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Sandy Blair - CHE 223 - A Lenda de Um Amor

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Título: A Lenda de um amor Autora: Sandy Blair Clássicos Históricos Especial n° 223 Publicado em :2005 Título Original: A man in a kilt Tradução: Dorothe De Lorenzi Escócia, Século XV Entre presente e passado, um amor de sonho ou de verdade?... Uma maldição secular condenou o lorde de Blackstone a vagar como um fantasma entre os muros sombrios de seu castelo. Apenas uma mulher poderá libertá-lo. Seria ela a jovem e graciosa Elizabeth, que acabou de desembarcar na ilha? Elizabeth avistou o belo
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  Título:  A Lenda de um amor  Autora: Sandy Blair  Clássicos Históricos Especial n° 223Publicado em :2005Título Original: A man in a kilt Tradução: Dorothe De Lorenzi Escócia, Século XV  Entre presente e passado, um amor de sonho ou de verdade?... Uma maldição secular condenou o lorde de Blackstone a vagar como um fantasma entreos muros sombrios de seu castelo. Apenas uma mulher poderá libertá-lo. Seria ela a jovem egraciosa Elizabeth, que acabou de desembarcar na ilha?Elizabeth avistou o belo espectro no momento em que cruzou os limiares do castelo.Duncan MacDougall é uma figura alta e translúcida, com cabelos escuros e penetrantes olhosazuis. Mas uma cortina de névoa o mantém isolado do mundo real...uma névoa densa, fria,sólida como aço. Segundo a lenda, somente um grande amor poderá dissolvê-la... e trazer devolta à vida o homem dos sonhos de Elizabeth! Sandy Blair  foi finalista em concursos de escritores e vencedora do prêmio “Coração deOuro” 2003 da revista Romance Writers of America. Sandy mora no Texas com o marido e osfilhos. Segundo ela, as incríveis experiências de sua vida são fonte de inspiração para asaventuras que narra em seus romances. Digitalizado e Revisado por : Alice Akeru –Projeto Revisoras PrólogoHotel de St. RegisNova Iorque, EUANo momento em que foi apresentado à Srta. Katherine Elizabeth MacDougall Pudding, otestamenteiro Tom Silverstein, só pensava em uma coisa: uísque.O líquido da vida. Qualquer marca ou idade, contanto que houvesse muito.Dentro de seu paletó amassado conseguia, para sua própria surpresa, visualizar a Srta.Pudding, nova herdeira do castelo Blackstone, sorrindo de maneira plácida por trás da mesa dobufê, à medida que lhe contava sobre a herança e todas as suas conseqüências.Katherine ainda sorria, quando o conduziu até a delegacia mais próxima, e insistiu com ospoliciais para que tirassem as impressões digitais do escocês e o interrogasse. Depois, pediumuitas desculpas, quando a polícia ratificou a identidade do Sr. Silverstein, que, mesmo assim,  A Lenda de um Amor  precisou ainda do resto do dia e parte da noite para convencê-la a viajar com ele para a Escóciaafim de, pelo menos, conhecer a propriedade que herdara.Silverstein atirou a mala sobre uma poltrona e dirigiu-se ao bar para apropriar-se dagarrafa de cristal onde se lia”Uísque”. Emborcou dois dedos da bebida em um só gole e voltou aencher o copo. Com a bebida na mão, foi até o telefone.Sua adorada esposa Margaret, que estava grávida, atendeu ao primeiro toque. O alívioque sentiu ao ouvir a voz querida, encheu-o de um calor que nenhum uísque lhe proporcionaria.– Está se sentindo bem, meu tesouro?– Sim, mas por onde anda?Com relutância, Silverstein contou sobre o seu dia à Margaret, uma escocesa de fértilimaginação. Para sua alegria, ouviu-a suspirar e dizer:– Oh! Meu pobre queridinho!Silverstein a visualizou com as faces rosadas, sentada na poltrona favorita da sala deestar, com a mão sobre o ventre arredondado e lágrimas nos olhos. Por fim, Margaretperguntou:– A Srta Pudding virá, então?– Sim, mas levará ainda uma semana.Margaret tornou a suspirar.– Tudo bem. Terei tempo de arrumar o lugar.A expressão do marido, do outro lado do mundo, tornou-se preocupada.– O que foi que o lorde aprontou agora?– Assim que você partiu, atirou tudo que o velho possuía... de casacos a sapatos... noceleiro. Até destruiu o aparelho de televisão. Uma vergonha!Tom também não apreciara o herdeiro anterior, mas destruir a televisão era demais!Acabou sussurrando:– Poderia ter sido pior.– Sim, e de acordo com seu pai, foi.– Amor, não queria que fosse até lá.– Não se preocupe, Tom. Minha gravidez está muito adiantada para que vá de barco até ocastelo. Mandarei os rapazes retirarem a neve da entrada. Mas, diga-me, como é a Srta.Pudding? Será que o lorde vai achá-la bonita?– Como se pode afirmar isso já que as norte-americanas usam tanta maquiagem? Éatraente, sim, porém creio que muito sem brilho debaixo das plumas e paetês.– Oh! Mas pelo menos é ruiva? O lorde tem um fraco por cabelos vermelhos.– Sei disso querida...Desde 1408 um filho dos Silverstein era sempre escolhido e educado para estudar leis efinanças, mesmo que tivesse aspirações diferentes, a fim de servir como testamenteiro para osenhor do castelo de Blackstone. Esse também seria o destino do filho de Tom e Margaret queestava por nascer, a não ser que...– Se isso serve de consolo – disse Tom em voz alta – a Srta. Pudding não é tola, eperguntou se eu já vira fantasmas em Blackstone.– E o que respondeu, querido?– Disse-lhe que nunca vi um fantasma ali.– Tom! Como testamenteiro não pode mentir para a herdeira. Nem por omissão!– Não estou mentindo quando digo que nunca o vi. É claro que já o ouvi  , tolerei suaarrogância e mau gênio, porém nunca o lorde se materializou para mim. Portanto, não menti.Após um longo suspiro e uma pausa quase infindável, Margaret voltou a falar.– Será a Srta Pudding a... escolhida?  A maldição escrita em gálico surgiu diante dos olhos de Tom.  Amaldiçôo você, MacDougall, Para que vague entre os mundosE suspire pelos entes amados, Até que alguém especial o liberte,Dê-lhe amor incondicional,E um filho sem igual. – Jamais saberemos, amor– murmurou tom Silverstein, o vigésimo terceiro de sualinhagem a servir Duncan Angus MacDougall – a menos que ele a aceite. 2  A Lenda de um Amor  Capítulo I Drasmoor, EscóciaCom um bocejo, Duncan MacDougall, o lorde do Castelo Blackstone, espreguiço-se naenorme cama, e depois praguejou ao sentir o odor do charuto de Robert Sheffield. Oitosemanas já haviam transcorrido desde a morte do velho, e ainda assim o odor nauseabundoainda impregnava o solarQuem viria a seguir?Duncan rezou não seria outro fumante de charuto e, melhor ainda, que fosse umamulher. Temia por seu lar, onde era prisioneiro, entre a vida e a morte, havia tanto.A rainha Vitória acabara de falecer da última vez que um jovem da família reivindicaraBlackstone. Duncan sorriu ao lembrar de John e de sua adorável esposa, Mary. Sentia saudadede seus filhos também. Havia muito que não escutava o riso de uma menina ou via um meninobrincar com os soldadinhos de chumbo que no momento estavam guardados na ala oeste.E se Silverstein não encontrasse um novo herdeiro? Pior ainda, encontrasse, mas o novoocupante do castelo desejasse convertê-lo em uma atração turística?Ante tais pensamentos, MacDougall estremeceu, visualizando milhares de criançasbarulhentas e mal-educadas com seus pais gordos e relaxados, subindo e descendo suasescadas e passando as mãos engorduradas nos objetos preciosos que levara uma vida inteirapara adquirir, e que tinham lhe custado a própria alma.Desejou que o mais recente herdeiro que partira, e que não se casara nem deixaradescendentes, ardesse no inferno. Assim pensando, tratou de abrir as janelas góticas, e ouviu osom de um motor e o rumo das águas. Soube então que se tratava da lancha de Silverstein.Duncan esticou o pescoço para ver melhor o ancoradouro, e praguejou ao divisar uma mulher,os cabelos escuros ao vento, sentada ao lado de Tom.Deus presenteara o testamenteiro com o amor de uma esposa e a dádiva de um filho.Algo que ele, um lorde, não era digno de ter, pois fora amaldiçoado para nunca ser amado, etinha as mãos manchadas com o sangue de três esposas.Porém, ali estava o paspalho do Tom com a esposa grávida!– Deus! – exclamou Duncan – no seu estado deveria estar deitada, e não balançandocomo rolha na baía! Pode fazer mal à criança!Assim dizendo, o lorde desceu as escadarias, apavorado com essa possibilidade, e correupelo enorme vestíbulo, determinado a confrontar Tom Silverstein frente a frente.Em geral preferia métodos mais sutis... ou mesmo agressivos... para demonstrar seudesagrado, em vez de materializar-se diante de mortais. Tornar-se visível sempre requeria maisesforço do que dar sinais de que se ofendera com alguma coisa. E dar vazão ao seu gênio erabem mais divertido também.Mas o menino Tommy dessa vez exagerara, pensou. Arriscar a vida do filho que estavapara nascer era ofender a Deus e pôr Blackstone em perigo. Por tias faltas, o testamenteiro iriapagar caro, refletiu lorde MacDougall.Katherine Elizabeth Pudding apertou sua elegante sacola de encontro ao peito e prendeu ofôlego ao ver uma enorme ponte levadiça abrir sua bocarra com um ruído ensurdecedor.– Não fique assustada, Srta. Pudding – gritou Silverstein com bom humor, segurando asbagagens de Katherine. – A ponte levadiça costuma ser barulhenta.A Srta. Pudding, que costuma ser chamada de Beth, imaginou as grades pontiagudasdesabando sobre seu corpo ao passar e rangeu os dentes. Decidiu que consertar aquelageringonça seria sua prioridade máxima, e seguiu o alto e magro Silverstein pelo pátio interno,assim que entraram.Franziu a testa, diante das ervas daninhas e trepadeiras que subiam, desordenadas, pelosmuros de pedras do século XV, e lamentou como certas pessoas não sentiam orgulho de suas 3  A Lenda de um Amor  propriedades. Bastava um pouco de carinho e óleo de máquina nas dobradiças para fazer dequalquer lugar um lar.E não se travava de qualquer lar, mas do seu , refletiu. Um castelo para remodelar àvontade! Em seus vinte e quatro anos de existência, aqueles blocos de granito seriam asprimeiras paredes que poderia declarar como suas!Havia apenas dois dias, o último lugar que chamara de “lar” fora um apartamento noBronx, infestado de baratas e com um aluguel exorbitante.Não era a proprietária, e mesmo os insetos podiam ir e vir sem que pudesse fazer nada arespeito.Beth ergueu os olhos para as janelas góticas; deveriam estar refletindo o sol em seusvitrais multicoloridos, entretanto a fitavam lá de cima, opacas e escuras, como os olhos de umpeixe morto.Com ares de proprietária Beth examinou a altura da torre de quatro andares à sua frente,e calculou o tamanho das janelas.– Por que não? – murmurou consigo mesma, decidindo que iria lavá-las assim quepossível.Afinal, arriscara muitas vezes a vida, pendurando-se da janela de seu apartamento noquinto andar, a fim de deixar tudo brilhando. Tinha muita prática.Arqueou as sobrancelhas ao ver que a porta da frente do castelo, pesada e em arco, nãoestava em melhor condição que as janelas. Era de carvalho bem sólido, mas estava rachada emanchada pelo mofo. O Sr. Silverstein tocou-a no ombro, dizendo:– Bem– vinda ao seu novo lar, Srta Pudding. Bem– vinda ao castelo Blackstone.Saboreando tais palavras, Beth o seguiu, tomando cuidado com os degraus de pedra queconduziam a uma outra porta.Por fim penetrou no que Silverstein chamou de grande salão do castelo e ficou de bocaaberta.Sua nova sala de estar devia ser pelo menos dez vezes maior que a de seu apartamentono Bronx.Duas enormes lareiras decoradas, cobertas de cinzas, e cada qual da altura de umhomem alto, encontravam-se nas extremidades do salão. Três gigantescos candelabros de ferro,em forma de rodas, pendiam do teto por correntes grossas. Sentiu-se aliviada ao ver que tinhaluz elétrica, mas sem, dúvida aquele cômodo não era limpo de maneira apropriada havia muitosanos, refletiu.Silverstein aproximou-se da porta às suas cosas, que se fechou com um rangido sinistro,fazendo Beth pensar se a cola para unhas que trazia na bolsa seria suficiente para mantê-la nosseus gonzos até que tivesse dinheiro para o conserto.Não fazia a menor idéia de quanto seria a “taxa de manutenção” à qual Silverstein aludiraainda em Nova York, e como só tinha seiscentos dólares na conta corrente, começou a duvidarse valeria a pena aceitar a herança.Suas dúvidas multiplicaram-se quando analisou as rachaduras no teto do salão. Poderiase manter aquecida apenas com uma taxa de manutenção em um castelo que necessitava detantos reparos?– Sr. Silverstein, há quanto tempo Blackstone está desabitado?– Jamais ficou sem moradores, minha cara – Tom sorriu, relanceando um olhar para umamistura estranha de mobiliário contemporâneo e de época. – Oh! Quis dizer há quanto temponão havia um herdeiro?– Sim.– Dois meses.– Mesmo assim parece que foi ontem – resmungou Beth, franzindo o nariz ante o cheiroacre de charuto que ainda pairava no ar. Passou um dedo sobre o umbral empoeirado de uma janela. Linda, sua melhor amiga e supervisora da equipe de imprensa do St. Regis, em NovaYork, teria um ataque apopléctico. – Podemos abrir uma ou duas janelas para arejar oambiente?– É claro que sim!Tom apressou-se a obedecer, enquanto Beth pensava que tudo aquilo ainda parecia umsonho. Era a dona de um castelo! Na verdade, Blackstone não era muito maior que um fortemedieval, ocupando grande parte de uma linda ilha na costa escocesa, mas não deixava de serum castelo...E ela, pensou, uma órfã educada em vários lares de Nova York... 4
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