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A ciência da motricidade humana e sua lógica social

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A CIENCIA DA MOTRICIDADE HUMANA E A SUA LOGICA DO SOCIAL Manuel Sergio Porque que basta acaba onde basta e onde acaba niio basta (Alvaro de Campos) 0 1. Ha vinte anos atras, quando eu, nas minhas aulas, privilegiava autores como Bachelard, Althusser, Canguilhem, Foucault, Popper e Kuhn e revisitava Maurice Merleau Ponty (sem esquecer, nem dogmatizar, Karl Marx), muitos senti am turbado 0 espirito, pois que pensavam que tais autores eram coisa perfeitamente sobejante num curso de Educacao Fi
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  ACIENCIADAMOTRICIDADEHUMANA E ASUALOGICADOSOCIAL 1. Ha vinteanos atras, quandoeu, nas minhasaulas,privilegiavaautorescomoBachelard,Althusser,Canguilhem,Foucault,PoppereKuhne revisitava Maurice Merleau Ponty (semesque-cer, nemdogmatizar,KarlMarx), muitos sentiamturbado 0 espirito,poisquepensavamquetaisautores eram coisaperfeitamentesobejantenumcursode Educacao Fisica.Andavaeu entaopressu- rosonabuscadamatrizteoricaparasstaareadoconhecimento,naesteiradoqueLouisAIthusseraconselhava: irnporta encontrara matrizteoricadotipodequesti'iesqueumacienciacolocaaoseuobjecto .!Paratanto,haquerompercomoshabi-tos,astradicoes,ascrencas(asideologiasteoricas,emsuma),dadoqueapre-historiadeurnacienciaeahistoria da suaideologia.Marxteriafeito 0 mesmo,noentenderdeAlthusser,poralturasde 1845, quandofezsurgiraproblematicacientffieamarxista,cortandocomaproblematicaideologicapre-marxista, ManuelSergio Porque 0 quebastaacabaondebasta e ondeacabaniiobasta (Alvaro de Campos) quaispretendemesconderadialecticsqueuneaeiencia(ouateoria) it praticasocial.UrndiscipulodeAlthussercomenta,aproposito: 0 dogmatisrnopoliticoandaaparcoma miseriateorica , Aprendizdefi16sofoqueeraesou,escuteientaoaLouisAlthusserque,depoisdeLenine, 0 lugardaFilosofia situava-se entreas ciencias ea politics, dadoque a Filosofia representaapoliticano ambito dateoriaou,paraser maispreeiso, das ciencias''. E SawKarsz pondera: ascienciaseapoliticadefinema condieao depossibilidadee 0 criteriodeinteligibilidadedetodaaproblematica filosofica, GalileunaofoicontemporaneodeDes-cartesporrazOesexclusivamentecronologicas: 0 cartesianismofoiprovocadoeestimuladoporurnanovaciencia(...)querevolucionoudefactoaFilo-sofia.Comefeito,produzidacontraafisicaaristotelica,afisicadeGalileutinhadeeriarosseusconceitos,osseusinstrumentosproprios(...). It aquiqueintervemDescartes.Ele,como<lizAlthusserem Lenine e aFilosofia, elaboraanovaeategoriadeeausalidade,necessaria a fisicadeGalileu,quetropeeavana causa aristotelica,comoum obstaculoepistemologico(...). Assirn,apraticafilosoficaconsistenaprodueaodeteses,respeitantes a rupturaentre 0 cientfficoe 0 ideol6gico.Fazerfilosofia e traearlinhasde dernarcacao''. MasCcontinuocomAlthusser)etombarnumaeoncepeaoidealistaereaccionariadesconhecerque 0 corteepistemologico, acimacitado,decorredeuma pratica social, entendidaestacomo aunidadecomplexadetodasaspraticasexistentesnumasociedade determinada'i.s Naoelfcito,por-tanto,falar-sedeumadisciplinacientffica(ouuma pratica teo rica, seassimsequiser),senaoselevaRepito-me:comoaprendizdefilosofoqueeraemconta aactividadeetico-polftico-histOrica esoueprofessordoentaodenominadoInstitutodondedecorreequeaprofunda.MasidealistaeSuperiordeEducaeaoFisieadaUniversidadeTee-tambemquemrouba,compalavrasdeordem,nieadeLisboaeatendendoaindaaofactodeser,partidarias,quaisquerpossibilidadesao objecto ha vinte anosatras,umestudiosoatentodeLouis teorico detransformar 0 objectoreal. Nascem,Althusser_nfioseradesurpreenderque,aonestecaso,deigualmodo,asideologiaste6rieas,asproblematizarasminhasaulaseaofazer 0 seu * ProressorCatednitirooonvidadodaFacu1dadedeMotricidadeHumanadaUniversidadeTecnicadeLisboWPortugal 1 ALTHUSSER, L. LireieCapital. Paris; Maspero,1965.p.l22.volumeII. 2 ALTHUSSER,L.PourMarr.Paris:Maspero,I965.p.257. ãALTHUSSER,L.LireieCapital.Op.cit.,p.68. ãKARSZ,Saiil ThiorieetPolitique: LouisAlthusser.Paris: Fayard, 1974.p.53. 5 ALTHUSSER,L.UnineetlaPhilosophie.PariB:Maspero,I969.p,42. 6 KARSZ,Saill.Op. cit., pp.75-77.REVISTABRASILElRADE CIENCIASDO ESPORTE17(3), MAIO/96252  Porque sersujeito e 000 sujeitar-se, deitei-meaolabor r-------------------, deprocurar 0 quesitoinicialdasminhasaulasdeFilosofia das ActividadesCorporais,queseconcretizavanainterroga-caoseguinte: qual a eienciaqueprooocaeestimula a fila-sofia de que[alo aos meusalu- L..~ nos?Tinhapresente,name-moria, 0 Eu e primeiramenteumEucorporal ,de S. Freud; retinha aidentidadeentreas atitudes mentaiseasatitudescorporais ,de W. Reich;tantoH.WalloncomoJ.Piagetsublinhavam 0 papeldaspraticascorporaisnodesenvolvimentodasfuncoescognitivas; M. Merleau-Pontypunhaemevidenciaamotricidadecomo intencionalidadeoperante efaziademim urn anti-positivistaferre-nho,aindaantesdeconhecer 0 fundamentoanti-positivismodeHabermas;folheavademoradamente,tantooscontributosneurofisio16gicosde P. Chauchardcomoos biosociolegicos de H. Laborit.Enfim, uma no~ao psieo-somatica au psieo-motora doserhumaneeraemmim urn dadoadquirido.Simultaneamente,naos6Jean Le Boulchdesenvolviaurnacriticapertinente a EducaeaoFfsica, comoP.Parlebastrazia,para 0 seuseio,areflexao epistemologica, registro,sentisseanecessidadede procurar a matriz teorica daareadeconhecimento,quepro-vocavae estimulava aFilosofiaqueeuestudavaeensinava.Olhavaemredoretodasasminhasesperaneassedesfaziamemfumo:umaindiferen-~atotalrodeava 0 tema! A expressao educaciio(isica roubavaacuriosidadeaqualquerquestionamento filosofico, emboraurnououtroentusiasmopassageiro.Tenteimesmoaleituradelivros,emlinguaestrangeira,quepomposamenteseintitulavam filosofiada educaciiofieica au filosofiadodesporto e,francamentehabituadoaurn convtvio diuturnocomosgrandesvultosdaFilosofia,tudomepareceuinfundadoecomaousadiaespecificadaignorancia.Naomeconside- ro mais sabio doque ninguem(80 seiquenada sei), masexijorigoremqualquerpesquisadeambitocientificoou filosofico. Se tal nao acontecer, aeon- tecementira...Efoiporestetipodereflexaoqueeucomecei,cientedequecalcorreava 0 caminhomaisindica-do. Nao procedera,deigualmodo, 0 meuMestreLouisAlthusser,na analise domarxismo? 2_ Epistemologiasignificaliteralmente:dis-curso (logos) sobreaciencia (episteme), Parece tratar-se deuma palavraja gastapelouso.Afinal, 80 apartirdoseculopassadoelasurgeno vocabu- larioespecializadodaFilosofia.Ecomurnestatutoquealgunsconsideramambiguo,poisqueencon-tranaFilosofiaosseusprincipiosenas ciencias 0 seuobjecto.Dequalquerforma,muitosa veem comournadisciplinaespecial,nointeriorda Ftlo- sofia,urnasub-especialidadedagnoseologia.Comosesabe, aFilosofiapermiteelaborarconhecimen-tosaquenem 0 conhecimentocorrente,nem 0 conhecimentocientifico,remacesso,dadasassuascaracteristicas cognoscitivas . 0 que nao ha duvi- da e que,assim,a cienciapodenao passardeurnpretexto a pratica filos6fica. No meumodestoentender,noentanto,nao e deroubar-se a epistemologia 0 seuestatutofilos6fico,masaelatheassiste o estudodas condieoes de pro- dueaodosconhecimentos ci- entificos,sementraremgran-deselucubraeoesmetafisicas.Fazerdaepistemologiaurnaciencia,comoalguns 0 desejam,implicaaexisten-ciadeurnaepistemologiadaepistemologia.Demais, aocontrariodoquepensa Rorty, julgoqueaepistemologia,mesmoaceitandoquesetratadeurnepisodicdaculturaocidental,estalongeda exaustao. Parece-me, alias, queasuavertentefilos6fica(...)seaprofundaraparaacorn-panhar,comocontrapeso,aprogressivaredueaodapratica a tecnica,quecaracterizaaactualcrisedoparadigmada cienciamoderna . Nomeucasodeestudiosoassiduo da Filosofia,a reflexao epistemol6gicasobrea Educaeao Fisicatratou-sedeumatentativadeconferirmaiorrigoreobjectividade as minhasaulas. E aprimeiraques-taologomeacudiu: e a EducacaoFfsica urnaspectoda Edueaeao? E, sem duvida, mas porque urnainequivocaambigiiidadeseescondesobadesigna- vao generiea de Ciencias daEducaeao,aEducaeao ':4 cienciadamotricidadehumanapossui a disponibilidadetedricasuficienteparasepoderautonomizarface as restantescienciashumanas. H 7 PARLEBAS,Pierre: Pouruneepistemologiedel'EducationPhysique . In: Revue E.P.S., julho-agosto,1977.pp.15-22. 8 CASTRO,A.A filosofiacomotipo autonomo deconhecimento. In: Filosofia,Historia,Conhecimento: homenagem a Vasco MagalhiiesVilhena.Lisboa:Caminho,1989.p.76. ãSANTOS, Boaventurade Sousa. Introduciio a umaCiencia Pos-Moderna. Porto:Edi~sMrontamento,1989.p.29. REVISTABRASILElRADECIENCIASDOESPORTE 17(3),MAIO/96253  Fisiea(comoaEducacao Medica, aEducaeao Juri- dica,aEducaeaoVisual,aEducacaoFilosofica, etc.) dificilmentesera urn qualquersub-sistemadosistema CienciasdaEducacao. E bern mais certo(e logico) queelaseperfilecomo 0 ramo pedagogico de umacienciaautonoma, dadoque,no meu pensar,auma praticaautonoma deve corresponder, emprincipio,urnanovadiretrizteorica discipli- nar.Sema aquisicao defundamentos teorico-metodologicosbasicos,naohapratica profissionaledepesquisa,com 0 minimodecoerencia, A cienciadamotricidadehumanapossuiadisponibilidadateoricasuficienteparasepoderautonomizarfaceasrestantescienciashumanas.Elaestuda 0 movimentointencionaldasuperaeao(oudatranscendencia)e,comotal, 0 Corpoen-quantoformadeDesenvolvimentoHumano.Amotricidade compreende-se narela~aointencionalentreasituaeaoe 0 movimentoenaflexibilidadeadaptativadasestrategiasdeaprendizagemper-manente.E explica-se narelacaoinato-adquirido, percepeao-movimento,imanencia- transcendencia.Tendoemcontaasherancasculturais,asnecessi-dadesindividuaise sociais e os objectivos dos sistemas socio-polttieos, a ciericia damotricidadehumanaexigeumapraticapedagogica(aeduca- ~ao fisicaoueducaeaomotora)eumareflexaocientifica onde se alicerce, para alem doquelhepoderndarascienciasdaeducacao.Acriaeaodacienciadamotricidadehumanachamatambemaatencaopara 0 factodeaUniversidadenaodeversertao-so reflexo dasnecessidadessociais,mastambemaseu projeeto, dadoqueasuafuneaoprincipalradicanacriacaode conhecimentos, Aproducacdoconhecimentocientifico;asproblematicas,osproblemaseosmeiosdeinvesti-gacao;enfim,asteorias,astecnicaseosmetodos-devemestarpresentes,comprioridade,noensinouniversitario, As aulasnsoserealizamparadisse-minarpropagandapartidaria,masparaprornoveraciencia.0professorqueesquecetudoistodevedernitir-sedassuasfuncoos,dadoquecienciaeideologia,coabitandoembora,naoseconfundemeauniversidade e urnespacomarcadamentecienti-fico.Aquiloqueglobalmentecaracteriza 0 ernprrrsmc e acrenca,nemsempreconsciencializada,dequeseacedeaoconhecimen-toe,emparticularaoconhecimentocientifico,atraves da acumulaeaodeobservaeoes da realida-de,desprovidasdepressupostossubstantives.Aodescodificar-se 0 empirismoreinanteem alguns docentes universitarios, encontramos,muitas ve- zes,aincapacidadederupturacomdeterminadasideologias, 0 queternalimentado 0 equi voco deque ea luzde slogans partidariosquemelhornosadentramosnaanalisede situaeoes concretas. A cienciadamotricidadehumana,semqual-querassomode auto-suficiencia, oferece a educa- ~:1ofisicaurnconjuntointegradodeproposicoeste6rico-substantivas,directamente ajustadas aos profissionais destaarea,que me pareceatempado e amerecera ateneao dosespecialistas,mesmodaquelesaquem 0 novo assustaeconfunde.Haquedeseonfiardasareascientificasquandosetransformam,unicamente,emsensacomum, E isto,porque haumadescoincidencianecessariaentre,deurnlado,formasdeconhecimentoedeobservacaomemorizadaseaccionadasnapraticasociale,deoutro,modelosderacionalidadeconstruidos,testadoseacumuladosnascomuni-dadescientfficas''. Nestepasso,apetece-mecitarBoaventuradeSousaSantos. S6existecienciaenquantocrtticadarealidade,apartirdarealida-dequeexisteecomvista a suatransforrnacaonumaoutrarealidada .!'Poroutrolado, e bornnaoesquecer-seque aepistemologiafoi 0 primeiroprodutofilosoficorelevantedaderrocadadavisaodomundo, unitaria, comaqualseinaugurouaeramoderna .12 RecordotambemaspalavrasdeGiovanniPapini.dirigidasaos teologos, nas Car- tasoshomensdoPapaCelestinoVI V6sparastesorelogiodaHistorica,noseculoXVI,econtinuaisaservirperpetuamenteamesmasopa.Naosaistesdarotinapetrificada,dasrepetieoes,dossilogismosmecanicos,durnpedantismoverbaleformalista.Osvossosgabinetesestaorepletosdeescribaenaodepesquisadores .Estaspalavraspoderiamapli-car-senaosoaosteologos...SOqueeuacompanhoHabermas,nassuaobieceoesaLyotard,quandoprivilegia 0 consenso emrelaeao as difereneas e desaoencas; eaDerrida,Gadamere Adorno, dadoquetambemeunaomequedoporurnavisaoestetizantedarealidade;eportimaopositivismo,quenuncaachouensejopropicioaumareflexaoaturadasobreospressu- toPINTO, JoseMadureira. Propostaspara 0 ensinodascienciassociais. Porto: EdicoesAfrontamento,1993.p.121. 11 SANTOS, BoaventuradeSousa.Op.cit., p.52. 12 MANNHEIM, Karl.ldeologia e Utopia. RiodeJaneiro:EditoraGuanabara, 1986.pAl.REVISTABRASILEIRADECIENCIASDOESPORTE17(3),MAIO/96254  postoesdcio-politicos da praticacientffica, ousobrea insercao dafilosofiapositivistano contexte historicodoprogressodoimperialismoeuropeu.Eumesmo,num esforco paramanejar rnenospala- vras doque ideias, assumiduras criticas aopositivismo,a luz dafenomenologia: (,..)porquetodaaexperiencia e, segundoHusserl,aexperien-ciadeumaconscienciaquelheda sentido oua constitui, aneutralidade,impessoalidadeeobjectividadedascienciasnaogarantemumaver-dadeiracientificidadepoisquesepoedeladoasubjectividade,nuclearnaconstituicaodaqueletipodeconhecimentos . Marxjabuscoudemons-trarasuperioridade epistemologiea das analises que dao relevoas dimensoesmacrossociais dosfen6menos.Valeapenavoltaraoprefacio Ii Contri- buiciioparaa Critica daEconomiaPolitica: 0 mododeproducaodavidamaterialcondiciona 0 processodavidasocial,politicaeintelectualemgeral.Nao e aconscienciadoshomensquedetermina 0 seuser; e inversamente 0 sersocialquedeterminaasua conscien- cia.Durkheimfezoutrotanto,adiantando 0 conceito defactossociais, osquais,conformevernexpressonas Regras doMeto-doSociologico, consistem emmaneirasde agir, de pensar e sentir,exterioree ao individuo equesaodotadosdeurntalpoderdecoercaoquedeclaradamente 0 subordi- nam , Assim,eimpossivelescamotearanaturezasocialdetodaapraticacientifica.Semesquecer 0 seucaracterdeactividademediatamentetransformadoradarealidadeobjectiva.socialemqueela(EducaeaoFfsica)seencontraempenhada. 0 que, atr avesda ciencia da motricidadehumanase procura,eurnsaber,dadoque,nasuaausencia,aspraticascorporaisnaoalcancarn,comverdade,umateoriaaquepossam chamar sua.Se,na EducacaoFfsica, a articulacao entretecnicaecienciafossevisivel,asuavalidaeaosocialseria outra,Por quesofrem penasjudiciais(e afmal 0 repudiogeneralizado)asfalsosmedicos,osfalsosadvogados,asfalsosengenheiros,etc.esaoabsolvidosdequalquerculpaosfalsosprofessoresde Educaeao Fisica?Porquesao alcados.atreinado- resdesportivos,entrefremitosdeadrniracao,indi-viduossemaminima preparacaocientifica epeda- gogica, masantigos praticantes demodalidadesondesenotabilizaram?Acasoumantigodoente,soporessemotivo,podechegaramedico,ouurnantigocriminososentar-sena catedra dojuiz? Afinal, urneoutrosaoantigos praticantes ! Sem 0 radicalfundantedeumacisn-cia autonoma, asociedade nao ternda Educaeao Fisieauma definicao precisa.Pelocontra-rio:venelaurnsub-produtoque 0 Desportovern colonizan- do,paulatinamente. ''Semumacienciaautonoma,aEducafaoFfsica,quenadamais e doqueumadidactica e umapraticapedagogica,perdeasuafundamentafaofe6rica,constitutivadoprocessosocialsemqueela(EducafaoFisicajseencontraempenhada. 3. Hapouco,urnamigomeu,aescorregarparaoenfatico,questionava-me: Paraque e necessariaacienciadamotricidadehumanasetudo 0 queelapreconizajanospraticamosnaEducacaoFisica? Sentei-meerespondi-lhecomvagar: 0 meuamigoestaadescambarnomaisingenuedosempirismos.Aciencia,porqueteoria, e componenteessencialedecisivadosprocessossociaisdetransformacaodarealidadeobjectiva.Semumacienciaautonoma,aEducaeaoFisica,quenadarnaisedoqueumadidacticaeumapracticapedagogica,perdeasuafundamentacaotecrica,constitutivadoprocessoArevista Esprit, funda-daporEmmanuel Mounier.ja dedicouurndosseus mimerosa Educacao Ffsica . Nela,treseminentesprofessoresdeEdu-cafaoFisica,MichelBernard,CharlesPocielloeGeorgesVigarelloescreveramurnensaiointitulado Itinerariodeurn Conceito , Ai sereferequeaexpressao educaciioftsica surge,pelaprimeiravez,emFranca,nosmeadosdoseculoXVIII, comurnadirnensaoespecificamenteescolar ,emboracornnormashigienistasemilitaresamplamentepre-sente.Maistarde,GeorgesHebert(1875-1957),pessoadegrandedomdecomunicabilidade,publicita,comexito, 0 conceito,designadamenteapoa 0 CongressoInternacionaldeEducaeaoFisi-ca,corria 0 anode1913.Tresanosdepois,reabertaaEscoladeJoinville,asideiasdeGeorgesHebertrecebemforteimpulsoe,comelas, 0 termoeduca-~aofisicafoiaubstituindo,gradativamente,agi-nastiea.Hoje, 0 conceito educaciiofisica taotar-diamenteepenosamenteadquirido{...)epcstoern 13 Cfr.DELACAMPAGNE,Christian. Histoire de laPhilosophieauKxesiecle, Paris;Seuil,1995.pp347ss. 14 SERGIO,Manuel. MotricidcuieHumana: contribuicoeeparaumparadigmaemergente.Lisboa:InstitutePiaget,1995. p.l12. l.!l Esprit, Paris, maio1975.REVISTABRASlLEIRADE crtNcIAS DOESPORTE17(3),MAIO/96 255
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