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A Evolução Da Exegese

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Exegese teológica surgimento e ascensão.
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  A EVOLUÇÃO DA EXEGESE I. No Antigo testamento Podemos dividir a evolução da Exgese em quatro períodos: ã Período dos Escribas ã Período dos cinco pares de Mestres ã Período dos Tannaim ã Período dos Amoraim. 1. Período dos escrias Podemos colocar este período entre 4 ! # a. $. %este período os escribasestudavam e comentavam as leis do Pentateuco. Ensinava!se a lei com coment&rios dostextos da 'agrada Escritura. ( nome dado a este m)todo de ensino era M*+,A'-orientação ! busca/. Este m)todo se prolongou at) o ano 0 d. $. %ãotemos nen1umtexto do período dos escribas a não ser algo que 2oi assumido por escritores do o s)culodepois de $risto.$ostuma!se dividir o M*+,A'- em !aggada !a#a$a e Pes%er . & !aggada ! Era um coment&rio da 'agrada Escritura que visava a 2ormaçãoespiritual dos ouvintes no sentido religioso3 moral litrgico3 catequ)tico edoutrinal. Era a2orma mais usada nas 'inagogas e em outras ocasi5es. 6ia!se um texto e se dava aexplicação oral/ ou se tomava um livro sagrado e se escrevia a explicação escrita/. & !a#aca ! Procurava na lei regras de ordem 7urídica. +esenvolveu!se sobretudoem meios letrados. %ão era usado nas sinagogas. Encontra!se este m)todo muitodesenvolvido em 8umrã. & Pes%er . ! Era uma atuali9ação dos textos3 sobretudo os pro2)ticos. Pelo Pes1erse mostrava o cumprimento das pro2ecias3 liam!se as liç5es do passado para orientar opresente e o 2uturo. '. Período dos cinco (ares de )estres  um período que se estende de # a 0 a. $. A invasão grega3 a revolução dosMacabeus e o advento dos romanos mudaram pro2undamente os m)todos da exegese.$ontinua o Midras13 mas ele ) assumido por grandes mestres que vão dois a dois por  ra95es descon1ecidas por n;s. <irmou!se3 neste período a tradição oral3 recusada pelossaduceus que aceitavam somente a Palavra Escrita.( ltimo par de Mestres antes da era cristã 2oram '-AMMA* e -66E63 quetiveram grande in=u>ncia no 7udaísmo da )poca e posterior. *. Período dos +annaim. ?ai de 0 a.$. a  d.$. A palavra +annaim signi@ca:  ,-em ensinare(etindo . (s alunos deviam repetir at) decorar as decis5es dos mestres. E assim asdecis5es 2oram recol1idas em coleç5es.As primeira remontam ao primeiro s)culo3 embora as duas destruiç5es de Berusal)m # e 0CD/ ten1am impedido sobremaneira a 2ormação dos escritos. <oram,abbi Aqiba 0CD/ e seu discípulo ,abbi Meir que di2undiram esta coleç5es. ,abi Bud&codi@cou estas coleç5es que receberam o nome Mis1n&. A Mis1n& se tornou3 depois3 parao 7udaísmo um segundo Pentateuco. At) assumiu uma linguagem especial3 um 1ebraicotardio3 encontrado tamb)m em 8umrã no ,olo de $obre.%o período tanaítico nasceram importantes Midras1im ou coment&rios do6evítico 'u2ra/ dos %meros e +euteronmio 'u2re/ e de outros livros. . Período dos Amoraim. Estende!se de  a D d. $. F o período em que se completou o  TA6MG+.?&rias escolas palestinenses comentavam a Mis1n&. 'obressaia sobretudo a escola de Tiberíade. Pelo C o s)culo a Mis1n& do ,abbi Bud& 2oi levada para babilnia por um seudiscípulo3 Abb& AriH&3 que 2undou a escola de 'ura. 'urgiram depois em babilnia outrasescolas que se tornaram 2amosas ao ponto de 2a9er de Iabel o centro mais importante do 7udaísmo.Assim3 as escolas da Palestina e de Iabilnia iam comentando a Mis1n& eprodu9iram duas importantes coleç5es c1amadas +AL)UD .( +AL)UD palestinense surgiu entre C#D e 4 D d.$. F menor daquele daIabilnia que apareceu mais tarde entre os anos 4 e D.A estrutura de cada um dos TA6MG+ ) essencialmente a mesma. +ivide!se em partes.  + A Mishná do Rabi Judá.+ A Guemara (complemento) que é o comentário da Mishná. A língua ) a aramaica. ( assunto abrange: a agricultura3 o matrimnio3 odiv;rcio3 as 2estas3 a lei civil e penal3 os sacri2ícios3 a pure9a legal e outros assuntosnarrativos.A Exegese 1ebraica ) intensa e trasbordante de 2).%a )poca 1elenística 1ouve exegetas que inseriram @loso@a grega em seuscoment&rios. Mas 2oram casos espor&dicos. Em geral seguiu sempre uma lin1apro2undamente ortodoxa. II / NO NOVO +ES+A)EN+O 1. Nascimento. %asceu em ambiente 7udaico. Endossa o essencial da 2) 7udaica mas se concentrasobretudo na revelação do <il1o de +eus. As Escrituras são explicadas por $risto e pelosAp;stolos3 con2orme a Tradição israelita3 mas 7& são lidas com ol1os novos. Besus ) o centro da Exegese cristã. '. O )idras% crist0o do A+. At) a metade do 0 o s)culo a *gre7a primitiva s; tem o AT. ( texto b&sico ) aversão grega dos 'etenta. ( m)todo ) o -agad&. ( -alaHa 7& não tem sentido pois $ristointrodu9iu a nova lei e o Pes1er ) s; usado pelos apologistas.(s primeiros escritos3 as cartas de Paulo3 são o -agad& cristão do AT. Paulo ) oprimeiro exegeta do -agap& cristão. %ele encontramos aqueles princípios que são a baseda interpretação da 'agrada Escritura para todos aqueles que vieram depois.Para ele tudo se cumpriu em $risto. '.1 / A Letra e O es(írito. Para Paulo a  #etra mata o es(írito ii2ca . A 6etra ) a interpretação da'agrada Escritura con2orme os 7udeus. ( Espírito ) colocar $risto no centro das Escrituras3de modo que tudo se7a relacionado com $risto. $risto deve ser o centro das Escrituras.*nterpretar como os 1ebreus3 deixando $risto de lado3 ) letra morta. '.' / Princí(io da ti(o#ogia. Ainda segundo 'ão Paulo3 a 'agrada Escritura encerra Tipos3 que não são  unicamente exemplos3 mas @guras pro2)ticas que anunciam3 desde tempos remotos3 o quedevia acontecer. Paulo 2a9 paralelos entre estes tipos e $risto. Alguns exemplos: ã Em Adão +eus esboçou um pro7eto que se reali9ou em $risto ã ( sacerd;cio de Melquisedec representa o sacerd;cio de $risto ã Mois)s deu a lei3 $risto a aper2eiçoou ã A arca representa a *gre7a na qual 1& salvação. '.* / Princí(ios da a#egoria e do simo#ismo. 'ão princípios que ressaltam o valor cristão do texto. Podem se identi@car com atipologia e se re2erem geralmente ao mist)rio de $risto e de sua *gre7a. Exemplos: ã ( cordeiro pascal símblo do cordeiro de +eus ã (s antigos sacri2ícios símbolo do sacri2ício de $risto. N.B. A !e ese propriamente dita nos apresenta ainda outros princ#pios de interpreta$%o. '. / O sentido #itera#. F importante e 2undamental3 F3 geralmente3 o sentido ;bvio. %ão sempre3 por)m3 )o sentido que nos d& a verdade salví@ca. Est& su7eito J visão do autor 1umano e ) letramorta se separado do espírito. '.3 / O sentido acomodatício. $onsiste em aplicar alegoricamente certos trec1os da Iíblia para e2eito de devoção eoração3 deturpando o sentido literal. A *gre7a usa Js ve9es este sentido3 mas recomendamuito cuidado. Exemplo: ã A mul1er vestida de sol do Apocalipse ) a *gre7a.  acomodar o textointerpretando!a como %ossa 'en1ora. '.4 / O sentido conse,5ente.  uma conclusão teol;gica tirada de premissas3 sendo uma revelada e outra racional.Exemplo: & do ma da 'maculada oncei$%o . '.6 / O sentido (#eno. F a mani2estação completa de uma verdade anunciada no AT. %ão exclui o sentidoliteral. 'e3 por exemplo3 tomamos a palavra reino3 vemos que no AT testamento temnão somente um sentido literal3 mas designa outrossim uma realidade espiritual quese 2oi esclarecendo pouco a pouco3 at) tomar no %T seu sentido completo no ,einode +eus.
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