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Paper_ Inclusão Inversa na Educação Física Escolar como Terapia no Tratamento de Crianças com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA)

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João Brogueira, IPS, 2014 1 Inclusão Inversa na Educação Física Escolar como Terapia no Tratamento de Crianças com Perturbação do Espectro do Autismo Boas Práticas na Intervenção no Autismo: Estudo de caso de uma experiência de sucesso no 1º CEB João Brogueira1 1 Instituto Politécnico de Santarém, Escola Superior de Educação joaobrogueira@aemafra.edu.pt Palavras-chave: NEE, CEI, UEE, PEA, inclusão inversa, EFM. Resumo: No contexto educativo inovador da inclusão inversa de alunos do 1º CEB com seus colegas com a Problemática do Espectro do Autismo (PEA) na Educação Física Escolar, esta é a descrição e reflexão fundamentada de uma experiência de sucesso de construção e aplicação do Currículo Específico Individual (CEI) de Expressão Físico Motora (EFM), a 6 alunos na Unidade de Ensino Estruturado (UEE) da Escola Básica do primeiro ciclo SB e 4 alunos da UEE da EBM, nos anos lectivos de 2010-11, 2011-12 e 2012-13. Neste Relatório apresentam-se evidências de práticas de escola inclusiva e do trabalho especializado em equipa pedagógica, por meio da adequação do processo educativo às necessidades educativas de todo o grupo-turma, para além das Necessidades Educativas Específicas/ Especiais (NEE) de uma criança isolada dos seus pares, uma optimização da Educação Física como terapia no tratamento de crianças com PEA. 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO 1.1 Preâmbulo Esta é a reflexão sobre a prática pedagógica do professor de EF expert enquanto professor de apoio especializado na UEE, para optimizar a recuperação de crianças com PEA. Este artigo foi realizado no âmbito de uma formação e qualificação docente para uma das áreas mais prioritárias que é a funcionalidade humana: Trabalho de Projeto apresentado para obtenção de Especialização em Educação Especial – Domínio Cognitivo e Motor, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, em parceria com o Instituto Leopoldo Guimarães. 1.2 Definição do Problema em estudo 1.2.1 Inclusão Inversa na Aula de Educação Física como Terapia no Tratamento de Crianças com PEA O Problema consiste simplesmente na expansão do Título em estudo apresentada na forma de uma afirmação geral: O propósito deste estudo de caso da “adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais [de carácter permanente] dos alunos” (Decreto-Lei 3/2008 de 7 jan) é: Descrever uma experiência educativa de sucesso numa Unidade de Ensino Estruturado para alunos com Perturbações do Espectro do Autismo, com a Inclusão inversa de alunos com a problemática do Inclusão Inversa na EF como Terapia no Tratamento de Crianças com PEA João Brogueira, IPS, 2014 2 Autismo, com seus colegas de turma do 1º CEB, na aula de Expressão Físico Motora. Este estudo de investigação pedagógica da optimização da Educação Física Escolar como Terapia no Tratamento de Crianças com Perturbação do Espectro do Autismo, relata Boas Práticas na Intervenção no Autismo. A credibilidade do estudo assenta na revisão pelos pares, já que esta acção pedagógica nestes três anos lectivos foi sujeita a Avaliação do Desempenho Docente (ADD 2009/10-11), e obteve a menção de “excelente” pela melhoria dos processos de ensino, fundamentada na “promoção ativa da escola inclusiva com os alunos da UEE”. 1.2.2 Questão de Partida No sentido de delimitar a linha de investigação levantamos uma questão inicial, muito genérica, para enquadrar e rever o conhecimento já produzido nesta área em estudo: É possível criar um percurso curricular para um aluno “autista” (com PEA, perturbações do espectro do autismo), com a participação da sua turma, que o leve a superar as dificuldades características da Síndrome, e adquirir as competências previstas no Currículo Nacional na Área de EFM, sendo esta Terapia aplicada no início da escolaridade obrigatória, no primeiro ciclo do ensino básico? 1.2.3 Limitações A objectividade foi uma preocupação de destaque, por ser uma limitação referenciada em investigação qualitativa. A percepção do investigador (envolvido em prática pedagógica com as crianças, sujeitos em investigação) “nas suas observações pode ter sido influenciada pelas suas convicções, traduzidas nas suas atitudes” (Fernandes, 1991). Portanto, as “notas de campo” utilizadas restringem-se aos documentos oficiais: na avaliação da eficácia da intervenção, registamos e avaliamos os resultados escolares dos alunos, nos Domínios Comunicação, Sócio-afectivo, Psicomotor, Cognitivo. Assim, sendo o Problema em estudo as Terapias para a PEA, iniciou-se o estudo com a Legislação e Orientações do Ministério da Educação sobre as NEE de carácter permanente e a organização das UEE (DL 3/2008 de 3 de janeiro e Manual de Apoio à Educação Especial do ME, 2008), seguindo-se leituras exploratórias em publicações desta temática (Recomendações de Boas Práticas de inclusão, a Síndrome, os Modelos de intervenção em Portugal), passando então à análise do conhecimento científico sobre as Terapias. A validade de uma investigação está relacionada com a generalização dos seus resultados; isto é, trata-se de “saber até que ponto os resultados de uma dada investigação num dado contexto são válidos noutros contextos” (Fernandes, 1991). O mesmo autor refere que neste tipo de investigação em que o foco é a compreensão da acção docente, não há a preocupação com a dimensão das amostras nem com a generalização de resultados. Em investigação educacional “também se torna muitas vezes difícil avaliar os efeitos diferenciais de dois ou mais professores no rendimento (performance) dos estudantes” Factores que afectam este estudo de caso são as características específicas dos sujeitos, o momento em que a intervenção é conduzida, a interferência de outras terapias (ou a ausência) quer em contexto escolar quer, sobretudo, em contexto familiar. 1.3 Definições operacionais necessárias à definição do Problema Todos os conceitos são bem definidos na legislação e nos manuais de apoio à prática do Ministério da Educação. Restanos a “Inclusão Inversa”. Tomei conhecimento do conceito na Formação para progressão na carreira: “DE: Desporto Adaptado – Natação, Boccia, Goalball, Ténis Mesa” em Junho de 2012, no CFAE Centro-Oeste, Bombarral, pelo formador e prelector Jorge Vilela, . Praticamo-la no Boccia, Goalball, Volei sentado, e também se faz no Basquetebol em cadeira de rodas, por exemplo. Numa busca recente na Internet, verifiquei que a E.B. 2/3 Infante D.Pedro - Buarcos utiliza esta prática na sua UEE, com a inclusão Inclusão Inversa na EF como Terapia no Tratamento de Crianças com PEA João Brogueira, IPS, 2014 3 inversa na Sala da Unidade com as turmas de alunos com P.E.A (recuperado em http://autismoquegostodefazer.blogspot.pt). O conceito “turma de integração inversa” é utilizado no Brasil para “o atendimento no contexto da deficiência intelectual”, é definido como “uma modalidade de atendimento previsto na estratégia de matrícula”. É uma classe comum criada para estudantes com deficiências (Lima-Rodrigues & Rodrigues, 2013). As práticas de inclusão no Desporto são comuns: “Em conformidade com os princípios da inclusão e da estratégia da igualdade de oportunidades temos assistido, em muitos países desenvolvidos, à participação no desporto regular de praticantes cegos e com baixa visão, com pleno ganho de medalhas”. As práticas de inclusão inversa são agora apresentadas: “Assiste-se, por outro lado, no desporto para atletas com deficiência à “Inclusão Inversa” (Reverse Integration) ou seja, a participação de praticantes sem deficiência/ incapacidades. Por exemplo, no goalball em que todos utilizam uma venda independentemente de serem cegos” – in Boletim Informativo do Desporto Escolar (Maio 2010). 1.4 Âmbito do Problema Esta actividade lectiva decorreu no âmbito das NEE, dos apoios personalizados altamente especializados, previstos no DL 3/2008 de 7Jan (“apoios especializados a prestar na educação (...), visando a criação de condições para a adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social.”). 1.5 Pertinência do Estudo e Questões Emergentes Uma das vantagens da investigação de natureza qualitativa é a possibilidade de gerar boas hipóteses de investigação, pelo uso de técnicas de observações minuciosas e prolongadas (Fernandes, 1991). Já Bogdan & Biklen (2013) afirmam que “Os investigadores qualitativos não recolhem dados ou provas com o objectivo de confirmar ou infirmar hipóteses, (…) planeiam utilizar parte do estudo para perceber quais são as questões mais importantes”, e referem a busca de padrões na análise dos dados. A principal preocupação durante a leccionação foi que a intervenção fosse uma resposta às necessidades da criança mas também das famílias a aula serviria os propósitos da Educação Física, Saúde e Condição física, Socialização, Aprendizagens motoras (significativas e necessárias na Vida Diária), mas também os objectivos de Recuperação, missão das UEE, com ênfase na tríade específica desta problemática, causada pela “inabilidade inata de estabelecer contacto afectivo e interpessoal” (Gonçalves, 2011): problemas de interacção social, problemas de comunicação, problemas comportamentais (Autism-Europe, 2006). A Escola pode ter uma intervenção… inútil e desadequada, como denuncia a mãe Ana Martins, que apresentou o caso do seu filho com PEA, (www.anamartinscom.blogspot.pt). Em 6 de Abril de 2011, no Auditório do AEM, concluiu com a frase “tem de haver respostas para estas famílias, não pode ser um pai a ficar em casa”. Há investigação sobre as intervenções em sala de aula para a PEA, conhecimentos/ experiência / atitudes/ práticas correntes dos profissionais de educação (e as evidencias apontam para o uso de abordagens validadas empiricamente). Gonçalves (2011) constata na sua revisão: “Os especialistas entrevistados mostraram um consenso sobre a ideia que a intervenção precoce é muito importante e uanto mais cedo for aplicada por um modelo de intervenção ade uado pode trazer a diferença em termos cognitivos e de ualidade de vida da criança com autismo, pode reabilitar a criança para frequentar o ensino regular”; “Nenhum tipo intervenção definitiva comportamental ou desenvolvimental melhora todos os sintomas para todos os indivíduos com autismo”; “Não houve consenso sobre a eficácia das abordagens diferentes, isso corresponde ao facto ue não e iste nenhuma evid ncia científica ue mostre, se um modelo é mais eficaz que o outro”. As práticas “emergem das convicções dos agentes que as desenvolvem, até antes de empiricamente demonstradas”. Em conclusão, há importância em procurar um conjunto de práticas comprovadas nos resultados da investigação, que tenham provado ser eficazes. Mas também há vantagens do homeschooling para a PEA (e que há métodos eficazes como o SON-RISE, dinamizados por pais e voluntários, que o DIR-Floortime e o ABA e suas variantes se aplicam em casa, que qualquer método de intervenção deve ser aplicado quer na escola quer Inclusão Inversa na EF como Terapia no Tratamento de Crianças com PEA João Brogueira, IPS, 2014 4 em casa (como o TEACCH das UEE), a fasquia da intervenção era elevada. Hipóteses são as possibilidades que respondem à Questão de partida que o Problema em estudo levanta, previsões plausíveis em resultado da revisão da literatura, e são verificadas verdadeiras ou falsas após os procedimentos metodológicos, análise e discussão dos resultados. Nesta prática pedagógica aqui relatada, na forma de investigação qualitativa em educação, colocaram-se constantemente as seguintes Questões, dado que estas possibilidades eram preocupação constante do professor: Os alunos da UEE sujeitos desta prática de inclusão inversa na aula de EFM, tiveram uma recuperação melhor do que seria possível em Terapia …: 1 … em homeschooling? 2 … em apoio individualizado de Psicomotricidade? 3 … com outro dos Modelos de Intervenção/ Métodos de recuperação específicos desta síndrome? 2 OBJECTIVO DO ESTUDO O Objectivo deste Estudo de caso, nesta investigação qualitativa aplicada em educação, do tipo investigação pedagógica, é: Descrever procedimentos de eficácia na prática pedagógica, através da adequação de processo educativo com alunos com NEE e de estratégias de inclusão inversa, por forma a permitir a aplicação futura por outros profissionais, na área curricular da Educação Física. A diferenciação pedagógica “constitui-se como uma resposta orientada pelo princípio do direito de todos à aprendizagem, essencial para dar resposta à heterogeneidade de alunos que frequentam a escola actual” (Decreto-Lei 3/2008 de 7 jan). Para os alunos com NEE, entre as respostas específicas diferenciadas, ao abrigo desse DL, estão os apoios especializados, como a Psicomotricidade. Neste artigo abordam-se procedimentos de diferenciação pedagógica na disciplina de Expressão Físico Motora, que levaram à minha classificação na Avaliação de Desempenho Docente ADD 2009/1011 de “e celente” (com menção na "melhoria dos processos de ensino" e fundamentação na "promoção ativa da escola inclusiva com os alunos da UEE". Assim, de seguida descrevem-se as situações concretas de diagnóstico e construção de um projecto de intervenção de adequação do processo educativo (adequações de horários e de espaços de aulas, reconstrução dos horários de apoio, de estratégias de cooperação dos colegas de turma em sala de aula, sobretudo de trabalho em equipa educativa. Para que se possam traduzir as boas práticas num modelo de intervenção. 3 FUNDAMENTAÇÃO/ REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA 3.1 NEE, Necessidades Educativas Específicas? NEE, Necessidades Educativas Especiais é um conceito introduzido pela Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), O conceito de Necessidades Educativas Especiais passou a ser conhecido em 1987 pelo “Relatório Warnock”, resultado do 1º comitê britânico constituído para reavaliar o atendimento aos deficientes; demonstrou que vinte por cento das crianças apresenta NEE em algum período da sua vida escolar. A partir destes dados, o relatório propôs o conceito de NEE, abrange todas as crianças e jovens cujas necessidades envolvam deficiências ou dificuldades de aprendizagem. O DL 20/2006 de 31 Jan 2006 cria o quadro de educação especial e define as normas para a colocação de professores de educação especial. O Decreto-Lei 3/2008 de 7 Jan reorganiza a educação especial, tem por base a CIF, Classificação Internacional de Funcionalidade e define os apoios especializados a prestar na educação A abordagem qualitativa na investigação permite estudar a acção pedagógica “isenta de teorias educativas ue se tornaram populares” (Bogdan & Biklen, 2013). Abordando os assuntos do combate ao fracasso escolar por meio dos itinerários formativos, reorganização da escolaridade, ensino individualizado, Perrenoud (1998) no seu texo "¿A dónde van las pedagogías diferenciadas?" dá-nos pistas que fundamentam a intervenção que realizamos, p. ex. da individualização do currículo do aluno JP com o Síndrome do Autismo à recuperação do Currículo Nacional (de EFM), por meio da inclusão inversa e da selecção dos conteúdos e itinerários formativos. Sobre a qualidade do trabalho do docente, diznos o Despacho n.º 16034/2010 de 22 de Outubro de 2010: "a função principal deste profissional é ensinar e promover a aprendizagem dos alunos. Desta forma, o processo de concepção, planeamento, operacionalização e regulação do Inclusão Inversa na EF como Terapia no Tratamento de Crianças com PEA João Brogueira, IPS, 2014 5 ensino e da aprendizagem constitui o cerne da actividade docente e a missão central da escola, sendo o restante trabalho desenvolvido de forma integrada e complementar a esta dimensão”. O trabalho em equipa pedagógica, entre vários profissionais que desenham o percurso destes alunos foi possibilitado por vários factores (Formosinho& Machado, 2008): 1- visão do professor proponente; 2- vontade dos professores responsáveis; 3confiança mútua no profissionalismo da equipa; 4legislação de suporte e autonomia da escola, isto é, "suporte organizacional que potencie o agrupamento flexível dos alunos, o desenvolvimento de projectos de gestão integrada do currículo e a formação de equipas multidisciplinares de professores"; 5-escolas que se reivindicam da autonomia organizacional e profissional, do empowerment dos actores escolares e da flexibilização curricular. A ela se pode associar o “trabalho em e uipa” e dela se reivindicam as orientações normativas para que nas escolas se constituam “e uipas docentes”, o ue pressupõe uma gestão integrada do currículo, do tempo, dos espaços e das actividades escolares. Ao mesmo tempo que apresenta estas dimensões, o modelo das "Equipas Educativas" numa perspectiva de "profissionalismo interactivo" (Formosinho e Machado, 2008), são os profissionais uem decide “pôr em comum” as suas especializações profissionais, os seus interesses, o conhecimento e as habilidades pedagógicas, a experiência acumulada. Os profissionais disponibilizam-se e empenham-se em ordem a “idear e praticar um es uema de trabalho” apropriado às necessidades dos seus alunos, tendo em conta as instalações da escola, os materiais disponíveis, o plano de estudos prescrito e as finalidades da educação escolar (Formosinho e Machado, 2008). O DL 3/2008 de 7 jan apresenta “um sistema de educação flexível, pautado por uma política global integrada, que permita responder à diversidade de características e necessidades de todos os alunos que implicam a inclusão das crianças e jovens com necessidades educativas especiais no quadro de uma política (...) orientada para o sucesso educativo de todos os alunos”. Novas estratégias educativas, de ensino individualizado ou pedagogia diferenciada, são propostas por Perrenoud (1998), a fim de reforçar as tentativas atuais de combate ao insucesso escolar, , centradas sobre o ensino individualizado ou na pedagogia diferenciada, “um tipo de ensino que permite a cada aluno a experiência de uma situação de aprendizagem fecunda, tantas vezes quanto possível”. Assim, este autor revela uma mudança de orientação dentro das Ciências Educativas, que assumem um novo paradigma: a individualização dos itinerários formativos. Este é considerado o meio de remover os obstáculos à luta contra o fracasso (que existe a nível político, social e educacional), tem de se acompanhar com uma reorganização radical da educação. A Instrução é (deve ser) particularizada para responder às diferenças de cada aprendiz. Diferenciar refere-se quer ao conteúdo, processo, produtos, ou o ambiente de aprendizagem. Por outro lado, Rodrigues (2003) avisa que sobre as Perspectivas sobre a Inclusão relacionadas com a Diferenciação Curricular “A retórica da diferenciação curricular tem reforçado a não inclusão e favorecido a retoma da deriva discriminadora”. Estas práticas e concepções dos professores são de evitar, e facilmente numa UEE se rotinam estas práticas: os professores reconhecem a necessidade de diferenciar as práticas de ensino relativamente a estudantes “diferentes”; mas adoptam soluções que “na prática corporizam grupos de nível assentes no pressuposto de que os "diferentes" precisam de que se trabalhe com eles separadamente”; constituição dos grupos como unidades ainda mais homogéneas, mas de escala menor (grupos reduzidos de crianças que ainda não lêem e ficam a trabalhar à parte, com apoio do professor; “uma separação de grupos que alegadamente perturbam a aula e são entregues a trabalho separado com outra professora” (Rodrigues, 2003). Uma correcta e justa concepção de Diferenciação: “Diferenciar é estabelecer diferentes vias – mas não pode ser nunca estabelecer diferentes níveis de chega
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