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A Abertura Comercial

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A Abertura Comercial é imprescindível para o crescimento econômico
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  Instituto Ludwig von Mises Brasil  http://www.mises.org.br  A abertura comercial é imprescindível para ocrescimento econômico - e isso não é folclore por Diversos Autores, sexta-feira, 9 de setembro de 2016 O ministro das Relações Exteriores José Serra disse, com grande profundidade filosófica, que o Brasil não é uma economia mais fechada do que a média mundial, apesar do folcloreencontrado. Isso é folclore. E  prosseguiu, exsudando cientificidade: Quando alguém te disser [que a história mostra uma posição muito fechada do Brasil], pode dizer o seguinte: 'o ministro de Relações Exterioresdisse que essa sua afirmação é folclórica'. Intelectualismo avassalador.Eis os fatos nada folclóricos: segundo a Câmara Internacional de Comércio, o Brasil é a economia mais fechada do G-20   e uma das mais protecionistas do mundo. Em um ranking das75 maiores economias do mundo, que representam quase a integralidade do comérciointernacional, o Brasil aparece apenas na 68.ª posição entre os mais abertos. Apenas oito paísesseriam mais fechados que o Brasil, entre eles potências como Quênia, Paquistão e Venezuela.Ao passo que a média de importações dos países do G-20 é de 27,5% do PIB, o Brasil importaapenas 14% do PIB.Aquilo que já era ruim piorou ainda mais durante o governo Dilma. Com a justificativa deestar estimulando a indústria, o governo praticamente fechou os portos e aumentou asalíquotas de importação de praticamente todos os produtos estrangeiros: automóveis, pneus, produtos têxteis, calçados, brinquedos, lâmpadas, sapatos chineses, tijolos, vidros, vários tiposde máquinas e até mesmo de  produtos lácteos.As consequências do fechamento da nossa economia são diariamente vivenciadas por todosnós, que ficamos praticamente proibidos de ter acesso a produtos bons e baratos feitos noexterior, e nos tornamos reféns do grande empresariado nacional, protegido pelo governo.Ao elevar as tarifas de importação, o intuito do governo é proteger as empresas nacionais e   blindá-las contra os desejos dos consumidores -- principalmente dos mais pobres, que ficamsem poder aquisitivo para comprar produtos bons e baratos feitos no exterior.Agindo desta maneira, o governo cria uma reserva de mercado para o poderoso empresariadonacional, o qual agora, sem a concorrência externa, se sente mais livre para cobrar preços altose oferecer produtos de pior qualidade. Não sobra alternativa para os consumidores senãoconsumir os produtos deste baronato nacional. Para protecionistas como Serra, as indústrias nacionais não devem ser submetidas à liberdadede escolha dos consumidores nacionais. Os consumidores não devem ter o direito de escolher  produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar apenas os produtos nacionais maiscaros.Sem a concorrência de produtos estrangeiros, e com aqueles cidadãos mais pobres podendocomprar apenas produtos mais caros fabricados nacionalmente, os grandes empresáriosindustriais do país não têm motivo nenhum para reduzir seus preços e elevar a qualidade deseus produtos. Eles passam a usufruir um mercado cativo. Consequentemente, torna-se maisdifícil controlar a inflação de preços.E os consumidores, principalmente os mais pobres, passam a ser tratados como gado em umcurral: ficam proibidos de comprar produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros desses empresários privilegiados.Enquanto os lucros destes se tornam inabalados, a renda disponível dos mais pobres vaidefinhando.Este excelente site tem uma calculadora que permite você calcular, por estado, quanto irá pagar de tributos ao importar um bem. Por exemplo, se você mora no estado de Minas Gerais edecidir importar um produto que custa US$ 1.000 (R$ 3.220) mais US$ 50 de frete, e pagavocê pagará R$ 3.216    só de tributos , o que dá quase 100% do preço do produto. O preço final total será de R$ 6.597 . Ou seja, as indústrias nacionais estão sem nenhumaconcorrência estrangeira.Clique no site, faça pesquisas por estados, e teste a resistência do seu estômago. E vejatambém este site, que dá mais detalhes sobre a tributação. Tarifas são impostos - e geram as mesmas consequências Contrariamente ao que dizem os protecionistas, o livre comércio não apenas não causadesemprego, como também ajuda quem está procurando emprego. Quando as importações baratas expulsam do mercado aqueles produtos nacionais mais carosou de menor qualidade, os consumidores nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo diminui. Sobra maisdinheiro ao fim do mês.  Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtose serviços. Se você gasta menos comprando bens importados mais baratos, sobre maisdinheiro para você gastar em outros setores da economia. E sobra mais dinheiro para vocêinvestir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores.Com mais investimento e com mais demanda em outros setores, emprego e produção crescem. Consequentemente, a população se torna agora mais rica e com maior oferta de bens eserviços. Trabalhadores demitidos daquelas indústrias ineficientes que perderam mercado paraos produtos importados têm agora novas oportunidades em outros setores.E isso não é apenas uma questão de teoria, não. A própria empiria confirma isso.O quadro abaixo, elaborado pelo economista argentino Iván Carrino, mostra os países que têma maior abertura comercial de acordo com a pontuação (de 0 a 100) -- estabelecida pelo Índicede Liberdade Econômica da  Heritage Foundation  -- e a taxa de desemprego de cada um deles para o ano de 2015.À exceção da Bulgária -- que nunca foi um exemplo de país historicamente estável --, aconclusão a partir dos dados é clara: o desemprego não tem nada a ver com a aberturaeconômica. Como mostram os 4 primeiros países, quanto mais aberto  ao comércio, menor   ataxa de desemprego.  Uma análise mais extensa indica que os países mais abertos ao comércio internacional nãoapenas não têm problemas de emprego, como também são, em média, 5 vezes mais ricos doque aqueles que decidem impor travas e barreiras à liberdade de seus cidadãos de importarem bens do exterior.A lógica é direta: tarifas são impostos sobre vendas que se aplicam a bens estrangeiros. Asempresas estrangeiras são tributadas para que suas concorrentes domésticas -- que são isentasdesta tributação -- possam livremente aumentar seus preços de maneira generalizada.Tendo agora de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, osconsumidores nacionais estarão incapacitados de consumir mais e de investir mais. A restriçãoàs importações e a reserva de mercado criada por ela faz com que a capacidade de consumo ede investimento da população seja artificialmente reduzida. E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmentereduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia. Assim, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa deempregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa daqueda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas. Logo, toda a economia se torna mais ineficiente, a produção diminui, os preços médiosaumentam, e os salários reais caem.Exatamente o cenário brasileiro atual.Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisamimportar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade e, comisso, fabricar produtos melhores e mais baratos. Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seusinsumos ou então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade. Isso reduz sua produtividade e aumenta seus custos. Sendo menos produtivos e operando comcustos maiores, essas empresas se tornam menos competitivas internacionalmente. Consequentemente -- e essa é uma das consequências não previstas do protecionismo --, asexportações também tendem a declinar. E estimular exportações era exatamente uma dasintenções do protecionismo.De novo, esse é exatamente o cenário brasileiro. Tarifas são imorais e anti-humanas Eis o fato básico: tarifas de importação são impostos. Dizer que tarifas de importaçãoestimulam a economia equivale a dizer que impostos estimulam a economia. Nem mesmo umfanático desenvolvimentista como José Serra pode acreditar nessa tese.Barreiras comerciais são boas para garantir os lucros das indústrias protegidas e para manter os

ANEXO FDC(1)

Aug 30, 2017
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