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1 Ginástica Laboral como ferramenta de prevenção para a melhoria da qualidade de vida Luiz Fabianno Corrêa Leal 1 luizfabianno@bol.com.br Dayana Priscila Maia Mejia2 Pós-graduação em Ergonomia – Faculdade
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  1 Ginástica Laboral como ferramenta de prevenção para a melhoria da qualidade de vida Luiz Fabianno Corrêa Leal   1  luizfabianno@bol.com.br Dayana Priscila Maia Mejia 2 Pós-graduação em Ergonomia  –   Faculdade Ávila Resumo O presente estudo tem como objetivo mostrar como a Ginástica Laboral é utilizada para  prevenção de melhorias da qualidade de vida dos trabalhadores, destacando as principais doenças ocupacionais LER/DORT. No início da revolução industrial as atividades laborais basicamente concentravam-  se próximos de rios e cursos d’água. Muitas dessas indústrias eram improvisadas ou instaladas em galpões, elas absorviam uma mão de obra despreparada, vindas de classes desfavorecidas em sua grande maioria eram mulheres, crianças e imigrantes vindos em busca de novas oportunidades. Essas empresas não  possuíam instalações adequadas para receber os seus funcionários isso facilitou o aparecimento de dores pelo corpo, apenas alguns anos depois escritas, por Ramazzini, um médico italiano que se dedicou a descrever doenças ocupacionais, tais palavras parecem apontar para o fato de que certas atividades ocupacionais, exige das pessoas posturas, esforços físicos e mentais que podem produzir doenças. Conforme Lima (2003), muitas empresas têm se destacado em ações reais de apoio à melhoria da qualidade de vida de seus  funcionários consistentes e determinados, rumo à busca de melhor bem-estar e condições de  saúde. O principal objetivo da Ginástica Laboral é promover adaptações fisiológicas, físicas e psíquicas, por meio de exercícios que trabalhem a reeducação postural, aliviem o estress, diminua as tensões acumuladas no trabalho. Palavras Chaves: Ginástica Laboral; LER/DORT; Qualidade de Vida  Introdução A partir da segunda década do séc. XVIII houve uma renovação de técnicas e utensílios agrícolas, além da modificação dos regimes de exploração e mecanização de produção, 1   Pós-graduando em Ergonomia 2 Orientadora: Fisioterapeuta. Especialista em Metodologia do Ensino Superior. Mestranda em Bioética e Direito em Saúde.  2 transformações essas que foram denominadas de Revolução Agrícola que se alargou devido à Revolução Industrial num conjunto de alterações econômicas e socioculturais resultantes do aparecimento da maquinofatura.  No início da revolução industrial as atividades laborais basicamente concentravam-se  próximos de rios e cursos d’água. Muitas dessas indúst rias eram improvisadas ou instaladas em galpões, elas absorviam uma mão de obra despreparada, vindas de classes desfavorecidas em sua grande maioria eram mulheres, crianças e imigrantes vindos em busca de novas oportunidades. Simultaneamente com a revolução, Taylor consolida-se sua teoria de que para administrar e organizar o trabalho numa empresa era fundamental, uma vez que era necessária a  padronização dos movimentos e dos tempos para a execução das tarefas. Vale ressaltar que a característica mais marcante da era Taylor foi a fragmentação do trabalho, ou seja, o homem não precisava mais dominar ou conhecer toda a técnica de produção, pois cabia ele somente uma parte, um fragmento de todo o processo produtivo. Palavras essas que ecoaram e fizeram que Herry Ford desenvolve-se uma nova proposta de gestão da produção: a linha de montagem. Esse processo passou a ser denominado  fordismo. Segundo Flerury e Vargas (1983), a partir daí, a esteira rolante passou a ter funcionamento ininterrupto, combinado operações extremamente parceladas dos trabalhadores. De acordo com Heloani (2002), p.45 “o fordismo reformula o projeto de admi nistrar as particularidades de cada trabalhador no exercício dos tempos e movimentos. Para tal fim, preconizará limitar o deslocamento do trabalhador no interior da empresa. O Trabalho será dividido de tal forma que o trabalhador possa ser abastecido das peças e componentes através de esteiras, sem precisar movimentar-se. A administração dos tempos se dará de forma coletiva, pela adaptação do conjunto dos trabalhadores ao ritmo imposto pela esteira” . Com essas medidas adotadas por Ford, houve sim uma melhoria na produção, mais de acordo com Heloani (2002), a disciplina proposta por Taylor e Ford, embora incorporasse mecanismos de aumento de salários, por causa do capital que estava em alta, os trabalhadores não aceitaram tal mudança. Por esse motivo, nos momentos de tensão, as empresas incorporavam os “Programas Sociais” como elementos de reciprocidade para com o trabalhador. Produto moderno da era da industrialização, o homem por sua vez, sentiu-se e sente até os dias de hoje os impactos das transformações que ocorrem no mundo do trabalho. Nos seus corpos ficam a s “marcas” das inovações tecnológicas e das exigências cada vez da produção industrial capitalista. Como conseqüência surge então um novo tipo de patologia chamada de Doenças Ocupacionais. Salários baixos, problemas pessoais, vícios também fazem parte do quadro. Além destas, ainda existe a falta de organização no ambiente de trabalho, maquinas em mal estado de uso e conservação, trabalhadores não treinados para o desenvolvimento de suas  3 atividades laborais que muitas vezes culminam na incidência de acidentes e doenças ocupacionais. Escritas no século XVII, por Ramazzini, um médico italiano que se dedicou a descrever doenças ocupacionais, cerca de 200 anos antes da evolução industrial e dos métodos Taylor-Fordianos de organização da produção, tais palavras parecem apontar para o fato de que certas atividades ocupacionais, independente da época em que são exercidas e da presença de máquinas ou produção organizada, exigem das pessoas posturas, esforços físicos e mentais que podem produzir doenças. Devido a esse aumento de doenças no trabalho, as empresas pressionadas pelas leis do Ministério do Trabalho, procuraram alternativas para minimizar seus problemas, e  proporcionar maior motivação, conforto e bem-estar a seus funcionários. Então elas começaram a elaborar Programas de Qualidade de Vida com a inclusão da Ergonomia e da Ginástica Laboral onde o trabalhador seja o maior beneficiado. Conforme Lima (2003), grande parte das empresas estão modificando seus conceitos em relação às formas de conceber e proporcionar a qualidade e vida a seus colaboradores. Histórico 1.   Histórico da profissão A Ginástica Laboral não é uma atividade recente. Segundo Lima (2003), registros afirmam que esse tipo de atividade existiu na Polônia, em 1925. Essa Ginástica era destinada a operários e surgiu alguns anos depois na Holanda e na Rússia. Mais foi no Japão em 1928, que segundo Alvarez (2002), que a Ginástica Laboral teve sua srcem conhecida, ela era aplicada diariamente nos funcionários do correios. Visando à descontração e ao cultivo da saúde. Após a 2º Guerra Mundial este hábito passou a ser difundido por todo o Japão, Segundo Leite e Mendes (2002) apud   Alvarez, p. 25-26 “... esta grande difusão da Ginástica Laboral no Japão deve- se ‘a adaptação de um  programa de RádioTaissô, que consiste um tipo de ginástica Rítmica, com exercício específicos, acompanhados por uma música própria. Esta atividade acontece todas as manhãs, sendo transmitida pela rádio, por pessoas especialmente preparadas, e é  praticada não somente nas fabricas ou ambiente de trabalho, mais também nas ruas e residências. O programa e acompanhado de palestras de curta duração sobre assuntos relativos à saúde, ao trabalho, à circulação sanguínea e ao aumento da  produtividade”.    No Brasil, a Ginástica Laboral foi introduzida em 1969 por executivos nipônicos na Ishikawajima do Brasil Estaleiros S.A, localizada no Rio de Janeiro. Esta aula tinha duração  4 de 8 minutos feita às 07h30, com a participação de 4300 funcionários divididos em grupos ao som de Tchaikowsky. Bergamaschi(2003) diz que em 1973, houve uma experiência pioneira no Brasil, cuja a  proposta foi elaborada pela Federação de Estabelecimentos de Ensino Superior em Novo Hamburgo  –   RS (FEEVALE), esta proposta consistia na criação de exercicíos, baseados em analise biomecânica, para o relaxamento da musculatura. O projeto foi cha mado “Educação Física Compensatória e Recreação ”, e tinha por finalidade esclarecer as linhas gerais que deveriam nortear a criação de centros de Educação Física junto aos núcleos fabris. A FEEVALE junto com o SESI elaborou um novo projeto e denominaram de “Ginástica Laboral Compensatória” e foi implantada em cinco empresas daquela cidade, mais o projeto não foi à frente, duraram apenas três meses. As causas deste fracasso foi que as empresas  prestadoras deste serviço não se dedicaram ao serviço. Após esta primeira experiência, a Ginástica Laboral caiu no esquecimento, sendo retomada com força total em 1990. Mais antes disso em 1989, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho declarou que o Ministério da Saúde deveria exigir a implantação da prática de atividades físicas como meio de prevenção de doenças crônico-degenerativas. Com efetivo apoio do sindicato dos trabalhadores. Já em 1995 a Ginástica Laboral passou a ser compreendida como um bom instrumento na melhoria da saúde física do trabalhador, reduzindo os problemas ocupacionais. 1.1   Conceitos da Ginástica Laboral A Ginástica Laboral é a combinação de algumas atividades físicas que tem como característica comum, melhorar sob o aspecto fisiológico, a condição física do indivíduo em seu trabalho; emprega exercícios de fácil execução que são realizados no próprio local de trabalho que contribuirão para um melhor condicionamento e desempenho físico, concentração e um melhor posicionamento frente aos postos de trabalho. Segundo Silva (2007), como o nome indica, Ginástica Laboral é a realização de exercícios físicos no ambiente de trabalho, durante o horário de expediente, para promover a saúde dos funcionários e evitar lesões de esforços repetitivos e doenças ocupacionais. Além de exercícios físicos, a Ginástica Laboral consiste em alongamentos, relaxamento muscular e flexibilidade das articulações. Apesar da prática da Ginástica Laboral ser coletiva, ela é moldada de acordo com a função exercida pelo trabalhador. Picoli e Guastelli (2002), p. 19 colocam que a Ginástica Laboral é constituída,  principalmente, por exercícios de alongamento: “O alongamento é uma atividade simples, suave, tranqüila, que proporciona grande relaxamento e bem-estar. Praticando corretamente, pode evitar muitos problemas relacionados ao trabalho, com a vantagem de que pode ser realizado em quase todos os lugares e a qualquer hora, não exigindo nenh um equipamento especial”.  

El Marxista

Jul 31, 2017
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