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11.28 - A Cegueira Do Principe

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A CEGUEIRA DO PRÍNCIPE António Torrado escreveu e Cristina Malaquias ilustrou Veio esta história de longe, da Índia, que é terra fértil em histórias de encantar. Aí se conta de um príncipe filho do poderoso marajá (que era um rei da Índia, de antigamente), aí se fala de um príncipe cego. Inexplicável doença roubara-lhe a luz dos olhos e nenhum sábio ou médico dos mais eminentes conseguia atinar com a cura do seu mal. O rei (o marajá) só vivia para o seu desgosto e toda a corte mergulhara também
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  eio esta história de longe, da Índia, que é terra fértil emhistórias de encantar.Aí se conta de um príncipe filho do poderoso marajá (que era umrei da Índia, de antigamente), aí se fala de um príncipe cego.Inexplicável doença roubara-lhe a luz dos olhos e nenhum sábioou médico dos mais eminentes conseguia atinar com a cura do seumal.O rei (o marajá) só vivia para o seu desgosto e toda a cortemergulhara também em grande tristeza.Mas, um dia, apresentou-se no palácio um peregrino que disse: – Sei do remédio que cura o príncipe.O marajá chamou-o logo à sua presença: – Diz-me o que precisas para livrar o meu filho da cegueira, quetudo se fará como tu ordenares. 1 © APENA - APDD – Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros A CEGUEIRA DOPRÍNCIPE António Torrado escreveu eCristina Malaquias ilustrou V   – Preciso apenas de uma taça de cristal – respondeu o peregrino – e que Vossa Majestade me acompanhe numa viagem, através doreino.Rei e peregrino desceram às ruas e aos campos miseráveis doreino. Por onde passavam, onde houvesse lágrimas vertidas pelo povo, lágrimas de sofrimentos, de misérias, de injustiças sofridas ecaladas, o peregrino colhia-as na sua taça de cristal.Quando tiveram a taça quase cheia de lágrimas – o que não foidifícil, porque o povo daquele reino era pobre e vivia abandonado,no meio da sua pobreza -, quando deram por finda a viagem eregressaram ao palácio, o peregrino banhou os olhos do príncipecom o conteúdo da taça. Que ninguém se admire com o quesucedeu…Imaginem que logo, naquele instante, o príncipe voltou a ver.A história não conta se o rei, depois desta viagem, passou acuidar melhor dos assuntos do reino nem se o príncipe, uma vez rei,foi bom e justo para o seu povo. A história não conta, mas nósacreditamos que sim, que foi tal e qual como nós desejamos quetudo passou a acontecer.FIM 2 © APENA - APDD – Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros
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