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Os militares colombianos não avalizam os acordos secretos entre Santos e as FARC Viernes 02 de Octubre de :09

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Tradução: Graça Salgueiro Em entrevista com Yamid Amat, o general Jorge Mora Rangel assegurou que as Forças Militares colombianas avalizam os acordos secretos de Santos e Timochenko em Havana. Tal asseveração
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Tradução: Graça Salgueiro Em entrevista com Yamid Amat, o general Jorge Mora Rangel assegurou que as Forças Militares colombianas avalizam os acordos secretos de Santos e Timochenko em Havana. Tal asseveração é falsa e completamente distante do verdadeiro conceito que se tem nos quartéis e na reserva ativa, tanto de Santos como da equipe negociadora do governo, assim como do pobre papel que o general Mora desempenhou em condição de convidado de pedra na mesa de conversações com as FARC. Vistas as coisas de maneira pragmática, Santos ordenou à Revista Portafolio, por longo tempo pertencente à Casa Editorial El Tiempo de propriedade da família do mandatário, que desse a Mora um prêmio como líder colombiano e depois, muito a seu estilo politiqueiro e de jogador de pôquer, ordenou a Mora que desse uma entrevista ao santista Yamid Amat, para que lhe dissesse que os acordos com Timochenko são uma maravilha e que no melhor estilo do Pibe, tudo bem tudo bem. Vamos por partes: a ópera bufa dos líderes escolhidos e premiados por Portafolio faz parte do sistemático intercâmbio de medalha no qual eu te condecoro, tu me condecoras e todos nos condecoramos. Isso para não citar o tema dos líderes, algo inexistente na Colômbia e em quase todo o mundo, porque se houvesse líderes dignos de se destacar com tanta prosopopéia, nem a Colômbia nem o mundo andariam pelos espinhosos entornos atuais. Para rematar, esta sui generis nomeação cai como o anel no dedo a um mandatário demagogo, politiqueiro e oportunista como Santos, pois a utiliza como fez Mora, para atar cordeiros com aparência de leões. O problema radica na deformação da realidade e da facilidade com que os meios de comunicação criam ídolos com pés de barro em um país como a Colômbia que padece de amnésia crônica. Neste caso particular cita-se o general Mora como um líder colombiano, argumentando suas brilhantes conquistas quando foi comandante do Exército e das Forças Militares e, evidentemente, por seu paupérrimo papel em Havana, além do que, de entrada o entrevistador o cataloga de honesto, pulcro com muito caráter. Não obstante, a realidade é diferente. Quando o general Mora ocupou cargos de alta importância operacional foi quando as tropas sob seu comando direto padeceram estrondosos fracassos operacionais. Sendo capitão no batalhão Caycedo de Chaparral no sul do Tolima, Mora cometeu erros táticos graves que conduziram seus soldados a uma emboscada dirigida 1 / 9 por Tirofijo, na qual pereceu um valoroso camponês alcunhado el gringo que, em condição de guia das tropas, por seu conhecimento do terreno e habilidade para se mover entre a montanha, se havia convertido na dor de cabeça para as FARC na zona. Em 1991, sendo coronel, Mora Rangel ocupou o cargo de Diretor de Operações do Exército, período durante o qual as FARC, o ELN e o EPL articulados na auto-denominada Coordenadora Guerrilheira Simón Bolívar, perpetraram inúmeros ataques contra povoados, destruíram postos de polícia, seqüestraram uniformizados, promoveram greves camponesas, recrutaram menores de idade e multiplicaram a imersão nos cultivos e no tráfico de cocaína. Não existe nenhuma diretriz estratégica no sistema operacional do Exército produzida pelo então coronel Mora, para se opor à agressão narco-terrorista encenada ao redor da Constituinte de 1991 e dos subseqüentes diálogos de Caracas e Tlaxcala. Anos depois, Mora exerceu a função de Comandante da Quarta Brigada, jurisdição militar na qual o bando de Carlos Alirio Buitrago do ELN fez feiras e festas com a segurança da auto-pista Medellín-Bogotá, as FARC se multiplicaram nos quatro pontos cardeais do estado de Antioquia e os mal chamados para-militares fortaleceram sua presença nessa região. Inclusive Karina tornou-se famosa por sua crueldade nessa zona. Depois Mora assumiu o comando da Quinta Divisão em Bogotá e tropas sob seu comando sofreram golpes demolidores, por exemplo, a aniquilação de meia companhia de contra-guerrilhas da Brigada Móvel 1 em San Juanito (Meta), ao mesmo tempo em que os bandidos das AUC que perpetraram o massacre de Mapiripán, cruzaram por território de sua jurisdição, sem que Mora tenha esclarecido isto, em que pese que o general Uscátegui tenha denunciado-o durante sua defesa pelos mesmos fatos. Quando o general Mora comandou o Exército ( ) sobrevieram quase todos os mais importantes golpes táticos propiciados pelas FARC às tropas em diversos lugares da geografia nacional, nos quais morreram muitos soldados, cujas memórias são hoje traídas ao dizer que os militares colombianos ativos e da reserva estão de acordo com a entrega 2 / 9 sistemática do país aos terroristas. Estes são alguns dos fracassos operacionais do Exército no período , pelos quais o general Mora nunca respondeu, senão que obviamente foram culpa de seus subalternos : matança de 14 soldados na base de Coreguaje-Putumayo; derrubada de uma aeronave e aniquilamento de uma companhia completa de contra-guerrilhas sob o comando do general Herrera Berbel em Dabeiba-Antioquia; emboscadas letais em Pavarandó e Juradó Chocó; massacre de 38 soldados do batalhão Landazábal em Gutiérrez-Cundinamarca; explosão de uma casa-bomba das FARC em El Dorado Meta, com a morte de mais de 20 soldados de contra-guerrilhas A e lista segue, com tomadas guerrilheiras de municípios, o massacre de Bojayá perpetrada pelas FARC, assassinato de Turbay Cote no Caquetá, seqüestros massivos no Edifício Miraflores em Neiva, a María e o Kilómetro 18 em Cali, seqüestro do avião Fokker da Avianca em Bucaramanga, seqüestro de Ingrid Betancur, dos três contratados norte-americanos, dos deputados do Valle, assassinato de Monsenhor Cancino, duas emboscadas demolidoras das FARC ao batalhão Pichincha no Cauca, extorsões em todo o setor produtivo, etc., e conivência descarada com a debilidade de caráter do presidente Andrés Pastrana que, igual a Santos e Belisario, andava obnubilado em buscar o prêmio Nobel da Paz. Em que pese os desastrosos resultados operacionais do Exército durante o comando do general Mora Rangel, o presidente Uribe cometeu o erro de nomeá-lo Comandante Geral das Forças Militares, cargo no qual passou sem pena nem glória por andar discutindo com a ministra Martha Lucía Ramírez qual dos dois dirigia pessoalmente as compras logísticas das tropas, não pensando e ordenando como derrotar as FARC, as AUC e o ELN. Nesse cargo, Mora planejou e dirigiu o fracassado resgate do governador de Antioquia e do ex-ministro Gilberto Echeverri. Em que pese o catastrófico erro, não houve responsabilidades pelo estrondoso fracasso militar. Posteriormente, e já na reserva do serviço ativo, Mora Rangel foi nomeado a dedo por 3 / 9 Santos, comenta-se que para representar os militares na mesa de conversações. Não houve escolha democrática, nem se consultou os membros da reserva ativa se Mora era o mais idôneo, o mais caracterizado e o adequado. Não. Santos, que é um manipulador extremo, sabia das virtudes de Mora que, para conservar prebendas pessoais, foi incapaz de impedir durante o governo de Pastrana que o débil presidente entregasse a sede do batalhão Cazadores ao arbítrio das FARC no Caguán, debilidade que Mora Rangel supria ao fingir modéstia patriótica ante câmeras e microfones quando franzia as sobrancelhas e dizia: nunca me sentarei para falar com os bannnndidos (sic) das FARC. Assim, Santos o enviou a Havana, não para representar os militares mas para fortalecer ante a opinião pública a mentira de que as tropas estão representadas por um general tropero e líder, falácia que obviamente convém ao presidente para ceder em tudo o que as FARC peçam, com o propósito calculado de que não se lhe escape seu sonhado Prêmio Nobel da Paz. Por lógica elementar, Santos não ia nomear nesse cargo a um militar com caráter que se opusesse à farsa com as FARC em Cuba. Desde o começo da ópera bufa em Havana, nem as tropas nem as reservas compartilharam a conduta entreguista do governo Santos frente às FARC, nem a atitude passiva e medrosa de Mora, principalmente que com argúcias de manipulador e calculador, Santos utilizou a instituição para disfarçar um filho de soldado e com esse ato fazer politicagem, dar mensagens ambíguas às tropas, ordenar os generais que saiam a dar declarações a seu favor como o fez várias vezes com o general Mantilla, que priorizava a lealdade dos soldados com Santos em vez da Colômbia, ou depois do ruidoso seqüestro do general Alzate, quando ordenou aos generais Lasprilla e León, junto com o almirante Wills, que saíssem a lançar dardos contra os opositores, em uma publicitada entrevista em Caracol Televisión. Agora fez o mesmo com Mora. Deu um caramelo denominado Prêmio Portafolio da casa Santos ao líder (bastante questionável) e depois de tê-lo na mão, pois por suas já conhecidas virtudes Mora seria incapaz de proceder com o caráter de um soldado de verdade para se negar a esta feira de vaidades, lhe ordenou que fosse até Yamid Amat para dizer ao país que as tropas não serão negociadas em Cuba, e diz que todos os militares avalizam seus malabares politiqueiros. 4 / 9 O pior de tudo é que os generais citados lhe fizeram caso, e a oposição em vez de fazer um julgamento político ao presidente por seus marcados erros gerenciais e políticos, navega entre dizer em muitos cenários o que todo mundo sabe: que Santos é um péssimo presidente, ou o mais fácil, inundar as redes sociais com trinos de Twitter e mensagens particulares, como se o destino da Colômbia dependesse de uma inimizade pessoal. Em síntese, as afirmações do general Mora ante Yamid Amat são falsas e de remate, o líder nacional escolhido com bandas e fanfarras pela revista Portafolio tem mais de ídolo com pés de barro do que de líder. Porém ao fim e ao cabo esse é o tropicalismo que nos rodeia. E isso é o que a terra dá sem que haja adubo para melhorar a colheita. Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido Analista de assuntos estratégicos - El coronel Villamarín es autor de 26 libros relacionados con geopolítica, seguridad nacional, estrategia y contraterrorismo. para leer algunos de ellos haga click sobre la respectiova imagen: 5 / 9 6 / 9 7 / 9 8 / 9 9 / 9
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