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os mistérios da (r)existência nas correntezas da urbanização

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O ENIGMA DO ROSÁRIO os mistérios da (r)existência nas correntezas da urbanização UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS Maria Ivanice de Andrade Viegas
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O ENIGMA DO ROSÁRIO os mistérios da (r)existência nas correntezas da urbanização UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS Maria Ivanice de Andrade Viegas O ENIGMA DO ROSÁRIO os mistérios da (r)existência nas correntezas da urbanização Belo Horizonte Minas Gerais Brasil Agosto 2014 Maria Ivanice de Andrade Viegas O ENIGMA DO ROSÁRIO os mistérios da (r)existência nas correntezas da urbanização Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Geografia. Área de concentração: Organização do Espaço Orientador: Prof. Dr. Sérgio Manuel Merêncio Martins Belo Horizonte Instituto de Geociências da UFMG 2014 Aos meus pais, que me legaram os conteúdos fundamentais da minha existência. À existência que reitera criativamente a minha: Fernando. AGRADECIMENTOS No âmbito mais pessoal, agradeço primeiramente à minha família. Um porto seguro para os momentos tão difíceis vividos no decorrer desta pesquisa. Momento em que vivemos grandes (e tantas) perdas, mas em cujo seio sempre houve o riso, a música e a esperança. Agradeço também a Fernando Viegas que estendeu a sua carinhosa parceria à realização desta pesquisa me acompanhando incansavelmente a todos os trabalhos de campo, ouvindo minhas primeiras elaborações e compartilhando comigo as minhas descobertas. Suas asas são as que sempre me conduzem aos mais instigantes vôos. E a Vanessa Torres que topou mergulhar fundo comigo nos meandros de minha existência, me ajudando a retornar à tona com meus maiores tesouros. Sou agradecida ao meu orientador Sérgio Martins pela confiança, respeito às minhas ideias e por embarcar comigo por caminhos (des)conhecidos. A polifonia do seu silêncio me ensinou tantas coisas! Se o encontro aprimora as pessoas que caminham juntas, este me permitiu construir pontes e romper alguns tabiques, transbordando-me para além das minhas próprias margens. Agradeço também aos professores do Instituto de Geociências da UFMG. Em especial à professora Doralice Barros que contribuiu com a minha formação em diferentes momentos da minha jornada acadêmica. E ao professor William Rosa (in memoriam) cuja humanidade latente o tornava demasiado grande para os estreitos lugares que ocupava e, libertando-se, ocupa hoje um lugar do tamanho do seu ser. E ao Colegiado de Pós- Graduação em Geografia do Instituto de Geociências por me apoiar em todos os trâmites institucionais derivados de minhas questões de âmbito mais pessoal, me resguardando em diversos sentidos. Ao Centro Pedagógico da UFMG agradeço pelo apoio e pela liberação nos meses finais para que eu me dedicasse com mais exclusividade a esta pesquisa. De lá, agradeço a todos os colegas e, em especial, aos do Núcleo de Geografia pelas lutas e conquistas diante das mais desafiadoras situações. À Malba Tahan que com seu bom humor e criatividade me arrancou risadas e compartilhou os desesperos de realização de um trabalho desta monta; e à Adriana Angélica que, solidária e generosa, pacientemente discutiu comigo a obra de Benjamin, sugeriu-me bibliografias, emprestou-me livros e ouvidos, além de ter participado da banca de defesa desta tese. Na realização da pesquisa propriamente dita agradeço imensamente à Comunidade dos Arturos. Para estes me faltam as palavras exatas de agradecimento e, mesmo que as possuísse, ainda não conseguiria traduzir o imenso carinho recebido na acolhida e durante minha permanência junto deles. Às lideranças arturas, aos ancestrais, aos anciãos, aos jovens e às crianças em especial João, Jorge, Bengala, Goreth, Cristiane, Marcos, S. Mário, S. Antônio, D. Tetane. Reverencio a todos eles com minha eterna gratidão. Sou grata às professoras Glaura Lucas e Odette Seabra pelas críticas e sugestões durante o exame de qualificação desta pesquisa e, principalmente pela inspiração que foram para esta tese. À Glaura, que retornou para a banca de defesa, agradeço pela força do exemplo no modo como lida com os Arturos, pelo carinho e generosidade de compartilhar comigo suas elaborações. E aos professores Lourdes Carril e Alecsandro Ratts pela participação e contribuições dadas na sessão de defesa. Agradeço também ao grande parceiro Tales Bedeschi que contribuiu imensamente com meu trabalho, coletando as imagens e realizando o tratamento delas com uma generosidade que me comoveu. E a Maurício e Bernard (Bené) que me acompanharam na coleta das imagens. Agradeço, ainda, a Alexandre Alvim que colaborou com a realização dos mapas, a Luiz Gustavo Molinari (IEPHA-MG) pela sua colaboração e simpática presença, a Carolina Dellamore por me abrir as portas da Casa da Cultura de Contagem e me permitir acesso ao seu acervo. À Ana Carolina Andrino e Luiza Chaves, que traduziram a doçura de suas presenças para além das línguas para as quais resumiram este trabalho, colaborando comigo num momento de muitos apertos. E à Thiago Medeiros que colaborou neste processo. E a todos que me inspiraram a ser uma pessoa melhor: Pai, Mãe, D. Heloisa, Deusmar, Jair Kaeser (in memoriam), Elair Dias, Junia Marcossi, Sandra Beconha, Ilveu Cosme, Vanessa Torres, Kita e Selmar. E aos que, no anonimato, torce(ra)m por mim. RESUMO No contexto da modernidade a urbanização transformou os usos do tempo e do espaço nas cidades, metamorfoseando-as em metrópoles, desafiando os sujeitos que nelas viviam a (r)existirem num espaço que, ao ser atravessado pela industrialização, lhes apresentou outros modelos, formas e imperativos de se viver a vida. Partindo do processo de (r)existência de grupos articulados em torno da tradição na metrópole contemporânea, esse trabalho reflete sobre a Comunidade Negra dos Arturos, analisando a inscrição de sua forma comunitária na urbanização do município de Contagem, assim como as contradições, conflitos e estratégias de (r)existência engendradas nesse contexto. Os Arturos nos convida a pensar a metrópole contemporânea noutras perspectivas, contribuindo para a reflexão acerca da vida urbana renovada que surge por entre as ruínas de uma cidade dilacerada pela urbanização, mas em cujo espaço os sujeitos se recriam como tais. Ressignificando os conteúdos da urbanização contemporânea através de sua metamorfose com os legados da tradição, os Arturos ativam a potência do passado na transformação do presente. Por isso, apesar de estar localizada na maior área industrial da região metropolitana de Belo Horizonte, essa comunidade tem construído uma vida coletiva cujos sentidos se situam, qualitativamente, para além dos ditados nos marcos da produção capitalista da cidade e a condição de subalternidade por ela criada. No cerne da (r)existência artura estão a fé e a tradição que transcendem as questões religiosas e atingem outros conteúdos da vida social. No exercício do divino a humanidade deles se reforça: por meio da interrupção do tempo da produção a partir da instituição de uma temporalidade sagrada, da subversão de determinados atributos da lógica industrial, da produção criativa do espaço e de sua apropriação. Considerando a práxis contida na trajetória dos sujeitos pesquisados, a tese se baseia nos pilares da sua (r)existência: seus modos de ser e pertencer; a forma de lidar com o tempo e com o espaço; a maneira de inserir a tradição nos mo(vi)mentos da cidade ao longo da história; e as formas de transmissão dos legados da tradição no mundo contemporâneo. Palavras-chave: Urbanização. Tradição. (R)existência. Comunidade. Arturos. RESUMEN En el contexto de la modernidad, la urbanización cambió los usos del tiempo y del espacio en las ciudades, metamorfoseándolas en metrópolis. Ello impuso retos a los sujetos que en ellas vivían y (r)existían. Un espacio que, al ser traspasado por la industrialización, les presentó otros modelos, formas y exigencias inexcusables de vivirse la vida. Partiendo del proceso de (r)existencia de grupos articulados alrededor de la tradición en la metrópolis contemporánea, esta tesis reflexiona sobre la Comunidad Negra de Los Arturos, analizando la inscripción de su forma comunitaria en la urbanización de la municipalidad de Contagem, así como las contradicciones, los conflictos y las estrategias de (r)existencia enredadas en este contexto. Los Arturos nos invitan a pensar en la metrópolis contemporánea desde otras perspectivas, contribuyendo para la reflexión sobre la vida urbana renovada que surge por entre las ruinas de una ciudad destrozada por la urbanización, pero en cuyo espacio los sujetos se recrean como tales. Al resignificar los contenidos de la urbanización contemporánea por medio de su metamorfosis con los legados de la tradición, los Arturos activan la potencia del pasado en la transformación del presente. Por ello, aunque se ubiqueen la mayor zona industrial de la región metropolitana de Belo Horizonte, esta comunidad ha construido una vida colectiva cuyos significados se sitúan, cualitativamente, en el más allá de los referido sen los encuadres de la producción capitalista de la ciudad y de la condición subalterna por ella creada. En el núcleo de la (r)existencia Artura se encuentran la fe y la tradición que trascienden las cuestiones religiosas y llegan a otros contenidos de la vida social. En el ejercicio de la divinidad, la humanidad de los Arturos gana refuerzo: interrumpen el tiempo de la producción por medio del establecimiento de una temporalidad sagrada, de la subversión de ciertos atributos de la lógica industrial, de la producción creativa del espacio y de su apropiación. Teniendo en cuenta la práctica contenida en la trayectoria de los sujetos estudiados, la tesis se basa en los pilares de su (r)existencia: sus modos de ser y de pertenecer; las maneras cómo lidian con el tiempo y con el espacio; las formas de poner la tradición en los momentos/movimientos de la ciudad a lo largo de la historia; y los modos de transmisión de las herencias de la tradición en el mundo contemporáneo. Palabras clave: Urbanización. Tradición. (R)existencia. Comunidad. Arturos. ABSTRACT In the context of Modernity, urbanization has transformed the usage of time and space in the cities, metamorphosing them into metropolises, challenging the social subjects who used to live in them to exist and resist in a space which, being gone through industrialization, introduced other models, ways and imperatives to live. From the existence-resistance process experienced by groups oriented around tradition in the contemporary Metropolis, this work brings a reflection about the Comunidade Negra dos Arturos (Arturos Black Community), analyzing the inscription of its communal form into the urbanity of the Contagem municipality, and also upon the contradictions, conflicts and existence/resistance strategies engendered within this context. The Arturos invite us to think the contemporary metropolis in other perspectives, contributing to reflections about the renewed urban life that rises amongst the ruins of a city that was shattered by urbanization, but in which space the social subjects recreate themselves. By the re-signification of contemporary urbanization s contents through its metamorphosis with the legacies of tradition, the Arturos harness the power of the past in the transformation of the present. Thus, in spite of being located in the largest industrial area of the greater Belo Horizonte metropolitan area, this community has been building a collective life whose meanings are qualitatively situated beyond the mandates of the city s capitalist production and the condition of subservience it creates. In the core of the arturian existence/resistance lies the faith and the tradition that transcend the religious matters and reach into other contents of social life. Through the exercise of the divine, their humanity gains strength: by means of the interruption of the era of production through the institution of a sacred temporality, the subversion of some attributes of industrial logic, the creative production of space and its appropriation. Considering the researched social subjects underlying praxis, this thesis is based in the pillars of their existence/resistance: their ways of being and pertaining; their way of dealing with time and space; their way of introducing heritage in the city s mo(ve)ments throughout history; and the forms of transmitting their legacy in the contemporary world. Keywords: Urbanization, Tradition, Existence, Resistance, Community, Arturos. LISTA DE LISTA DE FIGURAS Figura 1 Paul Klee, Zerstörung und Hoffnung/ Figura 2 Paul Klee, Angelus Novus/ Figura 3 Narrativa Fotografia de Tales Bedeschi 71 Figura 4 Comunidade dos Arturos Fotografia de Tales Bedeschi 146 Figura 5 - Comparação das gerações arturas 187 Figura 6 - Localização da Comunidade dos Arturos 193 Figura 7 Sede da Comunidade dos Arturos 194 Figura 8 Principais bairros ocupados por Arturos 195 Figura 9 - Capela da Comunidade dos Arturos Fotografia de Tales Bedeschi 196 Figura 10 Cosmograma yowa 207 Figura 11 Cosmogramas 208 Figura 12 O Rosário de Nossa Senhora 227 Figura 13 Representação do rosário espacial na Comunidade dos Arturos 233 Figura 14 Guarda de Congo Festa de Nossa Senhora do Rosário Fotografia de Tales Bedeschi 236 Figura 15 Gráfico esquemático da relação entre os senhores vinculados à Irmandade e os Arturos 244 Figura 16 Espaços referenciais para a Comunidade dos Arturos 249 Figura 17 O rosário espacial na Comunidade dos Arturos 251 Figura 18 Mandamento 251 Figura 19 Capela do Rosário da Comunidade dos Arturos 253 Figura 20 Interior da Capela do Rosário da Comunidade dos Arturos 253 Figura 21 Casas ancestrais da Comunidade dos Arturos 255 Figura 22 Interior das casas referenciais 255 Figura 23 Casa Paterna 258 Figura 24 Campo dos Arturos 260 Figura 25 Igreja do Rosário 261 Figura 26 Casa da Cultura 262 Figura 27 Porteira da Comunidade dos Arturos 265 Figura 28 Locais de Levantamento de mastros e bandeiras 267 Figura 29 Bandeiras levantadas em diferentes pontos de Contagem 268 Figura 30 Grupos de referência nos Arturos 277 Figura 31 Percurso da Festa da Matina 282 Figura 32 Percurso da Festa do Rosário (2º Dia Sábado) 286 Figura 33 Percurso da Festa do Rosário (3º Dia Domingo - Manhã) 287 Figura 34 Percurso da Festa do Rosário (3º Dia Domingo - Tarde) 288 Figura 35 - Percurso da Festa do Rosário (4º Dia Segunda - manhã) 289 Figura 36 - Percurso da Festa do Rosário (4º Dia Segunda - tarde) 290 Figura 37 - Foto antiga do ritual do João do Mato em frente à casa paterna 291 Figura 38 - Capinadores no eito nas roças de milho nos anos Figura 39 - Capinadores na Festa do João do Mato em Figura 40 - Foliões em frente a casa paterna 296 Figura 41 - Foliões na Igreja de Nossa Senhora do Rosário 296 Figura 42 Celebração da Libertação dos escravos pelos Arturos 298 Figura 43 Percurso da Festa da Abolição (2º Dia Sábado) 300 Figura 44 Percurso da Festa da Abolição (3º Dia Domingo manhã) 301 Figura 45 Percurso da Festa da Abolição (3º Dia Domingo tarde) 302 Figura 46 Visitantes na Comunidade dos Arturos 306 Figura 47 Festa Junina e Gincana na Comunidade dos Arturos 308 Figura 48 Painel da Igreja de Nossa Senhora do Rosário Fotografia de Tales Bedeschi 309 Figura 49 Vista geral da cidade de Contagem no início do século XX 326 Figura 50 Vista da outra banda cidade de Contagem no início do século XX 326 Figura 51 Contagem na década de Figura 52 Principais equipamentos públicos em Contagem na primeira metade do séc. XX 328 Figura 53 Espaços e cenas da vida cotidiana de Contagem na primeira metade do século XX 329 Figura 54 O Congado dos Arturos na Praça Silviano Brandão no início do século XX, numa das imagens mais antigas da Comunidade 331 Figura 55 A religiosidade na sociabilidade de Contagem 332 Figura 56 Transformações no espaço de Contagem no contexto da urbanização 334 Figura 57 Sede da Comunidade negra dos Arturos com formas de uso e propriedade 353 Figura 58 Avanço do mercado imobiliário no entorno dos Arturos 355 Figura 59 Corporeidades arturas 375 Figura 60 Antes e depois da Igreja de Nossa Senhora do Rosário 378 Figura 61 Celebrações do Congado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário - antes e depois de cercada 379 Figura 62 Celebrações arturas em Contagem 388 Figura 63 Guarda de Moçambique - Comunidade dos Arturos Fotografia de Tales Bedeschi 389 Figura 64 Aprendizado e interação entre gerações arturas 419 Figura 65 Registro de rituais por jovens arturos 422 Figura 66 Peça Abolição do Projeto Filhos de Zambi e Grupo Trama de Teatro 426 Figura 67 Participação do público em debate promovido após o espetáculo Abolição 427 Figura 68 Participação do grupo Filhos de Zambi numa adaptação da peça Abolição encenada na Festa da Abolição no pátio da Igreja de Nossa Senhora do Rosário 427 Figura 69 Diálogos possíveis 443 Figura 70 Reuniões da Irmandade do Rosário na sede da Comunidade 443 Figura 71 Reunião para discussão da questão relativa à propriedade da terra Capela da Comunidade dos Arturos 444 Figura 72 Reunião para discussão do Projeto de Memória Capela da Comunidade dos Arturos 444 Figura 73 Reunião com a então prefeita de Contagem Marília Campos sede da Comunidade dos Arturos 444 Figura 74 Participação na Missa Conga do então candidato petista à Prefeitura de Contagem e fala do atual prefeito Carlin Moura junto às autoridades arturas nas celebrações da Festa da Abolição 445 Figura 75 Participação das lideranças arturas em mesa-redonda na Semana de Museus de Contagem 445 Figura 76 Livro Cantando e Reinando com os Arturos 450 Figura 77 Divulgação do projeto Preservação das Raízes do Pai Arthur 451 Figura 78 Apresentação das primeiras vestimentas realizadas pela mão-de-obra das costureiras da comunidade na reunião da Irmandade do Rosário 452 Figura 79 Entrega dos tambores construídos por meio da Oficina de construção de tambores a outros grupos congadeiros 452 Figura 80 Festa da Abolição Fotografia de Tales Bedeschi 459 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Principais espaços referenciais arturos 250 Quadro 2 Principais práticas referenciadas na tradição artura Quadro 3 Percurso da Festa de Nossa Senhora do Rosário 285 Quadro 4 Percurso da Festa da Abolição 299 Quadro 5 Crescimento populacional em Contagem 347 Quadro 6 Principais projetos da Comunidade dos Arturos 453 Quadro 7 Ações de salvaguarda identificadas pelo inventário da Comunidade dos Arturos 457 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CF-88 Constituição Federal de 1988 CONPARQ Fundação Municipal de Parques e Áreas Verdes de Contagem IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IEPHA-MG Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária IPHAN Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional MinC - Ministério da Cultura SEFIC Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura SID Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural SUMÁRIO INTRODUÇÃO 19 NARRATIVAS ARTURAS OS MISTÉRIOS DA (R)EXISTÊNCIA NAS ENUNCIAÇÕES DA HISTÓRIA 71 Primeiro mistério: modos arturos de ser e pertencer 73 Segundo mistério: o ritmo da tradição 83 Terceiro mistério: o tempo-espaço da tradição na Festa artura 90 Quarto mistério: a (r)existência artura nos mo(vi)mentos da cidade 101 Quinto mistério: os legados da (r)existência 114 CAPÍTULO 1 NAS FRONTEIRAS DA (R)EXISTÊNCIA: O ENTRE-LUGAR ARTURO 1.1 Negras (r)existências: identidade e diversidade na (re)invenção da nação Nas fronteiras do humano: a emergência do entre-lugar Unidade na diversidade: a Comunidade dos Arturos como lugar do político As negras contas do rosário de Maria 181 CAPÍTULO 2 O RITMO DA TRADIÇÃO ARTURA 2.1 A conformação da identidade artura no âmbito da religiosidade popular Estruturas temporais perspectivas não-lineares do tempo na tradição Ritmo e mito na estrutura ritual Tempo e ritmo nos Arturos - a conformação do tempo ritual na e pela música O enigma do rosário 225 CAPÍTULO 3 AS GRAFIAS DO SAGRADO NA PRÁTICA ESPACIAL ARTURA 3.1 A Irmandades do Rosário como espaços de (r)existência Nos caminho
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