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A ÉTICA E A PROFISSÃO FORENSE

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A ÉTICA E A PROFISSÃO FORENSE O princípio fundamental da Deontologia Forense NALINI, José Renato. Ética Geral e profissional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001. À deontologia profissional e, particularmente, à deontologia forense aplica-se um princípio fundamental: agir segundo ciência e consciência. Essa a idéia-força a inspirar todo o comportamento profissional. Ciência, a significar o conhecimento técnico adequado, exigível a todo profissional. O primeiro dever ético do profissional é
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  A ÉTICA E A PROFISSÃO FORENSEO princípio fundamental da Deontologia Forense NALINI, José Renato. Ética Geral e profissional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001.À deontologia profissional e, particularmente, à deontologia forense aplica-se um princípiofundamental: agir segundo ciência e consciência. Essa a idéia-força a inspirar todo ocomportamento profissional.Ciência, a significar o conhecimento técnico adequado, exigível a todo profissional. O primeiro dever ético do profissional é dominar as regras para um desempenho eficiente naatividade que exerce. Para isso, precisará ter sido um aprendiz aplicado, seja no processoeducacional formal, seja mediante inserção direta no mercado de trabalho, onde a experiênciaé forma de aprendizado.Além da formação adequada, o profissional deverá manter um processo próprio de educaçãocontinuada. Os avanços e as novas descobertas influem decisivamente em seu trabalho.Profissões tradicionais deixam de existir e outras surgem para substituí-las. O ser humano precisa estar preparado para novas exigências do mercado. Estar intelectualmente inativo nãorepresenta apenas paralisação. É retrocesso que distancia o profissional das conquistas em seuramo de atuação.Mas além da ciência, ele deverá atuar com consciência. Existe uma função social a ser desenvolvida em sua profissão. Ele não pode estar dela descomprometido, mas reclama-se-Iheempenho em sua concretização.À consciência se reconhece um primado na vida humana. Sobre isso, afirmou Paulo VI: Ouve-se freqüentemente repetir, como aforismo indiscutível, que toda a moralidade dohomem deve consistir no seguir a própria consciência. Pois bem, ter por guia a própriaconsciência não só é coisa boa, mas coisa obrigatória. Quem age contra a consciência estáfora da reta via .[1]  Com isso não se resolvem todos os problemas morais. Há limites postos ao princípio daconsciência. Ela não é o último ou o absoluto critério. Uma consciência enferma ou malorientada poderia conduzir o ser humano a errar ou a se equivocar. A consciência é intérpretede uma norma interior e superior; não é a fonte do bem e do mal: é a advertência, é a escutade uma voz. é o reclamo à conformidade que uma ação deve ter com uma exigência intrínsecado homem .[2] E a consciência não tem o dom da infalibilidade. O homem é falível. Acriatura tem uma fissura intrínseca chamada por Kant de mal radical. Ser finito, condicionadoa debilidades, o homem pode ter uma consciência vulnerável e não inclinada naturalmente ao bem.A consciência deve ser objeto de contínuo aperfeiçoamento, portanto.Mediante exercício permanente, ela se manterá orientada. A tendência natural será a sualassidão, o seu afrouxamento e a auto-indulgência própria ao egocentrismo humano.Os estudiosos de ética natural se utilizam da expressão consciência para significar não já o juízo sobre a moralidade das ações singulares que competem ao sujeito, mas, acima disso, omodo habitual de julgar em uma certa matéria no campo ético: fala-se então de consciênciareta (aquela que sói judicar exatamente), de consciência [assa (aquela que sói julgar lícito e bom também aquilo que é ilícito e mau) e de consciência escrupulosa (aquela que sói julgar ilícito e mau até aquilo que é lícito e bom) [3] A consciência é o resultado do trabalhoindividual, na reiteração dos atos singulares de juízo, como se cada julgamento fora ponto palpável na edificação de um produto consistente. Ninguém poderá se substituir a outrem na missão de construir sua consciência. É este o primeiro dever que o homem tem em relação a si mesmo: formar uma consciência, ou seja,instruir, educar a própria ciência moral, o próprio juízo moral, o próprio hábito de moralmente julgar. A consciência - afirma Paulo VI - tem necessidade de ser instruída: a pedagogia daconsciência é necessária. Se, de fato, a consciência não é umafulguração mística, um estrogenial, um 'a priori' gnoseológico, um carisma sobrenatural, mas é razão e vontade que seapropriam da norma e sobre ela avaliam, com segurança, qualquer ato, bem se vê como aeducação da consciência importa toda uma disciplina da razão e da vontade. Importa ciência e prudência. Importa retidão de conhecer e do querer. Se, pois, se trata de consciência cristã,importa, por outro lado, a luz da fé e a força da graça. [4]   Formar a consciência é o objetivo mais importante de todo o processo educativo. Ela é queavalia o acerto das ações, ela é que permite reformular o pensamento e as opções. Somente ela permitirá coerência ao homem, propiciando-lhe comportar-se de acordo com a própriaconsciência. Por isso é que a formação da consciência, além de ser o objetivo maisimportante, resume em si todo o inteiro processo educativo.[5][1] PAULO VI, alocução de 12.11.1969, apud PASQUALE GIANNm, op. cit., p. 94-95.[2] PAULO VI, alocução cit., idem, ibidem.[3] PASQUALE GIANNITI, Principi ... , cit., p. 95.[4] PASQUALE GIANNm, Principi ......... , cit., idem, p. 95-96.[5] PASQUALE GIANNITI, Principi .... , cit., idem, p. 96.

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Aug 22, 2017
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