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A Cruz Da Ordem Do Templo e as Insígnias Da Ordem Templária

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  A Cruz da Ordem do Templo e as Insígnias da Ordem Templária de Portugalpor Manuel J. Gandra extraído de página portuguesa, em http://www.maconaria.info/  Muitos autores consideram a ocorrência de uma cruz pátea prova inequívoca da presença templária. Todavia, essa cruz não prova nada disso, porquanto já estava em uso muitos séculos antes de os templáriosa terem adoptado, em 114. !om e eito, a cruz pátea, tam#ém c$amadaor#icular %&arrett', espalmada de #raços conc(vos %)éli* +lves ereira' e de #raços curvilíneos %+#el -iana', tem oriem oriental, devendo/se a sua di usão 0 propaação do cristianismo ao mpério #izantino, #em como ao Médio/2riente e 3ipto, onde an$ou e*pressão o cristianismo dito sírio, caldaico ou copta. ím#olo do reino da +rménia, aca#aria por c$ear 0 !$ina e 0 Mon5lia, por intermédio dos missionários nestorianos. 3ntre diversos outros casos rastreáveis no actual territ5rio nacional, podem apontar/se6 o epitá io com circulus in quo cru* do Museu 7acional de +rqueoloia %onde é possível o#servar o ponto que serviu de apoio ao compasso utilizado para desen$á/la' %1'8 os epitá ios de !9prianus %:; de +osto de ;<=' e de +nt5nia %< de +osto de ;=1', am#os de Mértola %:'8 as ca#eceiras disc5ides do cemitério paleocristão de . Miuel de 2drin$as %intra' %<'8 alumas pilastras visi5ticas de ines %4'. >e resto, continuaria a ser utilizada posteriormente em situaç?es a#solutamente al$eias 0actividade da 2rdem do Templo %no adro de . )rancisco de onte de or, de acordo com rei @ernardo da !osta' e, inclusivamente, ap5s a sua suspensão can5nica %1A<4'. 2utra a irmação que iualmente carece de undamento é aquela que classi ica como templário um #ai*o/relevo cruci orme representando o espaço vazado entre os #raços da cruz or#icular. Tal como no caso anterior, encontra/se atestada a sua ocorrência já em conte*tos paleocristãos %a título de e*emplo, recordo a inscrição unerária do pres#ítero ossidoniusde Mértola, datada de :1 de +osto de ;1:' %;', tendo, quase certamente, desempen$ado unção pro ilática contra as #ru*as, tal como ainda $oje acontece na &aliza e na !atalun$a. !reio que, deste modo, icarão de initivamente encerradas as especulaç?es em torno da aleada posse pelo Templo de propriedades ou localidades, suscitadas pelos inBmeros especímenes dos aludidos cruci ormes ainda su#sistentes em irejas %cruzes de undaçãoe vias/sacras' e em ca#eceiras de sepultura. Cuanto 0 cruz concedida aos cavaleiros de !risto, uma das mais antias, porventura a mais remota das suas representaç?es con$ecidas, patente num emprazamento realizado %1<::' pelo mestre rei Doão Eourenço,torna inviável a tese que a considera adaptação da dos templários, resultante da mera eliminação dos arcos conve*os das suas e*tremidades. 2 assunto é de tal modo controverso que até Eeite de -asconcelos se equivoca quando descreve estelas disc5ides do Museu 7acional de +rqueoloia e do Museu de @eja, ao ponto de atri#uir 0 2rdem de !risto a cruz pátea %'. F mesmo provável que o uturo  distintivo da 2rdem de !risto, em#ora sem a cruzeta #ranca, estivesse já di undida como insínia de certos dinatários ranceses da 2rdem do Templo %=', antes de surir em ortual %tam#ém em documento su#scrito por rei 3stevão de @elmonte, de < de Daneiro de 1:<1, relativo 0 divisão de certos #ens em -ila !$ã da @raciosa entre o Templo e o Gospital', onde a encontro insculpida em disc5ides de Tomar e 7isa. 7ão creio, portanto, plausíveis quaisquer das soluç?es evolutivas propostas, nem sequer a pretensão de l$e ter desco#erto a orma de initiva / seundo Manuel Euciano da ilva, Ha partir de 14IJ %A'/, o que, de acto, s5 $averia de suceder, durante o capítulo que reuniu em Tomar no ano de 11K %1 a 1A 2utu#ro', com a sua trans ormação em cruz latina %#raço in erior alonado', uma vez que alumas das variantes documentadas da sua orma rea %quatro #raços iuais' ora surem concomitantemente, ora numa sequência aleat5ria e recorrente, em moedas %de ouro, prata e co#re de >. Manuel, >. Doão , >. e#astião, >.Genrique e &overnadores do Leino', retratos, cartora ia, ourivesaria, edi ícios %enquanto nas rosáceas da Torre de @elém, de c. 1;:I, a cruz é rea, já nos escudos/ameias o #raço in erior é maior que qualquer um dos três restantes'.orém, as di iculdades tornar/se/ão ainda mais sensíveis se para esta#elecer tal enealoia se optar por recorrer e*clusivamente 0s raras estelas sepulcrais ostentando a cruz de !risto, nas quais, seundo tese de D. M. !ordeiro de ousa que per il$o, iura Ncomo em#lema cristão e não como distintivo de qualquer 2rdem monásticaN %K'. >essas con$eço, ao todo, apenas sete6 duas de Tomar, outras tantas de Olme %ireja anta Marta' %1I', uma de Torres -edras %adro da ireja de . edro' %11', outra no Museu do !armo %proveniente do adro da ireja de . edro de >ois ortos, Torres -edras' %1:' e, inalmente, uma no Museu Municipal de Ma ra, presumivelmente oriunda do adro da irejade anto +ndré da mesma vila %1<'. + cruzeta #ranca interior, que torna a cruz vasada, remete certamente para . Doão %P, K6 H3u sou a porta. e aluém entrar por mim, será salvoJ' ou para . Mateus %-, 1<6 H3ntrai pela porta estreita, porque lara é a porta e espaçoso o camin$o que uia para a perdiçãoJ'.2s estraneiros em tr(nsito comentaram a proli eração das insínias da 2rdem de !risto. Lic$ard TQiss considerou que rece#ê/la constituía quase uma desraça. 3m 1=<I, aussure a irmava/se surpreendido por o Lei e os rincípes a ostentarem, porquanto Hé depreciada devido ao rande nBmero de pessoas de todas as classes que a possuemJ. 2 criado do cardeal !un$a c$eava a e*i#i/la ao peito, para esc(ndalo de muitos, enquanto servia c$ocolate e áua resca nos ser?es palacianos. 3ra o erecida aos araciados pelosrespectivos padrin$os. >. Doão -, :IR &rão/Mestre da 2rdem de !risto, rece#eu/a das mãos de seu pai, em 1K, com sete anos de idade, ap5s ter sido jurado $erdeiro da !oroa. or seu turno, o ríncipe Leente >. Doão % uturo >. Doão -' rece#eria o Gá#ito de !risto a :; de Maio de 1=A;, no orat5rio do alácio da +juda.&rã/!ruz da 2rdem de !risto!once#ida por +m#roise ollet, durante o terceiro quartel do século P-, em prata, esmalte, #ril$antes, ranadas, ru#is e minas novas. a#e/se que >. edro  possuiu três destes Gá#itos de !risto, um dos quais era constituído por :K: #ril$antes e <A ru#is.Três 2rdens Militares 2 Gá#ito das Três 2rdens Militares ortuuesas resultaria de um decreto de >. Maria , de 1=AK, pelo qual a so#erana procedeu 0 reunião numa s5 insínia, encimada pelo arado !oração de Desus, as rã/cruzes das 2rdens de !risto, +vis e antiao de  3spada. + énese remota desta distinção $onorí ica pode ser ac$ada no acto do apa DBlio  ter concedido in perpetuum, 0 !oroa portuuesa, o rão/mestrado das três 2rdens monástico/militares nacionais, pela #ula raeclara !$arissimi, de <I de 7ovem#ro de 1;;1.3sta venera oi conce#ida pelo ourives +m#roise &ottlie# ollet %1=KI', tendo sido ordenada por Doão +nt5nio into da ilva Hpara ua Majestade a Lain$a 7ossa en$ora S>. Maria  Cuem >eus &uarde muitos annosJ. F composta por laca e >istintivo, tendo/se constituído como a mais elevada distinção $onorí ica não s5 para os so#eranos portuueses como para outros c$e es de 3stado, Bnicas pessoas, além do &rão/Mestre da 2rdem, a poderem aceder a ela %14'. 7o +lmanac$ de Eis#oa de 1=K<, editado pela  +cademia das !iências, é re erida como a insínia, com a ita tricolor, usada pelos so#eranos %rain$a >. Maria  e >. edro ', #em como pelo ríncipe do @rasil % uturo >. Doão -' que era !omendador/Mor das Três 2rdens. +p5s o resta#elecimento das antias2rdens de cavalaria como 2rdens Gonorí icas pela  LepB#lica %1K1=/1K1A' a @anda das Três 2rdens oi reintroduzida %1;', tornando/se especí ica do residente da LepB#lica, na sua qualidade de &rão/mestre das 2rdens Gonorí icas nacionais. id5nio ais seria o primeiro a usá/la.  +té 0 re orma das 2rdens pela Eei 2r(nica de 1K:, a @anda das Três 2rdens podia ser outorada a !$e es de 3stado estraneiros, porém, a partir de então tornar/se/ia e*clusiva do residente da LepB#lica ortuuesa, icando interdito o seu uso ora do e*ercício desse caro. Tal rera $avia de ser mantida pela Eei 2r(nica de 1KA, persistindo ainda $oje. !om a @anda das Três 2rdens não poderão ser usadas quaisquer outras distinç?es $onorí icas. + @anda ostenta as cores das 2rdens de +vis, de !risto e de antiao da 3spada, respectivamente, de verde, vermel$o e violeta. Tem pendente so#re o laço o >istintivo, o qual, na versão repu#licana, é encadeado por uma coroa de louros, de esmalte verde, per ilada e rutada de ouro %<< mm * :; mm'.2 >istintivo %1; * 1I: * :I mm' pende do laço da @anda, possuindo estrutura oval de ouro e prata muito vazada, recamada de ::4 #ril$antes, 1:K ru#is e == esmeraldas %incluindo alumas emas de dimensão invular, entre as quais 4 #ril$antes em pera, cujos pesos variam entre os 1: e os : quilates' que apoiam a implantação das três cruzes. 3ncima/o remate de laçaria que acol$e, ao centro so#re uma estrela, o sím#olo do arado !oração de Desus. + re erência ao >istintivo que pertenceu a >. Doão - ocorre numa relação das j5ias propriedade da !oroa, datada de 1A:=, onde é avaliado em A1.AIIUIII réis S7+juda6 inv. 4=== e 4=A4. + actual distinção $onorí ica é um medal$ão oval, com motivos decorativos, de ouro, em recorte a#erto e per ilado do mesmo metal, com ;I mm * ; mm, com três ovais de esmalte #ranco, carreada cada uma do distintivo de uma das três ordens, icando o de !risto em c$e e, o de +vis 0 de*tra da ponta e o de antiao 0 sinistra da ponta, colocados os dois Bltimos, respectivamente, em #anda e em #arra, envolvida por coroa circular de esmalte vermel$o e #ordadura lavrada e per ilada de ouro, donde partem raios prateados. + laca %1:K * 1:: * :: mm' é ormada por um medal$ão central de ouro e prata  %contendo três outros de menor di(metro onde se incluem os sím#olos das 2rdens de !risto, de +vis e de antiao da 3spada', orlado de raios, dos quais é separado pelo vazamento do desen$o em coroa circular. F composta por mais de II #ril$antes %com peso estimado em 11,;I quilates, incluídos os <: maiores que interam os radiantes', ru#is e esmeraldas. 2s ru#is utilizados no sím#olo do arado !oração e nos das 2rdensde !risto e antiao totalizam cento e nove, comportando o sím#olo da 2rdem de +vis sessenta e seis esmeraldas. + maior parte dos #ril$antes utilizados pertenciam aos #ens da !oroa, tendo sido avaliados pelo ourives +m#r5sio &ottlie# ollet, autor da peça, em A.14U;II réis. 7o reci#o de conta, datado de Eis#oa %14 de 7ovem#ro de 1=AK', re ere ainda ter utilizado nove #ril$antes que rece#eu Hdo r. Dosé >ias ereira !$aves do esp5lio de sua Majestade 3l Lei >om edro Cuem anta &l5ria $ajaJ. Mediante esse documento, é possível estimar que, nessa data, o valor da placa equivalia a A.K1<U<AI réis %1'. + laca que pertenceu a >. Doão - é citada na relação das j5ias do monarca eita pelo seu criado particular em 1A:;, no capítulo em que este nomeia as ordens e medal$as com as quais o so#erano ora araciado S7+juda6 inv. n. 4==:.7a versão repu#licana, a laca é dourada, em radiantes a#ril$antados, de A; mm de di(metro, tendo ao centro e so#re uma super ície circular de esmalte azul %de <I mm de di(metro', lavrada com motivos decorativos de ouro, três ovais de esmalte #ranco, carreada cada uma do distintivo de cada uma das três 2rdens e com uma #ordadura de esmalte da respectiva cor da 2rdem, contida em iletes de ouro, con orme a ordenação já descrita no que concerne ao >istintivo.@anda das duas 2rdens3m 1K<1, oi criada a @anda das >uas 2rdens de !risto e de +vis, pelo decreto nR 1K.<I,de :I de +#ril. >estinava/se a ser usada pelo residente da LepB#lica, na sua qualidade de &rão/mestre das 2rdens Gonorí icas nacionais, e a ser concedida, por iniciativa do !$e e do 3stado, a personalidades estraneiras eminentes.3sta condecoração, pela primeira vez concedida a .+.L. 3duardo, ríncipe de &ales %o uturo rei 3duardo -' aquando da sua visita o icial a ortual, em +#ril de 1K<1, $avia de ser suprimida pela Eei 2r(nica das 2rdens Gonorí icas promulada em 1K:.!adernos da TradiçãoV1 W 2 Templo e a 2rdem Templária de ortualGuin 3ditores$uinXesoterica.pt
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