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A Ancestralidade Do Capitalismo (3)

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The aim is to give an idea of what the capitalism is, considering the facility of understanding in people without previous ideas about it.
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   A Ancestralidade do Capitalismo  Ailton Benedito de Sousa Chama-se capitalismo isso que resulta da proliferação, em escala planetária, de  pequenos arranjos produtivos de iniciativa individual, em pequena escala aparentemente inocentes, dinâmicos e monetariamente rentáveis, cujas conseqüências devastadoras para a humanidade e para toda a vida sobre o Planeta derivam da absoluta neação da essência social das !sp cies, especialmente da essência social da !sp cie #umana, por parte dos praticantes e defensores da iniciativa$ S eguindo os passos de Karl Polaniy, tentemos configurar o nascimento de um “arranjo de produção”  bem simples, numa cidade, aldeia ou vila da Ásia, África ou Europa, numa época equivalente ao fim da idade média européia – se quisermos precisar o século, digamos, século ! , segundo essa escala de tempo ardilosamente engendrada por esse estrategista do reino das lendas racistas, o #esu$ta Scaligiere%%%  (procurem saber quem foi essa gura) &ttps'(()))%youtube%com()atc&*v+-./-0102v34 c&efe, respons5vel e interessado no bom sucesso desse “arranjo produtivo” , logo o pai do capitalista moderno, é um aventureiro, pessoa de muitas &abilidades, de fato ou de boca, e67artes8o em v5rios of$cios ou artes% 9ulgando7se : frente de seu tempo, ele n8o mais quer estabelecer7se como artes8o, quer descobrir oportunidades de aumentar seu alfor#e de moedas, gan&ando a vida de modo mais din;mico, superando as restri<=es das guildas >associa<=es semi7religiosas medievais de trabal&adores?, onde todos os passos da vida do associado est8o demarcados%%%Andando a esmo, nosso aventureiro v@7se de repente numa regi8o de  plantadores de trigo, em per$odo de col&eita% A comunidade tira seu sustento da agricultura, o trigo, #untamente com outras col&eitas de subsist@ncia, sendo o carro7c&efe das atividades produtivas%  osso aventureiro v@ que o povo é rico, isto é, disp=e de mais do que necess5rio para viver e bem% 0rocam o trigo produido por vin&o, aeite, tecidos, animais, ferramentas etc% e ouro, em t@nues l;minas, de modo que ao fim do ano, sobram algumas pequenas l;minas, que ameal&am%%%  4 aventureiro nota, porém, que falta a todos agasal&os para os pés, todosandam descal<os ou com tamancos grosseiros, o ter um par de sapatos vel&os é s$mbolo de destaque econCmico e pol$tico%%%A guilda de sapateirosmais prD6ima est5 a mais de .2 quilCmetros de dist;ncia em regi8o em que se fa viagens a pé, o comprador vai ao mercado, mas o vendedor n8o vem ao comprador% Para completar o quadro, nosso aventureiro v@ que o inverno se apro6ima e que o frio vai ser rigoroso%%%Sem mais delongas, que faer* 0emos aqui F2 fam$lias, G22(F22 pessoas, HF2 &omens, .22 mul&eres%%%4fere<o a eles sapatos : troca de arroubas de trigo, cu#o pre<o aqui nesses confins fica em torno de meia grama de ouro  por arrouba, enquanto que nas populosas cidades do sul cifra7se em H gramas de ouro por arrouba, no inverno podendo ir a I ou maisJ Se vendo H22 pares de sapato, saio daqui com no m$nimo -22 gramas de ouro que no inverno pode c&egar acima de -%H22 gramas%%  %usto&, sim$$'  (e)timo, honesto&$$$claro$ Eis meu “arranjo produtivo”  para produir H22 pares de sapatos de &omem e mul&er, gastando em cada par de sapato masculino ou feminino no m56imo uma média de 2,- gramas de ouro, tudo inclu$do, aplico coisa de -22 gramas%%% endo a eles cada par de sapato pelo equivalente a H arroubas de trigo, ou se#a, - grama de ouro% Saio daqui com G22 arroubas de trigo que, a I gramas por arrouba podem me dar um montante de H%G22 gramas de ouro%%% *+ rico$$$adeus, trabalho$$ Le que preciso pra produir sapatos* Preciso tomar, pegar, arran#ar, prender >  prehendereentreprehenendre, arraner  ,? alguns  factores.  -? uns I artes8os sapateiros que tragam suas ferramentas, coisa dif$cil por causa das normas das guildas, mas a -2 quilCmetros daqui consigo isso, sob o engodo de l&es pagar diretamente em ouro% Se &ouver escravid8o mel&or, compro F escravos sapateiros%% H? Preciso comprar couro em pe<as curtidas,em fio e prensado, para a sola, ten&o moedas para isso% .? Preciso do material de acabamento, tinta, cera, cadar<os etc%, sem problemas% G? Preciso arran#ar um local para a iniciar a produ<8o, as instala<=es, ter essasinstala<=es plantadas num lugar >planta?%%%F? 0rocado o sapato por arroba detrigo, preciso de silo para guardar esse trigo e preciso de transporte que me leva essa mercadoria : cidade onde o pre<o é mais compensador%%%0udo sobcontrole%,, /0ão fosse eu um empreendedor empoderado/, dir5%   esse esbo<o est8o demarcados os elementos b5sicos do arranjo produtivo  que vai receber o nome de capitalismo , quando o prDprio desenvolvimento desse arran#o produtivo tiver engendrado caracter$sticascomo as seguintes , comprov5veis a partir de nosso con&ecimento &istDrico'-%4 empreendedor que de in$cio, eventualmente, era um forasteiro, agora é membro da mais importante classe social do lugar onde instala seu arran#o, obviamente depois dos nobres ou aristocratas% 4 passo seguinte ser5 sua &egemonia pol$tica absoluta apagando o  bril&o de nobres e aristocratas primeiro nas novas na<=es que fundam na Europa, depois, em nossos dias, no sistema planet5rio de  produ<8o%H%4 empreendimento, a f5brica, a planta, a usina, a mina, o empDrio, o  banco, qualquer que se#a o nome do “arranjo produtivo”  torna7se uma institui<8o permanente na sociedade, ou se#a, dei6a de ser feito e desfeito ao aparecimento, na comunidade, de um volume de necessidades que o #ustifiquem%%%Agora, as instala<=es n8o s8o desfeitas apDs o sucesso ou malogro do arran#o produtivo% Agora as instala<=es, quer como produtivas, quer como improdutivas s8o da responsabilidade da sociedade como um todo% 4 empreendedor sabeque ter sapatos para os indiv$duos é necessidade social permanente,logo tem que &aver sempre consumidores de sapatos, os quais t@m que ter meios monet5rios para consumir%%%8o vale outro bem de troca%%%tem que ser M4ELA, A M!NA M4ELAJ% Seu modo de  pensar é claro'   Para e1istir, a sociedade precisa de fábricas de  sapatos, portanto, que as monte para mim ou que me ajude a montá-las e a mantê-las/$ % a vis8o do empres5rio e também na vis8o de muitos, a sociedade, o estado, deve tornar7se respons5vel  por criarJ% favorecerJ as condi<=es de e6ist@ncia da f5brica de sapatos, cu#o funcionamento rent5vel >com boa margem de lucro  privati2ável  ? e6ige consumidores monetariados%%%  ! a empresa  p3blica& 4 !la será combatida se não se comportar como se privada fosse, eis o neoliberalismo$ E qual é a fun<8o do Estado* O a sociedade, ou mel&or seu estado eunuco, que deve reger toda a atividade social que proporcione um Dtimo >lucrativo? funcionamento da economia, o con#unto dos arran#os produtivos sociais, geridos como se fossem individuais, tivessem tido criadores,  gestores e benefici5rios individuais% 0odas as institui<=es sociais devem ficar sob o controle dos capitalistas, para que sempre &a#a,  por um lado, consumidores segmentadamente monetariados por outro lado, consumidores desprovidos de meios de subsist@ncia que  pudessem trocar por bem, a n8o ser a for<a de trabal&o, nem essa  podendo ser trocada por outra coisa sen8o pela moeda dos capitalistas, Qnico meio de se faer o infinito nQmero de arran#os  produtivos no n$vel planet5rio funcionarem de modo cont$nuo e rent5vel, isto é, dando lucro aos que se colocam : testa dos respectivos empreendimentos% SD louco pode imaginar uma economia capitalista sem a ferren&a dire<8o de um Estado de classe,o imperialista burgu@s%.%A competi<8o e &ierarquia<8o dos empreendedores  por tipo de setor produtivo% 4 leitor notou que nosso primeiro empreendedor acumula as fun<=es de titular do financiamento do arranjo produtivo  – ele disp=e da base monet5ria >financiamento? para compra, arrendamento, aluguel dos fatores de produ<8o, pois soin&ose encarrega da aquisi<8o do trigo para revenda > comércio ?, e sD também se encarrega do transporte e distribui<8o > transporte ? e se encarrega de operar com a grama de ouro, tornando7a equivalente a outras mercadorias e moedas > atividade cambial ?% o decorrer das etapas do desenvolvimento capitalista, porém, cada um desses grandes setores ser5 apropriadoJ >ao fim de guerras de competi<8o?  por um grande empreendedor, que para n8o perder a primaia ter5 que subordinar pelas armas todos abai6o de si% E o esquema vai ser o mesmo qualquer que se#a o setor' a sociedade e seu estado, que  precisa dos grandes financistas, vai ser a respons5vel por promover  pol$ticas que gerem elevadas ta6as de lucro para seus financistas e,  pior ainda, os indenie quando tiverem pre#u$o%%%4 mesmo tratamento para o setor industrial, comercial, minerador, de transporte, pesca, comunica<8o, ci@ncia e tecnologia, tudo% Proporcionar o estado Dtimo de funcionamento desses setores tornar7se75 a fun<8o da sociedade% 4 somatDrio da totalidade das diferentes fontes de ob#etivos t5ticos e estratégicos, é a guerra permanente entreas na<=es capitalistas%
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