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Unidade 3 – Gestão de Energia na Indústria 3.1 Sistema tarifário de energia elétrica Os investimentos em conservação de energia elétrica poderão ser viabilizados em função da adequada utilização de energia elétrica, tendo em vista as condições gerais de fornecimento em vigência - Resolução ANEEL nº 456 de 29/11/2000. A seguir será apresentada algumas definições adotadas na Resolução ANEEL nº 456 de 29/11/2000: Consumo kWh : O consumo de energia faturado é o efetivamente medido no período (gera
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  Unidade 3  –  Gestão de Energia na Indústria 3.1 Sistema tarifário de energia elétrica Os investimentos em conservação de energia elétrica poderão ser viabilizados em função da adequada utilização de energia elétrica, tendo em vista as condições gerais de fornecimento em vigência - Resolução ANEEL nº 456 de 29/11/2000. A seguir será apresentada algumas definições adotadas na Resolução ANEEL nº 456 de 29/11/2000: Consumo kWh : O consumo de energia faturado é o efetivamente medido no período (geralmente mensal). a)   Tarifas de Energia Elétrica Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. b)   Sistema Tarifário Convencional Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano. c)   Sistema Tarifário Horo-Sazonal Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano, conforme especificação a seguir: 1)   Tarifa Azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. 2)   Tarifa Verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de uma única tarifa de demanda de potência.  3)   Horário de ponta (P): Período definido pela concessionária e composto por 3 (três) horas diárias consecutivas, exceção feita aos sábados, domingos e feriados nacionais, considerando as características do seu sistema elétrico. 4)   Horário fora de ponta (F): Período composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta. 5)   Período úmido (U): Período de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte. 6)   Período seco (S): Período de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro. 2.8 Ajuste de Fator de Potência Em ambos os sistemas tarifários, tanto Convencionais como HoroSazonal, o ajuste é cobrado quando o fator de potência da unidade consumidora Demanda (kW): Média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo especificado. a) Demanda contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária, no ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).  b) Demanda de ultrapassagem: Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada, expressa em quilowatts (kW). c) Demanda faturável: Valor da demanda de potência ativa, identificado de acordo com os critérios estabelecidos e considerado para fins de faturamento, com aplicação da respectiva tarifa, expressa em quilowatts (kW). d) Demanda medida: Maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada no intervalo de 15 (quinze) minutos durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).     Tensões de Fornecimento: A Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL estabelece qual é o nível de tensão de fornecimento para a unidade consumidora, observando os seguintes limites:    Tensão secundária de distribuição: quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kw.    Tensão primária de distribuição inferior a 69.000 V: quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado para o fornecimento for igual ou inferior a 2.500 kW;    Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69.000 V: quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado para o fornecimento for superior a 2.500 kW; Em determinadas condições, previstas na legislação, a concessionária poderá adotar outros limites para estabelecimento da tensão de fornecimento. Grupos Tarifários: Para efeito de faturamento da energia elétrica, distinguem-se dois grupos tarifários: Grupo “A” Grupamento composto de unidades  consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2.300 V, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2.300 V a partir de sistema subterrâneo de distribuição, caracterizado pela estruturação tarifária binômia e subdividido nos seguintes subgrupos: a)   Subgrupo A1 - tensão de fornecimento igual ou superior a 230.000 V; b)   Subgrupo A2 - tensão de fornecimento de 88.000 V a 138.000 V; c)   Subgrupo A3 - tensão de fornecimento de 69.000 V; d)   Subgrupo A3a - tensão de fornecimento de 30.000 V a 44.000 V;  e)   Subgrupo A4 - tensão de fornecimento de 2.300 V a 25.000 V; f)   Subgrupo AS - tensão de fornecimento inferior a 2.300 V, atendidas a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo em caráter opcional. Grupo “B” Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2.300 V, ou, ainda, atendidas em tensão superior a 2.300 V, caracterizado pela estruturação tarifária monômia e subdividido nos seguintes subgrupos: a)   Subgrupo B1 - residencial; b)   Subgrupo B1 - residencial baixa renda; c)   Subgrupo B2 - rural; d)   Subgrupo B2 - cooperativa de eletrificação rural; e)   Subgrupo B2 - serviço público de irrigação; f)   Subgrupo B3 - demais classes; g)   Subgrupo B4 - iluminação pública. 3.2   Perdas de Energia Elétrica na Indústria As principais perdas que ocorrem em circuitos elétricos são de três tipos: a) Perdas por Efeito Joule: São provocadas pela passagem de corrente elétrica através de condutores, ocasionando seu aquecimento. Aparecem em todos os componentes do circuito: transformadores, condutores, motores, lâmpadas, etc. Estas perdas são, sem dúvida, as mais significativas, variando com o quadrado da corrente elétrica. b) Perdas por Histerese: São provocadas pela imantação remanescente do ferro, manifestando-se em todos os circuitos magnéticos submetidos a campos alternados: transformadores, motores, reatores, etc.
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