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Sociedade Brasileira de Defesa Da Tradição

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  SOCIEDADE BRASILEIRA DE DEFESA DA TRADIÇÃO, FAMILIA EPROPRIEDADED ISPONÍVEL   EM : HTTP :// WWW . FGV . BR / CPDOC / ACERVO / DICIONARIOS / VERBETE - TEMATICO / SOCIEDADE - BRASILEIRA - DE - DEFESA - DA - TRADICAO - FAMILIA - E - PROPRIEDADE   Associação civil de âmbito nacional fundada em 1960 por Plínio Correiade Oliveira, com o apoio dos bispos dom Antnio de Castro !a er, de Campos#$%&, e dom 'eraldo Proença (i)aud, de *iamantina #!'&+ A or)aniação tempor ob-etivos .combater a va)a do socialismo e do comunismo e ressaltar, apartir da /loso/a de são oms de A2uino e das encíclicas, os valores positivosda ordem natural, particularmente a tradição, a família e a propriedade3+4 *5OO'4A   5   5($77$A8O A :P inspirou;se no .inte)rismo3, ideolo)ia cat<lica cu-o princípio bsico= a militância ativa em defesa do catolicismo tradicional, em oposição aocatolicismo com en)a-amento social+ Plínio Correia de Oliveira era um e>;inte)rante da Ação Cat<lica ?rasileira #AC?&, da 2ual @avia;se desli)ado em19B, 2uando essa or)aniação começara a se preocupar com 2uestes sociais+A :P foi a primeira or)aniação de resistDncia Es novas estrat=)ias deen)a-amento social da 4)re-a, defendidas, al=m da AC?, pela ConferDnciaFacional dos ?ispos do ?rasil #CF??&, a principal corrente dentro da 4)re-a noinício da d=cada de 1960+ A or)aniação i)norou tamb=m por completo oConcílio Gaticano 44, e seus membros mais importantes viriam a criticar as tesesdefendidas pelos papas %oão HH444 e Paulo G4+A ação da :P -unto E opinião nacional = desenvolvida atrav=s deconstantes campan@as pIblicas em defesa da família mono)âmica eindissolIvel e da propriedade privada, bem como do ata2ue ao comunismo e aosocialismo, 2uali/cados de .elementos perturbadores da ordem natural dascoisas3+5ssas campan@as se realiam atrav=s da coleta de assinaturas em apoioEs petiçes da or)aniação, destinadas a sensibiliar as autoridadeseclesisticas, civis e militares para seus ob-etivos+ Juando em campan@a, osmilitantes da :P K apenas @omens K postam;se nas ruas mais movimentadasou na frente das i)re-as, enver)ando capas pIrpuras sobre ternos escuros eempun@ando estandartes com o emblema da or)aniação+ :aendo uso abusivode me)afones, procuram convencer os passantes a assinar seus manifestos+  O recrutamento dos militantes obedece a etapas sucessivas+ Os -ovenstDm sua personalidade minuciosamente estudada, com o ob-etivo deestabelecer suas opinies políticas e reli)iosas+ %ul)ados aptos a in)ressar nasociedade, são submetidos a uma doutrinação sistemtica, 2ue visa a atraí;los+Juando o convite = aceito, passam a faer parte do )rupo .Pontc@âteau3, 2ueconstitui um est)io primrio+ (e)uem;se os )rupos .Poitiers3 e .Favas de olosa3+ O tempo de permanDncia neste Iltimo = determinado pela dedicaçãodemonstrada, a capacidade de percepção da doutrina da entidade, e,/nalmente, a anti)Lidade+ Os Iltimos est)ios são c@amados de .Consolatri>AMictorum3 e .!ater !artirium3+Ap<s essa preparação intensiva, os -ovens podem @abitar uma das casaspertencentes E sociedade, onde discutem diariamente sua doutrina e sepreparam para as eventuais campan@as pIblicas+ Assistem ainda a cursos.cívico;culturais3 e participam obri)atoriamente de aulas de defesa pessoal,aprendendo -ud e caratD+As atividades culturais e cívicas da :P são diri)idas por um consel@onacional, sediado em (ão Paulo e c@e/ado por Plínio Correia de Oliveira+ 5m19N, al=m de Plínio Correia de Oliveira, responsvel pela orientação e pelascampan@as da entidade, faiam parte do consel@o nacional Adolfo indenber),Alberto uís *u Plessis, Arnaldo Gidi)al Havier da (ilveira, Caio Gidi)al Havier da(ilveira, 5duardo de ?arros ?rotero, :ernando :ur2uim de Almeida, 'iocondo!rio Gita, %oão (ampaio Feto, %os= Carlos Castil@o de Andrade, %os= :ernandode Camar)o, %os= 'ona)a de Arruda, uís Faareno de Assunção :il@o, Paulo?arros de 7l@a Cintra, Paulo Correia de ?rito :il@o e Plínio Gidi)al Havier da(ilveira+As atividades /lantr<picas e os assuntos administrativos e /nanceiros daor)aniação competem a uma diretoria administrativa e /nanceira nacional,tamb=m sediada em (ão Paulo+ (eu superintendente at= 19N era o en)en@eiroPlínio Gidi)al Havier da (ilveira+5sses dois <r)ãos compem o diret<rio nacional da :P+ Al=m disso, cadaestado possui uma seção da or)aniação, em 2ue se reInem as subseçesmunicipais+ As seçes e subseçes subordinam;se a diret<rios secionais esubsecionais, e>ceto a seção de (ão Paulo, diretamente li)ada aos <r)ãosnacionais+At= 19N0, a :P possuía representaçes em  cidades brasileiras+(e)undo suas pr<prias informaçes, o nImero de s<cios passara de 0 em 1960  para 1+00 em 1969, e 1+00 em 19N0+ 'rande parte dos associados são -ovensde 16 a B0 anos+A :P mant=m;se atrav=s das mensalidades dos s<cios e de donativos+Al=m de rami/caçes na Ar)entina, no 7ru)uai, no C@ile, na Colmbia e naGeneuela, a or)aniação possui laços estreitos com os )rupos cat<licosPermanDncia, no $io de %aneiro, e Qora Presente, em (ão Paulo+A  7A8O Pouco depois de sua fundação, a :P caracteriou;se como a mais radicalor)aniação cat<lica de oposição ao )overno %oão 'oulart+ 5ntre 1961 e 196B, asociedade promoveu sua primeira campan@a nacional contra .a reforma a)rriasocialista e con/scat<ria3 proposta pelo presidente da $epIblica, consideradauma violDncia contra o direito natural E propriedade privada+A atitude da comissão central da CF?? e de outros )rupos cat<licosre)ionais, de apoio E reforma a)rria e a outras mudanças estruturais su)eridaspelo )overno, foi denunciada como um sinal de .comunismo3 e condenadaatrav=s do livro intitulado Reforma agrária:   questão de consciência, escrito pordom Castro !a er, dom (i)aud, Plínio Oliveira e uís !endonça de :reitas+5m março de 196, a :P desfec@ou intensa campan@a contra a AçãoCat<lica de ?elo Qorionte, 2ue @avia apoiado a %uventude 7niversitria Cat<lica#%7C&+ 5sse )rupo, por sua ve, @avia atacado a :P por sua atitude na 2uestãoda reforma a)rria+Com a deposição de 'oulart em B1 de março, afastou;se para a :P operi)o das transformaçes sociais+ A or)aniação colocou;se de imediato dolado do )overno militar, opondo;se aos setores pro)ressistas da 4)re-a+ (uaposição se fortaleceu com o afastamento da liderança pro)ressista da CF??+5m -un@o de 1966, a :P promoveu uma coleta de assinaturas em 1cidades contra um pro-eto de lei enviado ao Con)resso, prevendo a introduçãodo div<rcio no país+ 5sse documento, c@amado .Apelo Es autoridades civis eeclesisticas em favor da família brasileira3, teria recebido, se)undo aor)aniação, um mil@ão de assinaturas+O apoio concedido pelos setores pro)ressistas da 4)re-a Es )revesoperrias e Es manifestaçes estudantis de protesto contra o re)imedeMa)radas a partir do início de 196R foi duramente criticado pelas correntes  cat<licas conservadoras, entre elas a :P+ O ar)umento apresentado era operi)o da comuniação do clero+Ainda em 196R, a publicação de um estudo realiado pelo padre bel)a %osep@ Comblin K professor do 4nstituto eol<)ico de $ecife, fundado por domQ=lder Câmara K foi considerada um ato .subversivo3 por dom Castro !a er+Fesse trabal@o, Comblin demonstrava 2ue cabia E 4)re-a participar do processode mudanças sociais+ (e)undo dom (i)aud, o apoio concedido pelos bispos e oclero em )eral a tal estudo era a .prova cabal e irrespondível3 de 2ue ocomunismo @avia penetrado nas /leiras da 4)re-a+5m coroamento a essas atitudes, durante os meses de -ul@o e a)osto de196R, o consel@o nacional da :P promoveu uma campan@a nacional dedenIncia da .comuniação do clero no ?rasil3+5sse movimento teve mais uma ve a forma de um abai>o;assinado, 2uecirculou em 1R cidades do país, recebendo um mil@ão e seiscentas milassinaturas, inclusive de altas autoridades eclesisticas, civis e militares+ Aid=ia era apresentar o documento ao papa, em !edellín+ 5ssa campan@a foiconsiderada a mais s=ria de todas as empreendidas contra dom Q=lder e seusadeptos+Por outro lado, discordando das posiçes assumidas por bispos comodom (i)aud e dom Castro !a er, a CF?? pro)ressivamente se comprometiacom uma nova missão social+ 5m conse2LDncia das inImeras críticas sur)idasdentro da 4)re-a contra as declaraçes e o comportamento da :P, em outubrode 196R, a comissão central da CF?? nomeou uma comissão especial parainvesti)ar as atividades dessa or)aniação+ A conclusão a 2ue se c@e)ou foi2ue a :P não representava a 4)re-a brasileira, constituindo;se num entrave aseu desenvolvimento+A :P, por seu lado, procurava apro>imar;se do )overno para fortalecersua posição+ 5sse movimento = comprovado pelos elo)ios e condecoraçesrecebidos por muitos de seus membros das autoridades militares nesse período+:ora do âmbito da 4)re-a, o !ovimento *emocrtico ?rasileiro #!*?&procurava i)ualmente averi)uar as atividades políticas e /nanceiras da :P+ FomDs de setembro, entretanto, o ministro da %ustiça, uís Antnio da 'ama e(ilva, refutou na Câmara dos *eputados as acusaçes E or)aniação,declarando descon@ecer 2ual2uer ato passível de punição por ela cometido+
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