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A Divisao Do Ego e Os Mecanismos de Defesa (resumo)

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No início a criança sofre uma influência poderosa de seus instintos que costuma satisfazer, porém alguma experiência lhe ensina que a continuação dessa satisfação resultará num perigo real e renúncia á satisfação quase intolerável... Exemplo resumido da divisão do Ego e os Mecanismos de Defesa, baseado nos textos completos de Freud.
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  A DIVISÃO DO EGO E OS MECANISMOS DE DEFESA – NÃO OBRIGATÓRIO De inicio a criança sofre um influência poderosa de seus instintos que costumasatisfazer porém, alguma experiência lhe ensina que a continuação dessasatisfação resultará num perigo real quase intolerável. Esta posto o conflito ou oego reconhece o perigo real e renuncia à satisfaça instintual ou rejeita a realidadee se convence de que não há razão para medo e conserva a satisfação.A criança porém toma ambos caminhos simultaneamente, ela responde ao conflitopor duas reações contrárias, por um lado com o auxílio de certos mecanismo,rejeita a realidade e recusa-se a aceitar qualquer proibição, por outro lado,reconhece o perigo da realidade, assume o medo desse perigo como um sintomapatoógico e subsequentemente tenta desfazer-se do medo. Ambas as partesobtêm sua cota de prazer: permite-se que o instinto conserve sua satisfação emostra-se um respeito apropriado pela realidade.Essa escolha tem um preço que é uma fenda no ego, a qual nunca se cura eaumenta com o passar do tempo. As duas reações contrárias ao conflitopersistem como ponto central de uma divisão ( splitting  ) do ego.Um menino entre os três e quatro anos de idade normalmente já se familiarizoucom or órgãos genitais femininos mediante a sedução por parte de uma meninamais velha. Com a interrupção dessa atividade ele prossegue com a estimulaçãosexual através da masturbação manual, se apanhado é ameaçado de castração,normalmente atribuída ao pai.A criança se recusará a acreditar nesta castração, pois não pode imaginar facilmente a possibilidade de perder uma parte tão altamente prezada de seucorpo. A visão [anterior] dos órgãos genitais femininos poderia ter convencidonossa criança dessa possibilidade. Mas ela não tirou conclusão alguma disso, jáque sua desinclinação a fazê-lo era grande demais e não havia motivo presenteque a isso o compelisse. Pelo contrário, qualquer apreensão que pudesse ter sentido foi acalmada pela reflexão de que aquilo que ainda faltava faria seuaparecimento: ela desenvolveria um [pênis] mais tarde. Todo aquele que tenhaobservado meninos bastante pequenos será capaz de recordar que se deparoucom alguma observação desse tipo à visão dos órgãos genitais de uma irmãzinha.Mas é diferente se ambos os fatores estão presentes em conjunto. Nesse caso, aameaça revive a lembrança da percepção que até então fora considerada comoinofensiva, encontrando nessa lembrança uma confirmação temível. O meninoagora pensa compreender por que os órgãos genitais da menina nãoapresentavam sinais de pênis, e não mais se arrisca a duvidar de que seuspróprios órgãos genitais possam encontrar o mesmo destino. Daí por diante, elenão pode deixar de acreditar na realidade do perigo de castração.  O resultado costumeiro do susto da castração, aquele que passa por normal, éque imediatamente, ou depois de considerável luta, o menino cede à ameaça eobedece à proibição, integralmente ou pelo menos emparte (isto é, não maistocando nos genitais com as mãos).Em outras palavras, ele abandona, no todo ou em parte, a satisfação do instinto.Estamos preparados para ouvir, contudo, que nosso paciente atual encontrououtra saída. Criou um substituto para o pênis de que sentia falta nos indivíduos dosexo feminino — o que equivale a dizer, um fetiche. Procedendo assim, é verdadeque rejeitou a realidade, mas poupou seu próprio pênis. Enquanto não foi obrigadoa reconhecer que as mulheres tinham perdido o pênis delas, não houvenecessidade, para ele, de acreditar na ameaça que lhe fora feita; não precisavatemer por seu próprio pênis, de modo que prosseguiu imperturbado com suamasturbação. Esse comportamento por parte de nosso paciente forçosamente nosimpressiona como sendo um afastamento da realidade — procedimento quepreferiríamos reservar para as psicoses. E ele, de fato, não é muito diferente.Contudo, suspenderemos nosso julgamento, já que, a uma inspeção maisrigorosa, descobriremos uma distinção não pouco importante. O menino nãocontradisse simplesmente suas percepções, e alucinou um pênis onde nada haviaa ser visto; ele não fez mais do que um deslocamento de valor — transferiu aimportância do pênis para outra parte do corpo, procedimento em que foi auxiliadopelo mecanismo de regressão (de uma maneira que não precisa ser explicadaaqui). Esse deslocamento, é verdade, relacionou-se apenas ao corpo feminino;com referência a seu próprio pênis, nada se modificou.Essa maneira de lidar com a realidade, que quase merece ser descrita comoastuta, foi decisiva quanto ao comportamento prático do menino. Ele continuoucom sua masturbação como se esta não implicasse perigo para seu pênis; aomesmo tempo, porém, em completa contradição com sua aparente audácia ouindiferença, desenvolveu um sintoma que demonstrava que, todavia, reconhecia operigo. Ele fora ameaçado de ser castrado pelo pai e, imediatamente após, demodo simultâneo à criação de seu fetiche, desenvolveu um intenso medo de que opai o punisse, medo que exigiu toda a força de sua masculinidade para ser dominado e supercompensado. Também esse medo do pai silenciava sobre otema da castração; pela ajuda da regressão à fase oral, assumia a forma de ummedo de ser comido pelo pai. Nesse ponto, é impossível esquecer um primitivofragmento da mitologia grega, que nos conta como Cronos, o velho Deus Pai,engoliu os filhos e procurou engolir seu filho mais novo, Zeus, tal como osrestantes, e como Zeus foi salvo pela habilidade de sua mãe que, posteriormente,castrou o pai. Contudo, temos de retornar à nossa história clínica e acrescentar que o menino produziu ainda outro sintoma, leve embora, o qual ele reteve até odia de hoje. Tratava-se de uma suscetibilidade ansiosa contra o fato de qualquer de seus dedinhos do pé ser tocado, como se, em todo o vaivém entre rejeição ereconhecimento, fosse todavia a castração que encontrasse a expressão maisclara…
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