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Villa Romana de Pisões

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Ao compararmos a nossa análise com a do inquérito realizado pela entidade não detectámos contradições, pelo que considerámos importante apontar os aspectos a melhorar: os acessos internos do percurso; a informação turística no Centro de Interpretação, que deve ser facultada em outras línguas. Em síntese o nível de interpretação parece em consonância com o valor institucional, monumentalidade, interesse histórico do sítio. Também é verdade que neste local ser realizaram sucessivas acções de intervenção, ao longo de muitas décadas Villa Romana de Pisões ENQUADRAMENTO LOCAL A Villa Romana de Pisões situa-se no concelho de Beja, na Herdade da Almagrassa, cerca de 10 km a Sudoeste da capital de distrito. Podemos depreender, com a ajuda do material promocional, que a villa romana se encontrava localizada numa zona onde as actividades de agricultura, caça e mineira eram predominantes. O sítio arqueológico é amplamente conhecido devido ao conjunto de mosaicos verdadeiramente assinalável no panorama nacional, quer pelo eclectismo e riqueza da sua iconologia, apresentando composições geométricas e naturalistas, como pela qualidade da sua execução, desde os mais antigos, monocromáticos, até aos mais recentes, já policromados. ( Todavia, com intuito do turista compreender melhor o sítio visitado, poderemos afirmar que, na Villa Romana de Pisões, existem alguns aspectos que necessitam de ser melhorados e novamente repensados, de modo a poder oferecer um serviço eficaz e melhor leitura. Verifica-se, igualmente, a necessidade de melhorar as placas explicativas que sinalizam o percurso interno, promover acessos mais fáceis, porque caminhar sobre gravilha demasiado tempo não é nada cómodo para o turista comum, tornando-se impraticável para aquele que sofre de mobilidade reduzida. 119 Figura n.º 108: A Villa Romana de Pisões. Este aspecto deveria ser rapidamente melhorado. Em contraste com este áspero percurso, a beleza paisagística complementada com os diversos painéis de mosaicos são factores gratificantes para o turista/visitante. É neste último aspecto que reside toda a riqueza de Pisões, mas é necessário que nos capacitemos que não basta haver riqueza e diversidade patrimonial, é necessário que esta mesma seja organizada e devidamente interpretada com o objectivo de a comunicar, adequadamente, quer ao visitante/turista quer à comunidade local, para que esta conheça e seja parte integrante e dinamizadora de todo o processo de divulgação. Em termos de enquadramento paisagístico, Pisões encontra-se devidamente articulado com o meio, existindo uma fácil percepção e visualização do sítio antigo para a envolvente actual. Figura n. º 109: Enquadramento da Villa Romana de Pisões Concluindo, poderemos dizer que o enquadramento e a visibilidade de toda a villa é, relativamente, eficaz; contudo os acessos são extremamente precários. 120 OS ACESSOS Para chegarmos à Villa Romana de Pisões é necessário que, a partir de Beja, nos dirijamos para a Estrada Nacional 18 em direcção a Aljustrel. Neste caminho convém estar atento a uma placa direccional de fundo castanho, indicando o Património histórico e cultural, e que se encontra à nossa direita (no sentido de Beja - Aljustrel). Figuras n. º s 110 e 111: Acessos à Villa Romana de Pisões Ao sairmos da EN 18, enveredamos por um caminho estreito de terra batida, onde circulam tractores, devido à existência de vários campos agrícolas. Depois de termos percorrido sensivelmente 8 km de terra batida chegamos à Villa Romana de Pisões. Há um pequeníssimo parque de estacionamento, igualmente de terra batida. Figuras n.º s 112 e 113: Os acessos à Villa Romana de Pisões. O sítio carece de indicações mais exactas na sua entrada principal para que, ao chegarmos não nos assaltem dúvidas em relação a estarmos no local previsto. Próximo de uma placa identificativa do sítio, na entrada, com todas as informações úteis para o turista, situa-se uma pequena casa, que funciona como Centro de Acolhimento e Interpretação da villa romana. 121 O percurso interno encontra-se devidamente identificado, possuindo cordas com o objectivo de balizar o trajecto e placas explicativas em cada ponto estratégico da visita. O único ponto negativo é o facto, já anotado, do piso não ser adequado para todo o tipo de turista. Figura n.º 114: Percurso da Villa Romana de Pisões O CENTRO DE ACOLHIMENTO E INTERPRETAÇÃO No Centro de Acolhimento e Interpretação da Villa Romana de Pisões, de pequenas dimensões, há uma pequena recepção, complementada com uma exposição permanente. O centro possui lavabos precários. Porém não tem qualquer tipo de instalação que preveja e facilite a entrada de turistas com mobilidade reduzida. Na recepção adquirem-se os bilhetes de ingresso para visitar o itinerário interno e, eventualmente um guia em português, ao qual poderemos recorrer durante o percurso. No mesmo compartimento, visitámos a sala de exposição permanente, onde registámos alguns aspectos importantes a ter em conta. Os aspectos positivos que detectámos durante a sua visita foram, principalmente: TEXTO Mensagem Cor Iluminação Língua Texto claro, conciso e objectivo. Preto, sensivelmente carregado. Caracteres facilmente perceptíveis. Razoável (iluminação natural). Portuguesa. NÍVEL DE INFORMAÇÃO Crianças, devido a imperar o nível A. SUPORTE UTILIZADO Fotografias; Maqueta/Vitrine; Placares com imagens do circuito. Quadro n.º 34: Avaliação da Exposição Permanente do Centro de Acolhimento e Interpretação da Villa Romana de Pisões. 122 Figura n.º 115: A entrada da Villa Romana de Pisões. Todavia observámos alguns aspectos que deverão ser melhorados: o espaço disponível para a exposição; a inexistência de informação em outras línguas; a pouca diversidade de materiais, que torna a exposição algo monótona e consequentemente pouco atractiva para qualquer tipo de público. Figura n.º 116: A exposição permanente do Centro de Acolhimento e Interpretação da Villa Romana de Pisões. Figuras n.º s 117 e 118: Exposição permanente do Centro de Interpretação da Villa Romana de Pisões 123 Em síntese, apesar dos reparos pode-se afirmar que o turista é capaz de apreender o que vai observar no decorrer do circuito. O CIRCUITO ARQUEOLÓGICO O circuito possui três grandes pontos de relevância: a área de residência; as termas e as termas primitivas. O primeiro ponto de paragem é a zona residencial, onde os painéis de mosaicos tão divulgados e conhecidos imperam. Com o auxílio das placas informativas, onde constam a planta da casa romana e as referentes legendas, consegue-se visualizar no terreno os vários pontos de interesse. Figura n.º 119: A Zona residencial No Peristilo, observam-se duas colunas caídas, em estado precário de conservação, o que, segundo informação do recepcionista, se deve ao vandalismo de grupos que assalta o sítio durante a noite, degradando as estruturas. Este facto indicia, mais uma vez, a falta de formação cívica ainda existente, exigindo medidas reforçadas a nível da segurança destes locais, de forma a evitar a perda ou deterioração de todo um legado histórico. Apesar de conseguirmos ter uma visão global de todo o sítio, continuamos a defender que, a fim de que a compreensão do local visitado seja completa, são essenciais a presença e o acompanhamento de um guia. A sua função seria a de relatar toda a essência do espaço de uma forma pormenorizada, ilustrando-a com aspectos que, à primeira vista, poderão não ser identificados pelo turista comum. 124 Figura n.º 120: O percurso exterior da Villa Romana de Pisões. No que se refere às placas explicativas, encontram-se apresentadas com a mesma estrutura dos restantes sítios arqueológicos, analisados neste trabalho. Figura n.º 121: Sinalética do Percurso Figura n. º 122: Percurso devidamente delineado e com recipientes do lixo 125 Outro aspecto importantíssimo reside na visibilidade do sítio arqueológico visitado. A Villa Romana de Pisões, é facilmente perceptível no terreno, uma vez que se encontra implantada numa área plana. INTERVENÇÃO E MUSEALIZAÇÃO Ocupada entre os séculos I a. C. e IV d. C.a villa enquadrava-se numa área propícia para as práticas agrícolas, a criação de suínos; complementada com actividades mineiras e de caça. Ainda hoje, podemos verificar vestígios de uma villa que estabelecia uma forte ligação com a barragem de Pisões, devido às termas apresentadas na zona. Apesar das dificuldades nas intervenções realizadas, uma vez que é propriedade privada, o arqueossítio encontra-se abrangido pelo programa de valorização que o IPPAR efectua e procedeu-se à requalificação da vedação da área arqueológica e iniciaram-se trabalhos de conservação e restauro da pintura mural e mosaicos, prevendo-se igualmente o restauro da piscina. ( Com a finalidade de tornar o sítio visitável e aberto ao grande público, apurámos durante a nossa pesquisa via internet que decorrem actualmente negociações com vista a celebrar um acordo entre o IPPAR e a Universidade de Évora relativamente à gestão dos terrenos anexos ao sítio arqueológico (...) no âmbito da filosofia de intervenção nos monumentos arqueológicos visitáveis, tendente a criar infra-estruturas imprescindíveis à valorização estética da sua envolvente. Todas estas acções evidenciam claramente a importância que cada vez mais a conservação e o restauro têm vindo a assumir, devido não só ao próprio sítio, mas também, a uma interpretação mais eficaz do mesmo. OS VISITANTES O perfil, a tipologia do público visitante e o seu conhecimento irá condicionar e direccionar todos os procedimentos para que estes respondam de forma eficaz às expectativas e interesses do público. Segundo o testemunho do nosso recepcionista de Pisões, os tipos de mercado mais correspondentes a este tipo de circuito são as crianças, inseridas no âmbito escolar. Relativamente ao número anual de visitantes registado na Villa Romana de Pisões, é importante realçar a inexistência de dados referentes a Comparativamente aos anos de 2003 e 2004 registamos uma subida acentuada de visitas efectuadas ao sítio arqueológico. 126 Número de Visitantes da Villa Romana de Pisões Número Bruto de Visitantes Anos Gráfico n.º 17 Fonte: Inquérito apresentado em Anexo. ANÁLISE SWOT DA VILLA ROMANA DE PISÕES PISÕES Pontos Fortes Importante conjunto patrimonial Enquadramento territorial Visibilidade territorial Estruturas de Apoio e Acolhimento ao turista/visitante com funcionários profissionais Itinerário delineado (incluindo a sinalização) Meios Expositivos Didáctica da exposição permanente Quadro Avaliativo n.º 29 PISÕES Oportunidades Espaços livres, públicos e privados, com potencialidades de valorização Promover a recuperação e a valorização do Património histórico e arqueológico Crescimento na complementaridade dos circuitos urbanos e culturais e temáticos Melhoria da sinalética (acessos exteriores ao sítio) Realização de Acções Pedagógicas e Educativas com entidades locais Quadro Avaliativo n.º PISÕES Pontos Fracos Oferta de instalações sanitárias, e infra-estruturas de lazer Precariedade das acessibilidades e transportes Inexistência de Informação Turística em várias línguas Inexistência de Guia Acessos a pessoas de Mobilidade reduzida Quadro Avaliativo n.º 31 PISÕES Ameaças Promoção com outras potencialidades de Beja Quadro Avaliativo n.º 32 A análise SWOT realizada por nós e o inquérito elaborado pela entidade não possuem grandes diferenças, relativamente às melhorias a efectuar designadamente: Recuperação das instalações sanitárias, de modo a adequá-las aos visitantes de mobilidade reduzida; Recuperação dos acessos secundários ao sítio arqueológico; Apresentação da informação turística noutras línguas nas placas explicativas. Devem ser sublinhadas as condições precárias que o Centro de Acolhimento e Interpretação do sítio possui, comparativamente aos restantes visitados Ruínas de São Cucufate ENQUADRAMENTO LOCAL Este sítio localiza-se no Alentejo interior, no distrito de Beja, nos arredores da Vila da Vidigueira, cerca de 10 km da mesma. De acordo com o material promocional São Cucufate abarca dois períodos históricos, o Romano e o Medieval. A presença romana remonta ao primeiro período e a época Medieval ao último, a qual é testemunhada por toda a estrutura do Mosteiro, em honra de São Cucufate. Actualmente, o conjunto arqueológico encontra-se inserido no programa de valorização do IPPAR, o qual aposta na criação de infra-estruturas necessárias para motivar as visitas aos arqueossítios. Para tal o IPPAR criou em Março de 2006 um Núcleo Museológico a ser instalado na Vila de Frades, na denominada Casa do Arco, (...) com vista a valorizar cultural e turísticamente este conjunto. ( 128
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