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Os Funcionários Nos Acalmaram

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  vivem em típicas cabanas de selva, demaneira bastante independente, fazendo o que bem entendem, trabalhando em ocupaçõespróprias, em uma organização que adquiriu características e ritmo próprios. Existem uízes,policiais e funcion!rios locais. #r. $resciani % completamente respeitado, e claramentecoordena a col&nia inteira, tanto protegendo como construindo pontes entre os grupos queentram em luta uns contra os outros.'isitamos o complexo novamente na terça(feira, acompanhando o #r. $resciani em suaronda, quando ele examinava o sistema nervoso dos pacientes. Ele est! trabalhando em umestudo detalhado das formas nervosas de lepra, baseado em quatrocentos casos. )er! umapesquisa bastante interessante, porque a maioria dos casos de lepra nesta região ataca osistema nervoso. #e acordo com o #r. $resciani, o #r. )ouza *ima estava interessado emsinais precoces da doença manifestados por crianças que vivem na col&nia.'isitamos a parte do complexo reservada para as mais ou menos setenta pessoas sadias dacol&nia. +arece de confortos b!sicos, como luz el%trica todos os dias, uma geladeira e umlaboratório, mas, aparentemente, estas instalações serão feitas at% o final do ano. Elesprecisariam, pelo menos, de um bom microscópio, de um micrótomo, de um t%cnico delaboratório  no momento, esta função % exercida pela -adre -argarita, que % muitosimp!tica, mas pouco competente  e tamb%m de um cirurgião capaz de operar nervos, olhosetc.  importante notar que, apesar dos enormes problemas relativos aos nervos, pouquíssimaspessoas são cegas por conta da doença, o que pode, talvez, audar a demonstrar a que o /01 23 tem algo a ver com isso, ! que a maioria não teve tratamento algum.4a quarta(feira, fizemos as rondas novamente, com um pouco  de pescaria ou de nataçãoentre elas. 5 noite, eu geralmente ogo xadrez com #r. $resciani ou então nós conversamos. dentista, #r. 6lfaro, % um homem muito tranquilo e amistoso.4a quinta(feira, a col&nia não funciona, de modo que não fomos ao complexo. 7ogamosfutebol durante a tarde e eu não me saí tão mal no gol. 8ela manhã, tínhamos tentado pescar,mas em vão.4a sexta, eu voltei para o complexo, enquanto 6lberto ficou na base para fazer umasbaciloscopias com a freira simp!tica, -adre -argarita. 8esquei dois tipos de sumbi,conhecidos por mota, um dos quais eu dei para o #r. -onto9a. # :6 #E ) ; < =E'6>64o s!bado, ?@ de unho de ?3A2, eu, quase uma criança, fiz vinte e quatro anos. Entrei naante(sala daquele transcendental quarto de s%culo, das bodas de prata de uma vida, que at%este momento não tem me tratado muito mal. 8ela manhã logo cedo, eu fui para o rio mais umavez tentar a sorte contra os peixes, mas pescar % como apostarB começa(se ganhando e acabaseperdendo. 5 tarde, tivemos um ogo de futebol, eu na minha posição tradicional, no gol,mas desta vez com mais sucesso do que em ocasiões anteriores. 5 noitinha, depois de umbanquete maravilhoso na casa do #r. $resciani, houve uma festa para nós no salão de antarda col&nia, com grandes quantidades da bebida nacional peruana, o pisco. 6lberto % quase umespecialista nos efeitos dessa bebida no sistema nervoso central. Cuando todos est!vamoscom os espíritos ! elevados, o diretor da col&nia prop&s um brinde a nós, algo muito tocante,e eu, ! bastante Dpiscozado, produzi algo parecido ao que se segueBD$em, % meu dever responder ao brinde proposto pelo #r. $resciani com algo mais do queum gesto convencional. Fendo em conta nosso estado prec!rio atual, tudo o que temos a  oferecer são palavras, e eu gostaria de us!(las para expressar meus agradecimentos do fundodo coração, e os de meu amigo tamb%m, a toda a equipe da col&nia, que, apesar de ter nosconhecido h! muito pouco tempo, veio demonstrar sua afeição de maneira maravilhosa,celebrando meu anivers!rio como se fosse o de vocGs próprios. E quero acrescentar, tamb%m,mais uma coisa. #entro de poucos dias estaremos deixando o 8eru, então estas palavraspodem ser encaradas como uma esp%cie de despedida, e eu gostaria de expressar minhagratidão a todo o povo deste país, que desde o primeiro dia em que cheguei, em Facna, nosdemonstrou sua hospitalidade calorosa. E gostaria de acrescentar tamb%m mais uma coisa, quenada tem a ver com este brinde. 6inda que nós seamos insignificantes demais para sermosporta(vozes de causa tão nobre, nós acreditamos, e essa  ornada só tem servido para confirmaressa crença, que a divisão da 6m%rica em nações inst!veis e ilusórias % uma completa ficção.)omos uma raça mestiça com incontest!veis similaridades etnogr!ficas, desde o -%xico at% oEstreito de -agalhães. 6ssim, em uma tentativa de nos livrarmos de qualquer provincialismoimbecilizante, eu proponho um brinde ao 8eru e a uma 6m%rica =nida.-eu discurso foi recebido com muitos aplausos. 6 festa, que por aqui consiste em bebertanto !lcool quanto possível, continuou at% as trGs da manhã, quando finalmente fomos dormir.4a manhã do domingo, visitamos uma tribo de Haguas, os índios da palha vermelha.6ndamos durante cerca de trinta minutos em uma trilha que desmente todos os rumores sobreuma selva profunda e chegamos a um grupo de ocas. Ioi interessante ver como eles vivem,embaixo de t!buas de madeira e em uma cabana bem pequena feita de palha e hermeticamentefechada, para se proteger dos mosquitos que chegam J noite  em formação de ataque. 6smulheres substituíram os traes tradicionais por roupas comuns  não se pode admirar seuspares de seios. 6s crianças tGm barriga grande, mas são bem magras. s idosos, ao contr!rio,não mostram sinais da deficiGncia de vitaminas que % comum entre as pessoas maisdesenvolvidas que vivem na floresta. 6 alimentação consiste basicamente de iKca /uma flor1,de bananas, da fruta da palmeira e de animais que eles caçam com rifles. )eus dentes sãotodos podres. Ialam sua própria língua, mas compreendem o espanhol, pelo menos algunsdeles. 4a parte da tarde, nós ogamos futebol e eu me saí um pouco melhor, mas levei um gol.5 noite, 6lberto acordou com uma forte dor de est&mago, na cavidade ilíaca direitaL eu estavacansado demais para me preocupar com as dores de outra pessoa, então lhe receitei coragem,virei de lado e dormi at% de manhã.6 segunda(feira % o dia em que os rem%dios são distribuídos no complexo. 6lberto, bemcuidado pela sua amada -adre -argarita, tomava uma dose de penicilina religiosamente acada quatro horas. #r. $resciani me disse que estava esperando chegar uma balsa comalguns animais a bordo e tamb%m que nós poderíamos untar algumas t!buas e cordas parafazer uma balsa para nós mesmos. <ostamos da ideia e começamos a fazer planos de ir at%-anaus etc. +omo estava com o p% machucado, fiquei no banco no ogo da tardeL converseicom o #r. $resciani sobre tudo que h! debaixo do sol, e acabei indo dormir bastante tarde.4a manhã de terça, 6lberto ! estava recuperado. Iomos at% o complexo, onde o #r.-onto9a estava operando a ulna de um paciente, aparentemente com resultados brilhantes,ainda que a t%cnica deixasse muito a desear. 5 tarde, fomos pescar em um lago ali perto. 4ãofisgamos nada, % claro. 4a volta, decidimos nadar um pouco no
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