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A Genealogia de Jesus Cristo Em Um Nível Mais Profundo

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   A genealogia de Jesus Cristo em um nível mais profundo 26.03.2012   Por Kadu Santoro em 23/03/2012 uitas pessoas ! tiveram #ontato atrav$s daleitura ou pelo menos ! ouviram falar nas genealogias de Jesus Cristoapresentadas na %í&lia nos dois 'vangel(os sin)ti#os* ateus e +u#as.,nfeli-mente pouuíssimas pessoas se aprofundam nessas passagensen#ontradas nos dois 'vangel(os* #(egando a ponto de pularem essesversí#ulos em suas leituras* e#eto* alguns eegetas &í&li#os e a#admi#os deteologia* mesmo assim* a maioria ainda segue uma lin(a ortodoa etenden#iosa em suas investigaes* no permitindo assim* uma leitura maisimpar#ial e li&ertadora de dogmas pr$4#on#e&idos. A genealogia de Jesus no 'vangel(o de ateus 5t.1.1417 apresentauarenta e dois antepassados divididos em trs m)dulos de #ator-e geraes#ada8 de A&rao a 9avi* em seguida at$ o #ativeiro &a&il:ni#o* #(egando por ;ltimo em Jos$* marido de aria* me de Jesus. 'm +u#as 5+#.3.2343<7* estagenealogia $ diferente* so des#ritos #inuenta e uatro antepassados* sendoue a partir de 9avi* a lista segue por =atan e no por Salomo #omo est emateus. ã >erso impressa ã  ?aman(o da @onte ã 'nviar para um amigoSegundo a interpretao #onservadora da igre!a* a diferena entre essas duasgenealogias en#ontra4se no o&!etivo de #ada autor. =o #aso de ateus* ainteno seria apresentar Jesus #omo o essias ei da lin(agem de 9avi* ueveio para li&ertar o povo eleito do !ulgo da es#ravido. 'm +u#as* apreo#upao do autor en#ontra4se em apresentar Jesus #omo o Salvador Bniversal 5S)ter7* ue tem sua lin(agem desde Ado* ou se!a* Jesus seria umsegundo Ado* ue veio para resgatar a (umanidade da ueda o#orrida noden. Analisando a interpretao tradi#ional da igre!a* per#e&emos ue apreo#upao #om a transmisso da mensagem dos autores dos 'vangel(os*en#ontra4se atrelada aos a#onte#imentos de ordem (ist)ri#o4salvífi#a #oletiva*e no num Dm&ito mais trans#endente e individual* ue na realidade* #omotudo indi#a* seria mais prov vel. ?anto $* ue para os pr)prios Judeus* 'ssaid$ia de Jesus #omo essias ei* $ totalmente a&surda* pois em sua(istori#idade e tra!et)ria* no se enuadra em nen(um reuisito para o#upar talposio na (ist)ria do povo es#ol(ido.   A partir de agora apresentarei algumas uestes de aprofundamento so&re otema* &us#ando #om isso* despertarmos para uma refleo mais profunda erefinada a respeito da genealogia de Jesus* livre das amarras dogm ti#as efundamentalistas.+evando em #onsiderao os prop)sitos teol)gi#os das genealogias de Jesus*#omeo #om algumas perguntas polmi#as8 Eual seria o sentido trans#endente5mais profundo e o#ulto7 para tais des#ries detal(adasF ' o signifi#ado dosn;meros em ordens (arm:ni#as e nomes #itadosF Poderia (aver uma relaoentre am&os* sa&endo ue #ada nome srcinariamente em aramai#o 5línguaderivada do (e&rai#o7 possuía um sentido parti#ular 5in#lusive mais de umsentido de a#ordo #om a gematria num$ri#a7F 'ssas so apenas algumas dasv rias perguntas ue o teto nos leva a refletir e #onseuentemente &us#ar pistas para a soluo das uestes levantadas.Como falamos a#ima* so muitas as difi#uldades en#ontradas nas duasgenealogias* #u!a soluo nos leva a algumas o&servaes interessantes feitaspor grandes te)logos* pesuisadores e estudiosos (eterodoos.Segundo o A&ade e @il)sofo Perenista Step(ane (01) * afirma o seguinte8 Pode-se afirmar que Mateus apresenta a genealogia legal e Lucas a genealogia natural . Sendo a primeira referente a José a segunda a Maria. Emboraaparentemente se refiram ambas a José, não se dee esquecer que José eMaria seriam primos, e com certas considera!es leando em conta que entreos nomes citados #eli, #elia$im e Joaquim %pai de Maria&, seriam sin'nimos. (mbas as genealogias tem )ai como ponto de refer*ncia comum por umasérie diferente de nomes, o que confirmaria a proposi!ão de uma genealogialegal e outra natural. (ssim os eangelistas dariam a genealogia de Jesus sobdois aspectos diferentes, apresentando-o como +erdeiro de )ai não somentelegal, mas natural. Mas do ponto de ista teolgico as duas eprimem a suamaneira o dogma das duas natureas do /risto0 a naturea diina e a naturea+umana, unidas na Pessoa do 1erbo. ( genealogia legal corresponde 2naturea diina posto que parte de (braão, pai do Poo eleito, e se situa por consequ*ncia na ordem da 3ra!a. Enquanto isso a genealogia natural remontaa (dão e se situa na ordem natural.   Para o (ermeneuta o&erto Pla (02) * 4 fil+o da promessa de )ai, o fruto deseu seio de arão, foi com efeito, por descend*ncia manifesta da dinastiada5dica, Jesus, o /risto, manifesto e oculto ao mesmo tempo, mas Jesus secuida de que fique consignado no eangel+o que o nascido do céu, o /ristooculto, o 6il+o do +omem eterno, pré-eistente, que se senta 2 direita do Pai, énomeado por )ai não como fil+o , senão como seu Sen+or . /onfirma Jesuscom esta pontualia!ão sua presen!a em )ai, sua identidade essencial com oungido, tal como +aia confirmado sua presen!a em (braão e antes de (braão0 (ntes que (braão eistira, Eu Sou . Sem d7ida, antes que (braãoeistira e também em tempos de )ai, a Palara 89 se +aia feito carne e +aiadisposto sua morada entre ns.   Para Ant:nio Gr&e (03) *   nos primeiros séculos em torno da apari!ão do Logos,alguns escritos descreem o mistério desde a ertente do Logos como assimila!ão, apropria!ão, assun!ão, esti!ão   . 4 6il+o de )eus assume  subst:ncias ou elementos de naturea ariada para salar por seu meio aos+omens. 4 acento é sobre a apropria!ão - pelo Logos - do esp5rito, alma ecorpo %carne& peculiares ao +omem.  Segundo as su&stDn#ias assumidas pelo @il(o de 9eus* #onviria distinguir trsaspe#tos fundamentais8 a7 Hespirituali-aoH* ou assuno do pneumaI &7HanimaoH* apropriao da alma 5ra#ional7I #7 Hen#arnaoH* assimilao da#arne 5sar7. 4s tr*s aspectos t*m sua import:ncia. E tale, conforme 2 soteriologiagnstica, decrescem em ordem de dignidade. Mais importa para os+eterodoos a espiritualia!ão do Logos que sua anima!ão , e mais esta7ltima que sua encarna!ão . 4 interesse dos mistérios se mede conforme asua incula!ão 2 sala!ão, de um lado, e 2 dignidade da sala!ão a que seordenam, por outro. Se, gnosticamente falando importa, sobretudo, a sala!ãodos indi5duos espirituais , o primeiro na apari!ão do Logos entre os +omensser9 sua espiritualia!ão %;assun!ão do pneuma&. ( anima!ão %;apropria!ão da alma racional& ir9 depois. E somente por 7ltimo lugar sedeiar9 sentir a estrita encarna!ão %; esti!ão do corpo&.)entro da perspectia +eterodoa, a encarna!ão forma parte do mistérioglobal da assun!ão pelo Logos das subst:ncias %; g*neros& +umanas. /omoapropria!ão da naturea 5ntima do +omem, a estrita encarna!ão não somentese subordina 2 anima!ão e 2 espiritualia!ão , mas - para alguns gnsticos -resulta inteiramente secund9ria e cede posto 2 encarna!ão sui generis  necess9ria e suficiente para salar a rigorosa anima!ão e espiritualia!ão  do 6il+o de )eus entre os +omens. Se o Logos pudesse salar a alma  %resp. lin+agem racional +umana& e o pneuma %resp. lin+agem espiritual +umana& sem aparecer %sensielmente& e ier %e morrer& entre os +omens,sobraria o mistério da encarna!ão .Mas na atual ordem de coisas não l+e bastam simplesmente, as duasess*ncias sal9eis %pneuma e alma racional&. (lém de assumir as prim5ciasdas duas igre8as c+amadas 2 sala!ão, o Logos dee aparecer entre os+omens, anunciar-l+es sua doutrina, morrer nas mãos deles. Para tal fim a encarna!ão ou parusia entre os +omens carnais.   ?alve- as respostas mais profundas e aruetípi#as so&re a uesto dasgenealogias de Jesus* pode ser en#ontrada na tradio erm$ti#a Crist* ueanalisa o fato atrav$s do sim&olismo da espiral (ist)ri#a* &em nos moldes dateologia egíp#ia ue $ revelada atrav$s das setenta e oito #artas do ?ar: 522#artas dos Ar#anos aiores* ue tem uma estreita relao #om as 22 letras doalfa&eto e&rai#o* e 6 #artas dos Ar#anos enores* ue epressam osresultados e as formas das id$ias* #ontidos no primeiro #on!unto7. >ale a penalem&rar ue a (ist)ria de Jesus $ muito semel(ante em sua narrativa a de)rus 5fil(o do sol7 e Gsíris* al$m do mais* sa&emos ue os 'vangel(os foramreunidos pelo %ispo Atan sio em Aleandria* no 'gito* o prin#ipal &erointele#tual e filos)fi#o da $po#a. Confira a an lise segundo o (ermetismo#risto8 4utro eemplo do simbolismo da espiral, enquanto arcano docrescimento, é a prepara!ão da inda de /risto na +istria. 4 Eangel+osegundo Mateus fa dela uma espécie de genealogia de Jesus, resumidanuma 7nica frase0 )e (braão até )ai<, quatore gera!es= de )ai< até oe5lio na >abil'nia, catore gera!es= e do e5lio na >abil'nia até /risto,quatore gera!es  5t 1*17. Eis a5 a espiral da +istria da prepara!ão da inda de /risto, espiral de tr*sc5rculos ou passos , cada um de catore gera!es. 4 primeiro c5rculo ou passo da espiral é aquele no qual a tr5plice impressão dos patriarcas (braão,?saac e Jac - impressão do alto, correspondente ao sacramento do batismo  em nome do Pai, do 6il+o e do Esp5rito Santo - tornou poss5el a reela!ão e aalian!a do monte Sinai e c+egou ao estado em que a Lei se tornou alma numa pessoa +umana, a de )ai< Porque foi em )ai< @ue os mandamentos e asordena!es da Lei reelada com troes, rel:mpagos e uma espessa nuemsobre a montan+a... ao poo amedrontado , se interioriaram ao ponto de setornarem amor e consci*ncia, coisas do cora!ão atra5do pela erdade e beleadeles. Em )ai< a Lei se tornou alma0 por isso, também as suas transgressesderam lugar, na alma, a uma for!a noa, a penit*ncia interior.4 primeiro passo da espiral, as catore gera!es de (braão até )ai<,corresponde, pois, ao processo de interioria!ão, que se erificou desde osacramento do batismo %os tr*s patriarcas&, passando pelo sacramento daconfirma!ão %a (lian!a no deserto do Sinai&, até o sacramento da penit*ncia.4 segundo c5rculo ou passo da espiral, as catore gera!es de )ai< até adeporta!ão para >abil'nia, é a escola de )ai<, a escola da penit*ncia interior,a qual alcan!ou seu fim eterior, a epia!ão, a deporta!ão para >abil'nia.4 terceiro c5rculo ou passo da espiral, as catore gera!es da deporta!ão em>abil'nia até /risto, corresponde ao que se passa espiritualmente entre o7ltimo ato do sacramento da penit*ncia - a absoli!ão - e o sacramento daSagrada /omun+ão ou Eucaristia, o da presen!a e recep!ão de /risto.    Atrav$s deste peueno estudo per#e&emos o uanto $ profundo e #ompleofa-er uma an lise das genealogias de Jesus Cristo* montrando4nos ue elasno esto ali pelo simples fato de estar relatando uma (istori#idade* ou apenas#omo uma re#ordao &i&liogr fi#a do Antigo ?estamento e suas srcens naforma de promessa e #umprimento. Sua #ompleidade vai muito al$m*trans#ende toda sistem ti#a teol)gi#a tradi#ional* nos leva a um est gio maiselevado* revelando4nos ue toda a tra!et)ria $ ao mesmo tempo individual e#oletiva* ou se!a* a elevao a um estado de #ons#in#ia superior 5iluminao7*$ fruto da eperin#ia individual ao longo desta !ornada (ist)ri#a* e amanifestao dessa reali-ao a#onte#e e $ re#on(e#ida #oletivamente* vistoue $ pre#iso ue todos os seres (umanos despertem primeiro* pois seno*no ser possível re#on(e#er a Ll)ria de 9eus. Notas:01 - ABADE STEPHANE . =ada pu&li#ou em vida em&ora muito ten(a es#rito erefletido* tendo por &ase* a partir de um #erto momento sua profunda leitura deen$ Lu$non. Lraas a Jean %orella e @ranois C(eniue* foram pu&li#adosdois volumes de #oletDneas de seus ensaios* Introduction à !sotris#$c%rti$n  4 9ervM4+ivres* onde se pode admirar sua apropriao dopensamento de Lu$non em termos #ristos. 02 - &'BE&T' PA . Pensador tradi#ionalista #om tra&al(os de grandeprofundida #omo sua traduo do ?ratado da Bnidade* atri&uído a ,&n Ara&i oua sua es#ola* e a not vel eegese do 'vangel(o de ?om$ ue utili-amos emnossa seo Biiot$ca d$ Na* Ha##adi . A &ele-a da (ermenuti#aprati#ada por o&erto Pla* deste evangel(o* est na a&ordagem tradi#ional dese valer do =ovo ?estamento ele mesmo* #omo H#(aveH para Hre4velarH o Cristoe seu ensinamento. 03 - ANT'NI' '&BE  $ um dos mais #on#eituados estudiosos do gnosti#ismodentro da ,gre!a Cat)li#a* tendo se nota&ili-ado por seus Estudos+a$ntinianos * (o!e em dia difí#eis de se en#ontrar. Suas o&ras servem de

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