Documents

Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios

Description
275 Artigos Originais Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios An exercise method for the treatment of lumbar and posterior pelvic pain in pregnancy Roseny Flávia Martins1, João Luiz Pinto e Silva2 RESUMO Objetivo: avaliar a efetividade do método dos exercícios stretching global ativo (SGA) comparativamente às orientações médicas para resolver as dores lombares e/ou pélvica posterior durante a gestação. Métodos: foram selecionadas 69 grávidas qu
Categories
Published
of 8
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  275 Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(5): 275-82 RESUMO Objetivo: avaliar a efetividade do método dos exercícios stretching global ativo (SGA) comparativamente às orientaçõesmédicas para resolver as dores lombares e/ou pélvica posterior durante a gestação. Métodos: foram selecionadas 69 grávidasque apresentaram dores lombares e/ou pélvica posterior para participar de ensaio clínico prospectivo randomizado. Aspacientes foram divididas aleatoriamente em dois grupos: grupo SGA, que praticou exercícios orientados pelo método SGA,e grupo ORI, que seguiu as orientações médicas. As gestantes foram acompanhadas por oito semanas. Foi utilizada a escalaanálogo-visual para medir a intensidade da dor e os testes de provocação de dor lombar e pélvica posterior para confirmaçãodas mesmas.   Resultado  s : após o tratamento das grávidas que participaram dos exercícios do SGA, 61% (p<0,01) nãoapresentaram queixa de dor nas regiões lombar e pélvica posterior, resultado que não se observou nas gestantes do grupoORI, que seguiu as orientações médicas e não praticou exercícios pelo método, sendo que 11% (p=0,50) apresentarammelhora. Conclusões: o método de exercícios SGA diminuiu e reduziu a intensidade da dor lombar e pélvica posterior,entretanto as orientações médicas não foram efetivas para amenizar as dores das gestantes. As algias lombares e/ou pélvicaposterior da gestação não apresentaram relação significativa com a dor pré-gestacional e nem com a prática de exercíciofísico um ano antes da gestação atual. PALAVRAS-CHAVE: Dor lombar/terapia; Dor pélvica/terapia; Técnicas de fisioterapia; Mulheres grávidas ABSTRACT Purpose: to evaluate the effectiveness of the “global active stretching” (GAS) method and the routine medicalrecommendations for lumbar and/or posterior pelvic pain in pregnancy. Methods: sixty-nine pregnant women whoexperienced lumbar or posterior pelvic pain were selected and identified through a randomized controlled clinical trialand were randomly divided into two groups. One group practiced GAS-oriented exercises and the other followed theroutine medical recommendations. The pregnant women were followed up for eight weeks. The severity of pain wasestimated by the visual analog scale and posterior pelvic pain and lumbar back pain were confirmed by provocationtests. Results: after treatment, 61% (p<0.01) of the women of the GAS group reported no pain at the lumbar/orposterior pelvic area compared with 11% (p=0.50) of the group who followed routine medical recommendations. Conclusion: the GAS method relieved and diminished the intensity of lumbar and/or pelvic pains more effectivelythan routine medical recommendations. KEYWORDS: Low back pain/therapy; Pelvic pain/therapy; Physical therapy thechniques; Pregnant women Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por ummétodo de exercícios An exercise method for the treatment of lumbar and posterior pelvic pain in pregnancy Roseny Flávia Martins 1 , João Luiz Pinto e Silva 2 1Aluna de Pós-Graduação do Centro de Terapia e Reabilitação Integrada-CETREIM PAULÍNIA - SP2Professor Titular de Obstetrícia do Departamento de Tocoginecologia, Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP - Campinas (SP) - BrasilCorrespondência: João Luiz Pinto e SilvaRua Alexander Fleming, 101 – Cidade Universitária-Barão Geraldo – 13083-881 – Campinas – SP – Telefone: (19) 3788-9304 (19) 3242-8400(consultório) – Fax: (19) 3788-9304 – e-mail: jlpsilva@directnet.com.br  Recebido em: 22/11/2004Aceito com modificações em: 20/5/2005 Artigos Originais  276 Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(5): 275-82  Martins RF, Pinto e Silva    JL Introdução Significativo número de indivíduos da popu-lação, que são atendidos por fisioterapeutas, quei-xam-se de dores na coluna vertebral 1,2 . Este fato éconfirmado em estudos com fisioterapeutas dosEUA e Grã-Bretanha, nos quais se abordavam asqueixas, a conduta para esses pacientes e os mé-todos mais usados, nesses países, para seu trata-mento. Concluíram que os tratamentos são varia-dos e que na maioria das vezes não são avaliadoscientificamente, sendo muitas vezes utilizadocomo único parâmetro de efetividade da terapiaapenas o relato isolado do paciente.Durante a gestação observa-se que o apare-cimento de algias posturais, também chamadasde dores nas costas e principalmente aslombalgias, é muito comum. Essas dores aumen-tam principalmente se a mulher apresentava estaqueixa antes de engravidar. Além disso, esse sin-toma pode perdurar no período puerperal e conti-nuar interferindo com sua rotina diária e, conse-qüentemente, em sua qualidade de vida 3-7 .O seguimento de mulheres durante anosapós o parto concluiu que a dor pré-gestacional nascostas, referida por 18% das mulheres, e a dordurante o período gestacional, em 71% das ges-tantes, foram reduzidas para 16% durante o perío-do de observação 8,9 . Destaca-se o tempo lento deredução deste sintoma nas mulheres que apre-sentavam queixa pré-gestacional e grande inten-sidade de dor durante a gestação.A limitação funcional para as atividades davida diária e prática também pode ser prejudicadadurante a gestação e após o parto 7,10 . Após trêsanos, 20% das mulheres que apresentaram algiaslombar e pélvica posterior associadas ainda per-sistiam com esta queixa 11 .Observações desse tipo qualificam as algiasposturais como problema de saúde pública, umavez que atingem não só as gestantes, mas a popu-lação em geral, e somente com a detecção preco-ce das mulheres de risco para desenvolvê-las éque se poderá avaliar a efetividade de programase métodos adequados para sua prevenção, redu-ção ou alívio definitivo.Entre trabalhos analisando a efetividade demétodos de alívio para as algias posturais encon-tram-se aqueles que estudam a acupuntura, ahidroginástica e os exercícios pélvicos, que de-monstraram aparentemente resultados significa-tivos na redução da intensidade da dor 12-16 . Entre-tanto, são métodos que apresentam a desvanta-gem de necessitar de material específico para se-rem aplicados, recursos especiais como agulhasdescartáveis ou piscina aquecida, na maioria dasvezes não disponíveis na rede pública de saúde.Os exercícios propostos neste estudo sãoexercícios de alongamento excêntrico realizadospor meio de posturas parcialmente estáticas e ne-cessitam para sua aplicação de roupas confortá-veis e toalhas de banho, além de espaço para queas gestantes possam sentar-se e/ou deitar-se nochão.Com este ensaio, propomos contribuir paraa confirmação de novas propostas e abordagens notratamento das algias lombares e/ou pélvica pos-terior que grande número de gestantes apresen-ta, e auxiliar para sua resolução. Métodos O presente estudo foi um ensaio clínico,prospectivo, controlado e randomizado, e o objetivofoi avaliar e comparar a efetividade dos exercíciosde alongamento pelo método de stretching global ati-vo (SGA) e a orientação médica (ORI) para as ges-tantes com dor lombar e/ou pélvica posterior.Foram comparadas as grávidas que pratica-ram ou não exercícios um ano antes da gravidezatual e as grávidas que apresentaram ou não algiaspré-gestacionais na coluna vertebral.Para o cálculo do tamanho amostral, inicial-mente considerou-se que a proporção (P¹) estima-da de mulheres com melhora de dor lombar e/oupélvica posterior durante a gravidez, no grupo semexercício, seria de 20%. No grupo com exercício, aproporção (P²) estimada foi de 51% 17 ,   o que resul-tou em 42 grávidas por grupo, calculado o erro alfaem 5% e o erro beta em 20%.Depois de iniciada a randomização, quandofoi atingido o tamanho amostral de 33 mulheresno grupo SGA e 36 no grupo ORI, observou-se que88% das grávidas do grupo SGA e 36% do grupoORI sofreram redução da dor. Com base nestesnúmeros foi possível recalcular o tamanho amostrale foi observado que este número de pacientes erasuficiente para se detectar a possível diferençaentre estes grupos.A seleção das grávidas foi realizada por meiode entrevista nas salas de espera das quatro uni-dades básicas de saúde (UBS) da cidade de Paulínia.As mulheres que relataram dor na região lombare/ou pélvica posterior, e confirmaram a região nodesenho da figura humana, foram convidadas aparticipar do estudo. Os critérios de inclusão fo-ram a idade gestacional igual ou maior que 12semanas e residir em Paulínia. Foram excluídasas que apresentaram gestação gemelar, sintomas  277 de acometimento nervoso nos membros inferio-res, restrição médica ao exercício e que já esta-vam fazendo tratamento fisioterápico para estessintomas.Antes da randomização foram coletados aidade, o peso, altura, idade gestacional, escolari-dade e dados como dor pré-gestacional e hábito daprática de exercícios antes da gravidez; tambémforam realizados os testes de provocação da dorpélvica posterior 18 e da dor lombar 19 .No teste de provocação de dor pélvica poste-rior, a fisioterapeuta colocava a gestante deitadaem posição supina, pedindo-lhe que realizasse aflexão de uma perna e a extensão da outra no chão.O fêmur da perna flexionada ficava na vertical e afisioterapeuta o pressionava no sentido do chão,estabilizando a pelve simultaneamente. O testefoi considerado positivo quando a gestante sentiudor na região sacroilíaca homolateral no momen-to em que o fêmur foi pressionado e também quan-do apresentava dor ao virar na cama à noite, sen-sação de peso na região glútea profunda e confir-mação do local da dor em indicação apropriada emum desenho da figura humana com registro naregião sacroilíaca.Para o teste de provocação da dor lombar, afisioterapeuta pediu à gestante que ficasse em pécom os pés unidos. A gestante realizou a flexão dotronco, inclinando-o para frente até o momentoque as pernas iniciassem a flexão, sendo consi-derado positivo se referisse dor lombar duranteesse movimento.Também foi positivo se referissedor, ou fosse observada diminuição da amplitudede movimento, na realização de movimento cir-cular com o tronco, na presença de dor à palpaçãoda musculatura espinhal desta região, e confir-masse dor na região lombar do desenho da figurahumana apresentada 19 .A escala análogo-visual (EAV) foi utilizadapara estimar a intensidade da dor segundo cadagestante, verificada na entrevista inicial, final eno início e fim de cada sessão de alongamento. Aescala foi apresentada à gestante em forma de umdesenho, onde se observavam três rostinhos emuma escala gráfica, classificando a dor em ordemcrescente, com pontuação de zero a dez.A randomização foi realizada por meio de sor-teio feito pela fisioterapeuta pesquisadora, divi-dindo os sujeitos em dois grupos. O grupo SGA re-alizaria os exercícios de alongamento semanal-mente, por oito semanas, na UBS de sua referên-cia. Se pertencesse ao grupo ORI falaria com seumédico, em consulta do pré-natal, sobre suas do-res e seguiria o tratamento médico recomendadopara alívio da dor lombar e/ou pélvica posterior.Neste momento já era remarcado o retorno destagestante após o período de oito semanas.As gestantes do grupo SGA (no máximo dezparticipantes por grupo) foram acompanhadas pelafisioterapeuta na coleta de dados na ficha de acom-panhamento semanal, em que foi verificada a in-tensidade da dor pela EAV no início e final de cadasessão e na realização dos exercícios do métodoSGA 20 .No grupo ORI, 31% referiram que não rece-beram dos médicos obstetras qualquer orientaçãopara minimizar a intensidade das algias lomba-res e/ou pélvicas posteriores. As recomendaçõesmédicas relatadas por 69% das pacientes foram:repouso (25%), orientação postural (22%), medi-camento (11%), caminhada (6%) e fisioterapia(6%).Para a realização das sessões de alongamen-to foram escolhidas duas posturas do método co-nhecidas como autopostura de rã no chão com in-sistência nos membros inferiores, e a sentada, juntamente com o trabalho respiratório de doismovimentos básicos: a respiração torácica supe-rior e inferior.As sessões tinham duração de uma hora eas evoluções das posturas foram progressivas deacordo com a possibilidade das gestantes de corri-girem as compensações posturais que eramindicadas pela fisioterapeuta.Após oito semanas os dois grupos foramagendados para a coleta final dos dados, como aEAV e a realização dos testes de provocação de dorpélvica posterior e lombar.Os dados foram analisados no programa SASversão 8.2, a partir do banco de dados criado emuma planilha Excel.As variáveis demográficas foram descritaspela média, desvio padrão e valores mínimo e máxi-mo. A prática e a freqüência de exercícios físicosforam descritas por porcentagens. Para comparar amelhora de intensidade da dor entre os grupos quepraticaram ou não exercício físico pré-gestacional eentre os grupos com e sem dor pré-gestacional, foiutilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney.A distribuição dos testes de comprovação de doreslombar e pélvica posterior foi comparada entre osinstantes pré e pós-intervenção pelo teste exatode McNemar. A distribuição da intensidade da dormedida pela EAV foi comparada entre os instan-tes pré e pós-intervenção pelo teste nãoparamétrico de Wilcoxon para amostras pareadas.Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Éti-ca em pesquisa da FCM-Unicamp e pela Comis-são de Ética Médica da Secretaria de Saúde da ci-dade de Paulínia-SP. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(5): 275-82 Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior ...  278 Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(5): 275-82  Martins RF, Pinto e Silva    JL Resultados A amostra estudada foi constituída por 69gestantes, sendo 33 alocadas no grupo SGA e 36no grupo ORI. Os dois grupos foram semelhantesquanto à idade, escolaridade, peso, estatura, índi-ce de massa corporal e idade gestacional.Das gestantes que participaram do estudo,45% apresentaram queixas de algias posturais noperíodo de um ano antes de engravidar, e a distri-buição foi igual nos dois grupos, 15 no SGA e 15 noORI.O hábito da prática de exercício físico umano antes da gravidez atual foi de aproximadamen-te 40% entre as gestantes. As atividades referi-das nos grupos SGA e ORI foram: ginástica, cami-nhada, bicicleta, hidroginástica, natação, capoei-ra, futebol e voleibol. Aproximadamente 42% dasgestantes do grupo SGA e 50% do grupo ORI prati-cavam exercícios físicos com freqüência de até doisdias por semana.Pode-se observar que não houve relação en-tre a prática de exercício físico pré-gestacional ea melhora na evolução da dor, pois os grupos SGAe ORI que fizeram ou não exercício pré-gestacionalapresentaram redução na intensidade da dor deforma semelhante.Também não houve relação entre a dor pré-gestacional e a evolução da dor durante a gesta-ção. A variação da intensidade da dor foi uniformeentre os dois grupos, independentemente da exis-tência da dor pré-gestacional.Nos testes iniciais de verificação e compro-vação de dor lombar nos dois grupos observou-seque quase metade das grávidas apresentou dor àflexão do tronco; aproximadamente 30% tiveramdor à palpação da musculatura espinhal da regiãolombar, 50% do grupo SGA e 61% do grupo ORI apre-sentaram a movimentação em círculo do troncodiminuída, 44% no grupo SGA e 60% no grupo ORIapresentaram dor à movimentação em círculo dotronco. A confirmação da região lombar no dese-nho do corpo humano foi positiva em 65% das grá-vidas (Tabela 1).Após intervenção no grupo SGA, verificou-se que alguns testes de comprovação para dor lom-bar como palpação da musculatura espinhal(p<0,05), movimentação em círculo do tronco(p<0,01) e confirmação do local da dor (p<0,01) apre-sentaram evidência de diminuição da dor. No grupoORI não foi observado nenhum resultado signifi-cante nos testes de verificação e comprovação dadiminuição da dor lombar (Tabela 1).Nos testes iniciais de verificação e compro-vação de dor pélvica posterior foi observado que oteste de compressão femoral foi positivo em apro-ximadamente 90% das gestantes, e quase 70%apresentavam dor na região pélvica ao virar dedecúbito na cama durante a noite; 73% no grupoSGA e 56% no grupo ORI sentiam uma sensaçãode peso na pelve posterior. No desenho do corpohumano a região pélvica foi confirmada por apro-ximadamente 85% das gestantes como o local dador.Após a intervenção no grupo SGA foi obser-vada evidência de diminuição significativa da dorsomente no teste de sensação de peso na pelveposterior (p<0,04) (Tabela 2). Tabela 1 - Distribuição dos resultados dos testes iniciais e finais de comprovação de dorlombar dos grupos SGA e ORI.*Teste de McNemar.SGA - Grupo que recebeu o método.ORI - Grupo que recebeu orientações de rotina, sem SGA. Testes de comprovaçãode dor lombar Flexão do troncoPalpação da musculaturaespinhalMovimentação do troncoem círculo diminuídaDor à movimentação emcírculo do troncoConfirmação do local dador Grupo SGAORISGAORISGAORISGAORISGAORI n 15171011162014212125 % (45)(47)(30)(31)(50)(61)(44)(60)(64)(69) n 813211715717716 % (24)(38)(6)(32)(11)(44)(21)(50)(22)(47) Valorde p* 0,070,38   0.04*1,00   <0,01*0,230,090,42<0,01*0,10 IniciaisFinais Os exercícios de alongamento SGA foramefetivos para a diminuição da dor nos testes deconfirmação da dor lombar (palpação da muscula-tura espinhal, amplitude de movimento do troncoe local da dor) e nenhuma das intervenções, tanto Tabela 2 - Distribuição dos testes positivos de comprovação de dor pélvica posterioriniciais e finais nos grupos SGA e ORI. Testes de comprovaçãoda dor pélvica posterior Compressão femoralDor quando vira na camaà noiteSensação de peso napelve posteriorConfirmação do local dador Grupo SGAORISGAORISGAORISGAORI n 2932232324202731 % 8889706673568286 n 2429172515252429 % 7585527445747585 pvalor(*)IniciaisFinais *Teste de McNemar.SGA - Grupo que recebeu o método.ORI - Grupo que recebeu orientações de rotina, sem SGA. 0,290,630,150,450,04*0,090,691,00
Search
Tags
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks
SAVE OUR EARTH

We need your sign to support Project to invent "SMART AND CONTROLLABLE REFLECTIVE BALLOONS" to cover the Sun and Save Our Earth.

More details...

Sign Now!

We are very appreciated for your Prompt Action!

x