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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E ARTES PROJETO DE PESQUISA DE PÓS-DOUTORAMENTO DANÇA E TEATRO NA EDUCAÇÃO DA PRIMEIRA INFÂNCIA

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E ARTES PROJETO DE PESQUISA DE PÓS-DOUTORAMENTO DANÇA E TEATRO NA EDUCAÇÃO DA PRIMEIRA INFÂNCIA Projeto de Pesquisa de Pós-Doutoramento, apresentado ao Programa
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E ARTES PROJETO DE PESQUISA DE PÓS-DOUTORAMENTO DANÇA E TEATRO NA EDUCAÇÃO DA PRIMEIRA INFÂNCIA Projeto de Pesquisa de Pós-Doutoramento, apresentado ao Programa de Pós-Doutorado da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP/SP). Modalidade: sem bolsa Período: a PROFª DRª PATRÍCIA DIAS PRADO (FEUSP/SP) Supervisora: Profª Drª Elisabeth Silva Lopes (ECA-USP/SP) SÃO PAULO maio 2016 RESUMO: Este projeto de pesquisa de pós-doutorado busca, no intercâmbio acadêmico com a Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo/SP, aprofundar os estudos e pesquisas que venho realizando, junto à Faculdade de Educação desta mesma Universidade, sobre as experiências estéticas, artísticas e formativas em dança e em teatro na Educação da primeira infância, a partir da investigação das propostas desenvolvidas pelo Projeto Verdanzar, em Montevideo/Uruguai, que busca promover a circulação e o acesso às criações cênicas em dança e teatro para crianças, jovens, docentes e famílias, através de investigações, formações, oficinas, espetáculos e festivais, impulsionando e criando vínculos entre instituições educativas, comunidade e coletivos artísticos. Para isso, realizarei pesquisa de campo com observação participante nestas propostas, com registro em diário de campo e através da fotografia e/ou da filmagem em vídeo, além da realização de entrevistas semiestruturadas com as/os artistas e de conversas informais com as crianças e demais envolvidas/os. Os dados e materiais coletados serão analisados em relação e à luz da produção recente das pesquisas no campo da Educação Infantil e das Ciências Sociais, na interface com as Artes na primeira infância, em especial, com a Dança e com o Teatro, na busca por conhecer quais as implicações dos conhecimentos produzidos pelo referido Projeto para a construção de uma Educação da primeira infância de corpos inteiros, fundamentada nas Artes, em especial, nas danças e teatros das culturas infantis, de convívio com as diferenças, do movimento, das gestualidades, da brincadeira, das performances, da invenção, da ousadia e das diferentes formas de expressões e manifestações culturais e artísticas na formação científica, profissional e humana, de meninos e meninas pequenas, de suas professoras/es, pesquisadoras/es e artistas. 2 SUMÁRIO Introdução Problematização e Justificativas Objetivos Metodologia Divulgação e Repercussões esperadas Cronograma e Plano de Trabalho...20 Referências...21 Anexos Anexo 1 Carta Convite do Projeto Verdanzar e aceite para realização da pesquisa...27 Anexo 2 Roteiro Preliminar da Entrevista Semiestruturada com artistas Introdução Há mais de vinte anos iniciei minhas pesquisas no campo da educação da primeira infância, no mestrado (PRADO 1998) perguntei: se todas as pessoas produzem culturas, as crianças pequenininhas também produzem? Quais são? O que elas revelam? Busquei ampliar o olhar desenvolvimentista em Psicologia (minha formação primeira), no enfoque da infância, da brincadeira e da Educação Infantil 1, mais precisamente, daquelas correntes de pensamento que se fundamentam numa perspectiva cronológica de progresso e de evolução linear dos sujeitos, na perspectiva dos campos do conhecimento das Ciências Sociais, em especial, na Sociologia e na Antropologia. Reconhecer a capacidade das crianças pequenas de construírem culturas na diversidade representa a criação de um conceito recente de infância, que começa a ser pensado e que traduz a inovação do tema dentro de uma escassa bibliografia e de inúmeras dificuldades, seja na busca por compreender o desenvolvimento como fenômeno da cultura, seja na negação da condição hierarquizada e etapista da construção dos sujeitos, pois crianças e adultas/os ocupam lugares ativos na história. Assim como aponta Chauí (1980), somente com a idéia de sujeitos históricos é que foi possível a elaboração de teorias e da realização de práticas de emancipação dos seres humanos. No campo educativo a infância, muitas vezes, é concebida de forma fragmentada em tantas áreas de desenvolvimento: cognitivo, social, afetivo, lingüístico, motor,... que a criança que se apresenta constitui-se por um conjunto de comportamentos e habilidades que, reunidos por articulações teóricas abstratas, parece desvinculada do social como alguém impermeável às relações de idade, de classe social, de etnia, de gênero - alguém que está apenas em processo de socialização e, portanto, numa trajetória de capacitação para a vida social, adulta, séria e produtiva. Esta noção de desenvolvimento psicológico a serviço da produção de saberes indispensáveis para a regulação disciplinar e social do curso de vida fornece seus critérios à Educação da infância, organizada de acordo com as exigências do mundo do trabalho nas sociedades capitalistas. A escolha destes critérios pode demonstrar uma naturalização da infância, estado precário e efêmero que deve encaminhar-se para sua resolução num tempo de 1 Espaços garantidos para crianças de 0 a 5 anos e 11 meses de idade, pela Constituição Brasileira de 1988, como dever do Estado (art. 208) e opção da família; definidos pelas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) como Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, também composta pelo Ensino Fundamental e Ensino Médio. 4 estabilidade e maturidade, por meio do acúmulo de experiências e de conhecimentos que caracterizam a vida adulta (como se esta não fosse também provisória). Em estado imperfeito, posto que transitória, inacabada, a infância, assim qualificada na linearidade do tempo cronológico, parece autorizar a opressão, a dominação, o controle e o adultocentrismo (PERROTTI 1982). A escolarização precoce, a didatização do lúdico e o furto da infância em nome das aprendizagens lógicas e racionais, negam às crianças pequenas o jogo e a brincadeira como experiências estéticas, como criação de possibilidades de questionamentos da realidade e de criação de novas possibilidades através das suas manifestações artísticas (RICHTER 2002). Por isso, é preciso: (...) ousar, ir ao encontro da linguagem como expressão criativa do ser, onde o sujeito não se anula e nem se desfaz (JOBIM e SOUZA 1996,55). Para Larrosa (2002), as relações que as crianças estabelecem na cultura não se reduzem a simples capacidade ou incapacidade de interação, pois o que está em jogo é uma compreensão da noção de experiência (a experiência da escola, da cidade, do teatro, da família, da rua, etc.), enquanto maneiras de viver e construir o mundo, mais amplas que as formas impostas de socialização e de incorporação do mundo. Existe, portanto, uma relação intrínseca entre cultura e experiência. Sob esta perspectiva, os processos educativos e as relações sociais que as crianças estabelecem na diversidade não podem ser compreendidos apenas em termos lingüísticos ou de cognição, mas também, em torno das experiências de classe social, de gênero, de idade, de etnia e das culturas que crianças e adultos/as estão produzindo, pois: (...) os significados elaborados pelas crianças são qualitativamente diferentes dos adultos, sem por isso serem menos elaborados ou errôneos e parciais (COHN 2005, 33-4). Em minha pesquisa de doutorado (PRADO 2006), continuei atenta para a capacidade de as crianças pequenas e pequenininhas, em contextos educativos e públicos de Educação Infantil, expressarem-se através de múltiplas linguagens (choros, olhares, gestos, balbucios, risadas, silêncios, toques, falas, movimentos, etc.), não apenas através da fala, investigando suas manifestações e expressões culturais, e observei sua capacidade de transgressão, de sociabilidade, de invenção e criação de propostas de brincadeiras não previstas pelas professoras, de construção de regras com liberdade, de continuidade das brincadeiras em dias alternados, de escolha de parceiros distintos (professoras, crianças, maiores, menores, meninas, meninos) para atividades também distintas (descanso, desenhos, refeições, danças, banho, parque, etc.), estabelecendo relações afetivas diversificadas, contrariando outros campos do conhecimento que 5 pesquisam esta faixa etária revelando e confirmando a existência de uma (várias) condição (ARENDT 1993) infantil, para além de uma (única) natureza infantil. Em 2008, ingressando como professora junto à FEUSP/SP, na área da infância, desenvolvi a pesquisa: Alegria, brincadeira e Arte?: um estudo sobre experiência estética, educação e culturas infantis entre crianças pequeninhas em creche universitária, na continuidade de busca pela ampliação do conceito de infância, especialmente, a partir daquelas/es que iniciam um diálogo entre o campo das Artes, da Educação, com as experiências sensíveis e estéticas infantis e adultas (BARTOLOMEIS 1998, FARIA 1999, RICHTER 2004, GOBBI 2004, etc.). Pensar sobre a articulação entre o campo antropológico e o campo das Artes, todavia, é conceber as culturas infantis como mediação e eleger a brincadeira e as experiências estéticas, poéticas e artísticas das crianças pequenas como categorias de análise das expressões e manifestações culturais infantis, aquelas que não se dão somente em obras materiais, mas também na capacidade de as crianças transformarem a natureza e de estabelecerem relações sociais múltiplas e diversas. As culturas infantis manifestam-se como aberturas para novas formas de ver e compreender a infância e seu significado, tanto para as próprias crianças como para além delas, são comportamentos, formas, expressões, sentimentos, estéticas e expectativas que chegam até nós não só verbalmente, mas por meio de representações, imagens e impressões que emergem do conjunto da dinâmica social (FERNANDES 1979). Desde 2009, portanto, passei a coordenar o Grupo de estudos: Pesquisa e Primeira infância: Linguagens e Culturas infantis (FEUSP/SP), que privilegia o desenvolvimento de metodologias de pesquisas com crianças pequenas e bem pequenas, em contextos coletivos e educativos, na esfera pública, como em instituições de Educação Infantil (creches e pré-escolas), e fora delas, como em contextos artísticos, de educação não formal, teatros, parques, assim como, com as/os profissionais da primeira infância. As temáticas centrais dos estudos e discussões do grupo, a partir dos campos da Educação e Ciências Sociais (como a Antropologia e a Sociologia), na interface com as Artes na primeira infância, em especial, com a Dança e com o Teatro, partem da concepção de que as crianças têm direito de protagonizar uma sociedade e uma educação emancipatória, pois são produtoras e não somente reprodutoras de culturas, desde o nascimento capazes de manifestações e expressões culturais e artísticas em diferentes linguagens, especialmente, as do corpo, dos gestos, dos movimentos, da brincadeira! Os objetivos das pesquisas buscam conhecer quem são as crianças, o que elas estão produzindo na diversidade (de classe social, gênero, idade, geração, etnia, etc.), suas linguagens, manifestações expressivas, artísticas e culturais, como também, o que as/os profissionais da 6 infância (professoras/es, pesquisadoras/es, artistas) têm aprendido com elas e as implicações destes conhecimentos para a construção de uma Educação da infância que respeite o direito de crianças e adultas/os ao convívio com as diferenças, à formação humana permanente, às múltiplas expressões e dimensões humanas, ao movimento, à dança, ao teatro, à invenção e à ousadia. Dentre elas, destaco as pesquisas de Sousa (2010, 2014) sobre as linguagens teatrais e cênicas na Educação Infantil e de Silva (2012, 2014) sobre o Teatro para e com bebês no Brasil. Desde então, passei a acompanhar a produção de espetáculos de grupos e/ou companhias brasileiras de dança e de teatro para crianças pequenas e bem pequenas, dentre elas, destaco a Cia. Balangandança (São Paulo/SP) que, desde 1997, é pioneira em unir arte e educação para discutir a linguagem corporal da criança com espetáculos inovadores 2, os Grupos Ventoforte 3 e Sobrevento 4 (São Paulo/SP), também pioneiros no Teatro para bebês, o Grupo Lagartixa na Janela (São Paulo/SP) 5 e a Cia Tugudum 6 (Campinas/SP), com premiados espetáculos de dança contemporânea para bebês, no Brasil; além de participar de encontros, congressos, espetáculos e festivais como do Festival Visioni di futuro, visioni di Teatro, junto ao Teatro Stabile d Innovazione per Infanzia e Gioventù: La Baracca Testoni Ragazzi, em Bolonha/Itália (2009), nos Festivais Internacionais Paidéia de Teatro para Infância e Juventude: uma janela para a utopia, em São Paulo/SP, do Festival Internacional para Niños y Jóvenes, em Córdoba/Argentina (2014), assim como, pretendo participar do IV Foro Internacional de Investigadores y Críticos de Teatro para Niños y Jóvenes, em Buenos Aires/AR, em julho, deste ano de 2016, com apresentação de trabalho. Em 2010, formulei e apresentei a disciplina optativa: Artes e Educação Infantil II: dança e teatro, junto ao curso de Pedagogia (FEUSP/SP). Por possuir características experimentais, dada sua construção ainda incipiente, mas de importância emergente no campo da formação de professoras/es da Educação Infantil, em cursos de graduação em Pedagogia e fora deles, a disciplina foi colocada em observação e análise constantes, no projeto de pesquisa que desenvolvo, desde então, Educação Infantil, corpo e Arte: dança e teatro na formação em Pedagogia, que corresponde às investigações sobre a dança e o teatro na educação da primeira infância e na formação das/os suas/seus profissionais, na busca por caminhos possíveis para 2 Em acessado em Em acessado em Em acessado em Em https://lagartixanajanela.wordpress.com/, acessado em Em acessado em experiências corporais, artísticas, criativas e estéticas na formação (PRADO; SOUZA 2011, GOETTEMS; PRADO 2014). Na Pós-Graduação em Educação (FEUSP/SP), formulei e ofereci a disciplina: Pesquisa com crianças, culturas infantis e educação dos corpos na primeira infância (2013 e 2014) e, mais recentemente, Educação de Corpo Inteiro (2015 e 2016) 7, buscando caminhos de reflexão e de apropriação das culturas do corpo, portador de múltiplas linguagens e central para o entendimento e desvelamento das problemáticas emergentes nos processos educativos atuais e para a produção do conhecimento cientifico no campo da Educação, através das diferentes formas de expressões e manifestações culturais e artísticas na formação científica, profissional e humana, promovendo encontros e experiências corporais e artísticas entre estudantes e artistas, levando as/os artistas até a Universidade, como também, as/os estudantes até os/as artistas. Com este mesmo objetivo, o presente projeto de pesquisa para meu pós-doutoramento busca aprofundar minhas investigações sobre as experiências formativas em dança e teatro na Educação da primeira infância, na formação inicial em Pedagogia, na pós-graduação em Educação e fora delas, como nos cursos de formação continuada de professoras/es, nos teatros, em centros artísticos e culturais, em grupos e companhias artísticas, em festivais e espetáculos de dança e teatro para crianças, etc.; refletir e discutir sobre a construção dos corpos nas danças e teatros das culturas infantis, no sentido de consolidar uma educação de corpos inteiros (PRADO 2015), dos movimentos, das gestualidades, das linguagens táteis, pele-pele, das brincadeiras, das performances e das diferentes formas de expressões e manifestações artísticas, como um dos fundamentos (em construção) da educação da primeira infância e, portanto, da formação de suas/seus profissionais (professoras/es, pesquisadoras/es e artistas). A produção teórica e artística para crianças pequenas e bebês aponta para a necessidade de formação das/os adultas/os nas diferentes linguagens artísticas: dança, teatro, música, poesia, pintura, escultura, cinema, desenho, etc., concebendo as crianças para além das concepções desenvolvimentistas e centradas no indivíduo, no sentido de uma formação humana, solidária, diversa, sensível e poética (LAREDO 2003, CARNEIRO NETO 2003, SORMANI 2004, FRABETTI 2009, ACIOLY 2009). Ao conceber propostas artísticas, oficinas, cursos, espetáculos, festivais, etc., que vão ao encontro da sensibilidade estética das crianças pequenas e bem pequenas, as/os artistas têm revelado que buscam conhecer quem elas são, a partir de um 7 Em parceria com a Profª Drª Mônica Caldas Ehrenberg (FEUSP/SP). 8 olhar não hierarquizado, não infantilizado (SILVA 2012, 2014), tendo o corpo como princípio (BOLONHESE 2003) e os olhos livres para as suas produções (GOBBI 2007). Para isso, pretendo investigar a produção artística e formativa em dança e teatro para crianças pequenas e para a formação docente e artística, junto ao Projeto Verdanzar, composto por artistas uruguaias/os, da cidade de Montevideo/UR, para conhecer e analisar as concepções de suas/seus artistas sobre infância, Dança e Teatro na primeira infância e na formação continuada de docentes e artistas, desde o processo de criação e de organização dos cursos, oficinas, festivais e espetáculos, até sua realização e encenação, estabelecendo um diálogo analítico com a produção recente do campo da Educação Infantil e das Artes na infância, especialmente, com a dança e o teatro, no encontro entre profissionais da infância, profissão que está sendo inventada (MANTOVANI; PERANI 1999), no sentido de consolidar uma comunicação com as crianças para além do verbo (BECCHI 1994), negando a didatização das Artes, a Pedagogia cognitivista, o Teatro escolarizante, a Dança estereotipada e a linguagem da palavra adultocêntrica. Nesta proposição, Verdanzar é um projeto latino americano consolidado, que oferece possibilidades de intercâmbio internacional frutífero para a ampliação dos estudos que o campo da Pedagogia do Teatro vem construindo no Brasil, como aqueles desenvolvidos junto à Escola de Comunicação e Artes da USP/SP, pela Profª Drª Elisabeth Lopes (LOPES 2014, 2011, 2010, dentre outros), e para a produção recente de pesquisas no campo da Pedagogia da Infância e da formação de suas/seus profissionais, na interface com as Artes na primeira infância, especialmente, com a Dança e o Teatro, como tenho desenvolvido junto à Faculdade de Educação da USP/SP, pois tem como objetivos: promover a circulação e o acesso às criações cênicas de dança e teatro para crianças, jovens, docentes e famílias, através de formações, oficinas e espetáculos; estimular a formação de novos públicos para a dança; difundir a dança e as artes cênicas para a infância e a juventude; fortalecer o vínculo Educação e Arte, impulsionando as instituições educativas; fomentar o interesse e a participação nas atividades ao público em geral; criar e fortalecer vínculos entre instituições, comunidade e coletivos artísticos; dar continuidade e desenvolver novas produções dirigidas ao público alvo e consolidar o projeto junto à agenda cultural e educativa nacional 8. 8 Tradução da pesquisadora. Em acessado em 10/03/ 1. Problematização e Justificativa A temática aqui proposta não é inédita no campo da Educação. Entretanto, o que se observa é a fragilidade das instituições infantis e de formação de profissionais da infância em relação ao respeito e à consideração às culturas infantis que estão sendo produzidas na diferença, por meninos e meninas pequenas, a partir de suas corporeidades, gestualidades, movimentos, brincadeiras, linguagens e performances (PRADO; SOUZA, 2011). Faz-se necessária uma outra formação profissional docente (formação+ pesquisa = inovação), também sofisticada, e uma pedagogia para a infância que não seja apenas sinônimo de ler e escrever, que não faça da palavra um atalho para o conhecimento (MALAGUZZI 1988), com professores(as) capazes de trabalhar com idades misturadas, em duplas de adultos sem hierarquia, alfabetizados nas cem linguagens, críticos das pedagogias espontaneístas e cognitivistas, superando os binarismos, o adultocentrismo, o sexismo, o racismo, enfim todos os preconceitos
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