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13 - A ContribuiYYo Da TC Na Prev. e No Tto Do Estresse Dos Enferm. Na PrYtica Do Cuidar Em Um Hospital Da Rede Estadual de SaYde

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  1 A contribuição da terapia complementar na prevenção e no tratamento do estresse dos enfermeiros na prática do cuidar em um hospital da rede estadual de saúde\ visão holística Marli Bernardes da silva 1  Pós-graduação em Acupuntura  –   Faculdade Ávila marlibernardes3@hotmail.com  Dayana Priscila Maia Mejia 2 RESUMO Stress é um tema de larga abrangência, que ocupa lugar de destaque nos diversos níveis da vida. O Stress permeia a vida do homem desde a Antiguidade, mas apesar dos grandes avanços, houve a necessidade de englobar o importante papel desempenhado pelo indivíduo, colocando a avaliação do sujeito em relação ao estressor como peça fundamental no desencadeamento do stress. O estudo de stress entre enfermeiros teve início por volta dos anos sessenta, quando na realidade estrangeira surgiu a preocupação com o profissional irritado, desapontado e culpado por não conseguir lidar com esses sentimentos. No Brasil, encontram-se publicações voltadas para o stress na década de noventa, com trabalho realizado junto a enfermeiros de centro cirúrgico e centro de material. Mais tarde  pesquisou-se o stress numa equipe de enfermagem atuante em cardiologia; trabalho do turno noturno; e em terapia intensiva. Percebe-se que há uma diversificação de abordagens, reflexo da gama de estudos existentes.  Palavras-chave: Síndrome de Bournout; Acupuntura; Terapias Complementares.  1.   INTRODUÇÃO O trabalhador em saúde, em sua maioria tem mais de um emprego; família, estudo e outras atividades que somados a fatores estressantes no ambiente hospitalar, em especifico no pronto atendimento prejudicam e distancia do objetivo maior de sua profissão que é cuidar de vidas humanas. A arte do cuidar é uma missão mais que profissão pois requer atenção dobrada ao serviço prestado pelos profissionais tanto em âmbito hospitalar, quanto na rede básica ou ambulatorial. A Enfermagem caracteriza-se como uma ciência humana, de pessoas e experiências, com um campo de conhecimentos, fundamentações e práticas cuja abrangência vai do estado de saúde ao estado de doença, sendo mediada por transações profissionais,  pessoais, científicas, estéticas, éticas e políticas do cuidar de seres humanos (POTTER; PERRY, 1999).   A enfermagem tem recebido vários conceitos e o seu significado varia com o tempo e os costumes. Citaremos alguns: Enfermagem é a ciência e a arte de assistir ao ser (individuo, família e comunidade) no atendimento de suas necessidades básicas; de torná-lo independente desta assistência, quando possível pelo ensino do autocuidado, de recuperar, manter e  promover sua saúde em colaboração com outros profissionais. Florence Nightingale defendia a idéia de que os profissionais de Enfermagem, além do conhecimento técnico e científico, 1  Pós-graduando em acupuntura, enfermeira 2  Orientadora,Fisioterapeuta, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, Mestranda em Bioética e Direito em saúde  2 devem ter criatividade e intuição, ressaltando-se, ainda, os atributos de amor e honestidade associados ao cuidado de Enfermagem (SILVA, 1997; TORRES, 1993).  Os elementos essenciais para o cuidado são: (1) formação de um sistema de valores humanista-altruísta; (2) introdução de fé e esperança; (3) cultivo a sensibilidade em si mesmo e nas demais pessoas; (4) desenvolvimento de relação de ajuda e confiança; (5) promoção e aceitação da expressão de sentimentos positivos e negativos; (6) utilização sistemática do método de resolução de problemas para a tomada de decisões; (7) promoção do ensino-aprendizagem interpessoal; (8) provisão de um ambiente de apoio, proteção e/ou de neutralização mental, física, sócio-cultural e espiritual; (9) assistência com satisfação das necessidades humanas; (10) tolerância de forças fenomenológicas (DU GAS, 1984).   Segundo Florence Nightingale Enfermagem é uma arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, como obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo  –   o templo do espírito de Deus. “É uma das artes; poder  -se- ia dizer, a mais bela das artes”   (SILVA, 1997; TORRES, 1993).  Em dez anos de profissão, trabalhando nos mais diversos setores de saúde, observo a existência de um nível de estresse elevado em meio aos profissionais de saúde.É importante salientar que em se tratando de saúde do trabalhador de enfermagem, não podemos analisar esse assunto isoladamente, e sim realizar uma análise do ponto de vista da questão biológica, das condições de trabalho, bem como fatores determinantes para riscos de acidentes e doenças ocupacionais.O impacto deste cotidiano na atuação e na saúde destes profissionais, implica no desgaste físico, mental e emocional que ultrapassa os limites dos cuidados de enfermagem, requeridos pelos pacientes, envolvendo também um confronto diário com exposição ocupacional, enfrentamento com a morte, impotência frente situações de sofrimento seja dos doentes e ou de seus familiares, exposição constante a riscos á sua saúde e recursos humanos insuficientes.É sabido que o estresse contribui para, incapacidade de enfrentamento, insatisfação, desmotivação e diminuição da produtividade, trazendo conseqüências á qualidade de suas ações, colocando em xeque a segurança do trabalho e qualidade da assistência prestada ao doente.Além do risco de contrair infecções, o acidente ocupacional pode gerar no trabalhador, sérias repercussões psicossomáticas e psicossossiais levando-o a mudanças nas relações; de trabalho e de seus familiares devido a estigmas e associações ao HIV/Aids.Diante desta situação, é de suma importância para a melhoria do atendimento nos serviços em saúde, a identificação dos fatores de estresse e seus agravantes, a real situação de saúde dos profissionais de enfermagem. 1.1   ESTRESSE: AMEAÇA AO ESTADO DE EQUILIBRO O estresse, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é composto de um conjunto de reações fisiológicas que se exageradas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação a situações novas. Um dos primeiros estudos sobre estresse foi realizado em 1936  pelo pesquisador canadense Hans Selye , que submeteu cobaias a estímulos estressores e observou um padrão específico na resposta comportamental e física do sanimais. Selye descreveu os sintomas do estresse sob o nome de Síndrome Geral de Adaptação, composto de três fases sucessivas; alarme, resistência e esgotamento. Após a fase de esgotamento era observado o surgimento de diversas doenças sérias, como úlcera, hipertensão arterial, artrites e lesões miocárdicas. O estresse pode ser dividido em dois tipos básicos: o estresse crônico e o agudo. O estresse crônico é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia, mas de uma forma mais suave. O estresse agudo é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas, mas passageiras como a depressão na morte de um  parente . A enfermagem é uma profissão considerada desgastante, em função do constante contato com pacientes críticos, por estar frequentemente exposto a doenças, risco de natureza  3 física, química, biológica e psíquica, somados a fatores estressantes no ambiente hospitalar, tais como: falta de recursos humanos, riscos de acidentes de trabalho, jornada dupla, despreparo para lidar com a morte, e muitas outras situações que findam em aumentar a angustia e a ansiedade, prejudicando e distanciando do objetivo maior de sua profissão que é cuidar de vidas humanas. De acordo com a Health Education Authority , a enfermagem foi classificada como a quarta profissão mais estressante, no setor público, que vem tentando  profissionalmente afirmar-se para obter maior reconhecimento social. (Carlotto e Gobbi 2003)  consideram que o excessivo desgaste de energia que geram a exaustão e fracasso do  profissional no exercício de sua função caracteriza-se estritamente a síndrome de Burnot. Os mesmos autores acrescentam que é considerado como um grande problema psicossocial atual que causa danos repercute no desempenho do profissional, acarretando problemas de ordem organizacional, econômicas e sociais. É sabido que o estresse contribui para a incapacidade de enfrentamento, insatisfação, desmotivação e diminuição da produtividade, trazendo consequências à qualidade de suas ações, colocando em xeque a segurança do trabalho e qualidade da assistência prestada ao doente. Diante desta situação, é de suma importância para a melhoria do atendimento nos serviços em saúde, à identificação dos fatores de estresse e seus agravantes, a real situação de saúde dos profissionais de enfermagem e como as terapias complementares podem contribuir para a diminuição do estresse. 1.2   TIPOS DE ESTRESSE Os estressores existem sob muitas formas e categorias. Segundo (Smeltzer & Bare 2002) , eles podem ser descritos como: físicos, fisiológicos ou psicossociais. Os estressores físicos incluem frio, calor ou agentes químicos; os estressores psicossociais compreendem o medo de falhar em um exame ou de perder um emprego; e os estressores fisiológicos tangeiam dor ou fadiga. Entre as principais causas do estresse, devemos citar: Mudanças: certa dose de mudança é necessária. Entretanto, se as mudanças violentas podem ultrapassar nossa capacidade de adaptação. Sobrecarga: a falta de tempo, o excesso de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas. Alimentação incorreta: não é apenas importante o que comemos, mas também como comemos. Fumar: o cigarro libera nicotina que, na fase de menor concentração, já provoca reações de estresse leve, depois bloqueia as reações do organismo e causa dependência psicológica. Ruídos: coloca-nos sempre em alerta, provoca a irritação e a perda de concentração desencadeando reações de estresse, que podem levar até a exaustão. Baixa autoestima: tende a se agravar o estresse nestas pessoas. Medo: o medo acentua nas pessoas a preocupação sem necessidade, uma atitude pessimista em relação à vida ou lembranças de experiências desagradáveis. Trânsito: os congestionamentos, os semáforos, os assaltos aos motoristas e a contaminação do ar podem desencadear o estresse. Alternativas do ritmo habitual do organismo: provoca irritabilidade, problemas digestivos, dores de cabeça e alterações no sono. Progresso: a agitação do progresso técnico é acompanhada de aumento das pressões e de sobrecarga de trabalho, aumentando os níveis de exigências, qualitativas e quantitativas.   São desses estressores que surgem os principais tipos de estresse que abrangem: Estresse de Trabalho; Estresse decorrente de doenças cardíacas e do câncer; Estresse na Infância; Estresse de Envelhecimento.  4 1.3   SINDROME DE BURNOUT  A chamada Síndrome de Burnout   é definida por alguns autores como uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). Enfim, a Síndrome de Burnout representa o quadro que poderíamos chamar de “saco cheio” ou “n ão agüento mais ”. O termo Burnout   é uma composição de burn = queima e out = exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço. A expressão burnout em inglês, entretanto, significa aquilo que deixou de funcionar por completa falta de energia, por ter sua energia totalmente esgotada, metaforicamente, aquilo que chegou ao seu limite máximo. A prevalência da Síndrome de Burnout   ainda é incerta, embora os dados sugiram que acomete um número muito expressivo de pessoas. A epidemiologia da Síndrome de Burnout   tem aspectos bastante curiosos, como mostrou o detalhado trabalho de Martinez, onde os primeiros anos da carreira profissional resultaram os mais vulneráveis ao desenvolvimento da síndrome. Também parece haver uma preponderância do transtorno nas mulheres, possivelmente devido à dupla carga de trabalho que concilia a prática profissional e a tarefa familiar. Com relação ao estado civil, tem-se associado a síndrome mais com as pessoas sem parceiro estável. Esse transtorno tem importância na medida em que afeta a vida pessoal, seja através das repercussões físicas desse estresse psíquico, seja no comprometimento  profissional quanto a eficiência e desempenho, seja social na desarmonia dos relacionamentos interpessoais. Como síndrome, o burnout seria o resultado da combinação entre as características individuais do paciente com as condições do ambiente ou do trabalho, o qual geraria excessivos e prolongados momentos de estresse no trabalho. Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores). De fato, esta síndrome foi observada, srcinalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento de pessoal, tele marketing e bombeiros. Hoje, entretanto, as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com  pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem a técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações.Outros autores, entretanto, julgam a Síndrome de Burnout   algo diferente do estresse  genérico. Para nós, de modo geral, vamos considerar esse quadro de apatia extrema e desinteresse, não como sinônimo de algum tipo de estresse, mas como uma de suas consequências bastante sérias. Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil. Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout   está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe. Os autores que defendem a Síndrome de Burnout   como sendo diferente do estresse, alegam que esta doença
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