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A Crença Religiosa Influencia No Comportamento Do Aluno

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   1 A CRENÇA RELIGIOSA INFLUENCIA NO COMPORTAMENTO DO ALUNO Edilza da Silva Azevedo 1  Cristiano Xavier da Costa Marcela Rubert Faculdade de Belford Roxo - FABEL Curso de Pós-graduação em Gestão Escolar Integrada RESUMO   Todo professor deve observar seus alunos, mas é preciso conhecer e entender até que ponto e de forma a crença religiosa influencia na conduta do aluno em sala de aula. Toda pessoa tem um determinado padrão de comportamento que é a personalidade e que este padrão é, simultaneamente, causa e consequência de uma subjetividade, isto não é suficiente para entendermos a complexa rede de fatores que determinam suas atitudes. É importante estudar sobre os sistemas religiosos como parte da cultura, procurando compreender as experiências humanas ao longo de diferentes tradições, no que representaram e representam na vida e no comportamento das  pessoas, entretanto, isso é um assunto muito polêmico, algo muito delicado para se discutir. Então, foi preciso uma pesquisa de campo. Duas turmas, de escolas diferentes, do sexto ano foram observadas e no último dia, da observação, responderam um questionário fechado. As respostas dos alunos nos ajudam a detectar se a crença religiosa influência no comportamento dos alunos. Palavras-chave: Aluno. Comportamento. Religião. RESUMEN Cada maestro debe observar a sus estudiantes, pero hay que conocer y comprender en qué medida y formar las creencias religiosas influye en la conducta del estudiante en el aula . Todo el mundo tiene un cierto patrón de comportamiento que es la personalidad y que este patrón es a la vez causa y consecuencia de una subjetividad, eso no es suficiente para comprender la compleja red de factores que determinan sus actitudes . Es importante estudiar acerca de los sistemas religiosos como parte de la cultura, tratando de comprender la experiencia humana a través de diferentes tradiciones, como se ha representado y representan la vida y el comportamiento de las personas, sin embargo, este es un tema muy controvertido, algo muy delicado discuti. A continuación, se necesitaba una investigación de campo. Dos clases de diferentes escuelas, se observaron el sexto año y en el último día de observación, respondieron un cuestionario cerrado. Respuestas de los estudiantes nos ayudan a detectar la influencia de las creencias religiosas en el comportamiento de los estudiantes. Palabras clave: Estudiante. Comportamiento. Religión. 1. INTRODUÇÃO   A motivação para aprender está envolvida em múltiplos fatores, que se implicam mutuamente e que embora possamos analisá-los separadamente, fazem parte de um todo que depende, quer na sua natureza, quer na sua qualidade, de uma série de condições dentro e fora da escola. Isso é um fenômeno extremamente complexo, envolvendo aspectos emocionais, sociais, educacionais e culturais. Segundo Bittencourt (2009, p. 38) “são valorizadas as influências sociais do meio, as experiências de vida que nos são apresentadas e os modelos de comportamentos que aprendemos ou imitamos no convívio com os outros”. Isso significa 1   Edilza da Silva Azevedo, Teóloga, Ed.Religiosa, Psicanalista e Pedagoga. E-mail: sandedilza@hotmail. com Artigo apresentado a atualiza curso como requisito parcial para obtenção do título de Pós Graduação em Gestão Escolar Integrada, Sob a orientação da professora Marcele Rubert. Belford Ro xo, 2016.   2 dizer que quase todas as manifestações comportamentais que temos estão vinculadas direta ou indiretamente ao desempenho de papéis sociais. (BITTENCOURT, 2009, p.45).  No exercício de seu agir sobre o mundo, transformando a natureza, o indivíduo transforma a si e ao “outro”, ou seja, o indivíduo não nasce fantasiosamente  preenchido do arcabouço histórico que o faz ter condições de responder a toda necessidade que surge. Ao contrário, o ser humano se destaca pela possibilidade do acúmulo das experiências objetivas que processualmente realiza e pela geração da cultura que dessas objetivações se derivam, perpetuando e especializando esse “agir no e sobre o mundo”. (BRAVERMAN, 1980, p.4)   Compreendemos que este conjunto de saberes se organiza segundo a racionalidade objetiva e subjetiva desenvolvidas no direto entroncamento com as práticas historicamente localizadas, assim como o ensino destes saberes está presente na experiência cotidiana. (Cf. KOSIK, 1995; GIMENO SACRISTÁN, 1998). Mas a crença religiosa influencia no comportamento do aluno em sala de aula? 2. O COMPORTAMENTO DOS ALUNOS  Observar o comportamento dos alunos é de fundamental importância para um bom desenvolvimento das aulas. Portanto, não pode ser desconsiderado pelos educadores. Sendo assim, o assunto é muito relevante, pois interfere diretamente no processo de ensino-aprendizagem. Witter (1983, p.62) afirma que a atuação do professor é essência para o aprendizado do aluno no sentido de ser um mediador em entre os estímulos e experiências captadas pelo mesmo aluno. “Cabe ao educador como agente mais experiente da cultura e mediador das interações entre os alunos e o conhecimento, ampliar a capacidade do aluno, considerando o que ele já traz consigo sem desconsiderar o que já traz consigo”. (BASTOS, 2009, p. 95). As bases motivacionais direcionam o aluno, professor e família na escola, para que sejam para todos integrados na educação, e que nela todos estes grupos possam formar valores, atitudes favoráveis à sua cidadania e domine competências para o mundo do trabalho e da vida social. Esse desenvolvimento corresponde ao conjunto de saberes que apreendidos e reelaborados pelo sujeito, o permitem relacionar estes conhecimentos a uma materialidade que responda as suas necessidades cotidianas. Visa ainda fazê-lo acessar prontamente aos códigos da sociedade ao qual pertence, possibilitando-o agir sobre o mundo auferindo uma lógica a todo ato e a todo o momento, segundo o volume de suas condições e dos condicionantes - dos quais já possui e dos que lhe são permitidos o acesso. (GRAMSCI  APUD SEMERARO, 2001: p172)   3. A RELIGIÃO NO CONTEXTO SOCIAL Desde o início da humanidade a religião é parte constitutiva e integrante das atividades simbólicas. Para os fenomenólogos a religião não consiste nas expressões racionais e, sim, na experiência do Sagrado. (OTTO, 1992). A constatação de que o homem é um animal simbólico e de que a crença nada mais é que essa rede de símbolos que serve de ponte entre o homem e o mundo, aproxima as religiões na sua função comum, que é ajudar o homem a perceber a realidade. (ERNST CASSIRER, 2004).   A religião surgiu na história da humanidade com as primeiras agregações sociais e, embora não seja a única possibilidade de conferir sentido à existência, para milhões de pessoas em   3 diferentes épocas e culturas tem sido uma forma eficiente de se projetar no futuro com mais segurança. A devoção funciona como um organizador psíquico privilegiado. Para uns, a religação é um retorno ampliado a uma comunhão cósmica e telúrica. Para outros, o surgimento da vida, o encantamento com o céu estrelado e com a consciência interior de cada qual inspiraram postular a passagem do universo terreno ao universo da transcendência ou, em outros termos, no encontro do outro com o Outro. Esta passagem para uns, uma questão de argumento lógico, para outros um salto na fé significou o aparecimento de múltiplas modalidades de expressar a religação do homem com o Transcendente. (CURY, 2004, p.188) Cada pessoa tem o direito de escolher qual religião seguirá. Toda religião tem suas normas e regras a ser seguida, mas é necessário acatar. Cada cultura religiosa tem algo muito complexo e sempre devemos respeitar para evitar certas situações desconfortáveis. Boaventura de Souza Santos (apud CANDAU, 2005,): As pessoas e os grupos sociais têm o direito a serem iguais quando a diferença os inferioriza, e o direito a serem diferentes quanto a igualdade os descaracteriza. O bom ensino é aquele que se adianta ao desenvolvimento, ou seja, que dirige as funções  psicológicas que estão em vias de se completarem. Essa dimensão prospectiva do desenvolvimento psicológico é de grande importância para a educação, pois permite a compreensão de processo de desenvolvimento que, embora presente no indivíduo necessita da intervenção, da colaboração de parceiros mas experientes da cultura para se consolidarem e, como consequência ajudam a definir o campo e as possibilidades da atuação pedagógica. (REGO, 2002). A questão do ensino religioso é uma das mais polêmicas na educação, porque envolve processos históricos traumáticos e, ao mesmo tempo, nos leva a questionamentos relativos ao próprio ato de educar: como conciliar a liberdade de consciência individual, a liberdade de crença e opinião com o direito e o dever de transmitir crenças e valores às novas gerações? Os espaços institucionais, para transmissão de tais crenças e valores são igualmente objeto de debate: a escola  pública ou particular, a família ou a Igreja – onde o educando deve aprender valores? Onde deve (e se deve) cultivar a espiritualidade? Na disputa pela tomada dos espaços institucionais e pela possibilidade de formatar as consciências, já se deram muitos embates históricos. (INCONTRI, 2001, p. 6) 4. COMO COMPROVAR SE A RELIGIÃO INFLUÊNCIA OU NÃO NO COMPORTAMENTO DO ALUNO? Muitos grupos religiosos desenvolvem ações de ajuda humanitária às vítimas da fome, das epidemias e das exclusões, etc. Com isso, cresce o número de escolas com o ensinamento religioso, principalmente na cidade de Nova Iguaçu, no estado do Rio de janeiro. Segundo Bastos (2009, p. 96) “é preciso, portanto, saber reconhecer as mudanças que vem ocorrendo com a relação às práticas educacionais e as formas como o aluno se relacionam com os conteúdos escolares e por sua vez aprender a criar formas de adequar as práticas”. Assim temos uma variedade de abordagens da pluralidade das tradições religiosas, enriquecendo os estudos e investigações das religiões e desafiando a uma compreensão cada vez mais complexa da história e do significado das religiões para o mundo moderno.   4 A vida social e política continuam sendo influenciadas pelas religiões. Os conflitos étnicos,  por exemplo, geralmente têm conotação religiosa. A violência surge em contextos e em situações bem conhecidos. De acordo com Arregi Goenaga (1998, p. 60), “a violência afigura ser uma rede complexa que se pode sobrevir a partir da educação”. Torna-se imperiosa uma intervenção educativa, não só dirigida aos jovens, mas a todos os cidadãos, pois todos, enquanto sociedade global é culpada e deve ser chamado a intervir para contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. Existe a busca dos direitos humanos e o desejo de promover a paz entre os povos. Percebe-se que quando uma pessoa escolhe uma orientação religiosa ela deve, no mínimo, aceitar os princípios básicos daquela religião, senão não haveria razão da escolha. O comportamento humano, portanto, é, em parte, influenciado por seus valores, crenças e atitudes, e é determinado em época precoce da vida.  Não se deve julgar um comportamento está certo ou errado e nem qual é a religião certa ou a errada; mas deve-se observar o modo de agir dos alunos para entender até que ponto e de que forma a religião influencia ou não na vida do ser humano. “Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora”. (CURY, 2003, p. 33). Ser liberto no pensamento e de uma construção do conhecimento. Uns olhares do mundo das religiões entram então, de forma natural, fazendo parte do debate de um cotidiano. Trata-se de achar o que é comum, respeitando a diversidade, dentro de um espírito de plena liberdade: O momento histórico em que vivemos passamos a ter condições de abertura com relação às culturas e religiões diferentes da nossa, não só para satisfazer um interesse cognitivo e uma espontânea curiosidade, mas também para estabelecer comparações e estreitar os laços, a fim de realizar, quem sabe, uma união da humanidade além das diferenças. (BELLO, 1998, p.169) Se analisar uma pessoa com um amigo, familiares, num grupo de pessoas reunidas em um clube, associação de moradores ou espaço religioso estará, invariavelmente, envolvida com um rol de atitudes, tarefas, responsabilidades e funções. Compreender o objeto de estudo das diferentes áreas do conhecimento escolar é o elemento que nos permite o debate e o trânsito de uma nova base epistêmica para o estudo do currículo escolar. Com esse ânimo nos propomos ao estudo da ressignificação dos conteúdos, os objetivos e as práticas pedagógicas em atividade no cotidiano das escolas, centrados no eixo de um pleno desenvolvimento humano. É importante assinalar, entretanto, que entendemos os próprios campos de saberes como apropriações que não são exclusivas aos espaços que fomentam estudos qualificados enquanto científicos e nem de instituições escolares, em seu sentido ampliado. ( PLATT, 2004,  p.1)  Não foi detectada, nas referências bibliográficas, uma resposta satisfatória se a crença religiosa influência no comportamento do aluno. É preciso fazer uma pesquisa de campo para obter essa resposta. 5. OBSERVANDO AS TURMAS Segundo André (1995, p. 30- 31) a abordagem de estudo de caso vem sendo usada há muitos anos em diferentes áreas do conhecimento (...) em que se faz o estudo exaustivo de um caso  para fins de diagnose, tratamento ou acompanhamento.
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