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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA CURSO DE BACHARELADO EM ZOOTECNIA

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA CURSO DE BACHARELADO EM ZOOTECNIA A IMPORTÂNCIA DA SELEÇÃO DO EQUINO PARA A PRÁTICA EQUOTERAPÊUTICA. RAIRON MELO DE
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA CURSO DE BACHARELADO EM ZOOTECNIA A IMPORTÂNCIA DA SELEÇÃO DO EQUINO PARA A PRÁTICA EQUOTERAPÊUTICA. RAIRON MELO DE AGUIAR Boa Vista RR 2017 RAIRON MELO DE AGUIAR A IMPORTÂNCIA DA SELEÇÃO DO EQUINO PARA A PRÁTICA EQUOTERAPÊUTICA Trabalho acadêmico apresentado como prérequisito para a conclusão do curso de Bacharelado em Zootecnia, da Universidade Federal de Roraima. Orientadora: Profª Drª Denise Ribeiro Melo Boa Vista, RR 2017 RAIRON MELO DE AGUIAR A IMPORTÂNCIA DA SELEÇÃO DO EQUINO PARA A PRÁTICA EQUOTERAPÊUTICA Trabalho de conclusão de curso apresentado como pré-requisito para obtenção do curso de Bacharelado em Zootecnia da Universidade Federal de Roraima. Defendida em 15 de fevereiro de 2017 e avaliada pela seguinte banca examinadora: Profa Dra Denise Ribeiro de Melo Orientadora/Curso de Zootecnia UFRR Prof. Dr. Jalison Lopes Curso de Zootecnia UFRR Prof. Dr. Francisco Edson Gomes Curso de Zootecnia UFRR AGRADECIMENTOS Agradeço, primeiramente, a Deus por ter me dado saúde e força em todos os momentos da vida. A minha mãe Neide por ter me apoiado nos momentos mais difíceis e a minha esposa, Lauricélia, por ter contribuído para a realização deste trabalho. Ao professora orientadora Denise que incentivou em vários momentos e intermediou o conhecimento tornando o aprendizado prazeroso e contribuindo para meu amadurecimento profissional e acadêmico. RESUMO A Equoterapia é um método terapêutico amplamente praticado na melhora de pacientes com deficiência. Diante desta realidade a proposta deste estudo consiste em descrever a relação entre as especificidades do animal e os benefícios/ganhos que podem trazer para os praticantes da Equoterapia além de descrever o cavalo e suas especificidades relacionadas a prática de Equoterapia; investigar os movimentos dos animais em relação a melhora dos pacientes; levantar as práticas desenvolvidas com os animais no tratamento de pessoas com necessidades especiais. Para esta finalidade foi realizada uma pesquisa bibliográfica baseada em artigos, sinopses, periódicos, trabalhos de conclusão de curso relacionados ao assunto, apostilas de Equoterapia, livros científicos e sites com assuntos relacionados à pratica bem como a correta seleção do equino para utilização nesta prática. Podendo concluir que diante da seleção correta diante da especificidade do paciente o tratamento é de grande valia, trazendo ganhos ao paciente e a família. Palavras-chave: Equoterapia Método terapêutico Seleção do equino. RESUMEN La hipoterapia es un método de tratamiento ampliamente practicado en la mejora de los pacientes con discapacidad. Ante esta realidad el propósito de este estudio es describir la relación entre las características específicas de los animales y los beneficios / ganancias que pueden traer los profesionales de la terapia a caballo y para describir el caballo y sus especificidades relacionadas con la práctica de hipoterapia; investigar los movimientos de los animales para la mejora de los pacientes; aumentar las prácticas desarrolladas con los animales en el tratamiento de las personas con necesidades especiales. Para este propósito se llevó a cabo en su base una búsqueda bibliográfica, resúmenes, publicaciones periódicas, realización de cursos relacionados con el tema, folletos, libros científicos de hipoterapia y sitios web con temas relacionados con la práctica y la correcta selección del caballo para hacerlo. Puede concluir que, dada la correcta selección de un tratamiento específico del paciente es de gran valor, con lo que las ganancias para el paciente y la familia. Palabras clave: hipoterapia - método terapéutico - Selección de equino SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVO OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS REVISÃO DE LITERATURA CONCEITO E APLICAÇÃO DA EQUOTERAPIA O CAVALO NA EQUOTERAPIA A ESCOLHA DO CAVALO PARA A EQUOTERAPIA RELAÇÃO DO TIPO DE ANDADURA E SUA FUNÇÃO NA EQUOTERAPIA a) Passo b) Trote c) Galope MORFOLOGIA TEMPERAMENTO TREINAMENTO CONCIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 26 8 INTRODUÇÃO Em 1989 foi fundada a Associação Nacional de Equoterapia no Brasil, sendo reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em Amplamente difundida, a Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo como principal recurso na reabilitação de pessoas deficientes e pessoas com necessidades especiais, apresentando técnicas de equitação e práticas equestres associadas ao conhecimento técnico da equipe interdisciplinar da educação e saúde. Os critérios de seleção diante da personalidade dócil do animal são definidos pela andadura, morfologia, temperamento, a saúde, a doma e o correto treinamento são de fundamental importância para que se alcance o objetivo proposto para cada praticante, como a melhora do tônus muscular, ganho de controle motor, melhora da autoestima, entre outros. O Estado de Roraima possui em Centro de Equoterapia, O Centro Estadual de Equoterapia Thiago Vidal Magalhães Pinheiro (CEEQUO), localizado na BR 174, no Parque de Exposições Dandãezinho na Zona Rural de Monte Cristo. Este centro é atrelado a Secretaria Estadual de Educação e desporto (SEED). Com atividades são voltadas para pessoas com deficiência ou com necessidade especiais, atualmente estão sendo oferecidas 155 vagas. A equipe de profissionais que trabalham no centro é formada por auxiliar guia com dez condutores e os mediadores que são quatro fisioterapeutas, dois fonoaudiólogos, nove pedagogos, nove professores de Educação Física e dois psicólogos (GOVERNO DE RORAIMA, 2017). 9 2. OBJETIVO O objetivo do trabalho foi fazer um levantamento bibliográfico para aprofundar o conhecimento na relação animal-praticante e seus benefícios. Baseando-se através da pergunta problema que questiona: Qual importância da correta seleção do animal para a prática equoterapêutica? 2. 1 OBJETIVO GERAL Descrever a relação entre as especificidades do animal e os benefícios / ganhos que podem trazer para os praticantes da Equoterapia. 2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO Descrever o cavalo e suas especificidades relacionadas a prática de Equoterapia; Investigar os movimentos dos animais em relação a melhora dos pacientes; Levantar as práticas desenvolvidas com os animais no tratamento de pessoas com necessidades especiais. 10 3. REVISÃO DE LITERATURA A Equoterapia é hoje uma prática regulamentada, com requisitos mínimos e nome registrado, sendo inclusive reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Já é também incluída em alguns planos de saúde. E, aos poucos, aqueles que se dedicam à equoterapia (pessoas e entidades) começam a trabalhar o mais dentro das normas possíveis, para que tenham o benefício do uso da nomenclatura Equoterapia, respaldo legal, coberturas dos seguros de saúde (METZLER, 2012). 3.1 CONCEITO E APLICAÇÃO DA EQUOTERAPIA A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial (doenças causadas através de fatores biológicos, psicológicos e sociais) de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. (Associação Nacional de Equoterapia ANDE-BRASIL, 1989). É importante ressaltar que para a prática da equoterapia não há limites de idade e que, além de atender prioritariamente a pacientes portadores de deficiência física, intelectual e social, também atende a pessoas com stress, que vivem em espaços restritos, que não podem se beneficiar do contato com a natureza, agressivas, inseguras, entre outros (METZLER, 2012). A Equoterapia, modalidade terapêutica estruturada e sistematizada pela Associação Nacional de Equoterapia a ANDE, deve ser aplicada por profissionais das áreas de saúde, educação e equitação, de forma multidisciplinar. Mas a multidisciplinaridade exige o preparo de cada um dos profissionais em cada etapa do processo do tratamento equoterápico. Esta técnica é considerada também como um método fisioterapêutico e educacional, que utiliza o cavalo como instrumento cinesioterapêutico (técnicas terapêuticas que ajudam a pessoa a recuperar o movimento normal de determinadas partes do seu corpo) e agente pedagógico no tratamento e reabilitação dos pacientes portadores de deficiência física ou com necessidades especiais (Associação Nacional de Equoterapia ANDE-BRASIL, 2002). O conceito principal segundo Cittério (1999) a Equoterapia é um conjunto de técnicas reeducativas, a Equoterapia objetiva a superação de danos sensoriais, cognitivos e comportamentais, que por intermédio do cavalo, desenvolve atividades lúdico-esportivas. 11 Em outras palavras a ANDE conceitua a equoterapia como uma atividade terapêutica e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais. No Brasil, a prática da Equoterapia foi criada com três intenções, segundo Associação Nacional de Equoterapia, 2002, que são: 1) Homenagear a nossa língua mãe o latim o radical equo que vem de equus, que é a espécie Cabalus, isto é, o cavalo; 2) Homenagear o grego Hipócrates de Loo (377 a 458 a.c) que aconselhava a prática equestre como meio de regenerar a saúde, preservando o corpo. Empregou-se assim, a palavra terapia proveniente do grego Therapeia, parte da medicina responsável em aplicar o conhecimento técnico-científico no campo da reabilitação e reeducação; 3) A equoterapia para ser utilizada, necessita-se que o indivíduo esteja engajado nos princípios e nas normas fundamentais que norteiam esta prática no Brasil, facilitando desta forma o reconhecimento do método pelos órgãos competentes. Para Avilia (2001) os principais estímulos causados pela prática com cavalo são a aprendizagem, memorização e concentração, trabalhando a socialização, regulando o tônus muscular, além de estimular o equilíbrio e a boa postura corporal. Segundo Gavarini, (1995), apud Ferreira, (2008), a equoterapia pode ser uma terapia principal ou complementar, dependendo de sua patologia. O tratamento equoterápico pode proporcionar uma reabilitação global, uma vez que o indivíduo tem acesso a uma ajuda psicológica e psicossomática (doenças que procedem do mental e doenças que procedem do físico. Há relatos que tanto Hipócrates de Loo ( a.c.) como Galeno ( d.c.) recomendavam os exercícios a cavalo como forma de beneficiar a saúde do cavaleiro (ANDE, 2002). A datar de 325 d.c., múltiplos escritores médicos também foram favoráveis sobre sua utilização para o tratamento de doenças. Jerônimo Mercurialis, 1596, afirmou que a equitação exercita não só o corpo, mas também os sentidos em sua obra Da arte da gymnastica (FRASÃO, 2001). Em 1734, Charles Castel, médico e abade em Saint Pierre, criou uma cadeira vibratória (tremoussoir), que reproduzia movimentos semelhantes aos do cavalo ao passo (ANDE, 2002). Entretanto, foi Samuel Theodor de Quelmatz ( ), de Lipsia, quem referenciou pela primeira vez sobre o movimento tridimensional do dorso do cavalo (SEVERO, 2010).(apud ARAÚJO, 2014, p.13). Os objetivos da Equoterapia para pessoas com necessidades especiais descritos no (Centro de Equoterapia da Polícia Militar do maranhão - CEPMMA, 2016) são: 12 Melhorar o equilíbrio e postura; Trabalhar a amplitude de movimento global; Estimular as sensibilidades tátil, visual, auditiva e olfativa; Estimular cognição; Oferecer sensação de ritmo; Desenvolver a coordenação motora; Favorecer adequação postural; Regular rítimo respiratório. Ainda para o (Centro de Equoterapia da Polícia Militar do maranhão - CEPMMA, 2016) as indicações ao tratamento de ecoterapia envolvem principalmente: Lesões neuromotoras de origem encefálica ou medular; Patologias ortopédicas congênitas ou adquiridas por acidentes diversos; Disfunções sensórios motoras; Necessidades educativas especiais; Distúrbios: Evolutivos, comportamentais, de aprendizagem; emocionais, dentre outras. Segundo Teixeira (2001); Medeiros & Dias (2002), apud Ferreira (2008), as contra indicações relativas são: Alergia ao pêlo do cavalo; Epilepsia (controle medicamentoso das crises convulsivas assegurado); Síndrome de Down (verificação da instabilidade atlanto-axial); Espinha Bífida; Hiperlordose, na qual mesmo com uso de coxins de adaptação não se consegue o alinhamento pélvico; Hipertensão quando esta não for controlada; Subluxação de quadril; Medo excessivo; Atividade reflexa intensa, dificultando o posicionamento correto sobre o animal. Segundo Teixeira (2001); Medeiros & Dias (2002), apud Ferreira (2008), as contra indicações absolutas são: Fraturas não consolidadas; Estados de compressão de raízes nervosas; Escolioses progressivas com ângulos acima de 40º; Instabilidade atlanto-axial, presente principalmente na síndrome de Down; Terapia anticoagulante; Trombose com risco de embolia; Hemofilia; - Convulsões não controladas; Luxação do quadril; Cardiopatia grave; Osteoporose e osteogênese imperfeita. Porém é necessário atentar-se para o correto desenvolvimento desta atividade que com dito anteriormente envolve uma equipe multiprofissional e interdisciplinar envolvendo o maior número possível de áreas profissionais nos campos da saúde, educação e equitação. Especializados na reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiências e/ou necessidades 13 especiais, tais como: fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, professor de educação física, pedagogo, fonoaudiólogo, assistente social e outros (SANTOS, 2011). A equipe indicada deverá ter supervisão médica obrigatória, e fornecerá ao praticante desenvolvimento nos campos cognitivo, social, motor, equilíbrio, relaxamento ou contração muscular, conforme o estágio da patologia em que se encontra o paciente (SANTOS, 2011). Santos (2011), afirma ainda precauções que devem ser tomadas quanto ao atendimento, podendo semente ser iniciado mediante ao parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica. Há também as questões de avaliações clinicas importantes nos casos de contra-indicações nos casos da não avaliação pelo médico pessoal. A ecoterapia realizar-se em sessões tanto em grupo quanto de forma individualizada, sendo seu acompanhamento realizado de forma individual. Durante os atendimento a evolução do paciente é monitorada através de registros peródicos e sistemáticos. As indicações devem ser realizadas indicadas pelo médico junto com um atestado médico deverá ser solicitado junto ao encaminhamento para o tratamento equoterápico, a fim de não expor o paciente a nenhum risco (NASCHERT, 2006). Deve-se seguir critério de modalidades e especificidades dividindo-se em três programas diferenciados sendo eles: hipoterapia, educação/reeducação e pré-esportivo. Variando de acordo com o quadro clinico e autonomia física dos praticantes (LOPES e ROCHA, 1999). Já (FREIRE, 1999) acrescenta uma modalidade a mais e as caracteriza abaixo: a) Hipoterapia na qual o ritmo do cavalo e as oscilações do corpo, trazem benefícios físicos e psicológicos; b) Reeducação Eqüestre enfoca a coordenação global, onde o praticante deve ter o mínimo de autonomia; c) Pré esporte atividades feitas em grupo, havendo a necessidade de organização de espaço e tempo, que os preparam para uma inserção na sociedade; e d) Esporte o praticante pode participar de provas eqüestres, o que, traz benefícios para a socialização, organização espacial, regulação da própria agressividade, e uma melhora na estrutura da personalidade. Para Severo (2010) o tempo de duração e quantidade de vezes da prática semanal ele avalia fatores como o tipo de inaptidão, a idade do praticante, a habilidade física, a habilidade cognitiva e o uso de medicamentos deverão diante disso só depende das necessidades terapêuticas de cada praticante, conforme a fase da equoterapia determinada pela equipe técnica. Medeiros e Dias (2002) relatam que o tratamento é desenvolvido a partir de etapas interligadas entre a estrutura de cada sessão e tempo de tratamento. Por ser desenvolvido em longo prazo, um plano terapêutico individualizado deve ser traçado a partir de uma avaliação 14 das capacidades do praticante, que deve ser reavaliado constantemente. O foco dos objetivos da Equoterapia leva em consideração a situação familiar, escolar ou profissional do praticante, e quando os profissionais identificarem que o mesmo atingiu seus objetivos, o praticante deve receber alta do tratamento. É notório, que a prática da equoterapia promove aos praticantes estímulos que os auxiliam na superação das suas necessidades, e consequentemente os mesmos conseguem alcançar uma melhor condição de vida. 3.2 O CAVALO NA EQUOTERAPIA Chamados cientificamente de equinos, os cavalos são um animais de potente musculatura, vistos na antiguidade como força de tração e meio de transporte, relacionando-se com o homem a séculos e acompanhando sua evolução. Nos dias de hoje sendo utilizado para diferentes fins dos da época remota. O animal de grande porte e força, atualmente participa entre outras atividades como instrumento terapêutico na vida de pessoas com deficiências e necessidades especiais ajudando nos processos de habilitação/reabilitação e/ou educação/reeducação (POUSA, 2010). O cavalo é o instrumento facilitador, em um processo terapêutico, propõe uma abordagem interdisciplinar com estímulos vivenciais e um ambiente favorável. Uma prática reeducativa que atua para superar danos sensoriais, cognitivos e comportamentais, fazendo com que praticante crie uma nova imagem do seu corpo, favorecendo uma estruturação do eu, devido às informações recebidas da montaria (LIMA; COSTA, 2004). Wickert (2015) relatou a vantagem da utilização do cavalo. Fazendo com que o cavalo gere os movimentos e os transmita ao cavaleiro, desencadeando o seu mecanismo de resposta, na maioria dos casos em que o praticante seja incapaz de gerar os movimentos por si só, recebe este estímulo do animal. Apesar dos movimentos se processarem de maneira rápida, não impedem o seu entendimento pelo cérebro humano. Para Brentegani (2002) [...] há um melhoramento nos outros aspectos como o senso de limite e responsabilidade, o relacionamento interpessoal e casos de timidez, retração, hiperatividade, doenças de humor e depressão, entre outras deficiências apresentam sensível progresso. Segundo Rocha et. al (1996) apud Santos (2011) a utilização do cavalo em tratamentos possui vários objetivos envolvendo a parte motora, cognitiva e afetiva. Por este 15 motivo o treinamento do animal é de grande importância adaptando-o a necessidade de cada paciente. Treinamento este que deve ocorrer em ambiente diferente do habitual, em contato com a natureza fazendo com que o animal, que apesar do seu grande porte, da sua musculatura definida é dócil, sensível e de olhar expressivo sendo capaz de trocar afeto com o praticante, completando-se um ao outro, quando se trata de estímulos para a reação do equilíbrio e controle postural. Finalmente a característica mais importante para a Equoterapia é o que o passo produz no cavalo e transmite ao cavaleiro, impõe um deslocamento da cintura pélvica (quadril) da pessoa quando ela está sobre o animal. A adaptação a esse ritmo do andar do cavalo é uma das peças mestras da equoterapia. Este movimento é completado com pequena torção da bacia do cavaleiro que é provocada pelas inflexões laterais do dorso do animal. (Wickert, 2015). O passo do cavalo produz e transmite ao cavaleiro, uma serie de movimentos sequenciados e simultâneos, que gera o movimento tridimensional, que se traduz, no plano vertical, em um movimento para cima e para baixo; no plano horizontal, em um movimento para a direita e para a esquerda, segundo o eixo transversal do cavalo e um movimento para frente e para trás, segundo o seu eixo longitudinal. (Associação Nacional de Equoterapia ANDE-BRASIL, 2012). Este movimento tridimensional supracitado foi estudado e descrito pela primeira vez em 1747, pelo médico alemão Samuel Theodor Quelmalz no qual Pousa (2010) descrev
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