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Resumo Do Discurso Sobre a Origem e Os Fundamentos Da Desigualdade Entre Os Homens

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Resumo do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Introdução- Essa obra filosófica é continuação do Discurso sobre as ciências e as artes, onde exerce a crítica moral e política. Rousseau fala de uma reforma social e política. Tenta encontrar o que é natural no homem e não foi corrompido pela sociedade. Ele descreve, em especulação abstrata e racional, como era o homem no estado de natureza. É nesse livro que se encontra bem demonstrado o princípio rousseano que
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  Resumo do Discurso sobre a srcem e os fundamentos dadesigualdade entre os homens. Introdução- Essa obra filosófica é continuação do Discurso sobre as ciênciase as artes, onde exerce a crítica moral e política. Rousseau fala de uma reformasocial e política. Tenta encontrar o que é natural no homem e não foi corrompidopela sociedade. Ele descreve, em especulação abstrata e racional, como era ohomem no estado de natureza. É nesse livro que se encontra bem demonstrado oprincípio rousseano que ficou famoso, de que o homem é bom e a sociedade ocorrompe. O homem mal governado é rico apenas em vícios.Esse livro de Rousseau marca uma ruptura e um progresso em relação aodiscurso das artes. Tem maior perspectiva histórica e antropológica. Nesse livroestão caracterizados os aspectos que vieram a fazer dele um precursor doromantismo. Rousseau também fala de ecologia, quando ninguém falava, edefende os povos selvagens, que naquela época (1753) costumavam serexplorados e mal compreendidos. Também atenta para os perigos dasuperpopulação. Era um leitor ávido de relatos de viagens, e suas descrições dosnativos, indígenas e africanos. O homem da natureza que descreve encontrou emsi mesmo, quando buscava uma meditação voltada para dentro nos campos deSaitGerman. Ele admite que é muito difícil, senão impossível, o homem voltar aoestado de natureza. Tal volta teria de trazer consigo os aspectos positivos dacivilização. Em certo trecho, Rousseau abençoa o momento em que o homemcomeçou a se civilizar, sem contudo deixar de exercer a análise crítica.Na época da publicação, já é um escritor célebre. Partindo do tema daAcademia de Dijon, Rousseau tenta ver a natureza fora da perspectiva social,identificando o que o homem corrompeu do estado natural através da civilização equais são os males que vem com ela. A srcem desses males vem do homem, e elesempre os atribuía à natureza. Rousseau não ganhou o prêmio da Academia. Mas olivro destina-se a todos os humanos. Rey, livreiro e amigo de Rousseau ajudou apublicar o livro, no início de 1755.Desde 1743, Rousseau estudava os clássicos de política. A moral e a políticaestão juntas em Platão, Aristóteles, Spinoza, Montesquieu, Grotius, Pufendorf,Hobbes e Locke. Rousseau tem influência, mas não concordância, desses quatroúltimos.Hobbes falou do estado de natureza para justificar o absolutismo e a srcemda sociedade. Para Hobbes, o homem no estado de natureza é competitivo eegocêntrico, senso o homem o lobo do próprio homem. A sociedade regida pelapolítica seria necessária para controlar o instinto violento do homem.Pufendorf são iguais no estado de natureza e a autoridade não é legitimada,ningúem manda em ninguém. A autoridade política deriva de um contrato. ParaLocke, a sociedade garante os direitos naturais como o direito à propriedade.Pufendorf opõe-se a Hobbes, pois diz que no estado de natureza existe asociabilidade e a razão.Rousseau recusa as teorias dos dois. Para ele a razão só veio com asociedade e com a linguagem. O estado de natureza não tem existência histórica. Autilidade dessa hipótese serve para esclarecer a natureza das coisas, serve comoreferência. Permite julgar moralmente a degradação do homem social.  Esse livro deve ser lido antes de o Do Contrato Social. Já esboça nele seuprojeto de justificar o governo, da passagem do estado de natureza em que ohomem é solitário, para a sociedade civil, onde o povo e o soberano devem ser amesma pessoa. Vamos então ver, em algumas passagens com as palavras deRousseau, um resumo desse importante discurso.Resumo- O livro começa com uma citação de A política, de Aristóteles, quediz ser preciso estudar o que é natural nos seres que vivem conforme a natureza.Ele se dirige aos cidadãos de Genebra, e não apenas aos que detém o poder.Genebra era governada por um grupo de vinte e cinco homens na época.Na natureza , existe a igualdade. A desigualdade provém dos homens.Rousseau fala que se pudesse escolher onde nascer, escolheria um lugar onde oamor entre os cidadãos fosse maior que o amor à pátria. Rousseau tem Espartacomo exemplo. Lá se vivia uma vida dura, em exposição aos elementos naturais ecom vigor físico. A relação entre as pessoas é direta é igual.Rousseau critica o absolutismo francês, e prefere a democracia. A lei deveser igual para todos, e ninguém deve se por acima dela. Esses tópicos estarãopresentes no Do contrato social. Os costumes, através de gerações levam àobediência passiva. Hume, em seus Discursos morais, políticos e literários tambémfala coisa semelhante. A liberdade é boa e nutre os fortes, mas abate os fracos. Napátria que Rousseau queria ter nascido, os homens, acostumados à independência,são dignos dela. Nela, o domínio da fronteira não seria motivo de guerra. O direitode legislar seria comum a todos os cidadãos. No Do contrato social, Rousseau falada figura do legislador, que deve representar a vontade geral.Rousseau diz que teria fugido de uma república onde o povo fosse por si sóe dispensasse os magistrados, vindo diretamente do estado de natureza. Isso foi omotivo da perdição da república de Atenas. No discurso que pronunciaria aos seusconcidadãos, Rousseau diria que a felicidade se torna duradoura se bem usufruída.O amargor e a desconfiança levam à desgraça e à ruptura do Estado. Deve-semeditar sobre isso, procurando o coração. Deve-se preferir a moderação,simplicidade e respeito às leis. O discurso é uma crítica aos cidadãos que eramcontra ao edito que dava poderes para um pequeno grupo, em Genebra.Rousseau agradece seu pai e lamenta sua juventude louca. Fala doshomens simples que fazem a sociedade. Esses homens amam a pátria e temreligião.As mulheres garantem a paz. Seu destino é governar o homem. Sãoguardiãs dos costumes. Rousseau tira o exemplo das mulheres virtuosas daantigüidade.O conhecimento humano mais avançado é o de si mesmo. Rousseau preferea máxima ³conhece-te a si mesmo´ aos imensos tratados dos moralistas. Paraconhecer a srcem da desigualdade entre os homens, é preciso conhecer o própriohomem.A alma humana é moldada nas vivências. Ela está irreconhecível, depois deter sido influenciado de todas as formas por conhecimentos , erros e pelo impactodas paixões. Deus criou a alma com majestosa simplicidade. O desejo de autoconhecimento vem do homem do homem, o civilizado, que acaba por ignorar-se.Rousseau critica a filosofia, que desde a antigüidade vem se contradizendo e pouco  sobre as experiências necessárias para ver o homem natural e sua aplicação naprática. Os filósofos chegaram a princípios metafísicos difíceis de compreender.No homem natural, o que opera não é a razão. Ele é solitário e sua almatem realizações simples.Quando a sua preservação está ameaçada, o homem dá preferência a si.Ele deve ter o direito de não sem maltratado sem motivo. A vontade divina fez ohomem bom. A arte humana o corrompeu. Rousseau identifica dois tipos dedesigualdade entre os homens. Uma natural, como a da idade, e outra social, comoa de dinheiro. A ultima pode se chamada de moral. Rousseau fala do momento queo direito sucedeu a violência e a natureza se submeteu a lei humana. Foi quando omais forte começou a se servir do mais fraco.Pufendort e Locke não conseguiram falar do estado de natureza, poisidentificaram a lei natural como racional e puseram no estado de natureza idéiassociais, como também fez Hobbes. Rousseau , par estudar isso, afasta os fatos. Fazum apelo para ser ouvido. Fala de tempos distantes, para reconhecer o tempo emque não havia individualidade. Busca a natureza quase esquecida, ignorada, nohomem moderno.Usando de intuição, Rousseau imagina o homem nos primórdios. O homemnatural tinha necessidades simples e era o mais organizado dos animais. Afertilidade da terra não mutilada oferece provisões. Os animais elevam seusinstintos. O homem copia os animais. O ser humano e seus filhos são robustos. Anatureza seleciona os mais fortes. Ao dizer isso Rousseau se antecipa a Darwin. Ocontato com a natureza e com os animas faz os homens corajosos. Tudo corre demaneira uniforme.Rousseau ataca também a medicina. Os males como a fadiga e oesgotamento espiritual existem porque não vivemos a vida solitária, como anatureza manda. Rousseau diz ser a reflexão corrompedora do homem. A reflexãoé contrária à natureza. Nessa frase ele manifesta seu anti-racionalismo. A maneirade viver civilizada, baseada na sociabilidade e escravidão, fez o homem perder ovigor, tornar-se fraco e medroso. Isso também acontece com animais domésticos.Rousseau cita relatos de viagens feitos por outros. Os povos selvagens temos instintos muito aguçados. Com influência do mecanicismo cartesiano, Rousseaufala do aspecto metafísico e moral do homem natural. Para ele, os animais tambémtemidéias e entendimento.O homem selvagem no início é um animal. Deseja e teme. As coisas boasque conhece são a comida, o sexo e o descanso. Ele teme a dor e a fome. O temorda morte veio quando o homem se distanciou do animal.O fogo, a agricultura e a comunicação foram importantes nesse estadoevolutivo entre a selvageria e a civilização. Rousseau se inspira em Condillac,Maupertius e Diderot para falar sobre a srcem das línguas. Para Rousseau, existeum paradoxo nessa srcem . A linguagem só pode ter surgido com a sociedadee o pensamento, que só podem ser concebidos pela linguagem .A piedade é o princípio ignorado por Hobbes em sua definição de estado denatureza. A natureza dotou todos de piedade. É um instinto da espécie, quemodera o amor próprio e faz com que nos identifiquemos com o semelhante. Emoposição à piedade existem as paixões violentas. Quanto mais elas se propagam,  mais necessárias são as leis. O estado de natureza não é um fato histórico, masum fato filosófico.A sociedade civil começou a propriedade. O progresso e a indústriaevoluíram com o tempo, pondo fim aos últimos estágios do estado de natureza. Ohomem aprendeu a combater os animais, contornar obstáculos naturais, ceder aomais forte. A conseqüência disso no espírito foram as relações, os valores.Rousseau prossegue em seu historicismo. O homem começa a construir cabanas,usar as pedras, dividir-se em famílias.A fêmea que antes vivia em igual condição com o macho, passou a ser maissedentária. Ambos perderam a ferocidade. O hábito fez surgirem maisnecessidades. O homem é infeliz em perdê-las, sem ser feliz em tê-las. Assim vaisurgindo a desigualdade, grupos vão tomando conta de áreas. O progresso épositivo e negativo. O ciúme nasce do amar. A vaidade nasce da propriedade.Concorrências surgiram , viam quem desempenhava melhor certas atividades.Os povos selvagens da época de Rousseau (indígenas e africanos) nãoestavam mais em estado de natureza, segundo ele, pois são sanguinários.Rousseau continua sua análise do progresso. A moralidade e opiniões tornaram-semais severas. Quando um homem passou a necessitar do outro, a igualdadedesapareceu. O ferro e o fogo civilizaram os homens, arruinando-os. Quando seprecisou dos homens para forjar o ferro, precisou-se de outros para alimentá-los.Assim surgiu o trabalho e desenvolveu-se a propriedade. A desigualdade estáligada à propriedade. Mesmo trabalhando tanto quanto o outro, um tem de sofrer.Com a desigualdade vem um estado de guerra, de todos contra todos. Parase desvencilhar disso, os vizinhos de uma área precisaram entrar num acordo,estabelecer um contrato. Para Rousseau, isso é negativo, pois no resultado finalfavorece os ricos. As sociedades se multiplicaram rapidamente.O acordo mútuo nãoimpediu os massacres. O principal direito do homem é a liberdade. Os pobres sótem ela a perder, mas pode-se dizer que são escravos. Os povos instituíram chefespara assegurar a liberdade, para escapar da escravidão, e não o contrário. Osprincípes devem obedecer às leis, serem submetidos a elas. O direito à propriedadeé apenas convenção humana, diz Rousseau, contrariando o Locke disse.Rousseau inicia então a descrição da evolução política. Diz que o sanguehumano foi sacrificado para a pretensa liberdade do Estado. No progresso dadesigualdade, o poder legítimo foi substituído pelo poder arbitrário. Assim, emdiferentes épocas tivemos ricos e pobres, poderosos e fracos, senhores e escravos.Como conseqüência do progresso e da desigualdade surgem preconceitoscontrários à razão e à virtude. Tendo o súdito apenas a vontade do senhor, e osenhor apenas suas paixões, some a justiça, cria-se um novo estado de natureza,fruto da corrupção.Nos comentários, Rousseau cita exemplo de humanos que andam dequatro. Mas ele fala das adequações anatômicas que o homem precisou ter paraser bípede. Depois ele comenta com informações, sua teoria da fertilidade naturalda Terra.Rousseau defende o regime vegetariano para o homem, observando queseus dentes e intestinos são semelhantes aos dos animais frugívoros. A presa é
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