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98-Memórias da Emília do livro para a televisão_GleitonSouza

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Memórias da Emília: do livro para a televisão Gleiton Candido de SOUZA1 Introdução Entre os fatores que marcam a vida dos indivíduos no mundo de hoje, está a interação com os mais variados meios de comunicação. No último século, várias foram as invenções eletrônicas que adentraram nas casas das pessoas e passaram a fazer parte de suas vidas. Os meios de comunicação possibilitaram aos indivíduos, adquirirem conhecimento, informações, entretenimento, ou seja, com tais meios o ser humano pode estar antenado com o que se passa no resto do mundo. Entre os meios de comunicação mais presentes na vida do ser humano está a televisão, um dos meios mais utilizados no mundo moderno. Com a televisão o homem pode obter as mais variadas informações, como notícias sobre economia, política, previsão do tempo, utilidade pública, entre tantas outras. Também pode buscar entretenimento e assuntos culturais. Dentre tais entretenimentos, estão os programas de ficção seriada, que são produtos da cultura da mídia, transmitidos em dias e horários específicos, constituídos de um enunciado que possui intenções, tendo como objetivo atingir um determinado público. A televisão, entre os vários meios eletrônicos, é um dos mais usados em nossa sociedade, de certa forma vem substituindo os jornais impressos e os livros. Mas, segundo Gomes M. (2008), existe uma relação entre os “novos” meios e os “anteriores” e que deve ser vista mais como de complementaridade do que de suplantação, ou seja, a relação entre os diferentes suportes não aponta necessariamente para a superação de uns pelos outros. Para Gomes, “entre os aspectos que reafirmam esta ponte entre os suportes, e o fluxo de seus textos de uns lugares para outros, está a adaptação de obras literárias para o audiovisual” (GOMES, 2008, p. 2). Tal relação chamada por Gomes de "ponte entre os suportes" é a que pretendemos abordar no presente trabalho, tendo em vista que o objeto de tal estudo é o diálogo entre uma obra literária e um produto audiovisual. Para tal análise foi escolhida a obra Memórias da Emília do escritor Monteiro Lobato, em suas duas adaptações televisivas, uma em 1978 e a outra em 2001, ambas produzidas pela Rede Globo, o que nos permite analisar o conteúdo do programa e evidenciar as peculiaridades da transmutação de um suporte ao outro, ou seja, do livro ao audiovisual. 1. Entendendo a cultura da mídia Para tratarmos de adaptação temos que entender primeiro que ela é um produto da cultura da mídia e como nos diz Roger Silverstone "nossa mídia é onipresente, diária, uma dimensão essencial de nossa experiência contemporânea. É impossível escapar à presença, à representação da mídia" (2002, p. 12). Na afirmação de Silverstone podemos ver que nos dias atuais, o ser humano criou uma certa dependência da mídia, e já não vive sem utilizá-la, seja para os mais variados fins. Ainda segundo Silverstone: 1 Mestrando em Estudos de Linguagens pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-UFMS, especialista em Estudos da Linguagem pelo Centro Universitário da Grande Dourados – UNIGRAN, graduado em Letras pela Universidade Católica Dom Bosco – UCDB. E-mail: gleitonlobato@yahoo. com. br Passamos a depender da mídia, tanto impressa como eletrônica, para fins de entretenimento e informação, de conforto e segurança, para ver algum sentido nas continuidades da experiência e também, de quando em quando, para as intensidades da experiência (SILVERSTONE, 2002, 12). Silverstone ainda diz que se torna necessário estudar a mídia como dimensão social e cultural, política e econômica do mundo moderno. Estudá-la como dimensão social e cultural, mas também política e econômica, do mundo moderno. Estudar sua onipresença e sua complexidade. Estudá-la como algo que contribui para nossa variável capacidade de compreender o mundo, de produzir seus significados (SILVERSTONE, 2002, p. 13). [. . . ] Pois a mídia é, se nada mais, cotidiana, uma presença constante em nossa vida diária, enquanto ligamos e desligamos, indo de um espaço, de uma conexão midiática, para outro. Do rádio para o jornal, para o telefone. Da televisão para o aparelho de som, para a Internet" (SILVERSTONE, 2002, p. 20). Vemos assim que "a recepção dos produtos da mídia é uma rotina, uma atividade prática que muitos indivíduos já integram como parte de suas vidas cotidianas" (THOMPSON, 1998, p. 42). Jornais, novelas, revistas eletrônicas, seriados, são todos produtos midiáticos e como já dito fazem parte do cotidiano da grande maioria das pessoas. John Thompson (1998) também nos explica que a apropriação dos produtos midiáticos é sempre um fenômeno localizado, sempre envolvendo indivíduos específicos que se situam em contextos socio-históricos particulares, e que dispõem de recursos que lhes são disponíveis, o que lhes permite dar sentido às mensagens da mídia e as incorporar em suas vidas . Segundo Douglas Kellner "os produtos da mídia, portanto, não são entretenimento inocente, mas têm cunho perfeitamente ideológico e vinculam-se à retórica, a lutas, a programas e a ações políticas" (KELLNER, 2001, p. 123). Como a série Sítio do Picapau Amarelo é um produto da mídia, não fica de fora dessa análise de Kellner, pois em sua versão dos anos 70 e 80, existia no Brasil o movimento da Jovem Guarda e na série a personagem Emília tinha os cabelos coloridos, fato este que não aparece na obra de Monteiro Lobato e muito menos nas ilustrações da boneca que antecedem essa produção audiovisual. Segundo Roberta Mânica Cardoso (2008) há duas explicações para este fato: a primeira é por causa da época, que se abusava das cores e texturas diferentes da moda, vinda de um visual da Jovem Guarda. E a segunda é o fato de o Sítio do Picapau Amarelo ter sido um dos primeiros programas coloridos de nossa televisão, já que a cor estreou no Brasil um ano antes. Tal fato mostra como os produtos da mídia possuem essa característica de transmitir certas ideologias. Kellner utiliza três categorias para descrever alguns dos modos como os textos culturais transcodificam e articulam imagens sociais, discursos e condições ao mesmo tempo que operam dentro de seu campo social. Aqui nos ateremos apenas na categoria do horizonte cultural que segundo o autor "refere-se às experiências, às práticas e aos aspectos reais do campo social que ajudam a estruturar o universo da cultura da mídia e sua recepção" (KELLNER, 2002, p. 137). Podemos aplicar essa categoria às adaptações, pois segundo Hélio Guimarães as adaptações "estabelecem uma zona de conflito entre as formas culturais diferentes, muitas vezes produzidas em tempos diferentes e voltadas para públicos também muito diferentes entre si e bastante heterogêneos” (GUIMARÃES, 2003, p. 110). No caso da adaptação da obra Memórias da Emília os elementos da cultura de 1936 quando a obra foi escrita, são diferentes da cultura de 1978 quando foi adaptada pela Rede Globo, e diferentes ainda da cultura de 2001 quando novamente foi adaptada pela mesma emissora de televisão. Assim tanto o livro como as adaptações do mesmo apresentam elementos da cultura de sua época, com a finalidade de melhor se adequar a realidade do público ao qual se destina. E sobre isso Kellner vem nos dizer que: [. . . ] para funcionar diante de seu público, a cultura da mídia precisa repercutir a experiência social, "encaixar-se" no horizonte social do público, e assim a cultura popular da mídia haure medos, esperanças, fantasias e outras inquietações da época (KELLNER, p. 138, 2001). Complementando o que diz Kellner, Debort define o espetáculo, afirmando que "o espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediadas pelas imagens" (DEBORD apud CARDOSO, 2008, p. 13). Cardoso explica que o autor diz que atualmente, o homem mesmo com o desenvolvimento das tecnologias, está se isolando. Ao quebrar tal isolamento os indivíduos obtêm reconhecimento social, mesmo que seja apenas momentâneo, encontrando assim a visibilidade procurada e não encontrada. Segundo Cardoso, "as pessoas dependem do espetáculo para confirmarem que existem e para se orientarem em meio aos semelhantes, dos quais freqüentemente se isolam" (CARDOSO, 2008, p. 13). A autora complementa dizendo que assistir à TV é um consumo individual de uma atividade coletiva. Dessa forma confirmamos as palavras de Kellner ao dizer que a cultura da mídia repercute a experiência social aurindo inquietações nas pessoas que a consomem. 2. Fusões entre o literário e o audiovisual A adaptação de obras literárias para o audiovisual tem sido uma constante deste os primórdios da televisão brasileira, "de modo que em lugar de reinventar-se completamente, deixando para trás o que está em outros suportes, a televisão continua a utilizar-se, de diferentes maneiras, do que foi e tem sido proposto, por exemplo, por obras literárias" (GOMES M. , 2008, p. 2). Segundo Antonio Andrade, "existem vários graus de adaptação de uma obra literária para o audiovisual. As mais comuns são: a adaptação propriamente dita; o basear-se em e o inspirar-se em ; e o vago a partir de (ANDRADE; REIMÃO, 2007, p. 118). Os autores não colocam as diferenças entre as denominações, mas podemos atribuir à Memórias da Emília o "basear-se em", visto que as adaptações não reproduzem a obra tal e qual está no livro. Existem várias possibilidades da representação dos livros em outras mídias. Mônica Rodrigues Nunes citando Reimão aponta para o fato de que "as representações dos livros em outras mídias podem se dar de várias formas, como referências, alusões, adaptações de obras literárias a diferentes suportes materiais da comunicação etc" (REIMÃO apud NUNES, 2007, p. 138). Desde seus primeiros tempos, face à necessidade de encontrar histórias para narrar, a televisão recorre à literatura como fonte de idéias. Esta é uma realidade que remonta aos primeiros tempos deste meio audiovisual e que tem continuado ao longo dos anos. Outro ponto que segundo Filomena Antunes Sobral (2008), que levou a apropriação dos conteúdos literários por parte da televisão é o que tem a ver com a idéia de respeitabilidade ou prestígio cultural. Assim o sucesso obtido num meio poderia garantir o sucesso no outro. Ainda segundo Sobral: Outro aspecto que consideramos importante prende-se com as razões culturais, ou seja, muitas adaptações são levadas a efeito por se tratarem de autores consagrados que colocarão, obrigatoriamente, a sociedade em contato com seus clássicos (SOBRAL, 2008, p. 3). Podemos observar através da citação de Sobral, o que vem acontecendo com o seriado Sítio do Picapau Amarelo. Seu autor é um escritor consagrado de nossa literatura, sendo considerado o pai da literatura infantil brasileira. Sua obra já foi adaptada cinco vezes num período de cinquenta anos, ou seja, se tornou um produto audiovisual de sucesso garantido entre as crianças. A obra infantil de Monteiro Lobato devido à sua grande riqueza e importância tornou-se um marco de nossa literatura. Seus livros ainda hoje são a principal referência quando se quer utilizar um modelo de literatura infantil genuinamente brasileira. Tal a importância de sua obra infantil que, desde os primórdios da televisão brasileira ela vem sendo adaptada e hoje ela se mostra também um marco dentro da programação televisiva voltada para as crianças. Sua primeira adaptação foi feita 1952 na extinta TV Tupi e as últimas adaptações foram produzidas pela emissora de maior audiência nacional, a Rede Globo. A obra Memórias da Emília escrita por Monteiro Lobato e editada pela primeira vez em 1936, faz parte do conjunto de obras que narram as aventuras vividas por duas crianças, Pedrinho e Narizinho, juntamente com a boneca de pano Emília, o sabugo de milho Visconde de Sabugosa, Dona Benta a proprietária de um sítio e Tia Nastácia empregada de Dona Benta. Essas aventuras são vividas no Sítio do Picapau Amarelo, nome que deu título à série de televisão. A obra audiovisual Memórias da Emília exibida na Rede Globo ao mesmo tempo em que é um produto televisivo, também é um produto literário. “Televisivo pela produção e pelo suporte utilizado para sua veiculação. Literário, considerando o conteúdo da mensagem” (HENRIQUE, 2007, p. 68). O importante aqui é verificar o processo de transmutação que originou esse objeto, da obra escrita à mensagem audiovisual. A série Sítio do Picapau Amarelo é um produto da literatura de massa que difere da literatura erudita ou culta, tais diferenças aparecem na comparação de seus conceitos. “A literatura erudita ou culta ‘deve ser entendida como um conjunto de textos reconhecidos, ao nível da produção e do consumo, como artístico-literário ” (SODRÉ apud HENRIQUE, 2007, p. 70). Já a literatura de massa, segundo Barbosa e Rabaça é: A literatura produzida segundo os cânones da indústria cultural, isto é, segundo a lei do mercado dos bens culturais. ‘Diferentemente da literatura culta, onde o mercado não entra como determinante principal do processo, a literatura de massa apóia a sua produção em expectativas de venda e de lucro’ (M. Sodré). Entram nessa categoria o romance policial, a ficção científica, o romance de aventuras, o romance sentimental, a telenovela, a fotonovela, as histórias em quadrinhos, etc. (BARBOSA e RABAÇA apud HENRIQUE, 2007, p. 70). O Sítio do Picapau Amarelo, por sua vez, é um evento audiovisual constituído de um enunciado que possui suas intencionalidades tendo como objetivo atingir o público infantil. O Sítio é constituído por um conjunto de blocos exibidos diariamente e se inclui dentro do que se chama serialidade, definida por Machado como a "apresentação descontínua e fragmentada do sintagma televisual" (MACHADO, 2000, p. 83). A obra de Monteiro Lobato adaptada para a televisão não é uma cópia perfeita do texto escrito. Como na maioria dos textos literários que são adaptados, ela também sofreu alterações, ou seja, foi adequada em seu conteúdo e na forma original em função do horário de sua transmissão, do público desse horário e visando também se adequar a realidade das crianças de hoje. Vemos que a identidade do programa se ajusta à época em que é produzido, ou seja, o Sítio do Picapau Amarelo atualiza-se desde sua primeira versão em 1952, na TV Tupi. Para Arlindo Machado, citado por Roberta Mânica Cardoso, a imagem eletrônica é uma síntese temporal de um conjunto de formas em mutação. E a autora complementa dizendo que: É a partir desta convergência virtual e atualizada de formatos, suportes e tecnologias que visualizamos a série diária O Sítio do Picapau Amarelo da Rede Globo como objeto de encontros e desencontros de fluxos que emergem como novas figuras de tempo resgatando a memória popular herdada da literatura de Monteiro Lobato (CARDOSO, 2008, p. 4) 3. Memórias da Emília: Livro e Audiovisual Vejamos agora, de maneira comparativa, algumas questões de adaptação aplicadas à obra Memórias da Emília, tanto na versão de 1978 quanto na de 2001. Observaremos pontos em que a obra adaptada utilizou, na íntegra, trechos do texto e outros, em que apenas aproveitou o tema principal, modificando-o para criar outra versão dos fatos narrados no livro. A obra Memórias da Emília está dividida em 15 capítulos em que Emília vai contando, ou melhor, mentindo suas memórias. Emília conta tudo o que houve e o que não houve. Na adaptação das Memórias da Emília, do ano de 1978, o tema "memória" é introduzido através de seis cenas que não estão contidas na obra escrita. Em tais cenas iniciais o autor da adaptação dialoga com o texto original, criando tramas anteriores à narração das memórias. Com isso, faz uma introdução antes de começar as memórias da Emília propriamente ditas. Nos diálogos dos personagens, o tema principal vai sendo apresentado por meio das lembranças dos fatos que aconteceram no próprio sítio ou nas aventuras por eles vividas em outros lugares, ou seja, mesmo que não façam parte do texto original, são lembranças próprias do universo lobatiano. Texto original Adaptação Seis cenas iniciais introduzem o tema “memória”. 1º Emília conversa com Dona Benta a respeito de suas memórias e começa a escrevê-las narrando como nasceu e como aprendeu a falar, para isso obriga o Visconde a ser seu secretário. Emília conversa com Dona Benta e Narizinho a respeito de suas memórias e começa a escrevê-las narrando como nasceu e como aprendeu a falar, para isso obriga o Visconde a ser seu secretário. 2º Emília sai com Quindim e deixa o Visconde sozinho escrevendo suas memórias. O sabugo começa com a história do anjinho da asa quebrada. Emília não deixa Visconde sozinho, ela narra ao sabugo as suas aventuras no Reino das Águas Claras. Enquanto narra as cenas vão acontecendo. Aparecem o Capitão Gancho, a fada Sininho e o Pequeno Polegar, a Carochinha e a Cuca todos no Reino das Águas Claras. Visconde se desentende com a Emília e a deixa escrevendo sozinha. Ela se atrapalha e não consegue escrever. Entra no escritório seu padrinho José Bento que nada mais é que uma alusão a Monteiro Lobato e começa a escrever no lugar do Visconde. José Bento vai embora e o sabugo assume seu posto novamente. Emília narra o nascimento do Visconde. 3º Visconde narra a história do anjinho que foi trazido por Emília quando as crianças do sítio foram à Via Láctea, fato narrado no livro Viajem ao Céu. Emília ensina ao anjo as coisas do sítio. A história do anjinho corre mundo e o rei da Emília narra a história do anjinho da asa quebrada. A história se inicia com um diálogo entre Emília e Tio Barnabé, onde o mesmo comenta ter visto algo muito bonito voando no céu, Emília acha que é um anjo e sai a procurá-lo. Vai até a venda Inglaterra manda ao sítio de Dona Benta um navio cheio de crianças. do Elias Turco e compra uma arapuca para pegar o anjo. O anjinho aparece no sítio sem que o episódio da Viajem ao Céu seja citado. Aparece o Barão de Münchhausen que confunde o anjo com o Pássaro Sagrado das Montanhas Nevadas e tenta caçá-lo. O Elias Turco e o Garnizé também tentam caçar o anjinho. Emília encontra o Anjinho no sítio e o esconde no casebre de Tio Barnabé. Fato não contido no livro. Emília narra as histórias da onça e de como ela pegou o saci. O Visconde conta ao Barão que o tal pássaro que ele procura é um anjo e o barão deixa de persegui-lo. 4º Visconde continua escrevendo as memórias da Emília. Conta sobre o anjo falso, que era ele mesmo vestido de anjo e sobre o protesto das crianças inglesas ao quererem ver o anjo verdadeiro. Aparece Peter Pan para exigir que mostrem o anjo verdadeiro. Fato não contido na adaptação. 5º O Almirante que trouxe as crianças inglesas se admira ao ver o anjinho. Ainda é o Visconde a narrar os fatos. 6º Visconde narra a chegada do Capitão Gancho e do marinheiro Popeye, ambos com interesse de levar o anjinho. O primeiro tinha a intenção de vendê-lo para um circo e o segundo levá-lo para ser estrela de Hollyood. Popeye luta contra o Capitão Gancho e o vence fortificado pelo seu espinafre. Fato não contido na adaptação. 7º Emília descobre que o efeito do espinafre só dura meia hora e arma um plano para atacar o marinheiro. Fato não contido na adaptação. 8º Emília troca a lata de espinafre por uma de couve. Ao trocar as latas dá a de espinafre ao Pedrinho e ao Peter Pan para que os dois possam lutar contra Popeye. Fato não contido na adaptação. 9º Dito e feito os dois meninos vencem o marinheiro que ficou fraco ao comer as couves. Fato não contido na adaptação. 10º Emília volta para conferir o serviço do Visconde e faz o pobre sabugo ler para ela tudo o que escreveu. E sai novamente deixando o Visconde a escrever as memórias dela. Fato não contido na adaptação. 11º Nas memórias Emília percebe que o anjo está querendo voltar para o céu e pede a Tia Nastácia cortar suas asas. Tia Nastácia não corta por achar que é sacrilégio. O anjinho foge e Emília não chora, apenas culpa Tia Nastácia por não ter cortado as asas do anjo. As crianças ingles
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