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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO DE BACHARELADO EM ZOOTECNIA AVICULTURA DE CORTE EM UMA COOPERATIVA DO SUDOESTE DO PARANÁ

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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO DE BACHARELADO EM ZOOTECNIA ALEXSANDRO TAUCHERT AVICULTURA DE CORTE EM UMA COOPERATIVA DO SUDOESTE DO PARANÁ RELATÓRIO DE ESTÁGIO DOIS VIZINHOS 2013 ALEXSANDRO
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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO DE BACHARELADO EM ZOOTECNIA ALEXSANDRO TAUCHERT AVICULTURA DE CORTE EM UMA COOPERATIVA DO SUDOESTE DO PARANÁ RELATÓRIO DE ESTÁGIO DOIS VIZINHOS 2013 ALEXSANDRO TAUCHERT AVICULTURA DE CORTE EM UMA COOPERATIVA DO SUDOESTE DO PARANÁ Relatório de Estágio, apresentado ao Curso de Bacharelado em Zootecnia, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos, como requisito parcial para a conclusão da disciplina de Estágio Curricular Obrigatório. Orientador: Prof. Me. Valter Oshiro Vilela. DOIS VIZINHOS 2013 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus e a minha família, especialmente meus pais que sempre me deram apoio nas horas difíceis. Agradeço ao gerente do fomento avícola da cooperativa Coasul Joarez Carlos Gobbi que disponibilizou a vaga de estágio, ao meu supervisor Edeomar Reolon e também aos extecionistas que acompanhei a campo, sendo eles Tiago Mattei Paini, Ricardo Parcianello, Cândida Caragnato, Adriano Ricardo Rodrigues dos Santos, Cristiane Chiuchetta, Marcio Reolon e Ivandro Api. Agradeço Também ao meu orientador dentro da universidade o professor Me. Valter Oshiro Vilela. APRESENTAÇÃO Nome do Estagiário: Alexsandro Tauchert R.A: Instituição de Ensino: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR Curso: Zootecnia Período: 9 Título do Relatório: Avicultura De Corte Em Uma Cooperativa Do Sudoeste Do Paraná. Local de realização do estágio: COASUL COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL, Fomento Avícola Inicio do Estágio: 27/05/2013 Termino do Estágio: 06/08/1013 Duração total do período: 360 Horas RESUMO O Estágio Curricular Obrigatório do curso de Zootecnia foi realizado na empresa COASUL Cooperativa Agroindustrial, situada no município de São João - Paraná, na área de assistência técnica em avicultura de corte. A realização do estágio foi no período de 27 de Maio à 06 de Agosto de 2013, totalizando 360 horas. Nesse período foram realizadas visitas técnicas nas propriedades dos cooperados, pelo acompanhamento dos extencionistas. As visitas técnicas tinham por objetivo de acompanhar o desenvolvimento das aves e aprimorar os métodos de criação nos aviários. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DESCRIÇÃO DA EMPRESA ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Visitas de Pré - Alojamento Visitas de Alojamento Visitas de Rotina Swab Visitas de Pré-abate Carregamento CONSIDERAÇÕES FINAIS ÁREA DE IDENTIFICAÇÃO COM O CURSO CONCLUSÕES ANEXOS... 20 7 1 INTRODUÇÃO O Estágio Curricular Obrigatório em Zootecnia foi realizado na empresa Coasul Cooperativa Agroindustrial, situada na cidade de São João Paraná, no período de 27 de maio a 06 de agosto de 2013, totalizando 360 horas. Este estágio foi supervisionado pelo médico veterinário Edeomar Reolon, e sob orientação do professor Me. Valter Oshiro Vilela. Neste relatório serão apresentadas as técnicas de manejo das aves realizadas durante o período de estágio. 8 2 DESCRIÇÃO DA EMPRESA Em 1969 foi fundada a Cooperativa Agropecuária Sudoeste LTDA, que anos depois passou a se chamar COASUL. Desde a sua fundação a cooperativa vem expandindo sua área de atuação através da implantação de entrepostos em praticamente toda a Região Sudoeste do Paraná e extremo Oeste de Santa Catarina, priorizando sempre atender seus associados. Esta cooperativa presta serviços de transporte, recepção, secagem, armazenagem e beneficiamento de grãos, possui uma rede de supermercados, fornece insumos, maquinários, ferramentas e assistência técnica a seus cooperados. Em 2005 foi inaugurada a primeira fábrica de rações e em 2007 a cooperativa alterou a sua razão social para Coasul Cooperativa Agroindustrial. Em 2009 a Coasul entrou para o ramo de avicultura, com a inauguração da fábrica de rações para frango de corte e alojamento do seu primeiro lote de frangos em São João/PR, com abate em Cascavel/PR em parceria com a cooperativa Coopavel. A inauguração de seu frigorífico aconteceu em dezembro de 2010, levando aos seus produtos a marca LeVida. Em julho de 2012 o quadro social da empresa era composto por 5374 associados e 1591 trabalhadores. Atualmente a Coasul tem um total de 142 cooperados integrados na avicultura de corte, correspondendo a 204 aviários e totalizando m² de área construída, localizados na Região Sudoeste do Paraná. A capacidade de alojamento gira em torno de aves e a capacidade de abate em torno de frangos por dia. Os produtos com a marca LeVida ja estão presentes em 22 estados brasileiros e também são exportados para 28 países, com padrão de qualidade reconhecido até pela União Européia. 9 3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS O estágio curricular obrigatório foi realizado na área de fomento e assistência técnica em avicultura de corte na empresa Coasul Cooperativa Agroindustrial, sob supervisão do Médico Veterinário Edeomar Reolon. As visitas técnicas nos aviários sempre foram acompanhadas dos veterinários extensionistas, sendo eles: Ricardo Parcianello, Adriano Rodrigues dos Santos, Candida Caragnato, Cristiane Chiuchetta, Tiago Paini, Marcio Reolon e pelo zootecnista Ivandro Api. Os trabalhos no fomento avícola realizavam-se das 07h40min às 12h00min e das 13h30min às 18h00min, com uma equipe de trabalho composta por quatro veterinários extensionistas, um zootecnista extencionista e responsável pelo carregamento e transporte das aves, um médico veterinário sanitarista, um médico veterinário responsável pela expansão rural, dois programadores de alojamento e abate e um responsável pela logística do fomento avícola. Paralelo à equipe do fomento trabalhavam mais quatro funcionários, para o recebimento de grãos e pesagem da ração destinada aos avicultores, e uma zootecnista que realiza os exames bromatológicos dos produtos que chegam para a fábrica de ração. Nos primeiros dias do estágio acompanhei um treinamento no Aviário Escola da Cooperativa, auxiliando o Médico Veterinário Marcio Reolon na orientação dos produtores. Durante o treinamento foi distribuído aos produtores um manual de criação, o qual aborda todos os manejos e atividades que devem ser desempenhadas durante o período de criação das aves e também no vazio sanitário após a saída dos animais. Ao final do treinamento todos os participantes auxiliaram na preparação para o alojameto dos frangos no Aviário Escola. Após este período de treinamento, passei a acompanhar os extensionistas em suas visitas aos produtores integrados, sendo a maior parte dessas visitas de rotina e, eventualmente, algumas visitas para verificação de algum tipo tipo de anomalia detectada pelo avicultor onde havia a solicitação de um técnico especializado. Os municípios visitados foram: São João, Sulina, Dois Vizinhos, Salto do Lontra, Nova Esperança do Sudoeste, Boa Esperança do Iguaçu, São Jorge D`Oeste, Quedas do Iguaçu, Três Barras do Paraná, Espigão Alto do Iguaçu, Francisco Beltrão, Verê, Itapejara d oeste, Chopinzinho, Bom Sucesso do Sul, Coronel Vivida, Saudade do Iguaçu, Laranjeiras, Rio Bonito do Iguaçu e Marmeleiro. 10 A fim de respeitar os aspectos de biosseguridade e também para evitar a transmissão de patógenos de um aviário e outro, utilizavam-se botas plásticas descartáveis antes de sair do veículo até a entrada do aviário, onde este par de botas era sobreposto por outro ao entrar na instalação. Esse procedimento foi realizado em todas as visitas técnicas. 3.1 Visitas de Pré-alojamento Para o pré-alojamento, ou seja, nos dias que antecedem ao alojamento, é verificado se o aviário apresenta-se em condições de receber os paintinhos, se foi realizado o manejo correto da cama, colocação de maravalha e o espaçamento da pinteira (Figura 1). Também se verifica a vazão do nipple e altura, se os comedouros estavam a uma altura adequada e quantidade de ração até a borda do prato, e a temperatura interna do aviário. Nas primeiras horas no galpão é de extrema importância que os pintinhos tenham acesso facilitado à água fresca e potável e ração para que os mesmos tenham um desenvolvimento inicial satisfatório. Caso contrário, poderá ocorrer desidratação ocasionada pelas altas temperaturas internas do galpão e o frágil metabolismo do pintinho e também baixos rendimentos produtivos e desuniformidade das aves se não A maravalha deve ser seca e livre de contaminantes, onde uma das suas funções é justamente evitar que o pintinho tenha contato direto com a cama velha que possui uma carga bacteriana alta, visto que os pintinhos são alojados com poucas horas de vida e que seu umbigo não está completamente cicatrizado, deste modo diminui-se a incidência de onfalites. A maravalha também possui a finalidade de absorver a umidade das excreções, atuar como isolante térmico entre as aves e o piso e reduzir a incidência de calos de pata, os quais são mais expressivos nos primeiros dias de vida. O aquecimento da pinteira em épocas mais frias deve iniciar de 12 a 24 horas antes do horário previsto para o alojamento, pois dessa forma a cama atinge a temperatura desejada para a chegada dos pintainhos. Os pintainhos são muito sensíveis e possuem baixa eficiência do sistema termo-regulador em seus primeiros dias de vida e por isso não devem sofrer estresse térmico e nem variações bruscas de temperatura. Visitas de Alojamento O alojamento inicia-se com a chegada dos pintainhos, onde os mesmos são descarregados dos caminhões em caixas de plástico e colocados sobre o papel, previamente posto (Figura 2), conferindo a quantidade de caixas. Nesta ocasião deve-se fazer uma contagem utilizando uma amostra de cinco ou seis caixas, pois cada caixa deve conter aproximadamente 100 pintainhos. Nos três primeiros dias após a chegada dos pintinhos era efetuada a visita de alojamento, com o objetivo de verificar a temperatura, a umidade e o espaçamento adequado. A qualidade da água utilizada para a criação foi um dos fatores de maior atenção. Exames laboratoriais eram realizados para a verificação completa de todos os atributos existentes em cada propriedade. Para manter uma temperatura agradável na água para o consumo, os avicultores eram orientados a realizar o flush para renovar a água que deveria ficar entre 20º e 25ºC. A altura do nipple deveria ficar próximo à altura dos olhos dos pintinhos (Figura 3). O Quadro 1 (ANEXO II) indica a vazão do nipple conforme as semanas de desenvolvimento das aves. Quando havia aumento da vazão da água na primeira semana, este provocava a desidratação dos pintinhos, causando maior índice de refugagem, pois o bico do nipple fica mais difícil de destravar para liberar a água. Nas semanas subsequentes acarretava no aumento de umidade na cama devido a erros de ajuste de vazão. Os comedouros também eram vistoriados, os quais deveriam estar com a base enterrada na maravalha, para facilitar o acesso dos pintainhos, e o volume de ração próximo à borda (Figura 4), além disso, era colocado papel rolo na área da pinteira próxima dos nipples para auxiliar na disponibilidade da ração, justamente pela proximidade da fonte de água. Apartir do terceiro dia de alojamento os produtores eram orientados a mexer a cama diariamente e retirar cascões e pelotas de umidade para diminuir a incidência de calos de pata e de peito, este manejo é de extrema importância e reflete nos lucros para o produtor, pois o calo de pata começou a ser descontado no dia 01/07/13 dos produtores que apresentarem mais de 25% de incidência de calosidades no lote. Verificou-se o tempo de ventilação mínima, para as trocas gasosas, que quando não era feito corretamente, promovia um abafamento do ambiente, diminuindo o 12 desempenho dos pintinhos e em alguns casos causava a cegueira por conta da alta concentração de amônia (NH4). Aconselhava-se então melhorar o tempo de ventilação mínima e o controle da temperatura, principalmente no inverno já que os grupos de exaustores trabalham menos nesta época. Saindo do aviário, o veterinário responsável pela orientação do avicultor realizava o preenchimento do checklist, baseado nas informações fornecidas pelos avicultores, número total de pintinhos, linhagem, hora da chegada ao aviário e vacinação realizada no incubatório. O GTA (Guia de Trânsito Animal) era deixado na propriedade. Caso a mortalidade ultrapassasse 10% da quantidade inicial de frangos alojados, a SEAB (Secretaria da Agricultura e Abastecimento) era comunicada para que houvesse a liberação do lote para o abate, após uma vistoria e certificação de que a mortalidade não foi causada por doenças como Newcastle ou Gripe Aviária. Recomendava-se a temperatura adequada nos primeiros dias de 32º C, diminuindo gradativamente 3ºC por semana, conforme o Quadro 2 (ANEXO II). No dia do alojamento aconselhava-se fornecimento de 24 horas de luz e no segundo dia, proporcionar uma hora de escuro, aumentando uma hora de escuro, sucessivamente até o nono dia, completando oito horas seguidas de escuro, que era deve ser mantido até o 24º dia. 3.3 Visitas de Rotina As visitas de rotina são feitas por veterinários responsáveis, semanalmente, e visavam acompanhar o desenvolvimento dos frangos, registrar a taxa mortalidade e a pesagem semanal. Neste período o extencionista deixava as doses e as pastílhas - desclorantes e pigmentantes - para as vacinas. Como a criação das aves se estendia por mais de 40 dias, são realizadas 3 doses de vacina para a doença de Gumboro, realizadas aos oito, desesseis e aos vinte e quatro dias de alojamento, as quais devem permanecerem guardadas na geladeira até a data de aplicação na temperatura de 4 a 8 graus Celsius. As vacinas realizadas de forma massal, via água e necessitavam de alguns procedimentos de pré-aplicação. Com o intuito de a vacina ser aplicada de forma uniforme as aves eram submetidas ao jejum hídrico por pelo menos 1h30min, assim quando os nipples fossem baixados novamente todas as aves ingeririam uma dose satisfatória da vacina. Para aplicação de vacinas e medicamentos, todos os aviários 13 contavam com caixas d água destinadas para este fim, separada de caixa d água rotineira de fornecimento. A caixa d água para a vacina era abastecida sem adição de cloro e conforme a idade das aves, pois em cada fase o consumo de água é diferente, e adicionava-se as pastilhas pigmentantes, logo em seguida adiciona-se as vacinas e agitase bem.para misturar todo o conteúdo. Após esse procedimento drena-se a água dos nipples até deixar somente a água com a vacina. Ao terminar o tempo de jejum hídrico baixa-se os nipples e movimenat-se as aves dentro do aviário para estimular o consumo. Para verificar se todas as aves ingeriram a vacina, as mesmas apresentarão uma coloração diferenciada na língua em função do pigmentante. Quando a água da vacina se esgotar na caixa, altera-se novamente o fluxo d água para a caixa rotineira de fornecimento. Todas estas orientações eram realizadas pelo extencionista, e ficavam disponíveis também no manual de criação. Também, conferia-se a temperatura e umidade relativa do ar dos aviários que trabalham com pressão negativa, fornecida pelos exaustores (Figura 5) para o controle da temperatura. Os avicultores foram orientados a realizar a vedação do aviário com lonas para que não ocorressem entradas de ar falsas, prejudicando a velocidade do ar, em caso de temperaturas altas ou umidade baixa era aconselhado o uso da nebulização. Os avicultores foram orientados a reduzir a temperatura do aviário em até 3 C por semana os 30 dias. Sendo que esta temperatura permanecia em torno de 18º a 22ºC até o abate, conforme o Quadro 2. Para o controle da temperatura, dos aviários sem placa isotérmica e desprovidos de arborização, recomendou-se que os avicultores plantassem plátano no seu entorno, para auxiliar no sombreamento e controle da temperatura em dias quentes. Indica-se a nebulização apenas em casos de umidade baixa ou em temperaturas elevadas, sendo que a umidade ideal é de 60% ficando a umidade máxima e mínima entre 45% e 70% respectivamente. Nos casos em que a umidade encontrava-se acima de 75% não pode ser usada a nebulização, devido a maneira que os frangos trocam calor com o meio - através da respiração. Na respiração os seres vivos perdem umidade e o alto calor específico da água auxilia na perda de calor metabólico. Em umidade elevada essa troca de calor é comprometida. Uma regra utilizada pelos técnicos é a soma da umidade relativa com a temperatura, a qual não deve exceder 110, na prática com uma umidade relativa de 85% no interior do galpão a temperatura não deve exceder 25 C sob risco de alta mortandade de aves. 14 Todo o funcionamento dos componentes eletrônicos e mecânicos do aviário é controlado por um painel (Figura 6), monitorado por sondas de umidade, temperatura e pressão estática em aviários mais novos e regulado conforme o andamento do lote seguindo instruções do manual de criação, pois em cada fase de criação existe uma necessidade ambiental diferente para atingir o conforto térmico das aves. É este painel que aciona os grupos de exaustores, placas evaporativas e nebulizadores conforme o aumento da temperatura e dos fornos de aquecimento em caso de temperaturas baixas. As instruções para operá-lo são feitas pelos extencionistas. Para evitar a competitividade de consumo da alimentação, aconselha-se disponibilizar o espaço correto dentro do aviário para os frangos, onde aos 20 dias as aves já devem ocupar todo o espaço disponível na instalação. Manter o comedouro na altura da base da asa e com pouca quantidade de ração, também auxilia em redizir a competitividade, evitando o desperdício da mesma e o arranhamento das aves após as horas de escuro. A partir dos 24 dias, indica-se a redução para seis horas de escuro até os 35 dias. Dos 35 aos 41 dias utiliza-se 4 horas de escuro e posteriormente até o abate reduz-se uma hora de escuro. O objetivo do tempo de escuro é evitar o excesso de ganho de peso até os 25 dias, auxiliando na redução de gordura abdominal e melhorar o rendimento de carcaça. E também aumentar o desenvolvimento das aves a partir dos 25 dias até o abate, promovendo uma diminuição da taxa de mortalidade no final do lote. Em lotes de machos que apresentarem mortalidade alta por morte súbita conservar as oito horas de escuro até o abate, pois são mais sensíveis a este tipo de distúrbio metabólico. Uma ferramenta muito importante utilizada na criação dos frangos é o dimmer, o qual reduz a intensidade luminosa das lâmpadas e também controla as horas de escuro conforme o desenvolvimento dos frangos. Nos primeiros dias a intensidade luminosa deve ser a mais alta possível para estimular visualmente os pintainhos para o consumo de água e ração e, posteriormente quando frangos vão crescendo vai-se diminuindo a intensidade luminosa para deixar as aves mais calmas, reduzindo a incidência de arranhões de pele e mortes súbitas. A regulagem do dimmer é feita de forma manual, conforme uma tabela de orientação disponível no manual de criação da empresa, mas após a regulagem o controle é automático. Swab No período de 15 aos 25 dias de alojamento, é obrigatório a realização do teste de Swab para detectar presença de Salmonelas na cama do aviário, o qual é realizado pelo método de arrasto dentro da instalação. Para o teste é utilizado um kit de swab já pronto para usar, contendo dois pedaços de tecidos de aproximadamente 20cm previamente imerso em meio de cultura para bactérias. As amostras são identificadas e encaminhadas a um laboratório para análise. Se o teste for positivo é comunicado ao SIF (Serviço de Inspeção Federal) para que mandem um profissional habilitado, realizar Swab de carcaça (o teste de positividade de Salmonela da cama é bem amplo, sendo que nem todos os gêneros são nocivos à saúde pública). Se for detectado a contaminação nos frangos, de algum dos tipos de Salmonela nocivos, o lote é condenado e sacrificado na propriedade. As aves serão mortas por sufocamento e enterradas numa vala impermeabilizada com uma lona. Para o aviário será dado um vazio sanitário maior para remoção da cama, lavagem e desinfecção total do aviário e dos equipamentos. Após esse período será realizado um novo Swab em todo o ambiente e nos equipamentos
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