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UM ESTUDO SOBRE AS IMPLICAÇÕES DA INDISCIPLINA PARA A RELAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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UM ESTUDO SOBRE AS IMPLICAÇÕES DA INDISCIPLINA PARA A RELAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Resumo Ana Lúcia de Araújo Claro - UTP 1 Grupo de Trabalho Violências nas Escolas Agência Financiadora: não
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UM ESTUDO SOBRE AS IMPLICAÇÕES DA INDISCIPLINA PARA A RELAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Resumo Ana Lúcia de Araújo Claro - UTP 1 Grupo de Trabalho Violências nas Escolas Agência Financiadora: não contou com financiamento O presente trabalho é um recorte da pesquisa de mestrado intitulada Uma investigação sobre a indisciplina na Educação Infantil desenvolvida em 2014, com um grupo de professoras que atuavam na região metropolitana de Curitiba com crianças na faixa etária de 4 a 5 anos. O objetivo foi analisar quais as implicações da indisciplina para a relação pedagógica, especificamente no contexto das relações entre professores e crianças na Educação Infantil. O referencial teórico foi elaborado a partir de autores como DeVries e Zan (2004), Franzoloso (2011), Fragelli (2000) Garcia (2010), Schicotti (2005) e Vinha (2009), Zabalza (1998), entre outros. Para a coleta de dados em campo foram aplicadas entrevistas semiestruturadas, seguindo diretrizes encontradas em Bogdan e Biklen (1991). No que se refere à leitura interpretativa dos dados, foi utilizado o método de Análise de Conteúdo, sob a perspectiva proposta por Bardin (2011). Ao todo, sete professoras que atuam na Educação Infantil foram selecionadas para entrevista, por deterem experiências significativas com indisciplina, envolvendo crianças na faixa etária de quatro a cinco anos. Essa seleção seguiu critérios de amostragem intencional por intensidade, fundamentada por Patton (1990 apud TORRES, 2008). O presente artigo está estruturado em três partes, inicialmente abordamos a indisciplina no contexto escolar. Na segunda parte exploramos o conceito de relação pedagógica e situamos as possíveis implicações para a relação pedagógica na Educação Infantil. Por último, apresentamos algumas considerações sobre as implicações da indisciplina. Com base nas análises realizadas, uma das implicações da indisciplina para a relação pedagógica, segundo as professoras entrevistadas é a atenção diferencial aos alunos indisciplinados. Destarte, elas tendem a dedicar mais tempo para reorientar as crianças nas situações de indisciplina e procuram estabelecer relação de proximidade com as crianças consideradas indisciplinadas, dedicando mais atenção e acolhimento. Palavras-chave: Educação. Indisciplina. Relação Pedagógica. 1 Graduada em pedagogia pela Universidade Estadual do Piauí- UESPI. Mestre em Educação, pela Universidade Tuiuti do Paraná, professora da rede municipal de Timon/MA e professora do Instituto de Ensino Superior Múltiplo. Especialista em Supervisão/Coordenação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. PUC/MG. E- mail: ISSN 35710 Introdução As tramas da indisciplina no contexto escolar Os estudos sobre indisciplina escolar de acordo com Garcia (2009) em diversos países e níveis de ensino vêm se ampliando nas últimas décadas, principalmente por pesquisas de pós-graduação. Houve um aumento da presença desse tema em eventos educacionais, revelando a complexidade de suas expressões, as quais ocasionam diferentes implicações para a relação pedagógica, para o processo de ensino e aprendizagem e para o currículo. A pesquisa também aponta que as maiores dificuldades das educadoras que trabalham no Pré I e II estavam associadas a questões da indisciplina das crianças, em decorrência das quais as educadoras buscavam atividades mais repressivas que outras profissionais da instituição (SCHICOTTI, 2005, p. 76). Outra estratégia utilizada pelas professoras seria alterar o tom da voz, postura que parece estabelecer um controle sobre as crianças. A pesquisa de Schicotti (2005), realizada em uma instituição da EI, da rede pública municipal do interior estado de São Paulo, com 11 educadoras, mostrou que as crianças do Pré I e II, que compreende a faixa etária de 3 a 6 anos, são categorizadas como indisciplinadas, provocam diversas tensões na instituição, levando a práticas mais autoritárias e repressivas (p. 79). Portanto, em consequência de tais ações, as educadoras acabam assumindo posturas autoritárias, estabelecendo, em face disso, uma relação distante com a criança. Outro aspecto apontado pelas professoras entrevistadas, que pode ocasionar a indisciplina, diz respeito à saturação da infância, que se dá em decorrência do tempo que as crianças passam na instituição, fato que justificaria que elas apresentem um nível de estresse, tendo em vista que muitas delas chegam a ficar na instituição em média de 8 a 11 horas por dia. Por essa razão, essas crianças são vistas pelas educadoras como estressadas, e ainda remetem a outro termo: aprisionadas (SCHICOTTI, 2005, p ). A pesquisa também aponta que as maiores dificuldades das educadoras que trabalham no Pré I e II estavam associadas a questões da indisciplina das crianças, em decorrência das quais [...] as educadoras buscavam atividades mais repressivas que outras profissionais da instituição (SCHICOTTI, 2005, p. 76). Outra estratégia utilizada pelas professoras seria alterar o tom da voz, postura que parece estabelecer um controle sobre as crianças. Entretanto, é preciso refletir sobre a qualidade das relações estabelecidas entre a criança e o professor, pois relações baseadas no controle excessivo, na ameaça e na punição, ou na tolerância 35711 permissiva e espontaneísta, também provocarão reações e uma dinâmica bastante diferente daquela inspirada em princípios democráticos (REGO, 1996, p. 98). A autora destaca que é necessário que os educadores façam uma análise aprofundada e consequente dos fatores responsáveis pela ocorrência da indisciplina na sala de aula. Na pesquisa de Fragelli (2000, p. 84), os professores entrevistados revelaram que a indisciplina na EI pode acontecer por diversos fatores, como, por exemplo, quando o professor realiza atividades que exigem da criança algo que ela ainda não compreende, o que acarreta em não sentir prazer ou alegria em realizá-la. A pesquisa mostrou que os professores expressam dificuldades em lidar com questões relacionadas à indisciplina e, em decorrência dessas ações, elas reportariam a sua própria vivência e a suas experiências adquiridas ao longo do processo de formação, buscando possíveis encaminhamentos. Com base nisso, podemos inferir que urge a necessidade de rever o processo de formação desses profissionais, que pode não apresentar uma fundamentação teórica adequada para orientá-los a agir face aos atos de indisciplina. Para Franzoloso (2011, p. 80), a indisciplina é entendida como [...] atos ou manifestações que interferem, interrompem, prejudicam a dinâmica do trabalho pedagógico. A indisciplina na Educação Infantil, segundo a autora, poderia afetar a qualidade das relações sociais e pedagógicas, comprometendo o desenvolvimento das capacidades cognitivas, afetivas, sociais e morais (FRANZOLOSO, 2011, p. 78) Franzoloso (2011) apresenta várias pesquisas norte-americanas que discutem a questão da indisciplina na Educação Infantil, entre as quais os estudos e Carter e Van Norman 2 (apud FRANZOLOSO, 2011, p. 73), que pesquisaram crianças de três a cinco anos. Nesses estudos, as autoras afirmam que a indisciplina se tornou um desafio para os professores, pois tem aumentado na EI, tornando-se mais expressiva no cotidiano das instituições, havendo, assim, a necessidade de se implantarem programas e práticas que a previnam e que promovam um melhor desenvolvimento sócio-emocional nessa faixa etária. Na segunda seção deste artigo exploramos o conceito de relação pedagógica e apresentamos algumas implicações para a relação entre o professor e a criança. 2 CARTER, D. R.; VAN NORMAN, R. K. Class-wide positive behavior support in preschool: improving teacher implementation through consultation. Early Childhood Education Journal, Norweel, v. 38, n. 4, p , Dec 35712 Implicações da indisciplina para a relação pedagógica na Educação Infantil Esta seção discorre sobre o conceito de relação pedagógica, situando-a no contexto escolar, mais especificamente no ambiente da sala de aula, visando apontar as possíveis implicações da indisciplina para a relação pedagógica. Ao analisar as implicações, ou seja, as consequências da indisciplina para esta relação partimos do entendimento de que não se constitui de forma isolada, dissociada do contexto histórico, cultural e social em que se insere a escola. As relações pedagógicas tecidas no ambiente escolar podem contribuir para o desenvolvimento formativo da criança, a partir da interação com outras crianças e com o adulto. Mas também é preciso ressaltar, como nos lembra Estrela (1992), a necessidade de rever como as relações pedagógicas são estabelecidas em sala de aula. Em se tratando da Educação Infantil, isso requer também que sejam revistas as práticas educativas, o planejamento das atividades, as rotinas pedagógicas, o espaço, e como essas crianças são concebidas e recebidas nestas instituições de ensino. A relação pedagógica deve estar atrelada à concepção de escola que temos hoje, e deve, portanto, incorporar o diálogo, o respeito à diversidade cultural dos alunos. Para Estrela (1992), essa nova concepção de escola é incentivada: [...] pelas transformações econômicas e tecnológicas, as transformações sociais operadas na estrutura social da população escolar postulam uma escola concebida como lugar de encontro e de diálogo de culturas. A presença cada vez maior de alunos oriundos de meios socioculturais desfavorecidos e a presença crescente de minorias étnicas e culturais exigem que a escola tome consideração às culturas que se afastam da cultura-padrão que ela divulga e que seja sensível aos seus valores. Isso não significa que a escola renuncie a transmitir a cultura padrão aos alunos oriundos das classes desfavorecidas, mas apenas que seja capaz de valorizar a cultura do aluno e de encontrar os meios que facilitem ao aluno o acesso a outras formas de culturas que prevalecem no mercado linguístico associado ao mercado de trabalho. (ESTRELA, 1992, p. 39). Conforme Estrela cabe à escola promover meios que facilitem aos alunos o acesso a outras formas de cultura. Isso não quer dizer que a escola deva renunciar a socialização, na cultura padrão, dos alunos provenientes de classes desfavorecidas, mas inseri-los nesse contexto com as mesmas oportunidades (ESTRELA, 1992, p 29). Além disso, deve-se levar em conta que, nas escolas, a presença de culturas diferentes pode demandar novas configurações de relações pedagógicas. E nesse contexto de diferentes culturas podem ocorrer eventos de indisciplina, com possíveis implicações para a relação professor-aluno. 35713 Também, devem-se levar em conta que, nas escolas, a presença de culturas diferentes pode demandar novas configurações de relações pedagógicas. E nesse contexto de diferentes culturas podem ocorrer eventos de indisciplina, com possíveis implicações para a relação professor-aluno. Nesse caso, o professor deve estar atento, olhando, observando o porquê dos atos de indisciplina, procurando compreender o que esses eventos podem causar nas relações que estão sendo construídas. Para Postic (1990, p. 13), a relação pedagógica não é única ou uniforme, sendo dependente das condições em que é realizada, entre professor e seus alunos. E tais condições podem influenciar o processo de ensino e aprendizagem. Por isso, faz-se necessário compreender como a criança é acolhida, cuidada e educada por meio das relações pedagógicas, que se constituem um elemento articulador das práticas dos professores. Gonçalves enfatiza (2007) que, mesmo em se tratando da relação pedagógica no ambiente da Educação Infantil, ela não pode ser concebida de forma unidirecional, pois a relação professor- aluno supõe: [...] participação ativa de ambas as partes, o que envolve acordos e desacordos. É através deste embate entre parceiros que a criança vai construindo sua visão de mundo, conforme os significados que ela já vem elaborando, desde que nasceu (sentimentos, interpretação, valores) são confrontados com os significados que circulam pela escola. (GONÇALVES, 2007, p. 159). De acordo com Zabalza (1998, p. 27), as relações estabelecidas entre as crianças, e destas com os adultos, constituem um componente essencial na hora de trabalhar com crianças pequenas: qualquer possibilidade de educação passa pelo estabelecimento de vínculos de relação. Na perspectiva de Zabalza (1998), a postura do professor deve ser fundamentada nos princípios de respeito à construção da autonomia das crianças. Para isso, deve-se fomentar uma relação firme, segura, que potencialize o desenvolvimento das crianças, que nutra uma convivência harmoniosa, pautada em suas necessidades. A postura adotada pelo professor pode contribuir para evitar relações mal tecidas na sala de aula. É preciso, então, analisar como as relações são construídas no ambiente da Educação Infantil, uma vez que, em virtude das ações de indisciplina, o professor poderia adotar uma postura autoritária, comprometendo a relação criança-adulto. Luz (2010, p. 8) também destaca a importância da postura do professor nas relações com as crianças, que devem estar pautadas no respeito, na atenção e no cuidado às suas necessidades. Para isto, a autora sugere que o professor mantenha-se próximo à criança, e que esteja atento ao modo de falar, de se posicionar junto a ela, de modo a comunicar uma atitude 35714 de acolhimento e compreensão. Agindo desse modo, as professoras oferecem às crianças modelo de relação que pode servir de inspiração para as relações que as crianças desenvolvem com as demais crianças e adultos (LUZ, 2010, p. 8). Isto posto, é importante refletir sobre a forma como essas relações entre criança e adulto se constituem, uma vez que aquela aprende pela interação. Nesse caso, o professor deveria propiciar um ambiente que a estimule a tomar decisões, com o objetivo de desenvolver sua autonomia, e, contribuir para superar relações autoritários presentes na educação das crianças. Para tanto, segundo Luz (2010, p.8) é preciso: [...] questionar e refletir sobre as regras e normas existentes nas instituições de Educação Infantil, lembrando que devem promover o desenvolvimento integral das crianças, no momento presente e não pelo que futuramente elas devem ser. Esse objetivo maior invalida as ações disciplinares que exigiam controle corporal e da fala. Ainda, é fundamental a avaliação cotidiana das atitudes dos adultos com as crianças, para que relações autoritárias deixem de fazer parte das instituições de Educação Infantil. Em algumas instituições, as relações entre a criança e o adulto têm assumido, formas autoritárias, dificultando o desenvolvimento das crianças (LUZ, 2010, p. 8). Franzoloso (2011) também argumenta que um ambiente autoritário e coercitivo mantém as crianças na hetoronomia e na dependência do adulto, não dando possibilidade de elas serem espontâneas, criativas e independentes (p. 126). Em função disso, a criança teria maior possibilidade de agir de forma indisciplinada, quer seja no ambiente escolar ou não. Compreendemos, em vista disso, que a interação entre criança e adulto é imprescindível no processo formativo, pois sua identidade vai sendo constituída no cotidiano escolar. Mas é preciso reconhecê-la como protagonista nesse processo formativo. DeVries e Zan (2004, p. 54) também sugerem que a relação pedagógica, especificamente na Educação Infantil, deve ser pautada por cooperação e respeito às individualidades e singularidades das crianças. Nesse ambiente, em que as relações são tecidas pelas redes de conexões interpessoais, são construídos vínculos fundamentais para o desenvolvimento social, moral, intelectual e emocional da criança. Na Educação Infantil, a condução das atividades em um ambiente sociomoral de cooperação ou de coercitividade vai depender muito das estratégias que o professor utiliza em suas ações pedagógicas. Por isso, é preciso criar condições nas quais as crianças sintam-se estimuladas para trabalhar de forma cooperativa com seus pares e com o professor, sobretudo na construção de regras que tenham sentido para elas. 35715 Vinha (2009) também acentua a importância do ambiente escolar, de que o mesmo deve estar bem organizado para que as crianças possam desenvolver certos aspectos específicos. Por outro lado, neste ambiente educativo é preciso explicitar às crianças o porquê do cumprimento de regras, pois mesmo em se tratando de crianças, elas têm de aprender desde cedo noção de limites. Com base em revisão de literatura, evidenciamos que a indisciplina pode afetar negativamente a rotina estabelecida e, consequentemente, as relações pedagógicas na Educação Infantil, comprometendo o desenvolvimento das capacidades cognitivas, afetivas, sociais e morais, como afirma Franzoloso (2011 ). A autora explicita que as manifestações de indisciplina: [...] desestabilizam e desorganizam o andamento das atividades escolares, prejudicando a aprendizagem coletiva, como não prestar atenção quando a professora está dando uma instrução ou quando um colega está falando, ou perturbar os colegas, interferindo e atrapalhando no andamento da atividade dos outros são exemplos de casos típicos de indisciplina. (FRANZOLOSO, 2011, p. 150). Na pesquisa de Fragelli (2000, p.80), em situações de indisciplina, a postura da professora muda em decorrência desses atos, conforme ilustrado pelo depoimento de uma professora, que diz: quando eu perco a paciência, fico mais rígida, sou mais enérgica, tomo outra atitude. Falo que vou chamar a mãe. Deixo a criança com medo do que pode acontecer. Com base nesse depoimento, podemos inferir que, em consequência de atos de indisciplina as professoras desenvolveriam atitudes repressivas com crianças, visando um controle disciplinar. Ao analisar as relações entre crianças e professora, Kramer (2007, p. 19) pontua alguns aspectos que poderiam afetar as relações entre ambas. Um desses aspectos está na indisponibilidade do adulto, que parece impregnar a vida contemporânea, marcada pelo individualismo e pela mercantilização das relações. Nesse sentido, surgem novas configurações nas relações sociais e, segundo a autora, há uma perda da capacidade de diálogo, de escuta, sobretudo para ouvir as crianças. Assim, é possível concluir que essa indisponibilidade de ouvir a criança poderia gerar implicações para as relações construídas no ambiente da Educação Infantil, principalmente nas situações em que ocorre indisciplina. Na Educação Infantil, é preciso compreender qual o sentido dos eventos de indisciplina, para superar a impaciência e a indisponibilidade para ouvir e compreender as crianças. Para Kramer (2007, p. 20), as instituições de Educação Infantil deveriam ter como práticas educativas o cuidado, a atenção e o acolhimento, envolvendo afetos, saberes, valores 35716 e conhecimento sobre as necessidades das crianças, bem como o respeito pelas suas singularidades. Os estudos de Garcia (2010) também apontam que a indisciplina pode ocasionar diversas implicações no contexto escolar. A indisciplina, por exemplo, poderia afetar a estabilidade do tecido de relações pedagógicas e poderia gerar implicações sobre a qualidade dos processos de ensino-aprendizagem. Portanto, além de afetar as rotinas pedagógicas, ela pode também produzir imprevisibilidades nas relações entre professores e alunos (GARCIA, 2010, p. 2-3). Por fim, depreendemos que a indisciplina pode suscitar algumas implicações na forma de alteração na construção da relação pedagógica. Isso poderia ser percebido, por exemplo, quando o professor se torna distante da criança considerada indisciplinada, como revelou a pesquisa de Schicotti (2005), na qual se observou que um grupo de professoras estabelecia uma relação assimétrica em relação às crianças, em decorrência de suas indisciplinas. Analisando as implicações da indisciplina para a relação pedagógica Esta pesquisa foi realizada no ano de 2014, com um grupo de professoras que trabalhavam na Educação Infantil com crianças na faixa etária de quatro a cinco anos, na região metropolitana de Curitiba, mostrou há uma relação de aproximação as c
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