Documents

UNIVERSIDADE_FEDERAL_DO_MATO_GROSSO_INST.docx

Description
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA PSICOLOGIA SOCIAL III Elimara de Souza Pereira NOTA DE LEITURA A opinião e as massas Gabriel Tarde Cuiabá 2013 Nota de leitura Autor: Gabriel Tarde Título: A opinião e as massas Título original: L´ opinion et la foule Tradução: Eduardo Brandão Livraria Martinz Fonte
Categories
Published
of 8
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSOINSTITUTO DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DEPSICOLOGIAPSICOLOGIA SOCIAL III Elimara de Souza Pereira NOTA DE LEITURA A opinião e as massasGabriel Tarde Cuiabá 2013    Nota ! !itu#a Auto#$  Gabriel Tarde T%tu o$  A opinião e as massas T%tu o o#i&i'a $  L´ opinion et la foule T#au()o$  Eduardo Brandão Li*#a#ia Ma#ti'+ Fo't!, Eito#a - S)o Pau o . SP /#a,i  200 Introdução Gab#i! Ta#!. t!#io a o4i'i)o Nessa obra Gabriel Tarde propõem os primeiros elementos de umai!nia da opinião publia de aordo om Tarde as ideias não são dapessoa os in#entores são apenas um instrumento pelo $ual as ideias semanifestam para soiedade% &%%% as ideias ou opiniões não as de seu &autor' pois não são propriamente in#entadas( aberia antes dizer $ue sãodesobertas ou se)a simplesmente trazidas a luz%' *p%+,Para Tarde as ideias estão ali e elodem são dadas aos seus&in#entores' - um ruzamento feliz num -rebro inteli.ente% /'ruzamento feliz' diz respeito a enontrar a id-ia pois essa )0 e1iste nomundo% &Assim no#as opiniões as no#as atitudes nãosão o puro produto de uma razão partiular mesmo$uando fosse admitida razoa#elmente a in2uenia domeio passado da formação da disussão et% Elas nãosão o produto da razão no sentido de $ue não pro#emdessa razão não enontra ori.em nela a ori.em de suae1ist!nia mas simplesmente a ori.em dare#elação%'*p%34,Em relação a propa.ação das opiniões Tarde diz $ue ela se da pelaimitação $ue - o prinipio da onstituição das omunidades 5umanas e asoiedade - de6nida omo &uma oleção de seres na medida em $ue estãose imitando entre si%' Essa imitação pode ser eleti#a inonsiente ompuls7ria ou espont8nea e - isso $ue transforma a desoberta em umfato soial% 9 a id-ia de um $ue se torna pro.ressi#amente id-ia de muitos%Para Tarde a imitação #em da su.estão $ue - uma forma de 5ipnotismo%  Então toda a autonomia $ue remos ter não passa apenas deimitação ideias $ue )ul.amos nossas são apenas ideias de um .rupo &%%% nosindi#:duos do sentimento de autonomia embora sem saber eles se)amaut;matos' *p%3<,%A partir desse proesso a no#a id-ia a ino#ação #ai tomando lu.ar darença dominante a ter ser ela a pr7pria opinião dominante e $ue numfuturo tamb-m ser0 desartada% =m oneito de opinião planet0ria - oloado omo uma id-ia $ue sepropa.aria instantaneamente &Ela se propa.aria instantaneamente emtodos os -rebros se sua similitude fosse perfeita e se eles seomuniassem entre si om uma ompleta e absoluta liberdade'*p%3>,%Atualmente a propa.ação das ideias - muito r0pida pois a partir dain#enção da imprensa as ino#ações passaram a se difundir maisrapidamente e 5o)e em dia temos essa difusão $uase $ue imediata e issonão aonteia anteriormente om os loais afastados e isolados 5o)e adistania .eo.r06a )0 não e1iste mais temos a.ora a possibilidade daopinião planet0ria% &As soiedades do passado anteriores are#olução industrial esta#am isoladas muito al5eiasumas em relação ?s outras% *%%%, tais unidades deultura espei6as eram menos propensas a setransformar( o ostume pre#aleia lar.amente entãosobre a moda *%%%, A modernidade põe 6m ao reinadoabsoluto do imobilismo%'*p%3@,A e1tensão da informação da id-ia ou in#enção esta li.ada a#eloidade o pro.resso da omuniação faz om $ue todos se)am afetadospela omuniação a luta entre ostume e moda permanee e o $ueperebemos a.ora - uma #olatilidade e fra.ilidade das ideias muitas ideiassur.em mas passam rapidamente não se mant!m e isso - umaarater:stias o mundo ontempor8neo %&A opinião - assimilada a um onsumo dependente omo este damoda da imitação do .osto de um momento a idade da posição soialet% Passamos da opinião disutida ? opinião onsumida' *p%3+, Tarde diz $ue não a possibilidade da oe1ist!nia de opiniõesontradit7rias e $ue tão pouo uma soiedade poderia suportar a aus!nia  de uma opinião omum assim a imitação aarreta a propa.ação dosomportamentos soiais e sua adoção pela maioria% Para ele a omunidadenão in#enta seu destino% &/ destino do .rupo não - indeterminado masest0 por on5eer( não enontra nas mãos dos membros $ue teriam toda aliberdade para de6nilo mas )0 est0 esrito no orpo soial e ada indi#:duo )0 - seu portador embora sem saber%' *p%4, Gabriel Tarde não apro#a o #oto uni#ersal &sufr0.io uni#ersal' paraele o #oto não tem nen5um #alor pol:tio ele umpre uma função soial ade informal a soiedade sobre si mesma% A respeito da estat:stia ele fala deomo ela - fal5a pois - intermitente s7 sabe a opinião publia emdeterminados per:odos e a $uestão dos fatores $ue se podem medir $ual$uer aspeto não mensur0#el 6a fora não são re.istrados perebidos%&*%%%, no fundo das oisas a medir estatistiamente enontramse$ualidades internas renças e dese)os tudo o $ue - pri#ado desse pri#il-.iode mensurabilidade e $ue no entanto seria Ctil on5eer%'*p%4+,Por isso seria neess0rio aprimorar os instrumentos da estat:stia para $ue ela passe a mostrar esses aspetos tão importantes mostrar osefeitos fa#or0#eis ou pre)udiiais produzidos pela imitação% & A estat:stiatornase uma #erdadeira instituição soial de interesse .eral $ue para issoser0 assumida pelo Estado omo o - preisamente a or.anização dosufr0.io% &*p%<D,  Tarde - o primeiro a teorizar sobre a relação soial de massa a $ualele 5ama de pCblio o ob)eto de estudo passa a ser a opinião publia aopinião partil5ada passando assim a ser um ob)eto da i!nia soial% apitulo I O 45b io ! a 6u ti)o Primeiramente não podemos onfundir a multidão om pCblio nesseapitulo ele se propõem a falar de suas diferenças e e1pliar de ondeproede o pCblio omo ele nase omo se desen#ol#e suas #ariedadessuas relações om seus diri.entes e suas relações om a multidão% / pCblio não se ria pela a.lomeração de pessoas não - neess0riaa apro1imação dos orpos%
Search
Similar documents
View more...
Tags
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks