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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP

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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP Edson Santana da Silva A construção do texto: do oral ao escrito a retextualização Mestrado em Língua Portuguesa São Paulo 2016 Edson Santana da Silva
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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP Edson Santana da Silva A construção do texto: do oral ao escrito a retextualização Mestrado em Língua Portuguesa São Paulo 2016 Edson Santana da Silva A construção do texto: do oral ao escrito a retextualização Dissertação apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como exigência parcial para obtenção do título de MESTRE em Língua Portuguesa, sob a orientação da Profa. Dra. Regina Célia Pagliuchi da Silveira. São Paulo 2016 Banca Examinadora DEDICATÓRIA Um ser que é mãe Um amor que existiu e que transcendeu coisas efêmeras; ultrapassou limites de compreensão; amou sem nunca ter sido correspondida; doou-se no mais deleitável amor incondicional; dedicou-se até não mais suportar o tempo, que a venceu; andou por terrenos tenebrosos, resistiu sem, muitas vezes, conhecer um afago acolhedor; travou guerras sentimentais, envolta em tempestades mentais; lutou para protelar sua partida por amor dos que, aqui, ainda estão; foi irmã, foi amiga, foi pai, foi mãe, foi alegria, foi dor, foi tristeza, foi amor. A ti, mãe, por tudo que hoje sou; pelo homem que me tornei, pelo amor com que me amou, pelos afagos, pela educação recebida, pela memória que deixaste, pelas lições de vida que me ensinaste, pelo que fui, pelo que serei: sou eternamente grato. Àquele que criou todas as coisas, que me auxilia nos momentos difíceis e me orienta em todos os momentos. Àquele a quem devo minha vida e minha esperança de viver: ao Deus eterno imortal, invisível, mas real. À minha família, esposa e filhos. Aos meus filhos Aminadabe e Saulo Silas, dois dos bons motivos para eu ter empreendido o objetivo de realizar esta pesquisa. Agradeço ao CNPQ pela bolsa concedida. Agradecimentos À Professora Doutora Regina Célia Pagliuchi da Silveira, pela paciência e compreensão, e pela oportunidade que me deu de compartilhar de seu conhecimento. Às Professoras Doutoras Nancy dos Santos Casagrande e Paula Pinho Dias, pela atenção e pelas pertinentes considerações sobre esta dissertação, no momento da qualificação. À minha mãe (in memorian) que, mesmo não estando aqui neste importante momento da minha vida, contribuiu, sobremaneira, ao longo de sua existência, para que eu tivesse oportunidade de tomar decisões importantes na vida e acreditar nela. À minha esposa pelo auxílio e incentivo. Aos meus alunos, que me serviram de informantes para que esta pesquisa fosse possível e que, por isso, me estimularam na luta por uma educação mais eficiente, justa e mais igualitária. A todos os meus irmãos e irmãs, sobrinhos e sobrinhas que, de algum modo, me incentivaram a realizar este trabalho. Aos meus filhos Aminadabe e Saulo Silas pela compreensão e pelo incentivo. A todas as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização desta dissertação. A todos, os meus sinceros agradecimentos. Resumo Esta dissertação de mestrado, realizada no Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, propõe-se a fazer um estudo da construção e organização textuais sob a perspectiva da atividade de retextualização, considerando a base dessa atividade a modalidade oral da língua para se obter resultados satisfatórios no texto escrito. Usualmente, a escola tem valorizado a escrita como objeto de estudo em detrimento da oralidade. Entretanto, nas últimas décadas, no Brasil, o desenvolvimento de linhas de pesquisas linguísticas que colocam as duas modalidades da língua a oral e a escrita no mesmo patamar tem possibilitado maior reconhecimento da oralidade e, consequentemente, maior preocupação e mais estudos no tratamento das estratégias realizadas na passagem do texto falado para o texto escrito. Este trabalho intenta contribuir para uma perspectiva de formação linguística mais vasta, discutindo e propondo caminhos para abordagens didático-pedagógicas da construção do texto, sob o viés da retextualização. Os objetivos específicos são: 1) identificar a estrutura e as características funcionais da modalidade oral; 2) identificar a estrutura e as características da modalidade escrita; 3) mostrar semelhanças e diferenças entre essas duas modalidades; 4) apresentar uma proposta para o ensino de produção textual, a partir do processo de retextualização, visando a competência comunicativa e de produção textual do aluno. As teorias que deram sustentação a esta pesquisa consistiram na Análise da Conversação, na Sociolinguística interacional e na Linguística Textual. A primeira e a segunda fundamentaram o estudo da organização, construção e os principais aspectos do discurso oral, bem como os aspectos sociais da língua. A terceira, por sua vez, forneceu subsídios, por meio de estudos atualizados, para o entendimento de práticas de produção textual e práticas de ensino dessa produção. Palavras-chave: oralidade, escrita, prática social, competência comunicativa, retextualização. ABSTRACT The aim of this dissertation, held at the Postgraduate Studies Programme in Portuguese at Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, is to study the construction and textual organization from the perspective of retextualization activity, taking the oral form of the language as the basis to obtain satisfactory results in the written text. At school, writing is usually taken as an object of study at the expense of orality. However, in the last decades, in Brazil, the development of linguistic research lines that put the two modes of language - oral and written - at the same level has allowed greater recognition of orality and hence greater concern and further studies on the strategies carried out in the passage of the spoken text to written text. Our main objective is discuss some pedagogical approaches to work with text construction, through retextualization. The specific objectives are: 1. Identify the structure and functional characteristics of the oral form. 2. Identify the structure and characteristics of the written form. 3. Show similarities and differences between the oral and written forms. 4. Introduce a proposal to teach the textual production through the retextualization process aiming at the communicative competence of the student. The theories that support this research is the analysis of conversation, interactional sociolinguistics and textual linguistics. The first and second theories deal with the study of the organization, construction and the main aspects of the oral discourse, especially as a contextualized practice. The third one has provided information for the understanding and teaching of text production. Keywords: speaking, writing, social practice, communicative competence, retextualization. Lista de quadros Quadro 01- Dicotomias estritas Quadro 02- Possibilidades de retextualização... 65 Sumário Introdução Capítulo 1 - Delineando o problema A tradição da escola brasileira e o ensino de Língua Portuguesa: breves considerações Oralidade e escrita sob o olhar dos PCN O ensino de Língua Portuguesa à sombra dos PCN A relevância de uma abordagem pedagógica da oralidade sob o viés da retextualização Capítulo 2 - Oralidade, letramento e escrita como práticas sociais Letramento, alfabetização e escolarização: três práticas imbricadas Língua falada e língua escrita: dialogismo ou dicotomia? Estudos da língua falada: a organização da conversação O turno conversacional O tópico discursivo Os marcadores conversacionais O Processo de retextualização e as estratégias para a reconstrução da produção textual Transcrição e retextualização O fluxo dos processos de retextualização Estratégias de produção textual sob o viés sociointeracionista A referenciação A referência e os processos de referenciação A referenciação e a construção do ponto de vista Esquema textual do dissertativo Dissertativo explicativo Dissertativo argumentativo Capítulo 3- A teoria respaldando a prática - informantes: alunos Informante 1 (estudante do 3º ano do ensino médio do sexo masculino, 18 anos) Texto-base (oral/transcrito) número Redes sociais, os benefícios e os malefícios para a sociedade A Referenciação no texto oral do informante Texto transformado (a retextualização escrita final número 1) Redes sociais, os benefícios e os malefícios para a sociedade A Referenciação no texto escrito do informante A organização textual na produção escrita do informante Aplicação do modelo das operações textuais-discursivas na passagem do texto oral para o texto escrito Informante 2 (estudante do 3º ano do ensino médio do sexo feminino, 17 anos) Texto-base (oral/transcrito) número Redes sociais, os benefícios e os malefícios para a sociedade A Referenciação no texto oral da informante Texto transformado (a retextualização escrita final número 2) Redes sociais, os benefícios e os malefícios para a sociedade A Referenciação no texto escrito da informante A organização textual na produção escrita da informante Aplicação do modelo das operações textuais-discursivas na passagem do texto oral para o escrito Informante 3 (estudante do 3º ano do ensino médio do sexo masculino, 17 anos) Texto-base (oral/transcrito) número Redes sociais, os benefícios e os malefícios para a sociedade A Referenciação no texto oral do informante número Texto transformado (a retextualização escrita final número 3) Redes sociais, os benefícios e os malefícios para a sociedade A Referenciação no texto escrito do informante número A organização textual na produção escrita do informante Aplicação do modelo das operações textuais-discursivas na passagem do texto oral para o escrito Capítulo 4- A teoria respaldando a prática informante: professor Informante 4 (professor de língua portuguesa do ensino médio do sexo masculino, 30 anos -, docente na mesma escola em que estudavam os informantes do capítulo III) Texto-base (oral/transcrito) número Redes sociais, benefícios e malefícios para a sociedade A Referenciação no texto falado do informante Texto transformado (a retextualização escrita final número 4) Redes sociais, benefícios e malefícios para a sociedade A referenciação no texto escrito do informante A organização textual na produção escrita do informante Aplicação do modelo das operações textuais-discursivas do texto oral para o texto escrito Considerações finais Referências Anexos Anexo A Normas para transcrição do projeto NURC Anexo B Normas para transcrição Anexo C Análise de textos orais Anexo D - Texto escrito (informante 1) Anexo E - Texto escrito (informante 2) Anexo F - Texto escrito (informante 3) Anexo G - Texto escrito (informante 4) Anexo H Modelo das operações textuais-discursivas na passagem do texto oral para o texto escrito 12 INTRODUÇÃO Esta dissertação, vinculada à linha de pesquisa Texto e Discurso nas Modalidades Oral e Escrita, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, apresenta um estudo das modalidades da língua oral e escrita, com o intuito de obter aportes que comprovem a importância do ensino de produção textual escrita, sob o viés da retextualização da modalidade oral para a modalidade escrita. Trata-se de tema de suma importância, visto que numa sociedade como a nossa, a escrita, enquanto manifestação formal dos diversos tipos de letramento, é mais do que uma tecnologia. Ela se tornou um bem social indispensável (MARCUSCHI, 2010, p. 16). Apesar do vínculo do homem com a oralidade, a instituição escolar trata o ensino de produção textual, majoritariamente, com ênfase na escrita dissociando-a, portanto, da oralidade, deixando de lado o que poderia ser um suporte de grande relevância para este ensino: a prática e a análise de textos orais em concomitância com a prática e a análise de textos escritos, considerando, dessa forma, a perspectiva sociointeracionista de ensino-aprendizagem. O problema tratado é relativo à passagem do texto oral para o escrito o que requer um conjunto de operações textuais-discursivas, conforme postula Marcuschi (2010). Sendo assim, esta dissertação se propõe a responder às seguintes questões: Como inserir a oralidade em sala de aula, deixando claro aos discentes a grande variedade de possibilidades, situações e momentos de uso da língua? Como anular o mito da superioridade da escrita e, de igual modo, o preconceito de que a fala é lugar da desordem e da informalidade? Como inserir, na prática pedagógica, em sala de aula, uma visão de ensino de Língua Portuguesa em que haja observação sobre o uso da modalidade oral da língua em coexistência com a modalidade escrita? A realização desta pesquisa justifica-se pela necessidade de um estudo mais aprofundado da relação oralidade-escrita, pois, embora os PCN proponham o tratamento da oralidade no ensino de língua portuguesa para a produção textual, ainda há uma série de dificuldades que precisam ser vencidas. Entre elas, encontra-se o fato de a instituição escolar, ainda hoje, manter uma visão dicotômica entre a oralidade e a escrita, de maneira a tornar essas duas modalidades manifestações reversas entre si. Simultaneamente, ela deprecia a oralidade e supervaloriza a 13 escrita por meio de um princípio errôneo e preconceituoso: quando relaciona a escrita estritamente à formalidade, planejamento e normatividade dando à oralidade características caóticas, sem planejamento, sem formalidade e sem normatividade. É relevante que haja, portanto, uma revisão nessa perspectiva equivocada de que a relação entre a prática da oralidade é dicotômica com a prática da escrita, com o intuito de identificar problemas e sugerir uma linha de tratamento que pode ser mais frutífera, menos comprometida com o preconceito e a desvalorização da oralidade de uma maneira geral (MARCUSCHI, 2010, p ), postulando que essa relação se funda num contínuo, não numa dicotomia polarizada. Dessa forma, é imprescindível que seja implantada na escola uma perspectiva de ensino de produção textual mais ampla, envolvendo a produção oral do aluno, objetivando a prática da retextualização com vistas à produção escrita em sala de aula. Sabe-se que os alunos têm dificuldades em operar essa transposição, pois não conseguem aplicar estratégias importantes em grande parte por desconhecê-las, levando-os a apresentarem textos escritos com marcas de oralidade. Em razão disso, nossa pesquisa tem como objetivo geral contribuir com estudos de retextualização relacionados à produção textual escrita. Por objetivos específicos, têm-se: confrontar a produção oral com a produção escrita de 3 alunos do 3º ano do ensino médio de uma escola pública de São Paulo; confrontar a produção oral com a produção escrita de um professor do ensino médio de uma escola pública de São Paulo; e verificar, nesses textos, quais estratégias foram aplicadas na retextualização dos alunos e do professor, levando em consideração a adequação à modalidade escrita da língua. Nesta dissertação adotaram-se os seguintes procedimentos metodológicos: análise documental; método qualitativo; e coleta e seleção do material para as análises. 14 O material coletado para as análises demandou a escolha de informantes: escolha geral: alunos que fossem estudantes do 3º ano do ensino médio e um professor de qualquer disciplina que fosse docente no ensino médio; escolha específica 1: dois alunos considerados bons redatores por seus professores, levando em consideração as produções textuais anteriormente realizadas em sala de aula; escolha específica 2: um aluno considerado mau redator por seus professores, levando em consideração as produções textuais anteriormente realizadas em sala de aula; e escolha específica 3: um professor do ensino médio de qualquer disciplina coincidentemente, o professor que aceitou participar desta pesquisa é professor de língua portuguesa. Quanto ao método utilizado para transcrição dos textos orais, foi adotado o mesmo utilizado pelo projeto NURC, que possui normas previamente definidas (anexos A e B). As gravações foram efetuadas em smartphones particulares de cada informante e controladas sob tematização previamente estabelecida pelo investigador, a saber: Redes sociais, os benefícios e os malefícios para a sociedade. As análises tiveram os seguintes procedimentos: segmentação do texto oral e do texto escrito de cada informante para confrontação, a fim de verificar a capacidade de transformação da oralidade para a escrita; confronto em busca das semelhanças e diferenças entre o texto oral e o escrito; e exame dos textos, de modo a considerar, na passagem do oral para o escrito, a ocorrência: da referenciação; do fluxo das ações que sistematizam o processo de retextualização do texto oral para o escrito, bem como o modelo das operações textuais-discursivas; e da organização dos textos retextualizados. 15 Ainda hoje os preconceitos relacionados à oralidade, como objeto de ensinoaprendizagem, têm levado a escola a perder perspectivas pedagógicas concernentes à língua e ao universo de conhecimento que essa prática poderia trazer para o aluno. Entretanto, muitas pessoas, entre elas professores, imaginam um ensino da oralidade no qual se aborde a forma de expressão dentro da linguagem culta. Ignora-se, portanto, na maior parte do tempo, que o usuário da língua se comunica em um contexto coloquial, sem se preocupar com os aspectos prescritivos da língua. De fato, o que importa nesse momento para o falante é conseguir interagir com eficiência. Deveria ser papel primordial da escola preocupar-se com a performance comunicativa do aluno, isto é, induzi-lo, por meio de práticas de ensino, a saber usar as modalidades da língua adequadamente nas diferentes situações que lhe são apresentadas no dia a dia. Nessa perspectiva, o ensino da oralidade não deve ocorrer isoladamente, sem relação com a escrita, pois ambas possuem, entre si, relações recíprocas e intercambiáveis, conforme apontam Fávero, Andrade e Aquino (2012). Esta dissertação, composta por quatro capítulos, pretende esclarecer essas questões. O capítulo 1, Delineando o problema, apresenta o ponto de partida para a elaboração do problema a ser investigado nesta dissertação, que são os PCN, juntamente com considerações de estudiosos da produção textual que tratam da oralidade e da escrita na construção textual da comunicação. O capítulo 2, Oralidade, letramento e escrita como práticas sociais, trata da revisão teórica fundamental para as análises realizadas. O capítulo 3, A teoria respaldando a prática informantes: alunos, indica os resultados obtidos das análises realizadas na perspectiva do aluno, discutindo-os. O capítulo 4, de igual modo, A teoria respaldando a prática - informante: professor, indica os resultados obtidos nas análises realizadas, na perspectiva do professor, discutindo-os. Nas considerações finais, serão retomados os principais pontos da pesquisa, bem como uma pequena retomada da avaliação dos resultados obtidos e a indicação de novas perspectivas para o ensino da produção textual escrita, tendo em vista seu relacionamento com a oralidade. 16 Capítulo 1 Delineando o problema Este capítulo apresenta um conjunto de dificuldades existentes no ensino de língua portuguesa, no Brasil, seguido de medidas adotadas pelo governo federal, a fim de resolver tais dificuldades. Aparecem, assim, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para orientar os professores em sala de aula. A elaboração dos PCN está fundamentada em resultados científicos obtidos por linguistas, que propõem a existência de duas modalidades da língua: a oral e a escrita. Segundo Urbano (1998), os usuários da língua portuguesa, de alguma maneira, possuem um conhecimento empírico de que não falam como escrevem. O conhecimento científico desse fato decorre de pesquisas, por meio de uma metodologia apropriada, a fim de se entender, explicar e demonstrar racionalmente as causas dessa evidência. Há textos escritos que apresentam similitude com textos falados, pois eles são produzidos com marcas de oralidade e com o uso popular da linguagem. Isso acontece, segundo o autor, por ignorância e despreparo daquele
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