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A Base Histórica Do Estilo de Vida Adventista.pdf

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Tradição e a palavra
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    Matéria publicada na Ministry (Publicação Oficial da Associação Geral dos Adventistas do 7º dia) em Outubro de 1989. 1  A Base Histórica do Estilo de  Vida Adventista Entender como nossos padrões se srcinaram e mudaram ao longo dos anos pode nos ajudar a lidar com a necessidade de mudanças hoje. Por Gerald Wheeler 1   D urante a temporada de férias no leste da Pensil- vânia (EUA), encontramos as estradas entupidas de ônibus de turismo e carros de outros estados. Pessoas de todas as partes dos Estados Unidos vão lá para  ver as colônias dos agricultores amish. Para quem observa de fora, todos os amish, com suas roupas fora de moda e carroças puxadas por cavalos, parecem iguais. Mas o observador mais atento logo desco-bre que a comunidade amish tem muitos subgrupos, dife-renciados por características como estilo de roupa, design e cor da carroça. Várias facções discordam em questões como a largura da borda do chapéu de um homem e se ele deve usar um ou dois suspensórios. Essas discussões pare-cem triviais e sem sentido para quem não é amish. Mas são importantes para eles, porque esses assuntos defi-nem a natureza e os limites de sua comunidade de fé. Definem quem é um companheiro crente e quem não é. Para que um grupo exista, é necessário ter uma identidade consciente, uma autoconsciência de quem ele afirma ser. Essa identidade é definida não só pelo que a pessoa acredita e faz, mas também pelo que rejeita.  A maioria dos observa-dores casuais imagina que os amish pensam que a tecnologia moderna e a cultura são inerentemente más. Porém, os líderes amish mais perspi-cazes reconhecem e admitem que a sua rejeição da cultura contemporânea seja uma forma de se manter um grupo distinto, auto identificável e coeso. Os homens amish usam barba porque, quando surgiu o costume de se barbear, era considerado símbolo de uma cultura militarista. Eles usam ganchos e furos na roupa porque querem ser distinguidos dos menonitas , que utilizam botões. E recusam a tecnologia moderna porque  veem uma necessidade de preservar barreiras que os impe-çam de ser absorvidos pela sociedade moderna.  Alguns dos princípios que observamos entre os amish podem ajudar os adventistas em suas discussões atuais sobre estilo de vida e identidade. Contexto histórico do estilo de vida adventista Ellen White e outros líderes trouxeram para dentro do movimento adventista uma abordagem ao estilo de vida baseado nos escritos de John Wesley e de outros grupos religiosos conservadores 2 . Wesley e os primeiros metodis- tas opuseram-se ao estilo de ostentação das classes ricas. Homens e mulheres das classes mais altas deviam se vestir de determinada maneira que se encaixasse em sua posi-ção social.  A maioria dos metodis-tas vinha das classes mais bai- xas e via as roupas e joias ca-ras como uma indicação de  vaidade, autoindulgência e mundanismo. Wesley advertia seus seguidores a se vestirem com trajes mais simples e a não “imitarem os homens ricos”. Visto que o estilo de cabelo era parte da moda das classes mais abastadas, os ho-mens metodistas penteavam o cabelo para baixo, sobre as suas testas, no que veio a ser conhecido como a “moda me-todista”. Simplicidade e modéstia pro-porcionaram aos metodistas uma identidade clara e defi-nida, entre eles mesmos e na sociedade em geral. Além disso, o metodismo procurou encontrar apoio bíblico para a sua auto identidade. Eles citavam passagens como 1 Pedro 3:3, 1 Timóteo 2:8 - 9, Tiago 4:4 e 1 João 2:15.   Os fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia ecoaram essa visão, reimprimindo os sermões de Wesley sobre o tema no periódico Review and Herald 3 . Os adven- tistas poderiam se identificar com a compreensão meto-dista, já que compartilhavam muitas das mesmas preocu-pações e também vinham em grande parte das classes  Alguns dos princípios que observamos entre os amish podem ajudar os adventistas em suas discussões atuais sobre estilo de vida e identidade.      Matéria publicada na Ministry (Publicação Oficial da Associação Geral dos Adventistas do 7º dia) em Outubro de 1989. 2 socioeconômicas mais baixas. Como os metodistas, os primeiros adventistas procuravam descobrir na Bíblia a  vontade de Deus para eles e para seu estilo de vida. Mas deram seu toque pessoal para as descobertas. Eles consi-deravam a vida presente como uma série contínua e in-terminável de testes pelos quais cada cristão deve passar. Por exemplo, eles viam a parábola das dez virgens como um exemplo de um desses testes, permitindo que as cin-co virgens prudentes avançassem para o próximo teste. Era uma abordagem orientada ao indivíduo e considera- va a vida como um constante processo de aperfeiçoamen-to. Apenas alguns poucos chegariam ao Céu. Em 30 de abril de 1866, a igreja de Battle Creek (Michigan) adotou uma série de resoluções sobre vestuá- rio. Poucos dias depois, a Comissão da Associação Geral expressou a opinião de que a obra de Adoniram Judson, missionário para a Birmânia, intitulado  A Letter to the Women of America on Dres s (Uma carta para as mulheres americanas, sobre o vestuário), era uma “admirável expo-sição bíblica sobre o assunto”. Essa comissão pediu à editora adventista, a Review and Herald, “para anexar estas [da igreja de Battle Creek] resoluções ao estu- do de Judson sobre vestuário” 4 . Os adventistas do século 21 podem achar difícil concluir que os textos citados por Judson e os ir-mãos de Battle Creek abordam vá-rios dos itens e práticas a que os primeiros adventistas se opunham. Os leitores modernos interpretariam as passagens bíblicas de forma dife-rente. Todavia, para esses pioneiros, as Escrituras realmente falavam de maneira clara sobre o erro quanto a usar joias feitas de borracha e de cabelo humano, certos penteados e redes de cabelo, bem como usar bigode ou cavanhaque. Evitando a percepção de classe Em um livro fascinante intitulado  The Light of the Home:  An Intimate View of the Lives of Women in Victorian Ameri- ca  (A luz do lar: uma visão íntima da vida das mulheres na América vitoriana), Harvey Green e E. Mary Perry comparam o comportamento e os padrões das classes mais baixas, média e alta em uma série de tendências que estavam remodelando a sociedade norte-americana do século 19. Muitas dessas tendências envolvem a urgência com que os norte-americanos queriam ser reconhecidos como parte da classe média emergente. E, nessa luta por reconhecimento, podemos ver a srcem de certos pa-drões adventistas. Os adventistas norte-americanos do século 19 eram tentados a adotar cada nova moda e fazer tudo o que podiam para se identificar com a classe média. Nos pontos em que Green e Perry discutem temas específicos sobre os quais Ellen White escreveu, é significativo que a atitude da Sra. White normalmente se posicionava ora na classe baixa ora na classe alta, ou quase sempre se po-sicionava contra a atitude de classe média. Por quê? Tal- vez porque ela temesse que os adventistas, por entusias-mo de subir a bordo do movimento da classe média, per-dessem sua identidade e eficácia especial. Isso explica por que Ellen White foi contra as bici-cletas quando eram um símbolo caro de identificação com a classe média, mas, quando se tornou um meio de transporte pessoal, deixou de advertir contra elas. Apa-rentemente Ellen White estava preocupada em proteger a identidade adventista, evitando a vaidade e o desperdí-cio de dinheiro. Mas, como o papel da bicicleta na socie-dade mudou, a reação dela também mudou. Da mesma forma, a Sra. White foi contra o espar-tilho por razões de saúde e porque ele era visto como símbolo de riqueza e aristocracia. Qualquer mulher, ao usar esse vestuário, limitava-se fisicamente. Além disso, tinha um marido com dinheiro suficiente para contratar funcionários para fazer o trabalho doméstico que ela não podia fazer 5.  Em determinada época, Ellen  White propôs um estilo de vestuário das mulheres como mais saudável e como forma de protesto contra o poder do orgulho de classe e da vai-dade pessoal. Mas sua reforma do  vestuário não é relevante hoje, por-que já não simboliza um protesto contra o estilo insalubre e social-mente arrogante. Posteriormente, Ellen White declarou que o vestuá-rio não devia ser um teste de comu-nhão, ou seja, uma exigência para ser membro da igreja 6 . Ao tomar tal posição, ela contrariou o conceito adventista inicial de que tudo na  vida era um teste. Os adventistas, como outros grupos conservado-res, se opunham a tudo o que tivesse srcem pagã. Por exemplo, evitavam chamar os dias da semana pelo nome porque os nomes foram derivados de deuses pagãos. [Isso se aplica aos nomes em inglês. Por exemplo: segunda-feira é Monday, dia da (deusa) Lua ; quinta-feira é Thur-sday, dia de Thor , um deus nórdico.] Por muitos anos o periódico oficial da igreja, Review and Herald , se referiu aos dias da semana como “primeiro dia”, “segundo dia” etc. Atualmente, a srcem pagã dos nomes dos dias da semana é apenas uma curiosidade cultural. Poucos veri-am isso como uma ameaça à identidade cristã ou adven-tista. Não usar aliança de casamento também já foi um símbolo de identificação com a Igreja Adventista nos Estados Unidos. Essa era uma etapa preparatória para o batismo. No entanto, quer queiramos ou não, a revolu-ção sexual dos anos 70 e a tolerância da sociedade à pro-miscuidade removeram essa proibição simbólica. Com Para esses pioneiros, as Escrituras realmente fala- vam de maneira clara so-bre o erro quanto a usar  joias feitas de borracha e de cabelo humano, certos penteados e redes de ca-belo, bem como usar bi-gode ou cavanhaque.    Matéria publicada na Ministry (Publicação Oficial da Associação Geral dos Adventistas do 7º dia) em Outubro de 1989. 3 isso, foi reafirmado o simbolismo muito mais antigo da aliança como indicação de compromisso conjugal. O fato de que a proibição da aliança nunca foi uma norma adventista mundial também é significativo para a nossa compreensão do estilo de vida adventista. A australiana May Lacey, quando se casou com William, filho de Ellen White, usou aliança em seu casamento por causa do simbolismo que tinha em seu país. E Ellen apoi-ou a decisão da nora. Mas, quando foi viver nos Estados Unidos, May White parou de usar aliança, pois tinha se mudado de uma cultura que a usava como símbolo de compromisso, para outra em que muitos não a usavam e nem identificavam isso com a fé adventista 7.   Na América vitoriana, a “simples e pesada” aliança de casamento era o símbolo de reconhecimento do casa-mento na classe média. Os homens geralmente não usa- vam aliança 8 . É provável que parte do motivo para a posi- ção de Ellen White era que os adventistas evitassem as armadilhas de status da classe média. Em 1905, a Sra. White posou para um retrato de família, que incluiu sua neta Ella White Robinson. Ella usava uma colar de metal pescoço, e seu marido ao lado usava uma corrente de relógio pesada no colete 9 . Oito anos mais tarde, a Sra. White novamente posou com sua neta. Desta vez, Ella estava usando várias vertentes de um colar de metal que, segundo Alta Robinson (cunhada de Ella e membro da equipe do Patrimônio Literário de El-len G. White), a própria Ellen White tinha trazido para sua neta como presente das ilhas do Havaí. Contudo, ainda mais interessante é que, segundo uma testemunha ocular contemporânea da Sra. White, ao falar na assem-bleia de 1888, em Mineápolis ela usava “um vestido pre- to em linha reta, sem nada para quebrar a sobriedade, salvo uma gola branca mi-núsculo em seu pescoço e uma pesada corrente metá-lica que pendia suspenso perto de sua cintura” 10 . Essa corrente sem dúvida era um acessório, um ele-mento puramente decorati- vo de seu traje. Em outras palavras, um item de ador-no. Uma análise das fo-tografias de Ellen White revela que ela gostava de usar pinos e broches. Veja, por exemplo, o artigo “Heirloom: Leaves From Ellen White’s Family Al-bum” (Heirloom: páginas do álbum da família de Ellen  White), na edição de primavera de 1982 da revis-ta  Adventist Heritage . Ela usava pinos sobre seu vestido ou para fixar juntos o seu colar. Quando visitou o Havaí, uma mulher lhe deu material de seda, um lenço de seda e um pino de pedras brancas que custavam 10 dólares, um bom pagamento de uma semana na épo-ca. A primeira reação de Ellen White foi não aceitar os pre-sentes, mas, vendo que isso iria decepci-onar a mulher, ela tomou e usou de-pois. Repetindo a perspectiva de John  Wesley, ela escreveu que era “muito sim-ples e útil” e “nem um pouco pompo- so” 11 . Para Ellen  White, simplicidade e modéstia não ex-cluía adorno, se tal adorno não apelasse para a vaidade pessoal ou percepção de classe. Outro padrão que tem sido fortemente mantido pelos adventistas, pelo menos até recentemente, tem a ver com o teatro. Ellen White tem algumas declarações pesa-das sobre teatros, e ela parece ser contrária ao drama sé-rio. Mas é preciso considerar o contexto histórico de sua oposição. O drama sério, como nós conhecemos hoje, simplesmente não existia nos Estados Unidos do século 19. O teatro consistia de peças melodramáticas intercala- das com “um primeiro ato, precedido e seguido de partes com animações, nas quais geralmente mulheres usavam calções curtos e mostravam licenciosidade e palhaçadas”. Sempre que possível, os produtores das peças trazi-am muitas mulheres que  vestiam calças apertadas ou outro tipo de roupa míni-ma. Um ator britânico dis-se que, no teatro norte- americano, “a modéstia não parece ser uma qualida-de necessária em uma atriz”.  Teatros eram geral-mente agrupados entre sa- lões de bilhar, bares “e ou- tros refúgios para os liberti- nos e desocupados”. O pú- blico muitas vezes consistia de arruaceiros de rua e prostitutas e outros clientes em potencial. Assim, o teatro tinha uma merecida reputação ruim. Não foi até o fim do século 19 que peças começaram a ser apresentadas sem as atrações musicais e outros atos 12 . Outra forma importante do teatro era o menestrel que mostrava atores brancos com rostos pintados de pre-to apresentando estereótipos raciais cruéis. Eles eram tão  A Sra. White (centro) ao lado de sua neta, Ella Robinson (esq). Ella usa  várias vertentes de um colar de metal. Segundo Alta Robinson, a própria Ellen White tinha trazido como presente das ilhas do Havaí. Sra. White utilizando uma corrente e um broche, em foto com sua irmã gêmea, Elizabeth.      Matéria publicada na Ministry (Publicação Oficial da Associação Geral dos Adventistas do 7º dia) em Outubro de 1989. 4 populares que um drama sério não poderia competir com eles 13 . Levando esses fatores em consideração, parece-me que seria errado descartar categoricamente a leitura ou a encenação do drama sério sem considerar o contexto his-tórico e entender por que os primeiros adventistas eram contra o teatro. Como definir nosso estilo de vida O que vemos nesses exemplos é que a compreensão ad- ventista inicial do certo e do errado foi fortemente condi-cionada pelo aspecto cultural, bem como por fatores de tempo. Devemos sempre aprender, como Ellen White o fez, como selecionar a partir da cultura o que é permanen-te e útil e rejeitar o efêmero e perigoso. Considere, por exemplo, o que nos referimos como as oito leis de saúde. Elas não foram criadas por Ellen White; estão presentes numa grande variedade de publicações populares daquela época. Tais artigos salientam a necessidade de ar puro, água, exercício, descanso, e assim por diante. Ellen White convocava os ad- ventistas a adotarem essas práticas sau-dáveis, mas rejeitou a motivação que muitas vezes estava por trás da publica-ção srcinal deles. Durante a última parte do século 19, a população branca de classe média sentiu-se ameaçada pelo declínio na taxa de natalidade e uma crescente on-da de imigração vinda do sul e leste da Europa. Eles viram o controle político sair de suas mãos. Os autores dos arti-gos populares sobre saúde compreendi-am as oito leis de saúde como um meio de manter as mulheres brancas da clas-se média em boa saúde para que pudes-sem ter mais filhos. Eles acreditavam que o futuro da nação literalmente de-pendia da saúde e da fertilidade das mulheres protestantes anglo-saxãs. Os artigos eram decla-radamente racistas 14.  Ellen White era capaz de aceitar a metodologia sem adotar suas pressuposições. Ela também compartilhou muitas preocupações com o que hoje chamamos de “movimento do Evangelho Social”, como a importância de um movimento de tempe- rança e as vantagens da vida no campo. Mas não aceitou a maioria das conclusões filosóficas desse movimento. Ela poderia responder aos aspectos positivos de sua cultura sem adotar os elementos negativos. O fato é que o mundo mudou muito desde que nossos primeiros padrões foram estabelecidos, e inconsci-entemente reconhecemos esse fato pela nossa contínua mudança de várias práticas. Os adventistas, por exemplo, não mais se preocupam com o “erro” de usar bigodes e barbichas, mesmo que a Associação Geral já tenha toma-do posição oficial contra eles 15.  Outro exemplo de um padrão que muitos adventis-tas entendem que tenha sido alterado por mudanças na sociedade envolve a preparação para o sábado. Ellen Whi-te recomendava que se tomasse banho na sexta-feira, mas, nos lugares em que isso não envolve trabalhoso aqueci-mento de água em fogão a lenha, os adventistas não veem erro algum em tomar banho na manhã de sábado 16 . A ordem específica já não parece ser relevante no mundo ocidental modernizado, embora o princípio absoluto da santidade do sábado e sua observância permaneçam eter-nos.  A Associação Geral e outras instituições adventistas agora possuem carros e motoristas para o transporte dos  visitantes. Mas, em 1902, quando o administrador de um hospital adventista perguntou se a sua instituição deveria obter um automóvel para levar e trazer os pacientes da estação de trem, Ellen White escreveu: “Meu irmão, não faça tal compra”. Ela viu isso como o estabelecimento de um comportamento irresponsável. Contudo, três anos depois, ela andava de carro da estação de trem para um hospital e expressou seu prazer em  viajar de automóvel. Em apenas três anos, a situação aparentemente havia mudado 17 . O que era um hábito ex- travagante rapidamente se tornou uma necessidade. Todos esses são exemplos de mudanças do estilo de  vida adventista que acompanham as circunstâncias. Como os amish, precisamos de um estilo de vida que nos dê uma identidade, que nos una como povo. Mas ele deve ser uma cerca que prote-ja o rebanho de Deus, e não uma bar-reira que exclui da sociedade ou nos separa em facções hostis. Nosso estilo de vida deve se basear em princípios bíblicos que atendam a todos os tem-pos e culturas, em vez de simplesmen-te se opor a certas práticas norte-americanas vitorianas do século 19. E devemos reconhe-cer que uma prática que é um perigo simbólico num con-texto cultural pode perder importância com o tempo, à medida que o contexto cultural é transformado. Uma flor artificial que representa status de classe em um tempo e lugar pode ser nada mais que uma decoração inofensiva em outro 18 . Se não estabelecermos um conjunto apropriado de tais normais, que seja sensível às mudanças de acordo com as condições, poderemos nos tornar nada mais que uma curiosidade histórica, como os amish. Resoluções sobre vestuário (1866)  Em 30 de abril de 1866, a igreja de Battle Creek adotou um conjunto de resoluções sobre vestuário. Os participan-tes da assembleia da Associação Geral daquele ano apreci-aram tanto essas resoluções que votaram adotá-las, fazen-do apenas uma pequena alteração no texto do ponto 7 e  Nosso estilo de vida de- ve se basear em princí-pios bíblicos que aten-dam a todos os tempos e culturas, em vez de simplesmente se opor a certas práticas norte-americanas vitorianas do século 19.
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