerada pelas tensões internacionais e a guerra> o (ascismo chega ao oder plenamente na5ro$cia, parcialmente na 8slov$quia, temporalmente na EomZnia, tardiamente na -ungria+ -$ uma serie muito ampla deinterferZncias neste esquema geral motivada pelas concretas circunstancias nacionais de cada país, mas como hipótese de tra/alhonos pode ser Util para entender a “'poca do (ascismo)+ *1 Eeferencia a %iguel rimo de Eivera+ #n es+iPipedia+orgIiPiI%iguelrimodeEivera+** #n es+iPipedia+orgIiPiI7ireitaGi/eralEepu/licana+  3tenç&o especial merece o pro/lema do“5ola/oracionismo) *2  so/ a Ocupaç&o%ilitar alem& durante a ## 9uerra %undial,em v$rios países europeus+ ara iniciar, n&o' plenamente assimil$vel o conceito de“cola/oracionista) como “fascista)+ -ouve,e j$ se demonstrou, grupos fascistas que seintegraram na “Eesistencia)+ 7esde j$, ageneralidade dos movimentos fascistasoptaram pela política de “5ola/oraç&o) *: ,mas mesmo que se admita!se que “(ascista4 5ola/orador), n&o ca/e admitir ocontr$rio> “5ola/orador 4 (ascista)+3 maior parte dos movimentos fascistasdesconhecidos n&o aparecem nos livros de-istoria sen&o com a incomoda etiqueta decola/oracionistas, na ## 9uerra %undial,ignorando assim sua e istencia pr'via, esuas raí;es próprias, para ser catalogadoscomo “agentes a soldo do estrangeiro)+ 8ste' um dos mitos que com/ateremos nestelivro+ 3 situaç&o em que se acharam osmovimentos fascistas ante o fato daocupaç&o militar variou muito com os casos+ <a 5ro$cia, o movimento fascista localchegou plenamente ao oder, mesmo que astropas alem&s n&o a/andonaram o territorio,dadas as necessidades de com/ate contra aguerrilha comunista, o 9overno teve umaautoridade total em todas as funções que lhes&o próprias+ <a -ungría, quando finalmenteos fascistas tomaram o oder, em/ora que aguerra j$ est$ sendo travada no seu próprioterritório e, portanto, estava esta/elecidosfortes contingente alem&es l$, o 9overnoteve a autoridade reconhecida e própria+ <&o ocorreu assim no resto dos paísesocupados+ <a 7inamarca, onde o Eei e ol9overno n&o e ilaram em Gondres, n&oocuparam os fascistas locais nenhum papeltrascendente+ <a ['lgica, onde o 9overnoque se e ilou, mas o Eei permaneceu no país, os movimentos fascistas de (landes ealonia n&o viram os seus chefesreconhecidos como “f`hrers) das respectivasregiões ling`isticas at' 1=::, na ofensiva das3rdenas, e isso a titulo só honorífico+ or outro lado, na <oruega e na -olanda, ondetanto o 9overno como os monarcas e ilaramante a ocupaç&o alem&, Quisling *  primeiro,na <oruega, e %ussert *C  depois, na -olanda,foram reconhecidos como “f`hrers) de seus povos, ostentando assim a chefatura“formal) do país, pois de fato o oder eradas autoridades de Ocupaç&o+ *2 #n es+iPipedia+orgIiPiI5ola/oracionismo e in es+metapedia+orgIiPiI5ola/oracionismo+*: 7e igual modo que os grupos li/erais ou comunistas cola/oram com os 3liados e a WEBB, atuando a ve;es como “EesistZncia)+* idPun 3/raham Gaurit; Vonssn Quisling M1FI.DI1FFD!*:I1.I1=:N foi um militar e político norueguZs+ Ocupou o cargo de remier na <oruega ocupada pelosna;ista a partir de fevI1=:* at' o final da ## 9uerra %undial+ (rente a este estava o 9overno norueguZs+ no e ílio, reconhecido pelos 3liados e presidido por Vohan <]gaardsvold, que permanecia em Gondres+ 7epois da 9uerra foi julgado por alta traiç&o e e ecutado+ #n es+iPipedia+orgIiPiIQuisling+*C 3nton 3driaan %ussert M11I.I1F=:!.DI.I1=:CN foi um político holandZs+ Origin$rio de XerPendam M[ra/ante BetentrionalN, fe; carreira profissional comoengenheiro+ <os anos 1=*., milita em varias organi;ações de 8 trema!7ireita, que reclamavam a uni&o do (landes aos aíses [ai os+ (oi um dos fundadores, em1=21, do <B[ b<ationaal!Bocialistische [eeging in <ederland M%ovimento <acional!Bocialista dos aíses [ai osN, de inspiraç&o fascista e posteriormentena;ista+ 8m novI1=2C se reUne com 3dolf -itler+ Be converte em líder do %ovimento em 1=2D+ 3pós a invas&o dos aíses [ai os em maioI1=:., propugna aaliança com os alem&es e a a/oliç&o da %onarquia+ %ussert espera que se tornar o ca/eça dum 8stado holandZs independente, mas a administraç&o do país 'assumida pelo dirigente na;ista austríaco 3rthur Be]ss!#nquart+ 8m 1=:1, o <B[ ' o Unico partido holandZs autori;ado pelo ocupante e cola/ora a/ertamente nasadministrações civis e locais+ Beus efetivos alcançar&o ent&o os 1.. mil mem/ros+ 8m setI1=:., %ussert encarrega a miss&o a um mem/ro do <B[, -enP (eldmeijer de formar uma unidade BB holandeses, M<ederlandsche BBN+ 8m maioI1=:, ' preso por cola/oraç&o com o ocupante na;ista+ (oi fu;ilado em.DI.I1=:C, em -aia+ #n es+iPipedia+orgIiPiI3nton%ussert+ !iros e#erencia !es $ept %ouleurs  [ertin, (rancis+ GL8urope de -itler 8d+ Gi/raire (rancaise, 2 omos+ 5adena, 8rnesto+ Ga ofensiva neofascista+ 8d+ 3cervo+ 5arsten, (rancis+ Ga ascensión del (ascismo+ 8d+ Bei [arral+ 5odreanu, 5orneliu+ 9uardia de -ierro, 8d+ #on %arjj+ 5orrea, ('li + 8l 8stado nuevo portugu's+ 8d+ -eraldo, de 3ragón+ 5osta into, G+3+ <acionalismo ] militarismo+ Biglo RR# editores+ 7egrelle, Geón+ %emorias de un fascista+ 8d+ [au+ 7iericP , Vos+ Bíntesis histórica del movimento flamenco+ 8d+ Xere 7i+ 7ioudonnat, ierre+ Ve suis partout, 1=2.!::+ Ges maurrasiens devant la tentation fasciste+ 8d+ a/leEonde+ 7imitro], 9+ 8scritos so/re el (ascismo+ 8d+ 3Pal+ 7uprat, (rancois+ Ges campagnes de la Xaffen BB+ 8d+ Ges Bept 5oulours, * omos+ 8tienne, Vean %+ Ge mouvement re iste jusquen 1=:.+ resses de la (ondation de Bciences olitiques+ 7e (elice, Een;o+ Ge interpreta;ioni del (ascismo+ 8d+ Gater;a+ 9uchet, ves+ 9eorges alois+ 8d+ 3l/atros+ -amilton, 3listair+ Ga ilusión del (ascismo+ 8d+ Guis de 5aralt+ 8tíenne, Vean %+, Ge mouvement re iste jusquen 1=:.+ resses de la (ondation de Bciences olitiques+ 7e (elice, Een;o+ Ge interpreta;ioni del (ascismo+ 8d+ Gater;a+ 9uchet, ves+ 9eorges alois+ 8d+ 3l/atros+ -amilton, 3listair+ Ga ilusión del (ascismo, 8d+ Guis de 5aralt+ Geeden, %ichael 3+ GL#nterna;ionale (ascista+ Gatan+ Gespart, %ichel+ Oustachis+ 8d+ Ga ensee %oderne+ Gittlejohn, 7avid+ Gos atriotas traidores+ 8d+ Guis de 5aralt+ %achefer, hilips+ Gigues et fascismes en (rance, 1=1=!2=+ +W+(+ %a/ire, Vean+ 7rieu parmi nous+ 8d+ Ga a/le ronde+ %ohler, 3rmin+ 3rmin+ Ga 7ireita francesa+ 8d+ 8uropa+ %utti, Yitartas+ #l na;ionalsocialismo ungharese+ 8d+ 7i 3r+ <eira, -ug, 8l 5esarismo populista+ 8d+ \R+ <olte, 8rnst+ 8l (ascismo, de %ussolini a -itler+ 8d+ la;a  Van's+ <olte, 8rnst+ 8l (ascismo en su 'poca+ 8d+ enínsula+ <olte, 8rnst+ Ga crisis del sistema li/eral ] los movimentos fascistas+ 8d+ enínsula+ locard d3ssac, Vacques+ 7octrinas del <acionalismo+ 8d+ 3cervo+ Eallo, %ichelle+ 7all 3ction (rançaise ad Ordre <ouveau+ 8d+ 8uropa+ Eallo, %ichelle+(ascismo della %itteleuropa+ 8d+ 8uropa+ Eallo, %ichelle+ Quisling+ 8d+ hule+ Eoumaldi+ ## (ascismo como fenAmeno europeo+ 8d+ GL#t$liano+ B/urlati, 5arlo+ 5ódreanu, el 5apit$n+ 8d+ 3cervo+ Bchineider, %ichel+rincípes de lL3ction fasciste+ 8d+ 57W+ Berant, aul+ 8l destino de los vencidos+ 8d+ Guis de 5aralt+ Berant, aul+ Bala;ar el il suo tempo+ 8d+ 9iovani olpe+ Berant, aul+ Ge romanticisme fasciste+ 8d+ (asquelle+ Bima, -oria+#ntervista sulla 9uardia di ferro+ 8d+ hule+ archi, %arco+ 7egrelle e il Ee ismo+ 8d+ 9iovani olpe+ archi, %arco+ 7oriot e il artito opulare (rancese+ 8d+ 9iovani olpe+ iKas, 7avid+ 8l (ascismo en Gatinoamerica+ arios autores+ Ga 7ireita 8uropea+ Guis de 5aralt+ M8ugen Xe/er, -ans Eogger, V+E+ Vones, V+ Btenger,3+ Xhiteside, B+ 7eaP, %+ EintalaN+ arios autores+ #l (ascismo in 8uropa+ Gater;a+ MBtadler, 8ros, [ar/u, 3ndresPi, Wpton, 7err],BPidelsP], %artinsN+ 9aucher, Eoland+ Ga oposición en la WEBB+ Guis de 5aralt+ o]n/ee, 3rnold+ Ga 8uropa de -itler+ 8d+ 3-E+ * omos+ XisPernan, 8lisa/eth+ Ga 8uropa de los dictadores, 1=1=!:+ Biglo RR# editores+ eistas  5olecciones das revistas italianas neofascistas GLitaliano, 3lternativa, 7issenso com os artígos de%ichelle Eallo, %arco archi, %auri;io 5a/ona, etc+ 5oleç&o da revista neofascista francesa 7efense de GLOccident+ #nteresse especial, aos nUmerose traordinarios dedicados a historia do (ascismo, dirigidos por (rançois 7uprat> Ga croisade3nti/olchevique, Ge fascisme dans le monde ] so/re todo Ges fascismes inconnus M7uprat, Bolchaga,9uiraud ] G]nder G+ WnstadN+ 5oleç&o da revista francesa Eevue d-istoire du (ascisme, dirigida por (rançois 7uprat Martígos de7uprat, (+ Bolchaga, (+ %assa, -+ %avrocordatis, Boffiers, E+ 5a;enave, -+ YinoshitaN+ Eevista francesa+ -istoria, 5oleç&o “-ors serie MnUmeros dedicados a “5ola/oraç&o francesaN+ Eevista espanhola+ -istoria 1C, nUmeros soltos+ 5oleç&o do /oletím 587378, editado pelo 5írculo 8spanhol de 3migos da 8uropa+(ontes [i/liogr$ficas

Pui curry

Aug 2, 2017
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