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A APLICAÇÃO DE ALIMENTOS ANTIOXIDANTES NA PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO THE APPLICATION OF ANTIOXIDANT FOODS IN THE PREVENTION OF SKIN AGING

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A APLICAÇÃO DE ALIMENTOS ANTIOXIDANTES NA PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO THE APPLICATION OF ANTIOXIDANT FOODS IN THE PREVENTION OF SKIN AGING Eloisa Cristiana ROCHA¹; Carolini Aparecida SARTORI 1
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A APLICAÇÃO DE ALIMENTOS ANTIOXIDANTES NA PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO THE APPLICATION OF ANTIOXIDANT FOODS IN THE PREVENTION OF SKIN AGING Eloisa Cristiana ROCHA¹; Carolini Aparecida SARTORI 1 ; Fernanda Flores NAVARRO 1; 2. 1 Centro Universitário Hermínio Ometto FHO Uniararas. 2 Departamento de Biologia, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rio Claro, SP, Brasil. Autora responsável: Paula Lumy da Silva. Endereço: Av. Maximiliano Baruto, n. 500, Jardim Universitário, Araras SP. CEP: , RESUMO Atualmente, a população vem se preocupando cada vez mais com o envelhecimento cutâneo, que se caracteriza por um processo fisiológico que não pode ser estagnado, apenas retardado. Os antioxidantes são importantes nesse processo de desaceleração, pois podem diminuir o impacto dos radicais livres, os quais podem ser de natureza enzimática ou não enzimática. Além de acelerar o processo de envelhecimento, os radicais livres podem gerar doenças degenerativas e cardiovasculares, processos inflamatórios e mutações. O consumo diário de alimentos com potencial ação antioxidante, como frutas, vegetais, legumes, vitaminas A, C e E, pode atuar na prevenção dessas doenças. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica apresentando os principais alimentos antioxidantes e suas possíveis correlações com o envelhecimento cutâneo. Para tanto, foram utilizados artigos científicos de bases de dados eletrônicas, como Science Direct, SciELO (ScientificElectronic Library Online), Lilacs (Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), NCBI (National Center for Biotechnology Information) e Biomed. Diante do panorama exposto, é possível destacar a importância do consumo diário de alimentos saudáveis que contribuem para uma melhor qualidade de vida, tanto no aspecto estético quanto no emocional. Palavras-chave: Antioxidante. Envelhecimento Cutâneo. Alimentos Antioxidantes. Radiação UVA/UVB. ABSTRACT Nowadays, the population has been increasingly concerned with skin aging, which is characterized by a physiological process that cannot be stagnated, only delayed. Antioxidants are important in this deceleration process as they can reduce the impact of free radicals, which may be enzymatic or non-enzymatic in nature. In addition to accelerating the aging process, free radicals can generate degenerative and cardiovascular diseases, inflammatory processes and mutations. Daily consumption of foods with potential antioxidant action, such as fruits, vegetables, leguminous, A, C and E vitamins, can act to prevent these diseases. The present study aims to carry out a literature review presenting the main antioxidant foods and their possible correlations with skin aging. To do so, we used scientific articles from electronic databases such as Science Direct, SciELO (Scientific Electronic Library Online), Lilacs (Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), NCBI (National Center for Biotechnology Information) and Biomed. Based on the above, it is possible to highlight the importance of daily consumption of healthy foods that contribute to a better quality of life, both aesthetically and emotionally. Keywords: Antioxidant. Skin Aging. Antioxidant Foods. UVA/UVB radiation. 19 INTRODUÇÃO A qualidade de vida tem grande importância na área da Saúde e gera uma relação entre os aspectos econômicos e socioculturais à vida cotidiana dos indivíduos; é, portanto, indispensável para promover a saúde e prevenir doenças (SEIDL; ZANNON, 2004). O envelhecimento é um fenômeno natural e muitos indivíduos buscam constantemente meios que proporcionem o rejuvenescimento, contribuindo, assim, para uma melhor qualidade de vida e bem-estar (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014). O envelhecimento pode ocorrer em razão de fatores intrínsecos ou extrínsecos, de modo que em ambos o mecanismo envolve a produção de radicais livres. O envelhecimento intrínseco é progressivo, previsível e inevitável, sendo determinado pela genética e derivado da diminuição da elastina, o que leva à atrofia, ao aparecimento de rugas e ao ressecamento. Já o envelhecimento extrínseco é um conjunto de mudanças advindas de fatores ambientais, e a pele se apresenta com rugas profundas, flacidez e sulcos (PUJOL, 2011). Os radicais livres podem ser gerados por meio de fontes endógenos, como inflamação e respiração aeróbica, ou por meio de fontes exógenos, como radiação ultravioleta, medicamentos e tabagismo (PEREIRA; VIDAL; CONSTANT, 2009). Os antioxidantes obtidos pela alimentação desaceleram o processo de envelhecimento, combatendo ou inativando esses radicais livres, que aparecem mesmo com as defesas naturais do corpo, provocando reações antes de ser eliminados (RIBEIRO, 2010). Estudos comprovam que uma alimentação saudável é essencial para ter o equilíbrio entre os antioxidantes e a quantidade de radicais livres produzidos, já que pode fornecer carotenoides, licopeno, vitamina C, vitamina E, entre outros (RIBEIRO, 2010). O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica apresentando os principais alimentos antioxidantes e suas possíveis correlações com o envelhecimento cutâneo. Para tanto, foram utilizados artigos científicos das bases de dados eletrônicas Science Direct, SciELO (ScientificElectronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), NCBI (National Center for Biotechnology Information) e BIOMED. REVISÃO DE LITERATURA A pele é o órgão que reveste a superfície externa do corpo humano, portanto, é o que vai mostrar com mais clareza os sinais do processo de envelhecimento. Compõe 16% do peso corporal, desempenhando diversas funções, tais como: síntese de vitamina D, absorção e eliminação de substâncias químicas, controle da temperatura, absorção de radiação ultravioleta e estética, além do aspecto sensorial (HARRIS, 2009). É dividida em três camadas: epiderme, derme e hipoderme. A epiderme é constituída por várias camadas de queratinócitos (que são células epiteliais estratificadas), cujo processo de diferenciação leva cerca de 30 dias. É formada pelas seguintes camadas: basal, espinhosa, granulosa e córnea, sendo que na palma das mãos e na sola dos pés existe ainda a camada lúcida (encontrada entre as camadas córnea e granulosa), que deixa a pele mais espessa (RUIVO, 2014). A derme é resistente e elástica, fornecendo resistência física frente a agressões. É formada por fibras proteicas em associação a uma rede extracelular (RIBEIRO, 2010). A última camada, a hipoderme (ou tecido adiposo), tem a função de armazenar energia de reserva, produzindo e liberando substâncias denominadas adipocinas (HARRIS, 2009). Envelhecimento O envelhecimento é um processo inevitável, que envolve fatores multifatoriais, ambientais e comportamentais, além da genética, e pode ser dividido em fatores intrínsecos e extrínsecos (PUJOL, 2011). O envelhecimento intrínseco é o processo natural do envelhecimento dos órgãos e é proveniente de danos endógenos e, principalmente, das características genéticas individuais. Com o passar dos anos, diversos eventos ocorrem naturalmente, a capacidade de divisão celular e a síntese da matriz dérmica diminuem e a produção de radicais livres que causam alterações e danos ao DNA aumenta (PUJOL, 2011). Com a diminuição das fibras de colágeno e glucosaminoglicanos (GAGs), os espaços entre as fibras de colágeno e elastina aumentam, gerando 20 perda de água e eletrólitos e, consequentemente, aumento da desidratação cutânea e perda da elasticidade cutânea (RUIVO, 2014). O envelhecimento extrínseco é oriundo de fatores externo ao organismo, entre os quais se destacam a poluição ambiental, o tabagismo, o estilo de vida (alimentação inadequada, alcoolismo, exercícios físicos) e o estresse físico e/ou emocional. A pele apresenta-se com pigmentação irregular, rugas e tendência para o desenvolvimento de hiperpigmentação (RUIVO, 2014). Ao longo dos anos, os tecidos humanos sofrem alterações fisiológicas, bioquímicas e morfológicas, as quais fazem com que diversos órgãos percam suas funções gradativamente. O tecido cutâneo é o principal órgão atingido, torna-se mais vulnerável ao meio ambiente (PUJOL, 2011). O envelhecimento é um processo irreversível, porém, existem diversas maneiras de atenuar as marcas que foram adquiridas com o tempo. Para isso, é importante a fotoproteção solar e a ingestão de água (para uma melhor hidratação hídrica) e de alimentos que possuam potencial antioxidante, inibindo, assim, a ação de radicais livres (SILVA; MEJIA, 2013). Como a senescência das células tem sua velocidade influenciada pelos alimentos, se estes forem ricos em antioxidantes, irão retardar os efeitos dos radicais livres; porém, se tiverem radicais livres em excesso, irão gerar estresse oxidativo (SCHNEIDER, 2009). O fotoenvelhecimento é um efeito crônico resultante da exposição à radiação ultravioleta e é adquirido principalmente pela intervenção da radiação UVA, que penetra mais profundamente na pele. A radiação UVA possui comprimento de onda mais longa, que atinge a derme e provoca desordem e destruição das fibras de colágeno, perda de elasticidade e liberação de radicais livres, podendo, assim, provocar danos ao DNA. A pele fica com aspecto enrugado, pigmentação irregular, flacidez e secura (NORONHA, 2014). A radiação UVB possui comprimento de onda intermediário. Embora não penetre intensamente no tecido cutâneo, possui energia elevada, provocando danos superficiais, como queimadura e bronzeamento. É responsável por causar danos diretos ao DNA, espessamento do estrato córneo e, a longo prazo, fotoenvelhecimento e câncer de pele (TEIXEIRA, 2012). O hábito de se tomar café regularmente também pode contribuir para um efeito fotoprotetor, uma vez que a cafeína induz a apoptose em queratinócitos lesados pela radiação UVB, contribuindo, assim, para a prevenção do cancro de pele (NORONHA, 2014). A radiação UVC possui comprimento de onda mais curta, totalmente prejudicial aos seres humanos; porém, suas ondas ficam retidas na camada de ozônio, não chegando a atingir a pele (NORONHA, 2014). Uma das causas do envelhecimento está interligada a uma proteína denominada estomatina. Por meio de uma cultura de fibroblastos, observouse que eles pararam de se dividir na presença da estomatina, o que sugere que essa proteína é uma das ferramentas celulares responsáveis pela diminuição da divisão celular (GUIRRO; GUIRRO, 2004). Há inúmeras teorias que tentam explicar o processo de envelhecimento; porém, a mais aceita cientificamente é a do envelhecimento causado pelos radicais livres (HARRIS, 2009). Radicais Livres e Antioxidantes Os radicais livres, ou espécies reativas de oxigênio (EROs), possuem um ou mais elétrons não pareados, o que aumenta sua reatividade química. Tendem a acoplar o elétron não pareado a algum outro próximo a ele, sendo, portanto, receptores (oxidantes) ou doadores (redutores) de elétrons (CARPER, 1997). São produzidos em quantidades pequenas em nosso organismo, principalmente quando há produção de energia, fagocitose, síntese de compostos biológicos e controle de crescimento celular, não sendo prejudiciais à saúde. Porém, existem os EROs provenientes do meio externo, alimentos e medicamentos, que são absorvidos pelo organismo em forma de substâncias químicas tóxicas, causando, assim, inúmeros danos à saúde. Além disso, quando produzidos em excesso, geram estresse oxidativo (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014). De acordo com Zimmermann e Kirsten (2008), o estresse oxidativo é designado com um desequilíbrio entre a capacidade de ação de antioxidantes e as EROs, que, quando liberadas em excesso, fazem parte do mecanismo intermediários de várias doenças. Tais danos são inúmeros, destacando-se os causados nas biomoléculas celulares, visto que promovem o aparecimento de enfermidades e 21 aceleram o processo de envelhecimento (PEREIRA; VIDAL; CONSTANT, 2009). O consumo excessivo de álcool, estresse, tabagismo, hábitos alimentares inadequados e alguns tipos de doenças crônicas e degenerativas auxiliam no aumento do estresse oxidativo (VASCONCELOSA et al., 2014). O DNA sofre danos irreversíveis derivados da interação com os radicais livres, e, quando há quebra das cadeias do DNA, estas podem ser religadas em outra posição, danificando sua base (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014). O organismo apresenta entre as suas funções imunológicas uma proteção contra esses danos, tais como enzimas, vitaminas e agentes quelantes de íons metálicos; porém, sozinho não é totalmente eficiente, tornando-se necessária a ingestão de fontes antioxidantes, que auxiliam no mecanismo de defesa (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014). Os antioxidantes são substâncias que diminuem ou bloqueiam a oxidação provocada pelos radicais livres. São capazes de doar um elétron ao radical hidrogênio, neutralizando e/ou inibindo a ação dos radicais livres (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014). De acordo com Carper (1997, p. 25), o que você dá as suas células pode transformá-las em fortalezas repletas de exércitos de antioxidantes que resistem aos ataques do tempo e das doenças relacionadas à idade. Antioxidantes podem ser de origem endógena ou exógena: entre os antioxidantes de origem endógena destacam-se o superóxido dismutase (SOD), o ácido úrico e a catalase. O organismo humano possui quantidade suficiente desses compostos que o mantém protegidos; porém, quando há desequilíbrio decorrente de patologias ou exposição à radiação ultravioleta, ocorre estresse oxidativo, sendo importante o consumo de antioxidantes exógenos para que auxiliem na proteção adequada (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014). Segundo Leite e Sarni (2003), os antioxidantes são constituídos por ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa, substâncias hidrossolúveis e/ou enzimas, que derivam principalmente da dieta. Agem de diferentes maneiras para melhor proteger o organismo: inibem a formação dos radicais livres, impedindo que ataquem os aminoácidos das proteínas, os lipídeos, o DNA e a dupla ligação dos ácidos graxos poli-insaturados; e reparam lesões ocasionadas pelos radicais livres, reconstituindo as membranas celulares danificadas por eles (BIANCHI; ANTUNES, 1999). Os antioxidantes também interferem no processo de envelhecimento da pele por meio do mecanismo de fotoproteção, considerando-se que as radiações penetram na pele e desencadeiam uma série de degradações, formando os radicais livres. De imediato, o eritema é o dano mais visível provocado por essas radiações, tendo como consequência o câncer de pele e o envelhecimento prematuro cutâneo; também causam danos ao material genético das células e das fibras, fazendo com que a pele perca sua elasticidade, fique mais seca, com rugas e manchas solares (CARPER, 1997). O corpo oferece os seguintes mecanismos fisiológicos para combater os efeitos das radiações ultravioletas: pigmentação, espessamento da camada córnea, mecanismos de reparação do DNA, formação de ácido urocânico e ativação de antioxidantes (NORONHA, 2014). Alimentos antioxidantes Diversos estudos, oriundos de instituições como Johns Hopkins, Standford, Harvard, Tufts University, UCLA, Yale e Universidade da Califórnia, enfatizam a ação dos alimentos antioxidantes para combater o envelhecimento cutâneo (CARPER, 1997). Os alimentos funcionais são aqueles com propriedades nutricionais benéficas para o corpo humano e que auxiliam na manutenção da saúde, reduzindo os riscos de inúmeras doenças (MORAES; COLLA, 2006). Tais alimentos são compostos por combinações químicas complexas, que, ao entrarem na célula pelo processo de nutrição, alteram sua composição ditando a sua atividade (SCHNEIDER, 2009). Diversos estudos apontam atividade antioxidante em frutas, verduras, grãos, óleos e legumes, sendo estes grandes aliados do retardamento do envelhecimento cutâneo; contudo, é importante observar o preparo correto do alimento e sua quantidade para que o efeito antioxidante seja atingido na dose correta, evitando, assim, reações adversas (SCHNEIDER, 2009). Existe uma correlação entre a maior quantidade de radicais livres e o processo de envelhecimento da pele, o qual pode ser acelerado 22 pela carência de minerais e vitaminas do tipo A, E C (ANGELIS, 2005). Para a manutenção da saúde, é indispensável uma alimentação adequada, rica em antioxidantes, pois estes possuem propriedades que inibem a ação dos radicais livres. Os principais antioxidantes da dieta são: carotenoides, vitamina A, vitamina C, vitamina E e flavonoides (RIBEIRO, 2010). Existem aproximadamente 600 carotenoides identificados, sendo apenas 20 encontrados em tecidos humanos e com origem nos alimentos. Sua composição plasmática pode indicar o consumo de frutas e hortaliças, cuja absorção dependerá do tipo de alimento. Sabe-se que os que são utilizados como corantes são absorvidos mais facilmente, entre eles se destacam o betacaroteno e o licopeno (SHAMI; MOREIRA, 2004). Cenoura, mamão, batata-doce e fontes vegetais são alguns exemplos de alimentos que possuem betacaroteno, cujas propriedades trazem benefícios importantes ao organismo, como diminuição dos efeitos da radiação ultravioleta sob a pele, protegendo-a do eritema; estímulo à síntese de melanina; e transformação da vitamina A no organismo (SHAMI; MOREIRA, 2004). O licopeno é o carotenoide predominante no plasma e nos tecidos do corpo humano. É lipossolúvel e considerado o carotenoide com maior reatividade. É encontrado em alimentos de cor vermelha, como goiaba, melancia, pitanga, sendo o tomate sua maior fonte. Confere proteção às moléculas de lipídeos, de proteínas e de lipoproteínas de baixa densidade, ao DNA e atua contra a ação dos radicais livres (MORITZ; TRAMONTE, 2006). De acordo com Moritz e Tramonte (2006, s/p), não há ainda uma quantidade específica, mínima ou máxima, prescrita de licopeno que seja considerada segura para ingestão ; portanto, há controvérsias quanto à quantidade de consumo adequada para a obtenção de seus benefícios. Uma mastigação eficiente ajuda na absorção, já que os carotenoides precisam ser liberados das fibras alimentares; outro fator limitante é a sua solubilidade (CARPER, 1997). Teve início na década de 1990 o interesse pelo papel antioxidante da vitamina A, a qual é denominada retinol em função de sua atuação na retina (ANGELIS, 2005). Sua ação antioxidante decorre por meio da ligação em receptores nucleares específicos, capazes de estimular o crescimento e a diferenciação de queratinócitos. Além disso, esta vitamina repara os danos causados ao DNA e estimula a microcirculação cutânea, auxiliando no processo de formação de unhas, cabelo e pele (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014; SANTOS; OLIVEIRA, 2013). Atua também na integridade epitelial, na imunidade e na reprodução. Está presente nos seguintes alimentos: fígado, gema de ovo, iogurte, leite e seus derivados, sendo um potente antioxidante em associação com outras vitaminas (ANGELIS, 2005). A ingestão dietética recomendada de vitamina A é de 900μg/dia para homens e 700μg/dia para mulheres (SANTOS; OLIVEIRA, 2013). A vitamina C, que é hidrossolúvel, também é conhecida como ácido ascórbico. É constantemente estudada pelo seu grande potencial antioxidante, auxiliando principalmente no retardamento do envelhecimento extrínseco 10. É composta por um material branco, cristalino, estável na forma seca e solúvel em água, característica que faz com que combata os radicais livres que se encontram no meio aquoso e auxilie na proteção dos antioxidantes (PEREIRA; VIDAL; CONSTANT, 2009). O ácido ascórbico doa dois elétrons, tornando-se oxidado, o que faz diminuir o processo de peroxidação lipídica. A vitamina C está presente nos seguintes alimentos: acerola, repolho, goiaba e frutas cítricas. Sua recomendação dietética é de 75mg/dia para homens, adultos e saudáveis e 65mg/dia para mulheres (SANTOS; OLIVEIRA, 2013). Estudos realizados em camundongos demostraram que o uso da vitamina C, al
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