Business

OS MANAUIS DIDÁTICOS E AS CONCEPÇÕES DE DISCIPLINA E INDISCIPLINA NA SALA DE AULA: Uma problemática de governamento da infância ROSILEY AP.

Description
OS MANAUIS DIDÁTICOS E AS CONCEPÇÕES DE DISCIPLINA E INDISCIPLINA NA SALA DE AULA: Uma problemática de governamento da infância ROSILEY AP. TEIXEIRA Este estudo propôs-se à análise das práticas discursivas
Categories
Published
of 13
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
OS MANAUIS DIDÁTICOS E AS CONCEPÇÕES DE DISCIPLINA E INDISCIPLINA NA SALA DE AULA: Uma problemática de governamento da infância ROSILEY AP. TEIXEIRA Este estudo propôs-se à análise das práticas discursivas sobre a disciplina e indisciplina presentes nos manuais didáticos ( ) utilizados como instrumentos de formação de professores nas escolas normais e/ou magistério. Os manuais foram tomados como fonte de pesquisa uma vez que neles estavam organizados os conteúdos a serem ensinados aos futuros professores, ou aos já atuantes no magistério. Neles estavam inscritos os recursos didáticos e os saberes selecionados para serem difundidos, de forma sistematizada e simplificada, ás crianças e adolescentes, além de possuírem as prescrições quanto a um modo de ser professor e a um modo se ser aluno. Procurou-se entender quais condutas separavam o aluno disciplinado do indisciplinado e qual o papel do professor na direção desses. Por conseguinte examinaram-se os manuais didáticos de NÉRICI (1960); SANTOS (1966); J. LEIF e G. RUSTIN (1968); GRISI (1968) e OLIVEIRA (1978). Neste exercício interpretativo destaca-se que independente do modelo escolar (tradicional ou renovada), apresentados pelos autores, disciplina esta sempre ligada ao ensino. Nesse caso disciplina pode ser matéria a ensinar ou normas exigidas para o ensino. Como análise preliminar considera-se a disciplina na sala de aula como uma problemática de governamento se entendida como um domínio prático e técnico com a finalidade de tornar possível a ação de uns sobre os outros. (Foucault, 2008). Logo, ao analisar os manuais didáticos que circulavam nas escolas normais verifica-se que os discursos pedagógicos, que ali compareciam, se prestavam a colocar em ação certos modos de pensar e agir indicando um modo de ser aluno. Nesse aspecto, assinala Foucault (2000) que a disciplina fabrica indivíduos. Ela é em seus termos [...] técnica específica do poder que toma os indivíduos ao mesmo tempo como objetos e como instrumentos de seu exercício. (Foucault, 2001, p.143). A partir dessa concepção é que se pretende analisar as concepções de disciplina e indisciplina apresentadas nos manuais didáticos usados pelas escolas normais paulistas na formação dos professores primários. Universidade Nove de Julho; Dra Historia da Educação. 2 Estudos de autores como Nóvoa (1993), Catani (1994), dentre outros nos permite saber como a profissão docente tem sido concebida e dada a ler em diversos momentos históricos. Silva (2008) aponta para literatura educacional como sendo uma das principais fontes desses estudos, pois é composta por um amplo conjunto de impressos, tanto as obras mais reconhecidas, quanto os artigos constantes nas revistas especializadas, pelas orientações do estado até os livros das normalistas que ao longo do período em que foram publicados corresponderam muitas vezes ao primeiro contato dos docentes com as questões pedagógicas. Assim, tomar os manuais didáticos como exercício de investigação significa atentar para as leituras especificas realizada pela grande maioria de professores quando cursaram a Escola Normal no período em questão e se interrogar sobre os usos feitos desses impressos quando usados nas aulas ajudando os professores do curso a prepararem suas explicações e apresentando às normalistas temas julgados essenciais a sua formação. (Silva, 2008) Os manuais didáticos: guias para as condutas infantis Os manuais didáticos foram dispositivos criados para potencializar a ação de uns sobre os outros, visando moldar e modelar as condutas do professor que por sua vez deveria guiar as condutas infantis. Para tanto, foram necessárias estratégias de controle não só sob o comportamento infantil, mas principalmente do professor. As regras de conduta, por meio uma autocontrole reflexivo, da educação ou coeducação não se manifestam apenas para as atitudes e comportamentos esperados para o aluno, que esta sob o olhar vigilante do professor, mas também e principalmente sob aquele que olha, disciplina e avalia. O professor estará sob um controle constante ate que tais atitudes se tornem um hábito, se naturalize de modo que a profissão não se separe do individuo. Tal aspecto fica evidente quando no manual encontramos não apenas as condutas a serem ensinadas, mas sobretudos as serem adquiridas ou superadas pelos futuros professores. Nesse sentido as escolas normais se constituíam em recinto adequado pra disciplinar os docentes, transformados em agentes do projeto social e político da modernidade: os discursos produzidos nesta instituição edificam um modelo de ser professor que mistura antigas referências religiosas com o novo papel de servidores do Estado. (Nóvoa, 1993, p. 3) 3 Do mesmo modo os manuais didáticos instrumentos utilizados nas escolas normais, e depois nos cursos de magistério, apresentavam certos discursos por meio de técnicas e procedimentos que consistiam em estratégias que visavam à conformação moral dos indivíduos professores e alunos - indicando um modo particular de relacionar-se consigo e com os outros. Nota-se em tais práticas a pretensa ação de dotá-las de certas capacidades de compreender falar e julgar-se a si mesmos, e de colocar-se em ação. Os cursos de formação de professores no Brasil, mas principalmente em São Paulo, passaram ao longo de sua história por diversas mudanças e consequentes transformações tanto em seus aspectos estruturais quanto no campo dos saberes a serem ensinados aqueles que deveriam governar na infância. Sabres expressos em disciplinas e manuais diversos. Como é sabido todo e qualquer programa de formação surge dentro de certa realidade social e pautado desse modo em referentes pedagógicos que interessam a esse projeto. As primeiras reformas republicanas que visavam à ampliação da educação favoreceram o desenvolvimento das escolas normais tanto do ponto de vista quantitativo ampliando o número dessas quanto qualitativo reformando seu currículo e ampliando o curso de três para quatro anos.. (Tanuri, 1979) Em relação à organização curricular da escola normal veremos a partir de 1893 a inserção nos planos de estudos à inclusão de novas disciplinas como a psicologia experimental, a pedagogia e educação cívica, métodos e processos de ensino, critica pedagógica e exercícios de ensino. Com a Reforma Lourenço Filho em 1930 teremos um currículo organizado com 14 disciplinas dentre elas a pedagogia que permaneceu junto a pedagogia, a organização Escolar, que apareceu pela primeira vez no plano de estudos vinculados à didática. Criou-se nesse período também um curso de aperfeiçoamento pedagógico de dois anos criado para os concluintes do curso Normal. (Almeida, 1993) Interessa observar que tais reformas vieram paulatinamente impregnando-se pelo movimento renovador, combatendo de modo veemente os padrões tradicionais de ensino com seus programas rígidos para torná-los flexíveis, adaptados ao desenvolvimento e a individualidade das crianças; preocupou-se com o ensino ativo baseado na observação e experimentação em oposição ao ensino verbalistico da escola tradicional. Nesse aspecto veremos todo um investimento não só nas reformas das instituições de formação dos professores, responsáveis pelo governo da infância no espaço escolar, mas também a produção de um material didático, com seus manuais que diziam do modo de educar a infância. 4 Assim, falar dos livros das normalistas significa atentar para uma modalidade específica de leituras realizadas por todos os professores, senão a grande maioria deles, quando cursaram a Escola Normal e disciplinas como a Pedagogia, a Didática, a Metodologia e a Prática de Ensino. [...] convém atentar inicialmente para os usos feitos desses impressos, quando eles foram usados nas aulas, ajudando os professores do curso a prepararem suas explicações e apresentando às normalistas aquilo que foi tomado como essencial na área. (SILVA, 2008: 116) Nessa direção se examinará os manuais didáticos por darem sustentação ao desenvolvimento dos programas de ensino junto às normalistas e por instituirem um modo de governar a sala de aula e em consequência a infância. Os manuais pedagógicos estiveram longe de serem reconhecidos como grandes obras da educação, outra razão pela qual eles diferiram de textos como a Didática Magna ou o Emílio. E os próprios manuais sempre reconheceram isso, quando afirmaram serem apenas resumos, compêndios das principais ideias sobre educação, não contendo nada de original, com objetivos, portanto, muito mais modestos do que os de um tratado da área. No decorrer dos anos, essas publicações assumiram esse lugar na literatura educacional, dando diferentes tipos de ênfase aos seus conteúdos, passando de preocupações com as teorias úteis aos educadores a questões mais práticas de como proceder em sala de aula. (SILVA, 2008:119) Os manuais didáticos no período eram organizados em capítulos que de modo geral partiam das questões teóricas às conceituais e práticas. No tocante aos aspectos teóricos as discussões passavam pelas concepções pedagógicas e educacionais, pois para os autores essas concepções estão ligadas ao modo como o homem compreende a si, a sociedade e os fins da educação. Nos aspectos práticos ou nos meios da ação educativa apresentam discussões sobre os métodos e as medidas do ensino, os recursos didáticos, os programas de ensino e por fim em quase todos eles havia um capítulo reservado as discussões sobre a direção, manejo ou governo da classe e a disciplina necessária ao desenvolvimento da autodisciplina dos alunos. 5 Nota-se, nesses manuais, que os autores deixam claro, antes de qualquer discussão sobre as temáticas, com qual concepção estarão tratando, pois para os mesmos educar ou disciplinar não trata de manutenção da ordem, mas de uma ação formativa para toda vida. DISCIPLINA NOS MANUAIS DIDÁTICOS Para iniciarmos a discussão sobre disciplina e indisciplina na escola nos remeteremos a estudos de Estrela (2002). Para a autora à indisciplina é um fenômeno tão antigo quanto à escola e a manutenção da mesma se constitui em preocupação em todas as épocas. A indisciplina, outra face da disciplina, só adquire significado na relação pedagógica e que, portanto só pode ser compreendida nesse espaço, distinguindo-se assim de outras formas de indisciplina social. (ESTRELA, 2002:14). O fato é que ao longo da história tanto a relação pedagógica se altera quanto os papeis e função disciplinar, ou seja, aquilo que em determinada época poderia ser considerado indisciplina ou desordem como o falar, conversar em outras faz parte da disciplina que deve ser organizada pelo professor. Mas foi no avançar do século XX que vimos a partir das novas concepções de pedagógicas advindas, por certo, das novas concepções de mundo e homem se por em causa a educação tradicional e em consequência a disciplina escolar. Posto que os manuais da Escola Normal definiram-se a partir dos usos para os quais se destinaram, a sua característica nuclear foi terem se constituído num dos únicos impressos que chegaram aos professores dos níveis mais elementares de ensino e que muitas vezes não tiveram acesso a graus mais elevados de instrução, ou seja, pessoas que limitaram sua formação ao âmbito da Escola Normal e dos concursos de ingresso na carreira docente, aptas a lecionarem no ensino primário. (SILVA, 2008: 118) Os Manuais para professores tiveram por função ensinar os futuros professores a ensinar a partir de um conjunto de saberes e práticas relacionadas com o governo de si e dos outros que podem ser encontradas, nesses, já na concepção de disciplina entendida. [...] primeiro, no sentido do estabelecimento e mantença, em classe, da ordem, indispensável ao ensino; mas entendido também no sentido da ação formativa e reguladora sobre cada indivíduo, que levado, progressivamente, a ser disciplinado e tomar a direção de si mesmo. Nesta acepção larga, o problema da disciplina é o próprio problema da educação. (LEIF e RUSTIN, 1968:130). 6 Nessa concepção teremos também uma inversão do perfil do professor, pois cabe a ele não mais ensinar conteúdos e sim os mecanismos de autorregulação. Como havia apontado à nova pedagogia trata de uma nova forma de entender o homem, ou seja, tenta responder qual a melhor forma de conduzir a conduta humana. Sabe-se que por muito tempo a pedagogia esteve preocupada em moldar comportamentos por meio de uma disciplina tradicional, considerada autoritária com a qual se fazia necessário romper. Pois incapaz de responder ao novo projeto social que requeria cidadãos autônomos. Ruptura que aparece de modo explicita nos manuais em apreciação. Desse modo as discussões nos Manuais didáticos aparecem centre em oposição o antigo e o novo; tradicional e o moderno. A educação tradicional que se dá pela coerção a pancada é o primeiro meio a que essa disciplina recorre. Nessa concepção O aluno apresenta-se como criatura a que cumpre fazer aprender certos mecanismos, adquirir certos conhecimentos, e que importa dobrar a certas regras de vida. Seja maleável, seja indócil, tem-se preliminarmente a ideia de exercer sobre ele pressão que o constranja, o dome e o marque. A educação começa, assim, pela sujeição, senão mesmo pela coerção violenta. A palmatória e as varas são atributos ordinários do magister. (LEIF e RUSTIN, 1968: 131). Conforme os autores herança da antiguidade o castigo variavam desde as pancadas nas costas, suras com varas, com as mãos faziam parte da educação da infância. Citam um código de 1227 sobre os castigos escolares. Se o aluno foi surrado com varas, ou com a mão, sem traços de sangue, não há falta. Se sangra apenas no nariz, também não cabem sanções. Mas se foi batido noutros lugares e sangra (exceto se foi com varas), deve haver sanção. Se o aluno foi ferido de morte, o mestre deve ser denunciado à justiça. (LEIF e RUSTIN, 1968:132). 7 O exemplo acima demonstra o modo como às crianças eram educadas na e pela educação tradicional a ser combatida, pois essas além dos castigos físicos exerciam sobre os alunos minuciosa vigilância, muitas vezes era exercida pelos próprios alunos, uns sobre os outros. Os autores advertem os futuros mestres a se esquecerem das punições como os jejuns, ou ficar de pé voltado para parede, o cárcere (quarto escuro), a perda dos recreios. Uma pedagogia inspirada pela punição merecida, uma educação pela sujeição. Ideias arraigadas de um cristianismo puritano. Os autores desses manuais denunciavam uma educação pela coerção que não educava, pois pela coerção, pela ameaça de castigo ou punição, pela severidade da aplicação das ordens, obter-se-ão, na melhor hipótese e momentaneamente, a ordem, silencio, atitude atenta, respeito às proibições. Talvez se chegue a criar certos hábitos. (LEIF e RUSTIN, 1968:132). Discute-se e se questiona o valor educativo das disputas e competições colocando-as como antipedagógicas e que devem ser evitadas, pois cultivam se não apenas a vaidade, rivalidade, inveja e ciúme. Outro modelo de disciplina questionado nesse manual seriam as recompensas e os elogios que foram empregadas pelos jesuítas que [...] reinventaram as cruzes, as fitas, as insígnias, os quadros de honra, as felicitações públicas, a afixação dos trabalhos premiados, a exibição dos alunos brilhantes em reuniões públicas onde os pais e amigos vinham aplaudi-los, a outorga de prêmios, seja durante o ano por um trabalho concluído, seja no fim, no correr da grande solenidade da distribuição dos Prêmios. (LEIF e RUSTIN, 1968:145). Desse modo na contraposição de uma educação tradicional nos manuais vamos encontrar algumas propostas educativas dentre elas uma disciplina que permita suscitar o florescimento da personalidade que modelar o indivíduo de fora para dentro. (172) Desse modo afirma-se. Somos assim levados a praticar, como as Instruções Oficiais recomendam, uma disciplina liberal e formativa, e até, em certos domínios da atividade escolar, o sefgovernment, isto é, a autodisciplina e autoeducação. Acaba-se por compreender que não é tanto para dar aula que se tem necessidade de criar e entreter a disciplina, mas que ela deve ser suscitada pelo próprio meio escolar, com vistas à ordem intima e a organização da pessoa, fim ultimo de toda educação.(leif e RUSTIN, 1968:172) 8 Ou como afirma Nérici (1960: ) Tudo indica que a autodisciplina, fruto do autocontrole, é a melhor forma de comportamento coletivo, mas para isso é preciso orientar o educando para sua prática. O melhor processo para se chegar a ela parece ser o de ir libertando o educando, à medida que for crescendo, amadurecendo e tendo discernimento das situações em que participa , isto com uma certa liberdade, a fim de convencê-lo da responsabilidade, de seus atos.. A partir dessa definição os professores e normalistas encontrariam no manuais orientações que indicavam como deveriam contribuir com a criança na construção de sua autodisciplina e por fim como a disciplina se constitui em autodisciplina nas escolas novas. Dentre elas são apresentados às propostas de Maria Montessori, as escolas novas do tipo Inglês Abbotshsolme, os Landerziehungsheime - escolas alemãs; a escola des Roches Francesa, Dewey e kerschesteiner, Cousinet e Freinet. O manual Didática Mínima de Rafael Grisi de 1968 esta organizado em quinze capítulos dirigidos ao professor. Os capítulos são organizados em forma de conselhos, melhor destaca o que não seria aconselhável. As negativas referem-se sempre a uma concepção tradicional de educação ou escola, sendo composto por cem (100) conselhos. Dentre os capítulos dois merecem destaque, nesse estudo, o capitulo III que trata do governo da classe e o capitulo XII tratando diretamente a disciplina e a autoridade do professor. O capítulo governo da classe compõe-se de onze conselhos sendo que eles partem também da oposição do modelo tradicional e novo de disciplina. Não é aconselhável Exigir silêncio e imobilidade a classe, o que não é útil nem possível obter; É falsa a noção corrente de disciplina, segundo a qual ela consiste num estado de quietação, de mudez submissão passiva dos alunos ao professor. São direitos do homem em qualquer idade os de falar e mover-se, mesmo na escola. Nas fabricas, nas lojas, nas ruas, há vozes, ruídos, movimentos e, apesar disso talvez graças a isso, há trabalho sério e produtivo. dar nota zero, expulsar o aluno da sala de aula ou apelar para autoridade de outrem (...) para manter a sua própria; são medidas extremas e somente cabíveis em casos extremos usar de rigor excessivo na vigilância dos alunos, exibindo poder, ralhando ou punindo por faltas mínimas; O prestigio e eficácia das medidas punitivas, sejam estas quais forem estão na razão inversa da frequência de seu emprego. [...] Investigações psicológicas tem revelado que os atos chamados de indisciplina dos alunos são em grande parte resultantes de frustrações na aprendizagem e na vida escolar em geral, a que se juntam a emoções de medo e de cólera, consequentes; [...]. (GRISI, 1968: 8-9) 9 No capitulo XII que trata da disciplina e a autoridade do professor, Grisi (1968) apresenta apenas um conselho (91) em que retoma as discussões apresentadas no capitulo III e citadas acima, reconhecendo que. Sem duvida toda educação é, sob certo aspecto, compressão ou coação. E esta compressão visa à subordinação dos educandos a uma ordem superior e exterior a eles, e cuja guarda, na sala de aula, esta confiada ao professor. Mas daí concluir que os fins justificam os meios há um abismo. A disciplina que a sã educação aspira a realizar é subordinação, sem dúvida, mas uma subordinação deliberada, reflexiva, voluntária, a uma ordem exterior conscientemente aceita e reconhecida como socialmente útil e moralmente boa. (GRISI, 1968:81-82) Do mesmo modo os manuais didáticos de NÉRICI (1960); SANTOS (1966); e OLIVEIRA (1978). Não só retomam os fins da educação como também reforçam seus aspectos disciplinares ligados a uma nova visão de homem como também de uma nova escola. Reforçam a ideia ou ideal da autodisciplina. Apresentam os tipos de discip
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks