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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP FACULDADE DE EDUCAÇÃO

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP FACULDADE DE EDUCAÇÃO INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO NO 3º ANO B DA ESCOLA SANTO INÁCIO Elisangela dos Santos
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP FACULDADE DE EDUCAÇÃO INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO NO 3º ANO B DA ESCOLA SANTO INÁCIO Elisangela dos Santos Silva São Paulo 2008 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP FACULDADE DE EDUCAÇÃO INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO NO 3º ANO B DA ESCOLA SANTO INÁCIO Trabalho de conclusão de curso como exigência parcial para a graduação no curso de Pedagogia, orientado pela Prof.ª Dr.ª Alda Luiza Carlini. São Paulo 2008 Dedicatória A você, educador: Se plantarmos para um ano, devemos plantar cereais. Se plantarmos para uma década, devemos plantar árvores. Se plantarmos, entretanto, para uma existência, devemos educar os homens. (SUN TZU 500 a.c) Agradecimentos Agradeço à minha turma do curso de Pedagogia por completo, pela contribuição significativa na troca de experiências e angústias. À minha orientadora, que muito me ajudou a caminhar até aqui, compartilhando seus saberes essenciais para minha formação. À Escola Santo Inácio que muito me ajudou a iniciar esta pesquisa. À minha mãe pela força e companheirismo com meus estudos. A todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para minha formação. Estamos sós... Errantes... Fragmentados Aos pedaços Resultado da divisão interna: certo e errado... Corpos rígidos Tensos Sofridos Pedindo acolhimento Errar... Nossa emoção perdida em fantasias Novelas, cinemas, revistas... Nossa razão prisioneira do racionalismo: do certo Do ter que explicar tudo Não percebemos o sentido do cotidiano Não nos percebemos Não amamos Não nos amamos Perdemos o primeiro movimento do respirar Profundamente Relaxadamente Sentindo o ar que entra em todo o corpo Perdemos o movimento do corpo Sua leveza Sua harmonia possível Sua agilidade a ser desvelada na dança suave Perdemos o sentido do toque Do beijo beijado Do abraço abraçado Do dizer com as mãos que eu te amo... Perdemos mais que tudo Nossa identidade espiritual O Artista, o Mestre que nos cria a cada momento O sentido do Amor maior pelo Outro e pela Vida Perdemos o significado de nosso errar... O espaço da Liberdade que permitirá Perceber o propósito da Vida O Educador deverá sempre ser aquele que errando Desvelará o eterno aprendiz Presente no mais dentro de cada Errante... Ruy Cezar do Espírito Santo SILVA, Elisangela dos Santos. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO NO 3º ANO B DA ESCOLA SANTO INÁCIO. São Paulo Orientadora: Prof.ª Dr.ª Alda Luiza Carlini. RESUMO Este trabalho teve por objetivo identificar os instrumentos de avaliação da aprendizagem escolar que a professora do 3º ano B da escola Santo Inácio dispunha e se eles de fato avaliavam os alunos. A investigação, baseada na análise documental, em observação de atividades de ensino e em entrevistas com a professora e a coordenadora pedagógica, foi realizada durante os estágios junto à coordenação pedagógica na referida escola. Foi possível constatar que o processo de ensino-aprendizagem tinha como fator essencial proporcionar ao aluno uma aprendizagem significativa. E para isso, procurava desenvolver o gosto pelo saber, através da aprendizagem de conceitos, atitudes e procedimentos, em uma proposta construtivista referida e adotada pela escola. Ao cumprir seu objetivo exploratório, esta pesquisa ainda foi oportunidade para elaborar um plano de ação com vistas ao entrosamento de professores de ensino fundamental de escolas de realidades diferentes (particular e pública), além de estimular o interesse pela investigação na temática da avaliação. Permitiu ainda evidenciar a necessária relação entre os estudos realizados no curso de graduação em Pedagogia, com a prática vivida na Escola Santo Inácio, no interior de uma mesma concepção de educação. No intuito de, cada vez mais, proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem significativa, de modo que eles desenvolvam o prazer de aprender, é que essa investigação não termina aqui. Ao contrário, ela é apenas um primeiro passo no processo de construção de seres humanos capazes de construir sua autonomia na vida. Palavras-chave: ensino, aprendizagem, avaliação. ABSTRACT The aim of this research was to identify the school instruments of learning which the teacher from the 3 rd B level, from the Santo Inácio School had used and if they really evaluated the students. The investigation based on documental analysis, education activities in observation and interviews with the teacher and the pedagogical coordinator was achieved during the training period in agreement with the pedagogical group of the mentioned School. It was possible to observe that the teaching-assimilation process was an essential factor that provided to the student a significant learning. SUMÁRIO I) INTRODUÇÃO II) REFERENCIAL TEÓRICO Concepção de homem e educação Trabalho, Sociedade e a importância da Orientação Vocacional O papel do coordenador educacional no contexto escolar Subsídios teóricos para fundamentar o tema Avaliação da aprendizagem escolar III) METODOLOGIA IV) DADOS DE CAMPO Análise do contexto institucional da organização educativa de estágio Prédio escolar Estrutura organizacional Gestão escolar Projeto Político Pedagógico Currículo da escola, plano de curso, plano de ensino, plano de aula Dados de campo complementares resultantes da entrevista V) PROPOSTA DE AÇÃO VI) CONSIDERAÇÕES FINAIS ANEXO I ANEXO II REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 76 I) INTRODUÇÃO Buscarei relatar um pouco da minha trajetória escolar considerando as experiências, conquistas, desafios e sabedorias em jogo até chegar no curso de Pedagogia, habilitação conjunta de Orientação e Supervisão Escolar, e na escolha da Avaliação como tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso, enriquecendo ainda mais toda essa bagagem. Iniciei meus estudos pré-escolares no ano de 1985, com seis anos de idade. O método de estudo do curso primário era segundo o B+A BA da escola tradicional, tínhamos que decorar tudo que a professora falava. Tínhamos cartilhas para preencher as lacunas em casa. Durante os estudos em sala de aula, era somente cópia e, quando preciso, uma reescrita de textos que a professora lia para nós e depois tínhamos de reescrevê-los não com nossas próprias palavras, mas com as palavras do autor identificado como Instrução Programada, conceito utilizado pelos professores daquela época. Durante o curso primário, eu tinha as seguintes matérias: Língua Portuguesa, Matemática, Educação Física, Ciências e Estudos Sociais, às vezes Artes, com uma professora para todas as disciplinas, com exceção de Educação Física. Desde pequena sempre gostei muito de estudar, sempre tinha lição de casa e me dispunha a estudar. Adorava meus colegas de classe, minhas professoras e a escola, até porque ela se localizava na minha rua; situada no bairro de Taboão da Serra, cidade de São Paulo, na qual moro até hoje. A escola era pública, da rede Estadual de ensino, era grande e funcionava com primário, fundamental I e II, e ensino Médio Normal. Hoje ela atende somente de quinta à oitava série, portanto, fundamental II. Não tínhamos muitos passeios extraclasse, quando tinha era para o zoológico. Durante o ensino fundamental II, era mais gostoso estudar, pois já tinha entendimento das coisas, não só dos estudos, mas da vida, já tinha meus grupinhos formados e sabia interagir mais. O método de ensino do fundamental II era o mesmo do primário, ou seja, tradicional. Não tinha muito que produzir, era tudo dado e previamente elaborado, não Página 9 precisava pensar muito e sim decorar todo o conteúdo para tirar boas notas. Sempre alcançava o esperado. Nunca fiquei em recuperação. Com o passar dos anos, cheguei ao ensino médio, inúmeras disciplinas e nenhuma preocupação com o vestibular, pois tinha de trabalhar para o sustento da família. Um dia, eu dei um basta desta escola, da sua metodologia de ensino e resolvi partir para uma outra. Fui à secretaria, sem minha mãe saber, e pedi transferência para uma outra, não muito distante de casa. Transferi-me e não deu uma semana e eu já queria voltar para a antiga, pois a rotina e a didática da outra não diferenciava em nada. O apego que eu tinha por minhas velhas colegas fez com que eu considerasse menos a metodologia e mais minhas amizades. Todos tínhamos o mesmo ideal, ser uma professora bem legal, ter nossos alunos e cuidar da aprendizagem deles, nada mais que isso. Depois de terminado o ensino médio, quis fazer vestibular e prestar Biologia em uma Universidade pública. Que sonho! Naquele tempo (2003), não eram todos os candidatos que ingressavam em Universidades Públicas. Hoje, essa possibilidade está mais acessível, porém ainda há entraves. Fiz dois anos de cursinho popular na USP, para depois tentar o acesso à faculdade, mesmo assim não consegui. Meu percurso pelo cursinho também pôde me proporcionar inúmeras satisfações. Aprendi a ter mais consciência do meu papel de cidadã neste mundo, pois fazíamos vários eventos de caráter conscientizador, articulando a sabedoria daqueles mais experientes, à vontade de aprender daqueles preocupados com o seu futuro precoce e sua inserção na Universidade pública. Com a minha participação ativa nos acontecimentos rotineiros destes espaços, fui representante de sala desde a sétima série (1992) até o 4º ano da faculdade (2008). Sempre gostei de me colocar perante os acontecimentos, agilizava e promovia atividades recreativas como campeonatos, torneios e viagens temáticas para fora do Estado, fazendo parte de todos os eventos e garantindo que todos pudessem participar, elaborava rifas e sorteios de brindes. Assim, vivi e aprendi muito. Os anos foram passando e o conceito de avaliação permaneceu, pois viria o período pré-vestibular, com mais dois anos de aprendizagem, Página 10 se é que poderíamos chamar aqueles momentos de aprendizagem significativa, pois eram tantos os conteúdos que mal dava para assimilar algo. Mas sabia que ao final daquele período eu ia ser avaliada por tudo aquilo que me haviam passado. O fim do ano se aproximava e lá estava a bendita avaliação final, mais conhecida como vestibular, que ia não somente avaliar, mas me selecionar, caso merecesse ser classificada. Então, para não adiar mais meu ingresso no campo acadêmico, mudei a luta de rumo e parti para uma Universidade particular. Fui aprovada no vestibular da PUC em 2005, logo na primeira chamada, porém em Pedagogia, minha segunda opção (visto que a primeira era Biologia). Realizei o curso e ao longo dos semestres e das temáticas percebi que este era o meu lugar: estava começando a me encontrar. Consegui articular e amarrar toda minha bagagem e ainda dispor de espaço para mais sabedoria. Como bolsista do PROUNI Programa Universidade Para Todos, do Governo Federal, desde o início do curso, fazia de tudo para não ficar de DP (dependência) em nenhuma disciplina, pois se isto ocorresse poderia perder a bolsa. Na faculdade vivenciava outra prática de ensino, muito diferente da que muitos dos meus colegas falavam ser: de que os professores não tomariam conta da aprendizagem de cada um, teria que ser você e somente você a responsável pelos seus estudos, que acabaria a moleza. Isso de fato ocorreu, mas não levado ao pé da letra. A prática era mais rica, é claro, os professores consideravam nosso cotidiano, nossas angústias, nossas realidades e sabedorias, cada um diferente do outro, e desenvolviam boas relações com seus educandos. Tive a sorte de ter turmas muito especiais, em todos os anos do curso, todos muito cuidadosos uns com os outros, todos os professores até elogiavam e deixavam bem claro o quanto era gostoso trabalhar nesta harmonia. Quando aqui cheguei, tinha um conceito muito fechado a respeito do que era avaliação educacional, também pudera, desenvolvi-me dentro de uma escola um tanto conservadora demais, na qual estudei todas as séries. E avaliação naquele tempo e naquela escola era considerada ao pé da letra, restrita ao sinônimo de prova, que por sua vez, era sempre sem consulta e, às vezes, dada de surpresa, dependendo do Página 11 comportamento da sala. Deste modo, sempre estudei muito, para nunca ser pega de surpresa. Diante destas experiências, o conceito de avaliação educacional não poderia ser diferente. Mas, durante o curso de pedagogia, este conceito foi ganhando uma flexibilidade considerável. Com o acúmulo de estudos, fui assimilando e acomodando informações e idéias que se relacionavam ao conceito de avaliação. Naquele tempo (década 1980/90), os estudos sobre avaliação educacional no Brasil já eram muito debatidos, com os trabalhos de autores como Paulo FREIRE, Cipriano Carlos LUCKESI, Celso S. VASCONCELLOS, J. Gimeno SACRISTÁN, dentre outros. Iniciava-se um período de preocupação maior com o ato de avaliar e com o que avaliar. A avaliação deixava de ter um caráter meramente técnico (visão tecnicista tyleriana) de comprovação da eficácia ou não das pessoas e passava a abranger um contexto mais significativo, no qual valorizava todo um processo, muito bem acompanhado das atividades e comportamentos dos alunos, como muito bem ressalta Sacristán, quando afirma que hoje já se pensa a avaliação como uma fase do ensino, ou seja, uma fase que valoriza todo o processo. (SACRISTÁN & GÓMEZ, 1998). Pude estender este conceito de avaliação educacional mais ainda quando fui a campo fazer os estágios de supervisão educacional que o curso exigiu. Passei do papel de aluna ao de professora, processo este, que não é fácil, no entanto, pude rever questões que antes eram tidos por mim como insignificantes e hoje, diante de todos os estudos na pedagogia, considero-as fundamentais. A troca de idéias pelo grupo acerca dos diferentes autores proporcionou uma análise maior sobre o assunto. A avaliação educacional deixou de ser coisa fechada e passou a ser processo contínuo e flexível, onde o mais importante não é o produto final, mas sim seu processo, seu meio. Vivenciar todas essas experiências me fez repensar sobre a ação dos professores, em relação aos seus alunos, a entender melhor o funcionamento e a finalidade da avaliação educacional e da aprendizagem dos alunos. Página 12 Assim, segundo Souza:... embora se continuasse reconhecendo que a avaliação educacional visava analisar o alcance dos objetivos educacionais, sua função não deveria ser mais a de legitimar aprovação ou reprovação do aluno. (SOUZA 1998, p. 166). Ou, seja, precisamos ampliar o conceito de avaliação, estendê-la a um contexto maior do que o praticado no momento presente. Com todo o acúmulo de conhecimento que todos estes espaços e pessoas puderam me proporcionar, optei por fazer a habilitação de Orientação e Supervisão Educacional, que me ajudaria a continuar organizando e orientando minha rede de papéis, só que agora com um olhar totalmente diferente do vivido na minha época de escola e como aluna. Como coordenadora pedagógica, poderei trabalhar em conjunto com minha equipe e buscar desenvolver o papel de ajudar e acolher as pessoas e orientar os professores para promoverem uma aprendizagem significativa com seus alunos. Os estudos realizados em conjunto com todos os professores desta habilitação me enriqueceram a cada aula e me deram subsídios para atuar de uma forma mais clara e consciente no meu trabalho. Sou professora-auxiliar de sala do ensino fundamental I há dois anos e às vezes substituo professores do fundamental II na escola particular Santo Inácio, localizada no bairro do Paraíso. Inicialmente, fui contratada para auxiliar o 5º ano (antiga 4ª série), mas a escola opera com sistema de rodízios semestrais com as estagiárias do ensino fundamental I e infantil, ou seja, a cada troca de semestre muda-se de turma (série). Já passei pelo 5º, 2º, 4º e 3º anos, respectivamente. No decorrer destes quatro semestres sempre que precisava substituir professores especialistas no fundamental II, a escola confiava no meu trabalho, entretanto, deixava preparadas algumas atividades a serem transmitidas. Sou remunerada e este trabalho acabou por me ajudar, e servir como estágio supervisionado que o curso exigia ao longo dos semestres. Página 13 Acredito fortemente na proposta construtivista da escola e na sua prática. Todas as discussões vividas em sala de aula na faculdade, sobre escola participativa, são postas em prática pela Santo Inácio. Acompanho muito de perto o trabalho das coordenadoras pedagógicas (que são cinco) e me espelho muito na prática de algumas delas. A escola valoriza e considera muito a formação de professores, acompanha atentamente o trabalho das estagiárias e troca com elas experiências de lugares e papéis diferentes. Enfim, decidir ser uma coordenadora pedagógica tem me feito refletir sobre educação por um outro viés, mais compreensiva com os problemas e mais sábia nas estratégias. Resgatando todos os estudos relacionados à avaliação e vivenciando a cada dia meu trabalho (supervisão) na Santo Inácio, percebi que tinha uma ferramenta em mãos: a escola me serviu de suporte para abraçar a questão da avaliação como tema gerador do meu Trabalho de Conclusão de Curso. Visto que é uma temática da qual sempre gostei, em termos de debater e pesquisar sobre sua verdadeira finalidade. Além disso, por acreditar na concepção teórica e na experiência prática que vivenciei com o 3º ano, baseado na reflexão sobre como alguns alunos aprendem com mais facilidade e outros não, decidi elaborar este trabalho e aprofundar a investigação do tema. O objetivo primeiro da avaliação é intervir para melhorar e, como bem afirma Luckesi, corresponde a um juízo de qualidade sobre dados relevantes para uma tomada de decisão. Portanto, segundo essa concepção, não há avaliação se ela não trouxer um diagnóstico que contribua para melhorar a aprendizagem dos alunos. (LUCKESI, 2006) Na Santo Inácio, estes diagnósticos existem e ajudam muito o professor a ter um olhar mais preciso no processo de aprendizagem dos alunos. A avaliação é constituída por instrumentos de diagnóstico, que levam a uma intervenção visando à melhoria da aprendizagem. Por já conhecer todo o trabalho e a proposta que essa escola desenvolve, é que me interessei em tê-la como objeto de estudo, mais especificamente o 3º ano B, a sala na qual realizava o estágio. Página 14 O objetivo primordial do meu Trabalho de Conclusão de Curso é identificar os instrumentos de avaliação que uma professora do 3º ano B da escola Santo Inácio dispõe: como são estes instrumentos, se eles de fato avaliam, se identificam características do processo de aprendizagem. Pretendo aproveitar todos os recursos que direta e indiretamente a escola dispõe e pode me conceder acesso para enriquecer esta pesquisa. Com as respostas para estas questões, pretendo elaborar um projeto de ação de coordenação pedagógica-educacional para escola e para o público atendido. Página 15 II) REFERENCIAL TEÓRICO Busquei aprofundar o estudo dos autores cuja concepção de educação (e tudo o que a ela está relacionado, no sentido do ensino-aprendizagem do ser humano) e, mais especificamente, de avaliação, pode constituir referência para produzir esta monografia. Com base nestes autores, dividi este capítulo nos seguintes temas: 1) Concepção de homem e educação; 1.1) Trabalho, Sociedade e a importância da Orientação Vocacional; 1.2) O papel do coordenador educacional no contexto escolar e 2) Concepção de avaliação da aprendizagem escolar. 1) Concepção de homem e educação Baseado nos estudos que realizei, posso afirmar que entendo o homem como um ser ativo, social e histórico, um ser inacabado, que está se formando a cada dia. O homem torna-se humano ao humanizar-se com o seu semelhante, através de seu processo de vida real no âmago das relações sociais, como bem descreve Bernad Charlot:... a essência originária do indivíduo humano não está dentro dele mesmo, mas sim, fora, em uma oposição excêntrica, no mundo das relações sociais. (CHARLOT, 2000, p. 52). A condição humana obriga o ser a necessitar de outro para que a relação se estabeleça e ele possa
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