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A evolução dos meios de comunicação

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Escola Secundária Padre Nuno Álvares Curso EFA – Secundário N.º 1 Área: Cultura, Língua e Comunicação 2009-09-29 Núcleo Gerador: 4 Gestão e Economia (DR1) – Orçamentos e Impostos I. Leitura Ficha de Trabalho Turma: 2 Data: A evolução dos meios de comunicação Num processo crescente, o homem desenvolveu a pré-escrita (modelagem), criou a xilografia (árabes), o papel, os caracteres móveis para impressão manual e a impressão mecânica. Assim, os escritos puderam atravessar distâncias geográficas e
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  Escola Secundária Padre Nuno Álvares Curso EFA – Secundário Ficha de TrabalhoN.º 1 Área: Cultura, Língua e Comunicação Turma: 2 Data: 2009-09-29 Núcleo Gerador: 4 Gestão e Economia (DR1) – Orçamentos e Impostos I. Leitura A evolução dos meios de comunicação Num processo crescente, o homem desenvolveu a pré-escrita (modelagem), criou axilografia (árabes), o papel, os caracteres móveis para impressão manual e a impressãomecânica. Assim, os escritos puderam atravessar distâncias geográficas e cronológicas,foram levados de um lado a outro do planeta e, ao transmitir conhecimentos entre pessoasda sua época, contribuíram para o registo da história humana.Com o desenvolvimento da escrita alfabética, novas formas de transmissão deinformações foram desenvolvidas, e um dos factores novidativos é que, a partir de então,a história pôde ser registada em detalhes. As informações podiam então “viajar” maisfacilmente, sem necessitar da presença física de um contador, apesar de estes ainda hojeterem um papel fundamental em algumas sociedades (podem ser citados os trovadores daliteratura de cordel, grupo que ainda produz uma literatura oral principalmente nonordeste do Brasil). Foram desenvolvidos meios de transportá-las que não necessitassemobrigatoriamente ter o próprio homem como portador e transportador, exemplo disso é autilização de pombos-correio, do telégrafo (código morse), entre outros.Debruçado sobre os seus projectos, o homem avança e transforma o presente e ofuturo, num constante processo evolutivo [2] , sem que haja a simples substituição de umatécnica por outra, mas um “deslocamento de centros de gravidade” . [3]   Constata-se quesempre há movimentos crescentes e sucessivos na história: da oralidade para a escrita, daescrita para a imprensa, desta para o rádio e para a televisão, até se chegar à informática.O aperfeiçoamento dos meios de veicular a informação foram criados pela necessidade deo homem se comunicar. O ser humano, ao longo da sua história, mantém-se sempre naexpectativa de desvelar novos horizontes, explorar territórios alheios, impulsionado pelodesejo de interacção, de descoberta. A invenção da imprensa veio ao encontro desse As formadoras: Elsa Paço/ Zélia Serrão Página 1  Escola Secundária Padre Nuno Álvares Curso EFA – Secundário Ficha de TrabalhoN.º 1 Área: Cultura, Língua e Comunicação Turma: 2 Data: 2009-09-29 Núcleo Gerador: 4 Gestão e Economia (DR1) – Orçamentos e Impostos desejo, “divide-se a História em antes e depois do surgimento da escrita”. [4] Que se pense, por exemplo, na importância representada pela escrita ao ser introduzida por civilizações como a Siberiana, a Egípcia e a Chinesa. Ela passou a ocupar o espaço privilegiado no qual se assentava a tradição oral, substituindo a efemeridade pelapermanência, introduzindo novos hábitos. A partir de então, o homem não precisou maisde se preocupar com a questão do apagamento das memórias, das suas lembranças nãomais dependiam da transmissão oral, passaram a ser registadas pela escrita [5] ,  e estas,perpetuadas nos meios de registo utilizados em cada época.Mas, apesar de a escrita se tornar a memória de um povo, de uma cultura, devencer, sob este aspecto, a barreira do tempo, existiam alguns problemas. Os manuscritosinicialmente eram gigantescos, pesados, propriedades de bibliotecas, difíceis de manejar.O homem empenhou-se na popularização dessa técnica e, em 1450, recebeu um impulsocom a imprensa de Gutenberg. Profecias apocalípticas foram efectuadas no hemisfériodessa descoberta por aqueles que detinham em suas mãos os manuscritos, modelossingulares, e não desejavam que esse saber estivesse ao alcance de todos, mas quecontinuasse limitado aos conventos e bibliotecas de acesso vedado ao povo.Com o passar dos anos, essas profecias desmoronaram-se e o livro tornou-se móvel,disponível para apropriação e uso pessoal.“Se o surgimento da escrita marca o início da história, a invenção, na Europa, dacomposição por tipos móveis e da técnica de imprimir ilustrações com chapas de metalgravadas, vai promover radicais mudanças no modo de pensar e de viver da sociedade. Adivulgação do conhecimento torna-se acessível a cada vez um número maior deindivíduos.” [6] O jornal, conhecido inicialmente como folhetim, surgiu como veículo de transmissãode informações diárias. Ele era inicialmente lido em voz alta por um letrado. Até hoje tema responsabilidade de levar a última notícia, mantendo actualizada a sociedade. No séculodezanove, o jornal brasileiro era constituído basicamente de textos. Mesmo os anúnciospublicitários utilizavam mais estruturas textuais verbais, apostando largamente no poder argumentativo das palavras. No século vinte, os anúncios publicitários passaram a valer-se cada vez menos de textos verbais e cada vez mais de signos não verbais, símbolos eimagens que possibilitem uma outra forma de leitura, a icónica [7] . A impressão foi, durante muito tempo, a principal tecnologia intelectual dearmazenamento e disseminação das ideias, mas, ainda não satisfeito, o homem continuoua sonhar com outras formas de comunicação que o aproximassem mais facilmente deoutras culturas e divulgassem o saber produzido com maior rapidez e amplitude. O As formadoras: Elsa Paço/ Zélia Serrão Página 2  Escola Secundária Padre Nuno Álvares Curso EFA – Secundário Ficha de TrabalhoN.º 1 Área: Cultura, Língua e Comunicação Turma: 2 Data: 2009-09-29 Núcleo Gerador: 4 Gestão e Economia (DR1) – Orçamentos e Impostos homem procurava conquistar um meio mais rápido de comunicação, de registo, ededicou-se a aperfeiçoar os meios de que dispunha para diminuir a barreira da distância edo tempo, solucionar o problema da velocidade, pois somente após horas, dias, semanas éque a mensagem escrita no papel chegava às mãos do destinatário.Um novo marco na história das comunicações estabeleceu-se com a invenção dorádio. Este tinha possibilidades de alcance muito maior e chegava mais rapidamente quequalquer outra mídia, principalmente no Brasil, cujo público letrado era bastantereduzido. O rádio, explorando a oralidade e a ideia da transmissão ao vivo, adentroufacilmente nos lares brasileiros. Como forma de transmissão e recepção necessitavaapenas de uma estação emissora e aparelhos de recebimento, a mensagem podia chegar facilmente às pessoas, inicialmente em suas casas e, logo mais, com o surgimento deaparelhos portáteis, a qualquer parte a que esse aparelho fosse levado. Com o rádio,desenvolveu-se toda uma técnica de comunicação sonora em que o ouvinte era envolvidopor uma série de recursos que o levam a vivenciar virtualmente (recorrendo ao seuimaginário) uma situação proposta, como, por exemplo, nas peças de teatro ou novelastransmitidas radiofonicamente. Os efeitos utilizados para simular chuvas, trovoadas,incêndios e toda uma infinidade de ruídos tinham como finalidade reproduzir uma cenareal.Popularizou-se na década de 70 a televisão. A partir de então, não só a palavra emforma de som poderia viajar pelo espaço, também a imagem em movimento a fazê-lo. Éuma forma de comunicação em que a oralidade passa a dividir espaço com a comunicaçãoda imagem, do símbolo, do movimento. A informação, além de ser falada, pode ser lida,vista, interpretada pelo receptor. A visão, sentido tão privilegiado nessa cultura, passa aser o centro de explorações. Para o telespectador, assistir ao noticiário na televisão possuioutra significação, há uma relação visual com quem transmite a informação, não é maisuma voz anónima ou um texto de alguém que não se pode imaginar quem seja. É umapessoa que fala e mostra e se mostra a quem a assiste. A relação sujeito-transmissor-receptor mudou. O telespectador estreitou sua relação com o apresentador.Com a evolução dos meios de comunicação mediáticos, no final do século XX,ocorre o agrupamento de todas as tecnologias anteriores. Surge uma tecnologia maiseficaz, que oferece todas as possibilidades já exploradas na imprensa, no rádio, natelevisão, operando uma ultrapassagem: a possibilidade de interacção e a velocidade comque tudo ocorre. O indivíduo não fica somente no papel de receptor passivo, há apossibilidade de escolha, há decisões a serem tomadas. Os volumes de informaçõesemitidas é maior, bem como a rapidez com que chegam aos lares, oportunizandosituações que as tecnologias anteriores não possibilitavam.Pode-se ler o jornal de qualquer parte do mundo, assistir a uma entrevista, participar  As formadoras: Elsa Paço/ Zélia Serrão Página 3  Escola Secundária Padre Nuno Álvares Curso EFA – Secundário Ficha de TrabalhoN.º 1 Área: Cultura, Língua e Comunicação Turma: 2 Data: 2009-09-29 Núcleo Gerador: 4 Gestão e Economia (DR1) – Orçamentos e Impostos de conferências, ouvir músicas das mais longínquas regiões do planeta, trocar correspondências, ler, discutir, conversar, tudo em um único aparelho, uma “máquinacomunicacional” chamada computador. Máquina que está conectada a milhares de outras,formando uma complexa rede, um rizoma informacional [8] . A   plicação de conhecimentos 1. Com base no texto que acabou de ler, explique a evolução dos meios decomunicação?2. Qual é o seu meio de comunicação favorito? 3. Explique o sentido da frase “Pode-se ler o jornal de qualquer parte do mundo,assistir a uma entrevista, participar de conferências, ouvir músicas das maislongínquas regiões do planeta”. As formadoras: Elsa Paço/ Zélia Serrão Página 4
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