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OS GOVERNOS DEMOCRÁTICOS DO FINAL DO SÉCULO XX EM UM BRASIL COM HISTÓRICAS DINÂMICAS POPULACIONAIS E O DESDOBRAR DAS POLITICAS DE ESTADO SEGUINDO PELO NOVO MILÊNIO

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    OS GOVERNOS DEMOCRÁTICOS DO FINAL DO SÉCULO XX EM UM BRASIL COM HISTÓRICAS DINÂMICAS POPULACIONAIS E O DESDOBRAR DAS POLITICAS DE ESTADO SEGUINDO PELO NOVO MILÊNIO   RESUMO   Na expectativa de muitos, as lutas históricas pela liberdade e pela prosperidade do povo brasileiro pareciam ter encontrado respaldo na representação governamental dos anos 1990, embora, outros não se convencessem de que o novo representante do executivo fosse o melhor possível, uma vez que a esquerda nacional estivera apoiando o seu adversário nas primeiras eleições diretas, no final do século. Mas, os meios de comunicação dominantes, os quais ajudaram a elegê-lo noticiavam a grande vitória do povo e a concretização do esplêndido projeto nacional. No entanto, o neoliberalismo não representava os anseios de todos os cidadãos e, principalmente daqueles que apoiaram a parte derrotada e não demorou para que houvessem significativamente manifestações contrárias ao novo governo e por fim levá-lo à queda. Mas, o que fez cair ao primeiro presidente eleito por voto direto pós período militar foi exatamente a contradição entre o que ele apregoava, a sua imagem de guardião da ética e da justiça e os escândalos que se deram sob o seu governo, envolvido em atos de corrupção e desmandos em relação ao uso do erário. Para o próximo que se assume em um país vigoroso na era da globalização, os números da fome é uma tremenda vergonha e este recém empossado precisa encontrar soluções. Ouvindo à sociedade, a governança dá alguns passos para a solução do problema e dá início a ações que direcionaram à implantação de programas assistenciais, quais seriam aperfeiçoados mais tarde por governos posteriores. Mas, não é tão fácil solucionar problemas sociais em um modelo que produz riquezas e pobreza ao mesmo tempo. Estudos bibliográficos nos mostram que a distribuição da população e a formação do território está diretamente ligada às questões econômicas. As migrações formando vazios demográficos e aglomerações por todo o país seguem principalmente a lógica dos fluxos de capital e seus impulsos exploratórios. Objetivando abordar o contexto das dinâmicas populacionais, citamos estudos relativos ao crescimento demográfico no Brasil do século XX, revelando as curvas de crescimento das principais cidades e regiões metropolitanas. O levantamento documental dá a entender que essas dinâmicas deixam bastante explícito que incentivos políticos e a industrialização de algumas regiões definiram as ocupações territoriais em suas particularidades. Historicamente as concentrações populacionais brasileiras se deram seguindo, sobretudo, a lógica dos ciclos econômicos. As primeiras grandes explorações deram srcem às primeiras maiores cidades e assim se fez a ocupação do território. Primeiramente, as áreas litorâneas por onde se deram as ocupações europeias e posteriormente as regiões onde se concentraram as explorações de minério, de cana de açúcar e algodão, do café e por fim, da soja, assim sucessivamente. Interiorizando com a mineração e por fim pelas colônias agrícolas, em torno das atividades agropecuárias modernas e, principalmente industriais. As movimentações sociais tem uma característica muito importante que é a de fomentar diretrizes políticas no sentido de buscar atender às necessidades do cidadão para a construção de uma cidadania plena promovendo o equilíbrio social. Por isso os governos mais abertos a ouvir a sociedade tem melhores condições de governar para a maioria de forma mais justa e igualitária. Os governos eleitos com o apoio de velhas oligarquias e que se prendem a atender seus interesses, acabam por manipular a população vendendo ilusões absurdas. A imagem de um super herói criada pela mídia é propícia à enganação resultando logo em descontentamento popular. Só os governantes mais atentos são capazes de compreender às dinâmicas sociais e implementar políticas de melhores resultados ao conjunto nacional. Portanto, a governabilidade pelo interesse social pode ser minada pelo interesse de corporações e demais forças a serviço do grande capital.      Palavras chave:   população; representatividade; neoliberalismo.  2 1 INTRODUÇÃO  Em um recorte temporal de pouco mais de duas décadas e meia abordamos as relações de poder no Brasil, a representatividade política das classes sociais e a ética dos governos no modelo capitalista. Observamos que a representatividade governamental no Brasil não tem atendido às expectativas da população em sua maioria, uma vez que a pobreza extrema atravessou o século XX sem uma solução eficaz, enquanto a concentração das riquezas é uma realidade impossível de se ocultar. Em meio às contradições, diversas são as manifestações sociais que se dão pelo anseio de apontar o melhor caminho para a equidade social, mas os trabalhadores e os atores das camadas menos abastadas da sociedade não são ouvidos em suas externações ou são constantemente ludibriados politicamente. Na última década do século XX, com a ascensão de um presidente apoiado pelas velhas oligarquias logo após a abertura política no Brasil, ainda no final dos anos 1980, ficou claro que o poder em nada mudou de dono e o contexto de enganação culminou em grandes revoltas populares e a primeira destituição do chefe do executivo dessa nova fase democrática. Um novo governo assume após o empoderamento popular e alguns avanços são conseguidos, mas a complexidade e a dinâmica de um país de dimensão continental é um desafio constante para as políticas de maior interesse social. Em um recorte maior vemos que explorações econômicas, desde a invasão europeia do século XVI, marcaram um cenário de concentração de riquezas na expropriação dos povos americanos de um modo geral, onde formou também a concentração do poder político e as discrepâncias históricas não são facilmente resolvidas. Ainda mais quando a população como um todo não participa ativamente das decisões, já que o financismo desde a produção primária, das técnicas de industrialização até a imagem para o propósito eleitoral, os conluios de forças estabelecidas, concentram-se em determinados grupos de poder econômico elevado. A partir de uma revisão bibliográfica utilizando como base Stacciarini (2002) e Santos e Silveira (2001), dentre outros estudos, sobretudo alguns mais recentes, o que se pretende nesse trabalho é fazer um apanhado da situação política e social em que se encontrava o Brasil no final século XX até os fenômenos deste inicio de  3 novo milênio, observando as influências das movimentações sociais para a constituição e estabilidade dos governos. 2 ILUDI DOS POR UM “NOVO GOVERNO” NO LIMIAR DO TERCEIRO MILÊNIO  A abertura política no Brasil permitiu com que fosse eleito por voto direto e tomasse posse o primeiro presidente da república em 1989, depois de mais de 20 anos de ditadura militar e um governo feito por um vice-presidente, qual substituiu então o principal representante eleito diretamente na primeira eleição direta pós-ditadura militar brasileira. Foi um momento de grande esperança para o povo. O discurso da ética, da  justiça, da liberdade e da modernidade se fez presente e convenceu à maioria da população de que o País tomaria o rumo certo tendo à frente do governo o então  jovem político Fernando Collor de Melo. Lutas históricas pela liberdade e pela prosperidade do povo brasileiro pareciam ter encontrado respaldo na representação governamental, embora, muitos não se convenceram de que aquele era o melhor representante, uma vez que a esquerda nacional estivera apoiando o seu adversário o então candidato derrotado Luís Inácio Lula da Silva, o Lula. Mas, os meios de comunicação dominante, os quais ajudaram a elegê-lo noticiavam a grande vitória do povo e a concretização do esplêndido projeto nacional nos planos do novo governo. Sobre esse cenário com o novo presidente e a insatisfação de representantes sociais, Stacciarini (2002) escreveu: Desde os momentos iniciais de Fernando Collor, “Betinho” (Herbert de Souza) indignara-se com o jovem e exibicionista Presidente da República, que derrotou “Lula” (Luis  Inácio da Silva) nas eleições diretas de 1989 e que usava a mídia  –  principalmente a Rede Globo  –  como bem lhe conviesse.   Além dessa triste conivência estabelecida entre um político conservador  –  com máscara de modernidade  –  e os meios de comunicação de massa, Fernando Collor assume o papel de defensor do chamado “Neoliberalismo”, anunciando um grande programa de privatizações e demissões de milhares de funcionários públicos federais. (STACCIARINI 2002, p 56).  O neoliberalismo, definitivamente não representava os anseios de todos os cidadãos e, principalmente daqueles que apoiaram Lula e não demorou para que
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