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Universidade Cândido Mendes Pós Graduação Lato Senso Gestão de Recursos Humanos Projeto a Vez do Mestre

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Universidade Cândido Mendes Pós Graduação Lato Senso Gestão de Recursos Humanos Projeto a Vez do Mestre Responsabilidade Social no Brasil e Ética Empresarial Por: Nivia Carla Ricardo da Silva Orientadora:
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Universidade Cândido Mendes Pós Graduação Lato Senso Gestão de Recursos Humanos Projeto a Vez do Mestre Responsabilidade Social no Brasil e Ética Empresarial Por: Nivia Carla Ricardo da Silva Orientadora: Profª Ana cristina Rio de Janeiro, 28 de agosto de Universidade Cândido Mendes Pós Graduação Lato Senso Gestão de Recursos Humanos Projeto a Vez do Mestre Responsabilidade Social no Brasil e Ética Empresarial Por: Nivia Carla Ricardo da Silva Apresentação de monografia por exigência da Universidade Cândido Mendes como condição prévia para conclusão do curso de pós graduação Gestão de Recursos Humanos. Orientadora: Profª Ana cristina Rio de Janeiro, 28 de agosto de Agradeço a Deus por regar minha vida de saúde para que eu possa realizar minhas metas pessoais e profissionais. 10 Dedico este trabalho aos meus pais, amigos fraternos, que me apoiaram nos momentos de realização deste curso; bem como aos amigos que me auxiliaram sobremaneira na construção deste trabalho, dedicando tempo para a troca de experiência e propiciaram momentos valiosos de reflexões. 11 Resumo O objetivo principal desta monografia é estudar a literatura atual sobre responsabilidade social e ética no mundo dos negócios. Quanto à estrutura deste estudo, o primeiro capítulo descreve o conceito de responsabilidade social corporativa considerando a relação entre responsabilidade social, cultura e ética empresarial. O segundo capítulo identifica o conceito de ética no mundo empresarial, com destaque a discussão de formulação de um programa ético eficaz. Por fim, o terceiro capítulo apresenta um debate ética e o impacto de sua implementação no desempenho da empresa promovendo o debate das tendências e desafios nesta área. Nos últimos anos tem crescido no Brasil, como no resto do mundo, o interesse sobre o desenvolvimento do setor empresarial na área social contribuindo no combate a pobreza. Essa novidade parece estar atrelada ao recente entendimento de que as empresas privadas, para sobreviverem na batalha do mercado globalizado, além de ingredientes clássicos, tais como: qualidade total, reengenharia, relação custo-benefíco e compromisso com o cliente, necessitam incorporar novas variáveis que as legitimem perante a sociedade. No Brasil, várias organizações estão somando esforços nesse processo de catalisação de ações para o campo da responsabilidade social. E, paralelamente, algumas delas vêm-se qualificando junto à sociedade para conferir selos de sustentabilidade ou de responsabilidade social, que serão importantíssimos na identificação das empresas que se destacam na área social. Os programas compromissados como códigos éticos assumem papel cada vez mais importante. Pode-se conceituar ética como o que fazer e o que não fazer para agir bem, gerando o máximo possível de qualidade de vida e de bem estar social para maior número de pessoas e instituições em determinada área de influência ou em aspectos relevantes para toda sociedade e procurando não atingir negativamente outros indivíduos e organizações. Palavras-chave: Responsabilidade social, ética e empresa. 12 Metodologia Este estudo literário busca compreender os conceitos e conhecimentos a cerca do tema; bem como estudar as pesquisas atuais sobre o assunto com o objetivo de delimitar as tendências e desafios para a implementação da responsabilidade social e da ética no mundo empresarial. Para a consecução dos objetivos propostos foram realizadas as seguintes ações: Seleção de textos para leitura, elaboração de resenhas e participação em seminários e fóruns de discussão nesta área a fim de subsidiar posteriores análises. Levantamento dos dados bibliográficos serão realizados em bibliotecas universitárias e centros de pesquisa no Estado do Rio de Janeiro. Buscaremos cobrir todos os principais centros que produzem dados qualitativos sobre o assunto desta pesquisa, a saber: Instituto de Planejamento Municipal do Rio de Janeiro (IPLAN-RIO), Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Cabe ressaltar, que as duas últimas instituições citadas buscamos acesso as pesquisas no Brasil e no exterior. O material coletado sofreu um processo de seleção para o uso na pesquisa, destacando a literatura que serviu de base. Outra fonte de informação foi a pesquisa nos sites da internet, com respectiva análise da qualidade do material coletado para consecução dos objetivos. 13 Sumário Capítulo I Responsabilidade Social Corporativa Responsabilidade Social corporativa no Brasil: os primórdios do conceito no século XX Responsabilidade social, cultura e ética empresarial Capítulo II Ética no Mundo Empresarial Questões éticas no mundo empresarial Formulação de um programa ético eficaz...19 Capítulo III Responsabilidade Social e Ética Empresarial 3.1- Ética empresarial e desempenho da empresa Tendências e desafios para implementação da responsabilidade social e da ética empresarial...27 Conclusão Referências Bibliográficas Índice Anexos Folha de Avaliação Capítulo I RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA 1.1- Responsabilidade Social Corporativa No Brasil: Os Primórdios Do Conceito No Século XX Ashley (2005) apresenta os resultados de uma revisão da literatura contemporânea pertinente ao conceito de responsabilidade social coorporativa, realizando uma abordagem histórica em duas fases: a introdução do conceito nos meios acadêmicos e empresarial e sua evolução a partir da década de Em síntese, a autora nos colcoca que, nos Estados Unidos e na Europa, a ética e a responsabilidade social corporativa eram aceitas como doutrina até o século XIX, quando o direito de conduzir negócios de forma corporativa era prerrogativa do Estado ou da Monoarquia e não um interesse econômico privado. Os monarcas expediam alvarás para corporações de capital aberto que prometessem benefícios públicos, com exploração e a colonização do Novo Mundo. As primeiras corporações nas colônias americanas foram fundadas para prestar serviços de construção, transporte e infra-estrutura, sendo reguladas quanto ao tamanho, tipo de negócios e estrutura de capital. Com a independência dos Estados Unidos, os estados norte-americanos passaram a aprovar legislação que permitisse a auto incorporação como alternativa à incoporação por ato legislativo específico, inicialmente para serviços de interesse público, com a construção de canais, e posteriormente para a condução de negócios privados. Assim, até o início do século XX a premissa fundamental da legislação sobre corporações era a de que tinham, como propósito, a realização de lucros para seus acionistas. A questão da ética, da responsabilidade e da discricionariedade dos dirigentes de empresas abertas veio a público através de vários casos de atos ilícitos expostos na mídia em geral. A partir de então, defensores da ética e da responsabilidade social coporativa passaram a argumentar que, se a filantropia 15 era uma ação legítima da corporação, então outras ações que priorizam objetivos sociais em relação aos retornos financeiros dos acionistas seriam de igual legetimidade, como o abandono de linhas de produto lucrativas, porém nocivas ao ambiente natural e social. Começou-se a discutir, no meio empresarial e acadêmico, a importância da responsabilidade social corporativa pela ação de seus dirigentes e administradores, inicialmente nos Estados Unidos e, posteriormente, no final da década de 1960, na Europa, por autores como Bowen, Mason, Chamberlain, Andrews e Galbrainth. Recuperando as últimas décadas de estudos sobre ética e responsabilidade social corporativa, observamos que, partindo de uma visão econômica clássica tão amplamente divulgada por Milton Friedman -, de que a empresa socialmente responsável é aquela que responde às expectativas de seus acionsitas, chega-se a conclusão de que a empresa socialmente responsável é aquela que está atenta para lidar com as expectativas de seus stakeholders atuais e futuros, na visão mais radical de sociedade sustentável. Ashley (2005) aponta que Friedman argumenta que a direção corporativa, como agente acionistas, não tem o direito de fazer nada que não atenda ao objetivo de maximização dos lucros, mantidos os limites da lei. Agir diferente é uma valorização das obrigações morais, legais e institucionais da direção da corporação. O ponto central do argumento da função institucional está em que outras instituições, como governo, igrejas, sindicatos e organizações sem fins lucrativos, existem para atuar corporativa. Gerentes de grandes corporações não têm competência técnica, tempo ou mandato para tais atividades, que constituem uma tarifa sobre lucro dos acionaistas. De acordo com a abordagem crítica, o conceito e o discurso de ética e responsabilidade social corporativa carecem de coerência teórica, validade empírica e viabilidade normativa, mas oferecem implicações para o poder e o conhecimento dos agentes sociais. Os argumentos a favor seriam enquadrados em duas linhas básicas: ética e instrumental. Os argumentos éticos derivam dos princípios religiosos e das normas sociais prevalecentes, 16 considerando que as empresas e as pessoas que nelas trabalham deveriam se comportar de maneira socialmente responsável por ser a ação moralmente correta, mesmo que envolva despesas improdutivas para a companhia. Os argumentos na linha instrumental consideram que há uma relação positiva entre o comportamento socialmente responsável e o desempenho econômico da empresa. Justifica-se essa relação por uma ação proativa da organização, que busca oportunidades geradas por uma: consciência maior sobre as questões culturais, ambientais e de gênero; antecipação, evitando regulações restritivas à ação empresarial pelo governo e; diferenciação de seus produtos diante de seus competidores menos responsáveis socialmente. Para Ashley (2005), o conceito de ética e responsabilidade social corporativa vem amadurecendo quanto à capacidade de sua operacionalização e mensuaração, subdividindo-se em vertentes de conhecimento. Entre essas vertentes estão: responsabilidade, responsavisidade, retitude e desempenho social corporativo, desempenho social dos stakeholdres, auditoria e inovação social. Em 1970 surge o conceito de responsividade social corporativa, porém, apenas em 1991que Wood desenvolvia seu modelo de desempenho social corporativo, dividindo a organização com base em princípios de responsabilidade social, processos de responsividade (resposta) social e resultados/ações de responsabilidade social. Ferrell (2001) aponta que os conceitos ética e responsabilidade social são frequentemente usados um no lugar do outro, embora tenham significado distintos. Responsabilidade social é a obrigação que a empresa assume com a sociedade. Ser socialmente responsável implica maximiza os efeitos positivos sobre a sociedade e minimizar os negativos. A responsabilidade social inclui responsabilidades econômicas, legais, éticas e filantrópicas. As responsabilidades econômicas da empresa consistem em produzir bens e serviços de que a empresa necessita, e quer, a um preço que possa garantir a continuação das atividades da empresa em satisfazer suas obrigações com investidores. As responsabilidades legais da organização estão consignadas 17 nas leis que ela é obrigada a cumprir. No mínimo, espera-se que as empresas sejam responsáveis pela observância das leis municipais, estaduais e federais, por parte de seus funcionários. As responsabilidades filantrópicas significam os comportamentos e atividades desejados pela sociedade e que são ditados pelos valores empresariais. Fazer doações a obras beneficientes e contribuir financeiramente para projetos comunitários, por exemplo, são formas de filantropia ou atividades voluntárias da empresa. Prossegue Ferrell (2001, p.07) destacando que: as responsabilidades éticas são definidas como comportamentos ou atividades que a sociedade espera das empresas, mas que não estão codificadas em leis. Muitos empresários referem-se a esses conjunto de responsabilidade como o espírito da lei. Ashley (2005) coloca que muito tem escrito sobre ética, valores, moral e cultura., mas ainda falta explicitá-los de forma mais sistemática. Por outro lado, tentativas por parte de determinadas arganizações de estabelecer padrões de ética e responsabilidade social em suas atividades e formas de gestão, muitas vezes, têm se limitado a criar códigos de ética. Responsabilidades éticas correspondem a atividades, práticas, políticas e comportamentos esperados (no sentido positivo) ou proibidos (no sentido negativo) por membros da sociedade, apesar de não codificados em lei. Elas envolvem uma série de normas, padrões ou expectativas de comportamento para atende aquilo que os diversos públicos stakeholders com as quais a empresa se relaciona consideram legítimo, correto, justo ou de acordo com seus direitos morais ou expetativas. Neste sentido, pode-se dizer que um dos efeitos da economia global é a adoção, por todo o mundo, de padrões éticos e morais mais rigorosos, seja pela necessidade das próprias organizações de manter sua boa imagem perante ao público, seja pela demandas diretas do público para que todas as organizações atuem de acordo com tais padrões. Valores éticos e morais sempre influenciaram as atitudes das empresas, mas estão se tornando, cada 18 vez mais, homogêneos e rigorosos. A responsabilidade social coprorativa é a característica que melhor define esse novo ethos Responsabilidade social, cultura e ética empresarial As organizações não existem em um vácuo em são completamente objetivas e imparciais. Há sempre um contexto que as influencia, tornando a administração culturalmente condicionada e sujeita a valores, princípios e tradições da sociedade em que se insere. Para Ashley (2005) quando colocase que a responsabilidade social das empresas tem sua interpretação condicionada pela cultura empresarial e nacional, fala-se da cultura tal como é entendida pelos antropólogos, ou seja, um sistema específico de valores e visões de mundo em cujo contexto se dão as ações e práticas de determinada sociedade, um conjunto de mecanismos simbólicos que utilizamos para organizar a realidade. Valores culturais são significados e regras de interpretação da realidade, estruturas cognifivas e simbólicas que determinam o contexto no qual o ser humano, sendo sempre um ser social, pensa e age. São aqueles que imprimem sentido a tudo que se faz, às estratégias que se adotam e àquilo que gera consenso ou dissenso, seja dentro de algum grupo na sociedade como um todo ou dentro do trabalho das organizações. Lógicas e valores culturais, em resumo, são aqueles que, seja de forma consciente ou não, imprimem sentido às práticas, pensamentos e comportamentos das pessoas. Em outras palavras, a cultura. Toda sociedade funciona de acordo com princípios, valores e tradições culturais específicos, que determinam os pensamentos e comportamentos de indivíduos, grupos e instituições, entre as quais se incluem, necessariamente, as organizações e o mundo dos negócios em geral. Além dos princípios éticos e valores morais, temos também princípios e valores culturais influenciando os 19 modos de ação e práticas administrativas e, portanto, o modo como a responsabilidade social corporativa é concebida e implementada em determinada sociedade. O conceito de cultura abre caminho para discutir, de forma mais sistemática e profunda, qual é o peso da dimensão simbólica nas organizações e nas formas de responsabilidade social corporativa que são por elas adotadas. Geralmente quando se fala em cultura organizacional, pensa-se nos valores que os altos escalões de uma organização consideram importantes em suas formas de gestão, e não, como indicaria uma interpretação mais antropológica do termo, naqueles que realmente existem e que estão subjacentes à identidade da organização e a seus modos de atuação e administração. No entanto, são exatamente estes últimos que ajudam a explicar, por exemplo, por que, em alguns países, a responsabilidade social das empresas se tornou um valor tão dominante. No mundo dos negócios, ao mesmo tempo em que se valoriza mais a dimensão cultural do mundo, da vida em sociedade e das próprias organizações, também se ressaltam mais alguns valores culturais específicos, como responsabilidade e moralidade. Vistas como valores éticos e culturais ao mesmo tempo, responsabilidade e moralidade são noções especialmente importantes para o conceito de responsabilidade social corporativa: cada vez mais, e por diversos motivos, as organizações vêm adotando uma visão de mundo e um valor cultural antes restrito a outras áreas da sociedade: a de que é preciso agir de maneira correta para com o próximo, sendo o próximo entendido da forma mais abrangente possível (incluindo todos os públicos de uma empresa, a sociedade ou a nação em que se insere possivelmente a economia global e o próprio meio ambiente). Assim, para Ashley ( 2005, p.11): Responsabilidade para com o próximo não deixa de ser um valor cultural, além de um princípio ético e um valor moral, uma vez que se situa no nível das estruturas mentais de interpretação da realidade a cultura 20 Pode-se perceber por que a dimensão cultural é essencial para entendermos as formas que a responsabilidade social corporativa vem tomando no mundo dos negócios. Por um lado, a responsabilidade social de uma empresa tem que ser pensada em relação a sua inserção em um complexo mundo social e cultural regido por determinados valores e normas culturais comuns àquela sociedade. A noção de responsabilidade social é um valor cultural cada vez mais aceito e empregado ao redor do mundo, principalmente como consequência das atuais mudanças no modos como se concebe o papel social da empresa perante a sociedade. A empresa deve ser vista como um sistema cultural (tal como concebido no conceito de cultural organizacional) numa rede de outros sistemas culturais mais amplos, com os quais se relaciona. Ashley (2005) aponta que no Brasil teríamos dificuldades de criar culturas organizacionais fortemente demarcadas, tornando tarefa árdua e de difícil implantação a promoção, entre os funcionários menos graduados, dos valores éticos, morais e culturais privilegiados pelos altos escalões de uma empresa. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais apenas uma pequena parte das empresas e do empresariado brasileiros tenha declarado agir explicitamente de acordo com preceitos comumente associados à responsabilidade social corporativa, como a prática de ações sociais e filantrópicas. Prossegue Ashley (2005, p.13): uma característica marcante é a hibridez cultural brasileira, que faz com que nossas empresas convivam, por um lado, com os princípios éticos racionais capitalistas derivados de um padrão internacional que defina parâmetros de profissionalismo e imparcialidade, credibilidade e transparência como essenciais para a condução dos negócios e, por outro, como uma moral do oportunismo, um discurso não oficial, mas oficioso, segundo o qual seria desejável e até legítimo que cada indivíduo procurasse assegurar seus interesses em detrimento das leis e dos interesses dos colegas, os outros funcionários e da própria empresa, numa versão empresarial de conhecida lei de Gérson, segundo a qual deve-se tentar levar vantagem em tudo 21 Assim, no Brasil há um conflito entre dois valores culturais o da integridade e o do oportunismo ou entre dois traços culturais profundamente enraizados: a valorização da idoneidade nas relações sociais de um lado e, do outro, a lógica do jeitinho, segundo a qual consegue o que quer quem faz valer seus interesses, mesmo que de maneira escusa, e quem possui melhor rede de relações pessoais influentes. É comum afirmar-se que as teorias e práticas administrativas mais modernas e eficientes são de difícil implementação o Brasil, exatamente por causa desses traços culturais. No entanto, é preciso não esquecer que a cultura não é algo estático, fixo no tempo e no espaço e sem possibilidade de mudanças. Prosse
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