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Texto Sobre Comércio Exterior.2017

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  Textos de apoio sobre Comércio Exterior Exportação do Brasil à China é pobre, diz OMC Falta de uma política exportadora colocou o Brasil 'no degrau mais baixo' da cadeia de vendas para a economia chinesa, segundo entidade JAMIL CHADE / GENEBRA , O Estado de S.Paulo - 10 Julho 2013 | 02h07 Um informe publicado ontem pela Organização Mundial do Comércio (OMC) com avaliações de especialistas de todo o mundo alerta que as barreiras comerciais chinesas e a falta de uma política exportadora no Brasil colocou o País em  poucos anos no degrau mais baixo na cadeia de fornecimento de bens para a economia chinesa. De um lado, o Brasil se transformou em fornecedor de produtos sem qualquer valor agregado, enquanto passou a importar um volume cada vez maior de bens tecnológicos da China. Tudo isso em menos de 20 anos. A avaliação é assinada pelos especialistas Gary Gereffi, da Universidade Duke, e Timothy Sturgeon, do MIT. O estudo lembra que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, mas alerta que esses dados escondem uma realidade desigual na relação bilateral. O caso da soja é um exemplo. 95% das vendas brasileiras do produto para a China embarcaram sem qualquer tipo de  processamento. As exportações de óleo de soja e de farinha não ocorreram. Isso por conta da estratégia da China de desenvolver sua própria indústria da soja, impondo tarifas de importação aos produtos de maior valor agregado na cadeia da soja. A mesma situação ocorre com couro, aço, ferro, polpa e papel. Já o Brasil passou a ser alvo de um volume cada vez maior de importações chinesas de alto valor agregado. Em 1996, 40% de tudo o que a China vendia ao Brasil eram produtos de baixo valor tecnológico. Bens de alto valor agregado eram apenas 25% da pauta. O cenário se inverteu 15 anos depois: 42% de tudo o que o Brasil compra da China é composto  por itens de alta tecnologia e só 20% são produtos básicos.  No lado das exportações brasileiras, a situação é oposta. Em 1995, pouco mais de 10% do que o Brasil exportou naquele ano para a China eram produtos básicos. Em 2012, no entanto, o Brasil vendeu US$ 41 bilhões para a China e US$ 34  bilhões foram em produtos sem valor agregado. O Brasil caiu para o degrau mais baixo na escala de valor agregado em seu comércio com a China nas últimas décadas , indica o informe da OMC. Para o vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Fábio Martins Faria, o movimento foi global e está relacionado à política chinesa. Na última década, a China incorporou mais tecnologia nos seus produtos e se transformou em um fabricante de produtos com maior valor agregado , disse. Eles precisam de alimentos e insumos para a indústria, como o minério, produtos em que o Brasil é forte, o que fez crescer a exportação de commodities , explicou. O próprio estudo da OMC aponta que o Brasil é o único na posição de fornecedor primário para a China. Rússia e Índia também estão contribuindo para o papel da China como um centro de processamento de materiais . Produtos manufaturados são então exportados pela China de volta ao Brasil, Rússia e Índia, e para todo o mundo. Diversificação. O estudo admite que o Brasil começa a adotar políticas para tentar diversificar suas exportações e sair da dependência das commodities. O exemplo dado é a adoção de políticas para atrair empresas do setor de telecomunicações, eletrônicos e informática. O caso citado é o da chegada da Foxconn, inclusive com a meta de reduzir o déficit na balança comercial no setor de alta tecnologia. A entrada de novos produtos brasileiros na China depende, principalmente, da quebra de barreiras, disse Faria, citando como exemplo oportunidades para carnes e para o próprio óleo de soja. Segundo ele, no caso dos produtos industrializados, o Brasil perdeu competitividade no cenário mundial nos últimos anos pela valorização do real e pelo custo Brasil. O câmbio mudou e isso ajuda as exportações. Mas o custo Brasil ainda é um problema. / COLABOROU MARINA GAZZONI http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,exportacao-do-brasil-a-china-e-pobre-diz-omc-imp-,1051868  Exportação Mercados de Produtos com Maior Valor Agregado    A tabela abaixo traz a diferença de preços recebidos pelas cooperativas na exportação e os preços médios pagos pelos produtos de maior valor agregado  nos mesmos setores nos principais países importadores dos mesmos. Os números mostram a magnitude da diferença de preços fruto da agregação de valor aos produtos primários. Valores comparativos entre produtos do mesmo setor Produto Preço US$/ton Ganho unitário com valor agregado Soja em grãos *  398 +320% Óleo de soja refinado **  1.271 Milho em grãos *  200 +840% Óleo de milho refinado **  1.675 Carne de frango in natura *  2.127 +225% Carne de frango industrializada 4.798 Café verde *  2.830 +395% Café solúvel **  11.162 Leite condensado 1.780 +230% Manteiga **  4.065 * Preços médios das exportações diretas das cooperativas brasileiras em 2008 (dez principais países importadores em 2008/2009) ** Preços médios pagos pelos dez principais países importadores em 2008. Fonte: Trademap; SECEX/MDIC  Cooperativas e empresas de capital tradicionais estão inseridas no mesmo ambiente econômico, portanto “quanto às estratégias de mercado, estas não deveriam se diferenciar nas empresas cooperativas e não cooperativas, uma vez que as duas organizações atuam em um mesmo mercado e necessitam da mesma estratégia de posicionamento competitivo. Assim, a diferenciação do produto, a agregação de valor, a diversificação, a política de preços ou o estabelecimen-to de uma marca , entre outros, são estratégias de mercado que independeriam da organização, mas dependeriam do mercado específico, do tipo de produto e das características da comercialização” (Bialoskorski, 2002). A importância e o peso que cada um desses fatores terá no delineamento da estratégia que cada cooperativa dependerão do perfil de mercado onde a organização atua. Fonte: http://www.mdic.gov.br/sistemas_web/aprendex/cooperativismo/index/conteudo/id/303  Participação do Brasil no comércio mundial deverá ficar pela primeira vez abaixo de 1%  30/01/2017 08:06  Da Redação Brasília – A participação do Brasil no comércio mundial deverá ter sido pela primeira vez no passado recente inferior a 1%, inferior àquela alcançada por países como Hong Kong, Arábia Saudita, Taiwan, Suíça, Malásia e Tailândia. O  percentual exato será conhecido em meados do ano, quando a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgará os dados oficiais do comércio mundial em 2016. Ano passado, o fluxo de comércio brasileiro (exportações somadas às importações) atingiu a soma de US$ 323 bilhões. Em 2015, quando o país teve um comércio exterior no total de US$ 362 bilhões, o Brasil teve uma participação de 1% no volume comercializado por todos os países do mundo. Ano passado, as exportações brasileiras somadas às importações totalizaram US$ 323 bilhões e com isso a participação brasileira no comércio internacional deverá ter sido inferior a 1%, percentual há muito não registrado. Os números decrescentes revelam que a cada ano o Brasil se distancia do recorde histórico alcançado em 2011, quando o  país registrou um fluxo de comércio no total de US$ 482 bilhões. De acordo com a OMC, em 2015 a China teve o maior fluxo de comércio entre todos os países filiados à Organização, com uma participação de 12,71% no total de bens comercializados no planeta. A seguir vieram os Estados Unidos (8,81%), Alemanha (8,20%, Japão (3,71%), Holanda (3,65%) e Coreia do Sul (3,11%). Mas o Brasil não fica atrás apenas dos gigantes do comércio internacional. Nona economia mundial, com uma  população de mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil teve uma soma de exportações e importações inferior a de  países como Hong Kong (2,84%), Itália (2,87%), Reino Unido (2,75%), Rússia (2,70%), Canadá (2,57%), Bélgica (2,55%), Singapura (2,22%), México (2,16%), Emirados Árabes Unidos (1,95%), Arábia Saudita (1,92%), Espanha (1,75%), Índia (1,72%) Taiwan (1,70%), Suíça (1,30%), Malásia (1,27%) e Tailândia (1,24%). http://www.comexdobrasil.com/participacao-do-brasil-no-comercio-mundial-devera-ficar-pela-primeira-vez-abaixo-de-1/  Por que o Brasil não produz aço? por Roberto Amaral — publicado 27/03/2013 11h58, última modificação 06/06/2015 18h41 Jamais seremos um país soberano enquanto não formos uma potência tecnológica, aquela que domina o conhecimento científico e o sabe aplicar e o aplica autonomamente O professor Wanderley de Souza, um dos mais notáveis cientistas brasileiros em atividade, contou-me, faz anos, episó-dio ocorrido no início dos anos 70, na FINEP, a mais importante financiadora brasileira de pesquisa e inovação tecnoló-gica. Estávamos, naquele então, no auge do ‘milagre brasileiro’ , quando a agência foi visitada por uma delegação de  políticos, empresários e funcionários da Coreia do Sul, interessados em conhecer o ‘esplendoroso desenvolvimento industrial brasileiro’, para, eventualmente, aplicá-lo em seu país. Recebeu-os o presidente José Pelúcio, exemplar homem público, a quem muito devemos, inclusive a criação do FUNTEC e do FNDCT. Ao cabo de sua exposição, centrada no sucesso da indústria automobilística brasileira, o coordenador da delegação visitante observou algo assim: --  Parece que o senhor não nos entendeu; não estamos interessados em atrair montadoras estrangeiras, mas em criar nossa própria indústria automobilística .  Naqueles anos 70 o Brasil  produzia  mais automóveis do que toda a Ásia, menos o Japão. Hoje, todos os asiáticos têm suas próprias marcas, e as exportam para o Brasil, a começar pela Coreia. Mas não é só. Os coreanos estão instalando no Brasil suas próprias montadoras! A Hyundai é uma delas. O mesmo está ocorrendo com a China que antes importava o Santana, calhambeque da VW montado aqui. Nos anos 80, a produtividade média da economia brasileira era igual à coreana. Hoje, a da asiática é três vezes maior do que a nossa. Entre os oito líderes do setor automotriz se encontram Brasil e México, ambos em franca expansão. Mas são esses países, dentre aqueles oito, os únicos que não têm marca própria.  As maquiladoras  mexicanas (as peças fabricadas nos EUA atravessam a fronteira para serem montadas pela mão de obra aviltada) importam 75% dos insumos que processa (Esses dados estão em Gabriel Palma,   http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Por-que-a-AmericaLatinanao-cresce-como-a-asia-/7/18684 a quem igualmente devo a pergunta que utilizei como título deste artigo). Assim, o México será, sempre, uma dependência colonial dos EUA.  Dir-se-á que nosso fracasso na indústria de transformação é compensável pelo sucesso do agronegócio (a agricultura cresce mais do que a maior parte dos setores da economia brasileira há mais de uma década) catapultado pelas pesquisas da EMBRAPA . Em termos. A produção e comercialização de sementes, herbicidas, fungicidas e mais isso e  mais aquilo está nas mãos de multinacionais como a Monsanto, a Bayer e a Syngenta. Fenômeno similar se repete com o  pró-álcool: a produção brasileira de etanol está crescentemente passando ao controle de multinacionais. O que aqui chamamos de  ‘tragédia de uma industrialização dependente’ , tem suas raízes no modelo desenvolvimen-tista fundado no tripé empresa nacional-multinacionais-Estado, no qual se dá preferência às multinacionais, sem discutir nem a quantidade, nem a qualidade da tecnologia importada, modelo estabelecido por JK nos anos 50, e desenvolvido  pela ditadura militar, a partir de Costa e Silva. O paradigma volta a ser a indústria automobilística aqui instalada, obsoleta, e mesmo assim limitada a montadoras, sob o agasalho dos mecanismos protecionistas. Nenhuma produção ou transferência de tecnologia, esta concentrada nas matrizes das multinacionais, da informática aos tênis.  A União investe fundamentalmente em infraestrutura e no financiamento das empresas, especialmente via BNDES. E investe em  pesquisa, através das estatais ou do financiamento através de suas agencias de fomento. Mas o empresariado nacional entendia, como ainda agora, que mais barato e mais seguro é pagar royalties . Com o Estado neoliberal de FHC, acaba-ram-se as estatais e com elas o caro, demorado e arriscado investimento em pesquisa. Ficaram, além da EMBRAPA e das universidades públicas, empresas como a Petrobras, investindo em tecnologia, de que é exemplo seu sucesso em águas profundas. Mas desapareceram, estão desaparecendo, vendidas a capitais estrangeiros, as empresas  brasileiras que poderiam operar no pré-sal. O risco é óbvio. Outro exemplo de êxito na aplicação de tecnologia é a EMBRAER, iniciativa estatal (FAB) vitoriosa, vendida a capitais franceses com dinheiro do BNDES. Mas se a arquitetura das aeronaves é nossa, tanto quanto o planejamento empresarial e mercadológico, é preciso lembrar que o aço, a aviônica (os instrumentos de voo), as turbinas (que representam cerca de 30% do valor de um avião) e, em alguns casos, os trens de pouso, são importados dos EUA e as asas fabricadas na Espanha. Quanto ficou de tecnologia para nós? Isso não é irrelevante. Como nossos aviões possuem componentes srcinários dos EUA, a grande potência pode embargar qualquer venda a país que não conste de sua lista de bons amigos. Assim, nossos aviões civis não puderam ser vendidos a Cuba, e os Tucanos não puderam ser vendidos à Venezuela. Dois exemplos em muitos. Aliás, o sucesso desses aviões na operação colombiana contra sítios das FARC no Equador, fizeram com que a EMBRAER se visse impedida de importar o equipamento norte-americano HONEYWELL 33 EGIR, que permite a informação inercial e informação para o altímetro radar, usados naquelas aeronaves (assim desvalorizadas), no caça F-5 (modernizado pela EMBRAER para emprego pela FAB) e no Caça A-1. São poucos exemplos num rol centenário.  Nosso atraso – na produção científica, na aplicação tecnológica e na inovação-- tem uma medida: os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Os EUA investem 2,7% de seu PIB, a China 1,4% e o Brasil 0,9%. Poderemos ser, amanhã, uma nova Austrália, alimentando o mundo rico (e os ricos desse mundo) com carne e grãos, mas jamais seremos um país soberano enquanto não formos uma potência tecnológica, aquela que domina o conhecimento científico e o sabe aplicar e o aplica autonomamente. Por que a Ásia cresce o dobro que a América Latina, e cresce de maneira sustentada, enquanto a variação de nossos PIBs assemelha-se ao gráfico de um eletrocardiograma? Por que, enquanto engatinhamos, países que igualmente ingressaram tardiamente na revolução industrial, como Coreia, Índia e China, nos superaram? Por que o Brasil que pôde criar a EMBRAPA, a Petrobras e a EMBRAER, ou seja, promover avanços pontuais, como a  produtividade do plantio de soja, não consegue estender essas experiências ao conjunto da economia? Por que não conseguimos agregar valor à produção de grãos? Por que, exportando dois terços do ferro consumido pelo mundo, somos responsáveis por apenas 2% do comércio de aço? Por que importamos trilho – cuja produção não exige tecnologia avançada, inovações ou patentes -- e manufaturas sofisticadas da China, país que há menos de 70 anos vivia num regime semi-feudal e que só há pouco mais de duas décadas iniciou seu processo de industrialização, para hoje ser reconhecido como a segunda potencia econômica do mundo? Por que apenas em 2012 entrou em operação a primeira fábrica de chip  do Brasil, e a Índia é, há mais de uma década,  um dos maiores centros produtores de  software ? Essa mesma Índia, país teoricamente inviável -- mal liberto do colonialismo inglês (1947), mal saído da perda do Paquistão (mantida, porém, a beligerância), dividido em castas, em centenas de línguas e seitas religiosas, e com território relativamente escasso em face de sua população-- produz mais engenheiros e cientistas que toda a América Latina. O que a experiência desses povos tem a nos ensinar? Todos esses países que se desenvolveram tão rapidamente, conheceram o papel indutor do Estado.  No Brasil dos dois Fernando, esse papel foi reduzido a quase nada, e o arcaísmo neoliberal impôs a desregulamentação, com nossa adesão (rompida no primeiro governo Lula) ao ‘consenso de Washington’. O desenvolvimento havia sido trocado por um não-desenvolvimento (em nome do combate à inflação) associado a profundo processo de desnacionalização,  este, é preciso reconhecer, ainda não estancado.  Nesse mesmo período, os países asiáticos investiram na base educacional de sua força de trabalho, de que é mero indicador a formação de engenheiros. O Brasil (praticamente 200 milhões de habitantes) forma 30 mil engenheiros por ano. A Coreia (50 milhões de habitantes) 80 mil.
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