Documents

A Fisica Na Escola - Volume 01 Nº 1 - Outubro

Description
A Fisica Na Escola - Volume 01 Nº 1 - Outubro
Categories
Published
of 29
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  3Física na Escola, v. 1, n. 1, 2000 H á trinta anos, a SociedadeBrasileira de Física edita re- vistas que procuram revelara pesquisa e o ensino de física no nos-so país. A pioneira  Revista Brasileirade Física  foi desmembrada no  Brazi-lian Journal of Physics , na  Revista Brasileira de Instrumentação e Física Aplicada  e na  Revista Brasileira de Ensino de Física  (RBEF). Agora nasce a  Física na Escola (FnE). Lançada como um suplementoda RBEF, a FnE pretende alcançar a suaindependência em um futuro pró-ximo. A FnE quer ser a revista de for-mação e informação de todos os pro-fessores do ensino médio e de todosaqueles que se interessam em melho-rar a qualidade do ensino de física emtodos os níveis. A SBF não pode mais ficar longede uma comunidade ativa de profes-sores e licenciados em física espalha-dos por este imenso território, muitas vezes trabalhando com dificuldades detoda ordem e sem apoio institucional,mas atuando entusiasticamente naformação de nossos jovens. A promo-ção das Olimpíadas Brasileiras de Físi-ca já trouxe para junto da SBF cercade 800 escolas e mais de dois mil pro-fessores. Mas ainda é pouco. A FnE surge no momento emque recentes fatos provocam um certootimismo cauteloso, apesar das inú-meras dificuldades que o Brasil recor-rentemente enfrenta. Dados prelimi-nares do censo escolar de 1999 apon-tam um crescimento da matrícula noensino médio de cerca de 57% desde1994 e com uma projeção crescenteaté 2005. Ou seja, mais alunos cur-sando física, desde, é claro, que adisciplina não desapareça dos currí-culos escolares em virtude de umainterpretação equivocada dos novos  parâmetros curriculares . Para que estefato não se concretize é necessáriauma atuação firme dos professores defísica junto aos diretores e conselhos Carta do Editor  escolares. Outro fato auspicioso é oaumento expressivo na procura porcursos de licenciatura em física. Nesteano, alguns colegas estão visitandoas instituições de ensino superior paraavaliar a oferta dos nossos cursos de bacharelado e licenciatura. Talvez daí possam surgir proposições para a efe-tiva melhoria na formação dos futu-ros professores. Espalham-se pelo Paíscursos de atualização, oficinas cientí-ficas, centros de ciências e divulgaçãocientífica, e há um crescimento ex-pressivo de laboratórios virtuais naInternet voltados ao ensino e/ou di- vulgação da física que podem vir a seconstituir em importante ferramen-ta auxiliar do professor.Planejamos o conteúdo da FnEcom várias seções.  Artigos Gerais Artigos Gerais Artigos Gerais Artigos Gerais Artigos Gerais:divulgação de tópicos atuais de con-teúdo e metodológicos de interessepara o ensino médio numa linguagemacessível; DesafiosDesafiosDesafiosDesafiosDesafios: problemas desa-fiadores de física, que têm sido pro-postos em diversas situações, comolivros, gincanas, olimpíadas etc, comsolução discutida em detalhes. Taisproblemas constituem subsídios aosprofessores que lidam com alunoscom grande interesse e motivação pe-los limites da física; FFFFFaça V aça V aça V aça V aça V ocê Mes-ocê Mes-ocê Mes-ocê Mes-ocê Mes-momomomomo: divulgação de experimentos edemonstrações simples que qualquerestudante pode realizar sem dificul-dades. A idéia é propiciar material defácil acesso a professores do ensinofundamendal e médio; RRRRRelatos de Salaelatos de Salaelatos de Salaelatos de Salaelatos de Salade A de A de A de A de A ulaulaulaulaula: divulgação de experiências valorizando as vivências de salas deaula; História da Física e EnsinoHistória da Física e EnsinoHistória da Física e EnsinoHistória da Física e EnsinoHistória da Física e Ensino:exploração de certos conceitos e/ouexperiências que ilustrem a evoluçãodos conceitos da física; fonte de inspi-ração para a definição de conteúdos eproposição de estratégias; NovasNovasNovasNovasNovasTTTTTecnologias no Ensino de Físicaecnologias no Ensino de Físicaecnologias no Ensino de Físicaecnologias no Ensino de Físicaecnologias no Ensino de Física: apre-sentação de  softwares , vídeos e  sites que possibilitem aos professores e/oualunos utilizar um computador comoinstrumento de ensino-aprendiza-gem; Novidades na FísicaNovidades na FísicaNovidades na FísicaNovidades na FísicaNovidades na Física: divul-gação de avanços na física, PrêmiosNobel de cada ano, trabalhos rele- vantes de físicos brasileiros etc.;ResenhasResenhasResenhasResenhasResenhas: publicação de comen-tários e informações curtas sobrelivros didáticos e paradidáticos, eoutros; Física, TFísica, TFísica, TFísica, TFísica, Tecnologia e Socie-ecnologia e Socie-ecnologia e Socie-ecnologia e Socie-ecnologia e Socie-dadedadedadedadedade: discussão dos aspectos dainterface física/sociedade ressaltandoas imbricações da ciência com ques-tões tecnológicas e sociais e de suanecessidade para uma educação comcidadania.Com o conhecimento destas dire-trizes de cunho editorial, esperamosque os próprios contribuintes e opúblico leitor venham a definir o perfilda FnE e suas seções. A implementação dos novos  Parâmetros Curriculares Nacionais  exi-girá, para o seu sucesso, materialdidático criativo, bem elaborado einterdisciplinar, com a necessidade deatualização dos atuais conteúdosenfatizando a física contemporâneae a física do cotidiano. A FnE poderácontribuir nesta direção.Devemos esta revista – em pri-meiro lugar – aos muitos físicos preo-cupados com o ensino e aos inúmerosprofessores do ensino médio que rei- vindicavam uma posição mais expres-siva na vida da SBF. Ao atual ConselhoEditorial da RBEF que, já em suaprimeira reunião, aprovou e nos deuuma força enorme para a criação darevista. Aos membros do Conselho eDiretoria da SBF que deram uma de-monstração de confiança apoiando ainiciativa mesmo sem conhecerem oprojeto final da revista. E aos nossoscolaboradores que aceitaram comentusiasmo a tarefa de contribuir paraeste primeiro número. Carta do editor  4Física na Escola, v. 1, n. 1, 2000 E nsinar física não é fácil. Aprender é menos ainda. Neste breve texto, eu gostaria de lan-çar algumas idéias que, na minhaexperiência como professor de física,são úteis não só no processo pedagó-gico, como também no próprio enri-quecimento do professor através daexperiência do ensino. Antes de maisnada, deve ser claro para todo profes-sor que ensinar também é um proces-so de aprendizado. E não só da matériaque se está ensinando; ao ensinar, esta- belecemos uma relação com aquelesque estão nos ouvindo. O educador, aoeducar os outros, está constantementese educando. Na minha opinião, educaré, também, um processo de auto-descoberta, em que a mensagem e seusignificado refletem a visão de mundodo educador. Não existe uma mensa-gem sem um mensageiro, e aqueles quepensam que em física - e todas as ciên-cias naturais - devido à sua formulaçãoquantitativa, isso não se aplica, estãomuito enganados (mesmo que eu estejame concentrando em física, espero queeste texto seja de interesse para educa-dores em qualquer área das ciênciasnaturais).Os comentários acima são váli-dos para o ensino da física em todos osníveis. Desde uma simples demonstra-ção do movimento pendular para alu-nos do nível básico ao cálculo da fun-ção de correlação de um campo quân-tico, o ensino da física deve sempreexpressar sua característica mais fun- Marcelo Gleiser Professor de Física do DartmouthCollege em New Hampshire, USA, eautor dos livros  A Dança do Universo  e  Retalhos Cósmicos  (Cia. das Letras). Éainda colunista de divulgaçãocientífica da  Folha de São Paulo  ecolabora no Globo Ciência .  ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○  ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○  damental: física é um processo de des-coberta do mundo natural e de suaspropriedades, uma apropriação dessemundo através de uma linguagem quenós, humanos, podemos compreender.Talvez a parte mais difícil no ensino dafísica seja a tradução do fenômenoobservado em símbolo. Uma coisa é ver o pêndulo oscilar, outra é escreveruma equação que represente a variaçãoda sua posição no tempo. Mas é justa-mente aqui que o desafio pode sertransformado em bônus; um dosaspectos mais belos da ciência é ela sercapaz de explicar quantitativamente fe-nômenos observados. Então, o ensinoda física deve, necessariamente , conectara visualização do fenômeno e sua ex-pressão matemática. Lamentavelmen-te, ainda é possível para um aluno ter-minar a oitava série sem jamais VERalgum fenômeno ligado às equaçõesque ele ou ela estudou em classe. Eumesmo sou vítima dessa prática de dis-tanciamento entre a física da sala deaula e a física do mundo; só vi minhaprimeira demonstração na universi-dade!Não existe nada mais fascinanteno aprendizado da ciência do que vê-la em ação. E, contra-riamente ao que sepossa pensar, não sãonecessárias grandes verbas para montaruma série de demons-trações efetivas e esti-mulantes, tanto parao professor como pa-ra seus alunos. Se osalunos (ou o profes-sor) não têm carro,use uma bicicletapara discutirconceitos básicosda física newto-niana. Se nem uma bicicleta está disponível, use umcarrinho de rolimã; certamente, algose move na vizinhança de sua escola.Mais importante ainda é levar os alu-nos para fora da sala de aula, fazê-los observar o mundo através dosolhos de um cientista aprendiz. Esta- beleça analogias entre o movimentode um pêndulo (que você traz no bol-so, feito de pedra e barbante) e as osci-lações dos balanços no parque ou nos Por que Ensinar Física? Ensino de física - ou de ciências, para sermosmais abrangentes - e sua aprendizagem nãosão fáceis, tanto para quem ensina como paraquem aprende. Contudo, o professor maisatento pode tornar o processo mais palatávele, quem sabe, ele próprio desfrutar de uma novaconcepção de sua atividade.  5Física na Escola, v. 1, n. 1, 2000 galhos das árvores. Explique a idéia demodelar o mundo, que é tão funda-mental para a ciência, enquanto seusalunos brincam com o pêndulo feitode pedra e barbante e as árvores osci-lam ao vento; oscilações forçadas, açãoe reação, ressonância… Às vezes, nóseducadores esquecemos de nos em-polgar com a beleza daquilo que esta-mos ensinando. Nesse caso, como po-demos esperar que nossos estudantesse empolguem por si próprios? Comonos átomos, é necessário um fótonpara estimular uma transição para umnível superior. E a freqüência do fótonnão é arbitrária, mas deve ser ajustadacom grande precisão para que o estí-mulo seja bem sucedido. A mensagemdo educador também.Gostaria de avançar quatro pon-tos que, acredito, são muito úteis paranós professores e nossos alunos. Elessão produto da minha experiênciacomo educador, não só em nível uni- versitário mas, também, em nível bási-co e para o público não-especializado,e visam enriquecer a experiência doensino, tanto para o educador quantopara sua audiência. Fiel ao que apre-sentei acima, ao apresentar ciência co-mo um processo de descoberta, o edu-cador se educa através da sua atividade:a) Questionamento metafísico : umadas características mais importantes daciência é que ela responde a anseios pro-fundamente humanos, que em geralsão abordados fora do discurso cien-tífico. Questões de srcem, do tipo: “Deonde viemos, nós e esse mundo em que vivemos?” “Qual a srcem da vida?”;questões sobre o fim, “Será que omundo um dia vai acabar?” “Será queo Sol brilhará para sempre?”; questõessobre o significado da vida: “Por que o mun-do existe? Será quetemos uma missão noUniverso?”; ou ques-tões sobre vida extra-terrestre: “Será que es-tamos sozinhos neste vasto Universo?” Cer-tamente, a ciência nãotem resposta para a maioria dessas per-guntas. No entanto, elas fazem parteda busca pelo conhecimento que mo-tiva o processo de descoberta científica.Quantas vezes, me pergunto, nósprofessores estabelecemos uma relaçãoentre o que ensinamos e essas ques-tões mais profundas? Não importa onível escolar, essas questões estãopresentes, de uma forma ou de outra,na cabeça de todas as pessoas (ou qua-se todas…). Mostrar que a ciência tam- bém se preocupa com esse tipo de ques-tionamento causa um enorme interes-se no que ela tem adizer. b)  Integraçãocom a natureza:  jáque o objetivo bá-sico das ciências na-turais é explorar ecompreender os fe-nômenos da nature-za, aprender ciêncianos aproxima da natureza. Infeliz-mente, é muito comum acreditar justamente no oposto: que a ciência,ao matematizar o mundo, tira a sua beleza! A mensagem do educador emciências naturais deve necessariamentemostrar que cientistas fazem o que fa-zem devido ao seu fascínio com o mun-do natural; que a ciência não nos afastada natureza, mas nos aproxima. Con-forme eu disse em uma outra ocasião,entender a física do arco-íris nãodiminue em nada sua beleza, muito aocontrário.c) Cidadão do mundo:  hoje, fala-mos em globalização, em um mundocada vez mais integrado pela eficiênciados meios de comunicação e pela Inter-net. Não existe a menor dúvida queaqueles que possuem o controle eacesso aos meios de comunicação e deprodução de informação tambémcontrolarão a economia. Essa realida-de cria um sério problema social, poiso acesso à informação está vinculadoa um acesso acomputadores; aglobalização inte-gra apenas aque-les que possuemrenda suficientepara participardela! Não que-rendo entrar nessadiscussão econô-mica, que foge do tema deste texto,gostaria apenas de alertar aos educa-dores para a necessidade de integrarcomputadores e a Internet comoinstrumento pedagógico. Claro, nemsempre isso é possível. Nesse caso, edu-cadores podem ao menos apresentar oque é a Internet aos seus alunos, comoela funciona, suas vantagens e desvan-tagens e como ela pode ser usada paraaprender ciência, visitando  sites  diver-sos. Utopicamente, mais e mais escolasterão acesso à Internet, e mais e maisalunos poderão, em um futuro nãomuito distante, des-frutar desse incrívelinstrumento peda-gógico. Nada é maisimportante no futu-ro da democracia doque o livre acesso àinformação. E aciência, em sua uni- versalidade, é umpoderoso instrumento dessa democra-tização.d)  Paixão pela descoberta:  o ensinode ciência tem de traduzir a paixão peladescoberta. O aluno deve participardesse processo durante a aula, e nãoapenas receber a informação pronta.Um método para isso é o uso de drama-tização: a história de uma descoberta vira uma história contada pelos alunossob a direção do professor. Por exemplo,lá vai o Galileu, subindo a Torre de Pisacom duas bolas na mão, enquantouma platéia de espectadores observasua experiência. A recriação do mo-mento histórico tem um grande impac-to dramático; os alunos podem seesquecer das equações, mas eles não seesquecerão da estória de Galileu naTorre de Pisa.É muito comum, no ensino de ciên-cia, omitir a parte mais essencial, que é justamente o fascínio que leva umcientista a dedicar toda uma vida aoestudo da natureza. Sem esse elemento,ciência vira um exercício intelectualdestituído de paixão, uma mera repetiçãode conceitos e fórmulas. Uma vez queos quatro pontos acima são integradosna sala de aula, acredito que ciência passaa ser algo maior, mais profundo do quea aplicação do método científico. Ela passaa fazer parte da história das idéias, donosso esforço em compreendermosnossa essência e a do mundo à nossa volta. Ao comunicarmos essas idéias aosnossos alunos, estamos recriando essahistória, transformando a sala de aulaem um laboratório de anseios e des-cobertas, rendendo tributo a essa grandeaventura humana.  Às vezes, nós educadoresesquecemos de nosempolgar com a belezadaquilo que estamosensinando. Nesse caso,como podemos esperar quenossos estudantes seempolguem por si próprios?O objetivo das ciênciasnaturais é explorar ecompreender os fenômenosda Natureza. Infelizmente, émuito comum acreditar-sejustamente no oposto: que aciência, ao matematizar omundo, tira a sua beleza! Por que Ensinar Física?  6Física na Escola, v. 1, n. 1, 2000 O novo ensino médio, desde apromulgação da nova Lei deDiretrizes e Bases da EducaçãoNacional (LDB, dez. 96), é uma defini-ção legal, mas não é ainda uma reali-dade efetiva. Segundo essa lei, o novoensino médio deve ser etapa conclu-siva da Educação Básica, cuja basenacional comum desenvolveria com-petências e habilidades para a cidada-nia, para a continuidade do aprendi-zado e para o trabalho, sem pretender-se profissionalizante ou simplesmentepreparatória para o ensino superior.Uma parte diversificada poderá am-pliar esses objetivos formativos, deacordo com características específicasregionais, locais ou mesmo da clien-tela de cada escola.Há dois anos, outros documen-tos, na forma de diretrizes e de parâ-metros 1 , passaram a regulamentar eorientar esta definição legal. As dire-trizes traduzem a intenção legal, emtermos éticos, esté-ticos e políticos, ouseja, de princípiosnorteadores gerais,assim como estabe-lecem uma organi-zação do currículoem três áreas, res-pectivamente, deLinguagens e Códi-gos, de Ciências Hu-manas e de Ciências da Natureza eMatemática; cada área sendo tambémresponsável pelas tecnologias a elasassociadas. Os parâmetros, que nãotêm força legal, orientam o ensino dasdisciplinas e de sua articulação dentrode cada área, dando alguns contornosdo que poderá vir a ser aprendido emnossas escolas do ensino médio, mas Luis Carlos de Menezes Professor do Instituto de Física ecoordenador da Pós-Graduação emEnsino de Ciências (modalidades Físicae Química), da USP. É tambémcoordenador da área de Ciências daNatureza e Matemática na elaboraçãodos Parâmetros Curriculares Nacionaispara o ensino médio. que ainda está longe de se concretizar. A Física para o novo ensino médio com-põe, portanto, juntamente com a Bio-logia, a Química e a Matemática, umadas áreas em que se organiza este ensi-no. A LDB já estabelece, relativa-mente à formação a ser desenvolvida,que esta deve promover “a compre-ensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produ-tivos, relacionando a teoria com a prá-tica no ensino de cada disciplina”, ladoa lado com “a preparação básica parao trabalho e a cidadania do educandocomo pessoa humana, incluindo aformação ética e o desenvolvimentoda autonomia intelectual e do pensa-mento crítico”, enquanto as diretrizesacrescentam que o aprendizado dasciências deveria levar a comprendê-las “como construções humanas......relacionando o conhecimento cien-tífico com a transformação da socie-dade”. Vê-se assimque, de diversasformas, estes docu-mentos já esboçamatributos da educa-ção para o novo en-sino médio, quecertamente já sina-lizam rumos do en-sino das ciências. Assim, os pa-râmetros para cada área não foramelaborados como um exercício de livreproposição, mas sim compondo coe-rentemente um quadro mais amplode propostas educacionais. No entan-to, ao fazer seu trabalho de elabo-ração, a equipe responsável pelosParâmetros Curriculares da área deCiências da Natureza, Matemática e  ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○  ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○  Este artigo aborda as diretrizes que nortearama elaboração dos novos parâmetros curricularesnacionais para a área de Ciências da Natureza eMatemática.  A LDB já estabelece,relativamente à formação aser desenvolvida, que estadeve promover “a compre-ensão dos fundamentoscientífico-tecnológicos dosprocessos produtivos,relacionando a teoria com aprática no ensino de cadadisciplina” Física para o Ensino Médio

Cues Tio

Jul 31, 2017

Asignatura Estatal

Jul 31, 2017
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks