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Persistência Dos Herbicidas Glifosato e 2,4-d Na Cultura Da Soja Em Latossolo Vermelho

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    XLIV Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola - CONBEA 2015 Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP 13 a 17 de setembro de 2015    PERSISTÊNCIA DOS HERBICIDAS GLIFOSATO E 2,4-D NA CULTURA DA SOJA EM LATOSSOLO VERMELHO VINICIUS MELO DA SILVA 1 , MARIA APARECIDA PERES DE OLIVEIRA 2 , EDNA MARIA BONFIM-SILVA 3 , RAFAEL SÃO MIGUEL DE SOUZA 4 , OTONIEL EVANGELISTA NORATO 4 1  Pós graduando em Agricultura Tropical, Faculdade de Medicina Veterinária ,  UFMT, Cuiabá-MT, Fone: (66) 9973-9818, viniciuseaa2008@gmail.com.  2  Bióloga, Profa. Adjunta Ciências Biológicas, ICEN/UFMT, Rondonópolis-MT 3  Zootecnista, Profa. Adjunta, Engenharia Agrícola e Ambiental, ICAT/UFMT, Rondonópolis-MT. 4  Graduando em Engenharia Agrícola e Ambiental, ICAT/UFMT, Rondonópolis-MT. Apresentado no XLIV Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola - CONBEA 2015 13 a 17 de setembro de 2015- São Pedro  –   SP, Brasil RESUMO :O presente estudo teve como objetivo avaliar a persistência do herbicida 2,4D (ácido diclorofenoxiacético) em mistura com o herbicida Glifosato (N-fosfonometil-glicina) em Latossolo Vermelho, por meio dos efeitos na cultura da soja. O experimento foi realizado em casa de vegetação. O delineamento experimental foi em blocos casualizados composto de um fatorial 6x5, com seis  períodos de aplicações antes da semeadura - (0, 3, 5, 7, 10 e 14 DAS), cinco doses de herbicida (0, 750, 1500, 2250 e 3000 g e.a. ha-1) em quatro repetições, perfazendo o total de 120 parcelas experimentais. A mistura de herbicidas 2,4-D e o Glifosato foi pulverizada com um pulverizador costal manual. A persistência dos herbicidas foi avaliada por meio de percentual de germinação, altura de planta, biomassa seca da parte aérea e de raiz. Os resultados mostraram que o peso da massa seca tanto da parte aérea quanto da raiz foi influenciado negativamente em relação aos intervalos mais curtos entre aplicação e a semeadura do herbicida 2,4-D com glifosato. Quanto à altura, intervalos mais curtos entre pulverização e semeadura e doses mais elevadas contribuíram para redução de altura de plantas. PALAVRAS  –  CHAVE :Efeito Residual, Época de Semeadura, Fitotoxidade. PERSISTENCE OF HERBICIDE GLYPHOSATE AND 2,4- D ON SOYBEAN CROP IN RED OXISOL   ABSTRACT :The present study aimed to evaluate the persistence of the herbicide 2,4 D (dichlorophenoxyacetic acid) and the herbicide glyphosate (N-phosphonomethyl-glycine) in typical Cerrado soil (oxisol), in effects on soybean. The experiment was conducted in a greenhouse. The experimental design was a randomized block consisting of a 6x5 factorial, six periods of applications  before sowing  –   DAS (0, 3, 5, 7, 10 e 14 DAS), five doses of herbicide (0, 750, 1500, 2250 e 3000g e.a. ha-1) and four replications, totaling 120 experimental parcels. The 2,4-D and Glyphosate herbicide were sprayed with a knapsack sprayer. The persistence of herbicides was evaluated by percentage of germination, plant height, dry weight of shoot and root. The results showed that the weight of the dry matter of the aerial part as much of the root was negatively influenced compared to the shorter the intervals between the sowing , and application of the herbicide glyphosate to 2,4-D . As to the time, shorter intervals between spraying and planting and higher doses contributed to reduction in plant height. KEYWORDS :Phytotoxicity, Residual effects, Sowing time.    INTRODUÇÃO :Uma das formas mais utilizadas para proteger as culturas tem o uso de produtos fitossanitários, especialmente sob a forma de pulverização (Ferreira et al., 2007). Embora os agrotóxicos desempenhem papel fundamental no sistema de produção agrícola, esta foi e continua sendo uma das mais importantes fontes de preocupação de diversos segmentos da sociedade, devido ao potencial riscos ambientais (CHIRAS, 1995; WHITE, 1997; Cunha et al., 2005. No Estado de Mato Grosso são cultivadas espécies de grande importância econômica, como o algodão, a soja, o milho, dentre outras. Para a manutenção dos altos níveis de produtividade, o uso de agrotóxicos no manejo destas culturas tem sido uma prática amplamente utilizada remetendo a maior possibilidade de contaminação dos recursos naturais (MARTINS, 2006). O 2,4-D foi o primeiro composto orgânico sintetizado pela indústria a ser utilizado como herbicida seletivo (BARBERA, 1976). Embora sua degradação no solo seja considerada rápida, em algumas situações pode ser mais demorada devido às condições edafoclimáticas. Quando a degradação não se da tão rapidamente, ocorre a intoxicação de culturas sensíveis cultivadas em sucessão (COSTA et al., 2007; CUNHA et al., 2003; VIANA et al., 2007). Existe uma carência de resultados em condições Brasileiras, especialmente nas condições do Cerrado brasileiro, fato este justifica estudos mais direcionados na área, devido a peculiaridades ambientais que a torna distinta dos demais ambientes agrícolas do Brasil.O presente estudo teve como objetivo avaliar o Efeito residual do herbicida 2,4D em mistura com o herbicida Glifosato em solo típico de Cerrado (Latossolo), por meio dos efeitos na cultura da soja. MATERIAL E MÉTODOS: O experimento foi realizado em casa de vegetação, na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Rondonópolis, em agosto de 2013. Foram coletadas amostras de um Latossolo Vermelho, na profundidade de 0 a 20 cm, com as características descritas na Tabela 1. O solo foi mantido a 80% de umidade da capacidade de campo, conforme metodologia de SILVA (2011). Tabela 1 . Análises químicas e físicas na camada de 0  –  0,20 m, de um LATOSSOLO Vermelho. pH P K Ca Mg H Al SB CTC V M.O. Areia Silte Argila CaCl 2  mg dm -3  Cmol c dm -3  % g dm -3 g kg -1   4,1 2,4 28 0,3 0,2 4,2 1,1 0,6 5,9 9,8 22,7 549 84 367 Cada unidade experimental foi composta por vasos com oito plantas de soja, Cv. TMG 132, (semeadas a 5 cm de profundidade). O delineamento experimental foi em blocos casualizados composto de um fatorial 6x5, instalados em LATOSSOLO, com seis períodos de aplicações antes da semeadura  –   PAAS (0, 3, 5, 7, 10 e 14 DAS), cinco doses de herbicida 2,4-D (0, 750, 1500, 2250 e 3000 g e.a. ha -1 ) e uma dose constante do Glifosato (4000 g e.a. ha -1 ), em quatro repetições, perfazendo o total de 120 parcelas experimentais. O herbicida 2,4-D e o glifosato foram pulverizados com um pulverizador costal manual, equipado com ponta XR 11002, com volume de calda de 200 L ha -1 . A persistência dos herbicidas 2,4-D e Glifosato foram avaliados por meio de porcentagem de emergência (%), altura de planta (cm), Biomassa seca - BMS (g) da parte aérea e Biomassa seca - BMS (g) da raiz aos 26 dias após semeadura,  por ocasião do termino do trabalho. A análise estatística efetuada foi de acordo com o modelo de regressão polinomial. RESULTADOS E DISCUSSÃO :No desdobramento de dias dentro de cada dose aplicada (Figura 1a), o peso da a massa seca de raiz foi influenciado pela distância entre a semeadura e a pulverização dos herbicidas (Figura 1). A distância da semeadura proporcionou maior desenvolvimento das raízes refletindo em seu peso, assim, o sistema radicular sofreu menor desenvolvimento nos intervalos mais curtos de aplicação e maior incremento de raiz no período de 14 DAS. Os herbicidas 2,4-D e Glifosato apresentam efeito deletério nas plantas bioindicadoras, influenciando em decréscimo da biomassa seca das plantas, altura e percentual de germinação por conta de sua persistência no solo. Resultados semelhantes foram encontrados por Silva et al (2010), onde a BMS foi reduzida em todos os  tratamentos, sendo os menores valores observados no período de aplicação de 0 DAS. Não houve diferença estatística para as doses 2250 e 3000 em relação aos períodos de aplicação. Já no desdobramento de doses aplicadas ao longo dos dias (Figura 1b), não houve diferença estatística para as doses em relação aos períodos 3, 5 e 7 DAS. Com relação ao período 0 DAS, a menor dose do  produto pôde causar baixo desenvolvimento radicular. No intervalo de 14 DAS houve incremento das doses em períodos mais distantes da aplicação. Figura 1: interação dos tratamentos no desdobramento doses ao longo dos períodos (a) e interação dos tratamentos no desdobramento períodos entre semeadura e pulverização, conforme o aumento das doses (b) no parâmetro massa seca de raiz.  No desdobramento de dias dentro de cada dose aplicada (Figura 2a), A massa seca da parte aérea alcançou melhores incrementos nos períodos mais distantes entre a pulverização e a semeadura. As doses mais altas da mistura de 2,4-D com glifosato, 2250 e 3000 apresentam melhor desenvolvimento nos períodos 5 e 10 DAS respectivamente. Já no desdobramento de doses aplicadas ao longo dos dias (Figura 2b), no período onde a pulverização e a semeadura ocorrem no mesmo dia a dose causou baixo desenvolvimento de massa seca de parte aérea, principalmente no período 3 DAS. Resultados semelhantesforam obtidos por Pacheco et al (2007) onde o mesmo observou que o incremento de doses de 2,4-D reduz gradativamente o desenvolvimento de massa verde e seca de parte aérea na cultura do milheto. Figura 2: interação dos tratamentos no desdobramento doses ao longo dos períodos (a) e interação dos tratamentos no desdobramento períodos entre semeadura e pulverização, conforme o aumento das doses (b) no parâmetro massa seca parte aérea. As doses 0 ,750, 1500g e.a há-¹ não foram significativas, e as doses de 2250 e 3000g e.a há-¹ foram as que mais afetaram altura das plantas ao longo dos períodos. Quanto ao interbvalo de aplicação, o único influenciado foi o período 0 DAS que apresentou menor altura de plantas. A partir dos períodos seguintes (3, 5, 7, 10, 14 DAS) a mistura de herbicidas não trouxe prejuízos a altura da planta. O herbicida 2.4 D é de persistência curta no solo, o que permite a semeadura de culturas que lhe são suscetíveis duas semanas depois da aplicação (Rodrigues; Almeida, 2011). y = 10,196+0,0899x R² = 0,3658y = 8,9499+0,2492 R² = 0,7804y = 8,697+0,2694x R² = 0,6683 0246810121402468101214    M   A   S   S   A   S   E   C   A   D   A   R   A   I   Z    (   G    ) PERÍODOSDose 0Dose 750Dose 1500 y = 10,723143 -0,001889**x + 0,000001**x2R² = 0,9082y = 11,728357 -0,002198**x + 0,000001**x2R² = 0,9892y = 11,908786 + 0,001948x -0,000001x2R² = 0,6563 02468101214050010001500200025003000DOSESPeriodo 0Periodo 10Periodo 14 a) b)   y = 12,491+ 0,4052x R² = 0,8903 y = 12,649648 +0,5576***xR² = 0,5581 y = -10,443597 + 1,390148***x -0,083793***x 2 R² = 0,9344y = 11,475579 + 1,184234***x -0,074145***x 2 R² = 0,7274 024681012141618200246810121416    M   A   S   S   A   S   E   C   A    (   G    ) PERIODOSDose 750Dose 1500Dose 2250Dose 3000 y = 14,332+ 0,0016x + R² = 0,761y = 16,043786 -0,002667*x + 0,000001*x 2 R² = 0,5959y = 16,458643 -0,002604*x + 0,000001*xR² = 0,6608y = 12,490946 + 0,405239**R² = 0,8899 02468101214161820050010001500200025003000    M   A   S   S   A   S   E   C   A    (   G    ) DOSESPeriodo 0Periodo 3Periodo 10Periodo 14 a) b)   Figura 3: interação dos tratamentos no desdobramento doses ao longo dos períodos (a) e interação dos tratamentos no desdobramento períodos entre semeadura e pulverização, conforme o aumento das doses (b) no parâmetro massa seca parte aérea. CONCLUSÕES :Nas condições em que o ensaio foi realizado, verificou-se que o peso da massa seca foi influenciado negativamente em relação aos intervalos mais curtos entre aplicação do herbicida 2,4-D com glifosato e a semeadura. Intervalos mais curtos entre pulverização e semeadura e doses mais elevadas contribuíram para redução da altura de planta. REFERÊNCIAS CHIRAS, D. D. New Visions of Life Evolution of a Living Planet. In: ENVIRONMENTAL Science: action for a sustainable future. 3. ed. San Francisco: Benjamin Cummings, 1995. CUNHA, J.P.A.R.; TEIXEIRA, M.M.; VIEIRA, R.F.; FERNANDES, H.C.. Deposição e deriva de calda fungicida aplicada em feijoeiro, em função de bico de pulverização e de volume de calda. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. Campina Grande, PB, DEAg/UFCG. v.9, n.1, p.133-138, 2005. FERREIRA, M.C.; COSTA, G.M.; SILVA, A.R.; TAGLIARI, S.R.A. Fatores qualitativos da ponta de energia hidráulica ADGA 110015 para pulverização agrícola. Engenharia Agrícola , Jaboticabal, v.27, n.2, p: 471-478, maio/ago. 2007. PACHECO, M.E.L.. Os impactos dos agrotóxicos na Segurança Alimentar e Nutricional: Contribuições do Consea. Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. (CONSEA). 20p. 2012. RODRIGUES, B. N.; Almeida, F. S. Guia de herbicidas. 5. ed., Londrina, 2005, 592p. SILVA, A. A. et al. Herbicidas: classificação e mecanismo de ação. In: SILVA, A. A.; SILVA, J. F. (Eds.) Tópicos em manejo de plantas daninhas. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 2007.  p.83-148. SILVA, E. M. B. ; SILVA, T. J. A.; CABRAL, C. E. A.; KROTH, B. E.; REZENDE, D.; Desenvolvimento inicial de gramíneas submetidas ao estresse hídrico. Revista Caatinga, Mossoró, vol. 24, nº 2, 180-186, abril-junho, 2011. ISSN 1983-2125. y = 21,604456 + 0,844960*x -0,049024*x 2 R² = 0,8137y =19,417163 + 1,167785**x -0,071033**x 2 R² = 0,6125 0,005,0010,0015,0020,0025,0030,000246810121416    A   L   T   U   R   A   D   E   P   L   A   N   T   A    (   C   M    ) PERIODOSDose 2250Dose 3000 y = 23,875000-0,001417**xR² = 0,59510,005,0010,0015,0020,0025,0030,000500100015002000250030003500      A     l     t    u    r    a     (    c    m     ) Doses(g e.a ha-¹) a) b)
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