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A formação profissional para os múltiplos espaços de atuação em Educação Musical.pdf

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  -. '' -- .~ ~~ Ass<>-'ç s...ae;. '_~~:.::~=. M ~ ~ouIzIbrodo1101  formaçãoprofissionalparaosmúltiplosespaçosdeatuaçãoem ducaçãoMusical ReginaMarciaSimãoSantos 1 É:,ntreosmúltiplosespaçosdeatuaçãoemeducaçãomusi~alhoje,aescoladeensinofundamentalemédio,adeeducaçãoinfantileasescolasdemúsicasãocamposjáconsagrados,instituídoscomolegítimos,aosquaissededicarammúsicosdiversos.2Reconhecerestesespaços,contudo,nãosignificafixar,deumavezportodas,umaidentidade,umaprática,umterritório.Nelespodemestaroperandológicasdefuncionamentodiversas,umavariedadedentrodealgotomadoaprincípiocomo idêntico .Emoutraspalavras: apaisagemescolarmudou (Souza,1997,p.13). 1DoutoraemComunicaçãoeCultura,MestreemEducação,BacharelemPianoeLicenci-adaemEducaçãoMusical,éprofessoradoCursodeMestradoemMúsicaedoCursodeLicenciaturaemMúsicadaUniversidadedoRiodeJaneiro(UNIRIO)emembrodoConse-lhoEditorialdaABEM. ...2Alémdetantospersonagensanônimos,eoutrosqueaindaatuamemnossomeio,contri-buíramparaestahistóriaVilla:Lobos,LiddyMignone,SáPereira,GazzideSá,AnitaGuamieri,JurityFarias,EstherScliar,CacildaBarbosa,porexemplo,eoSEMA,serviço   superinten-dênciacriadoem1932,voltadoparaaformaçãoeapráticadoprofessordemúsica,oqualestruturouoensinomusicaldasescolasdoDistritoFederalnaquelaocasião. - - ~ '-'-' '., '0'. ''-''...u..-_..fI  ~daABçM. Àmargemdestesespaços,outrosvigorametêmganhomaisvisibilidadenasegundametadedoséculoXX,comosdiscursossobreomúltiplo,aalteridade,oinstituinte,ecomaspesquisasetnográficaseosestudossobreeducaçãocom-parada.Sãochamadosdeespaçosdeeducação nãoformal ou infor-mal ,deescolas alternativas , li-vres , independentes ,deexperi-ências extra-escolares oudesen-volvidas foradagrade escolar.Sãoassimchamadosdevidoàcomparaçãoaumoutroespaço,tomadocomoregular,oficial,deeducação formal .Bernstein(Do-mingosetalii,sd)vaifalardestapedagogia invisível ,termotam-bémusadoporSandroni(2000).parasereferiraum ensinoinvisí- . vel (p.21)3.Centroscomunitários, associações,agremiações,clubes,igrejas,hospitais,abrigos,empre-sas,instituiçõesnãoescolareseas . 0. .. -.0 escolares(dedança,deformaçãodeatoresetc)sãoespaçosdeprá-ticassociaiseculturais,deensinoeaprendizagem,troca,educaçãoeparecemser,emgrandeparte,caracterizadospor:(1)algumsis-temapeculiardecontroleeesta-belecimentodefronteiras4;(2)umarelaçãobaseadaemlaçosafetuaisenãonecessariamenteemcontra-tosdetrabalhos;(3)umgradativoganhodedimensãodepráticapro-fissional,semdemarcadortempo-ralqueindiqueoinícioprecisodetalprofissionalização.Algumasdestaspráticasculturais(instru-mentaisouvocais)tratamdeumhíbridomúsica-cena,música-dan-ça,música-rnovimentoetc.Aoreconheceraexistênciadessesmúltiplosespaçosdeatua-çãoemeducaçãomusicalhojeebuscardesvendaralógicadoseufuncionamento,acabamosporalar- I j J J 3Carlos Sandronibaseia-seemtrabalhodetesedeGlóriaMoura,aousarotermo.currícu-10invisível .Elefalado ensinoinvisível ou nãoexplícito ,aoinvésdeusarotermo infor-mal ou assistemático .Considerainadequadootermo educaçãoespontânea .Bemstein(Domingosetalii,s.d.),nosseusestudossobresociologiadaeducaçãoedocurrículo,desdeadécadade60,vemfalandodaviragemdepedagogiasvisíveisparainvisíveis.Porvisível,dizdeestruturasrígidas,deumespaçoaltamenteclassificado.Porinvisível,dizdosmodosimplícitosdetransmissãoecritériosdifusos.4UsoestetermonosentidodiscutidoporBemstein(Domingosetalii..s.d.)aofalarsobreoestabelecimentodelimites,defronteiras.Elefalada  l ssifi ção deconteúdosedo enqu dr mento daatividadepedagógicanumaounoutraformadetransmissãodosaber,comumcertograudecontroledoprofessorsobreestaatividade.Quandoocurrículofunci-onacomumaltograudeclassificação,constitui-senum códigodecoleção..Quandooenquadramentoéforte,istoé,quandoháfortecontrolesobreseleção,organização,ritmagemeorganizaçãodotemponaconstruçãodoconhecimento,digoeuquerestaaoaluno,muitasvezes,seenquadrarnaritmagempropostapelaescola,naorganizaçãodotempo-espaçoda gradecurricular .Pedagogia,portanto,paraBemstein,éumsistemaquedizdas.varia.çõesdaforçadeenquadramento;ecurrículo,umsistemadevariaçõesdaforçadecfassifi- cação. . 5TermosempregadosporMaftesoli,aodiscorrersobreastribosurbanascontemporâneas esuasformasderelacionamento(Maftesoli,19B7,p. OB 9 2. ...0_.o ... .o... ..0 -_ . ..0_.0.- .. _  -,.'- ' ,,._.w~EI' :.~ '~. ~- }Ê~~.~j~~~. r ,i.l~i~. «.~~s' S'~.'?M~icaJ Uberlândia,outubrode2001 garOSenquadramentosredutoresqueantestínhamoscomopossí-veis,domundodotrabalhoedaformaçãoprofissionaledascom-petênciasnecessáriasparaviverospapéissociaisqueaívãoseconfi-gurando.Ser educadormusical su-põeidentidadesdiversasemesmoconflitantes,tomadasporunseoutros.6Essasidentidadessãotãodiversascomoasjáreconhecidasnosestudosemmusicologiaeetnomusicologia,sobreo lídermusical :oqueolegitimapodesercantarcomvozfirmeeaudível;oulereescrevermúsicaescrita;ouconhecerastradiçõesdoseugru-po,oseurepertório;ouacapaci-dadedecontribuircomumtraçonovonaidentidadedaquelegrupo.EmpesquisademestradodesenvolvidaporLucianaRequiãonaUNIRIO7,ummúsicoentrevis-tado,queétambémprofessor(cha-mareidePedro),nãosereconhe-cecomoumprofissionalda edu-caçãomusical .Estes,dizele,sãopessoas especiais ,comumata-refa muitogrande ,uma dedica-çãomuitogrande ,um professorquetenhaumadidáticamuitoboa,quesejaumapessoamuitobemhumoradaqueatraiaaatençãodascrianças.Oidealéalguémquete-nhaestudadoPiaget,quetenhaumacoisadidática - pralidarcomcrianças - muitodesenvolvida,aformaçãomuitosólida .Ecomplementa: nãoéomúsiconão .Terformaçãomuitosólida,nestecaso,parecenãoincluirtra-çosdacompetênciadoqueoen-trevistadorepresentacomoum músico . Representaçõescomoestasupõemoraumaformação,oraumapráticaquenãosedesejapara simesmo.Elasvêmatreladasà idéia(instaladaemnossomeio)dasLicenciaturascomocursosmais le-ves eparaosquaisseentracomoopçãoqueresta,oucomoumtram-polimparacursosmaisnobres,oucomopreparatórioparacursosparaosquaisnãoseconseguiuclassifi-cação,oucomoformadepoderestudarcomumdeterminadopro-fessornauniversidade,oucomoa opção maispróximaparaquemal-mejaumperfilde músicopopular .Aidentidadede professor ,nesses casos,dizdeumaformaçãoquenãosequer,masqueatépossibili-taresponderàdemandadeummercadodetrabalho,noqualseentraatravésdodiploma.Saberlidarcomosrecursostecnológicoseeletrônicos,lerci-fras,lidarcomcomportamentos 6Emdiálogo travadoentredocentesdeEducaçãoMusicaldeumaSecretariaMunicipalde Educação em finsdosanos,ao,diagnostiqueitalconflitonarepresentaçãode. educador musical (Santos,1990,p.31-52). . 7Dadoscolhidosem1999,apesquisaencontra-seemfasefinaldeelaboraçãodedisserta-ção,noProgramadePós-GraduaçãoemMúsica,áreadeconcentraçãoemMúsicaeEdu-cação.Areferênciafeitaaquifoirealizadacomaautorizaçãodamestranda. - ,,.--- ,,_...--- ... ..--,...,. ,.. ...,--,---_.._--...~j  /t~_~i ~~F:.M, ,. ',,...',-,,', ',,-'-,', ,.,-.,...,., consideradosviolentos,comaagressividadenasaladeaula,co-nhecerasculturasinfantis,asdosjovens,asdaterceiraidade(nãosefalaem velhicesiguais ),alógicado jogo infantilete.,maisdoquefazerditadoaquatrovozes,podemindicar(ecombaseemTardiffeuafirmoisso)quetalvezossaberessejammaistemporárioseasiden-tidadesmaisflúidasdoquedese-jaríamos.QuerotomarodepoimentodeumalunodaLicenciaturaemEducaçãoArtística,HabilitaçãoemMúsica(chamareideJoão),frenteaumaexperiênciaemPráticadeEnsino(RiodeJaneiro,2000): [eu]nãoseiserprofessorali. Encontronestaenunciaçãoduasvozes:uma,quediz eunãoseiserprofessor ;eoutra,queafirma:emdadacir-cunstância, euseiserprofessor .Joãoreconheceque,numcontex-toparticular,arepresentaçãode serprofessor nãofunciona,ascompetênciasadquiridasnãofun-cionam.Elenãoseachoúbemsu-cedidonaaplicaçãodeumdeter~minadométododeensinoaumaturmadaredemunicipaldeeduca-ção;eleprocuravareproduzir,nes-secontextoeducacional,o forma- to noqualhaviasedesenvolvido.Esseenfoque aplicacionista nousodeumconjuntoaoqualaquichamamosde método lheconfe-riasegurança.MasnãófuriêlõhóU;PartodosdepoimentosdePedroeJoãoparadesenvolver ,'... - ..,' ,,'- '.', ,_ ',,,,- ',',.. , umareflexãoemtornodetrêspon-tos:(1)comosedefine saberserprofessor/educador ?;(2)comoestaquestãoafetaasinstânciasdeformaçãoemseusprojetospeda-gógicos?;(3)queconsideraçõespodemaquiseresboçadasemtor-nodaformaçãodosformadores?Comosedefine saberserpro-fessor   educador ?Desejoconsiderarissosobtrêsaspectos.Primeiroaspecto:Reflitosobreesse saberser apropriando-medePauloFreire,deSchõnedePerrenoud.NosdiálogostravadosporPauloFreire(1982)sobreeduca-çãoeeducador,encontroareferên-ciaà capacidadedeespantar-se (p.85).Dizele,sobreoeduca-dor: seelejánãoseespanta[nosentidodevibrar]comaalegriadomeninoquedescobre(u.)algoqueeledescobriuváriasvezes,(u.),entãoelejánãoéeducador (p.85).PauloFreirefaladeum calejamento(...)aoníveldasemo-ções,(.u)demétodos,(u.)[de]co-nhecimento (p.85):oprofessorsecolocacomo aquelequeconhecetãobemoconhecimento,etãobemoscaminhosquelevamaesseco-nhecimento,queosalunosnãopre-'cisamserchamadosadiscutirso-breoscaminhos (p.85).RecorroaPerrenoud  1999 , ','.. ,.-'-.. ... 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