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A Geografia Das Tradições Em Niketche Uma História de Poligamia Mapeamento Das Tradições Dentro Do Livro

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Mapeamento Das Tradições Dentro Do Livro Niketche de Paulina Chiziane
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  Miriam Andrea Matías Martínez A geografia das tradições em  Niketche: Uma história de poligamia : Mapeamento dastradições dentro do livro Os poetas têm sobre o comum dos mortais a grandevantagem de cultivar, na sua grande lavra de palavras, passados intactos que visitam e tratam para depoisdistribuir por pequenos trabalhos que nos devolvem aum mundo mais-do que perfeito e entretanto perdido.-Paula Tavares- Paulina “Pouli” Chiziane nasceu em Manjacaze, no sul de Moçambique, no ano 1955 !la ez est#dios de lin$uística na %ni&ersidade de !duardo Modlane, 'or(m, n)o concluiu ocurso *oi 'artici'ante ati&a do *rente de +ibertaç)o de Moçambique *-!+.M/0 eladei2ou a milit3ncia de&ido 4 sua desilus)o com as ideias do 'artido de'ois da re&oluç)oAssim, no ano 199, estreou o seu 'rimeiro romance,  Balada de amor ao vento , no qualtrata o tema da mulher numa sociedade 'oli$3mica onde ( a rainha, mas, de'ois, ela trai orei e ( condenada a uma &ida de 'rostituiç)o, doenças e tristezas Posteriormente, ela 'ublicou mais dos li&ros, Ventos do apocalipse  e O sétimo uramento , nos anos 1996 e7, res'eti&amente Assim, no ano 76, lança o li&ro  !i etche# $ma hist%ria de poligamia , 'elo qual $anha o 'r8mio os( Cra&eirinha no mesmo ano de 'ublicaç)o,conjuntamente com Mia Couto Chiziane oi uma das 'rimeiras mulheres em escre&er romances em Moçambique, continuando a tradiç)o da escritura eminina da 'oetisa :o(miade ;ousa untamente com +ília Mom'l(, ( uma das autoras mais im'ortantes do cen<rioliter<rio do 'aís a ricano / seu terceiro li&ro,  !i etche , tem sido estudado, sobre tudo, na 'ers'ecti&a dosestudos de $(nero, es'ecialmente no olhar eminino !ste ato n)o causa nenhuma sur'resano es'etador, j< que a hist=ria narra a &ida de -ami mulher que mora numa cidade do 'aís,quase com certeza Ma'uto, mesmo que n)o ( es'eci icado no li&ro, e que ( obri$ada a&i&er bai2o o ju$o do seu marido in iel / romance est< relatado 'ela 'r='ria -ami, o que az uma narraç)o do ti'o intra>homodie$(tica, e na qual 'odemos saber tudo o que se 'assana cabeça da nossa 'rota$onista !ste ti'o de narrador d< uma es'ecial ocalizaç)o dos atos, j< que 'odemos saber tudo o que ela 'ensa, sente, e2'erimenta e interioriza dosacontecimentos que &)o se 'resentando no li&ro Assim, o relato de -ami ( o caminho que 1  ela 'ercorre 'ara $anhar de no&o o seu marido “'olí$amo”, junto com a sua luta com asoutras mulheres, com a tradiç)o, com a sociedade moçambicana e com os seus mesmos 'aradi$mas / romance a'ro unda sobre a mulher e o seu 'a'el na cultura de Moçambique,assim como tamb(m na orma em que ela rea$e 'erante as mudanças e as in lu8ncias dosoutros 'o&os ?uais s)o estas in lu8ncias que marcaram a hist=ria de Moçambique e de que orma se re'resentam dentro do romance@/s 'rimeiros 'o&os que che$aram a Moçambique oram os <rabes e os suaílis elesinstalaram uma rede de com(rcio 'ara 'oder trans'ortar mercadorias em'o de'ois, cercade 15, os 'ortu$ueses a'oderaram>se desses 'ontos comercias e estabeleceram 'o&oaçBes dentro do territ=rio moçambicano ;e bem durante este 'eríodo a he$emonia dos 'ortu$ueses ( clara, hou&e al$umas inter er8ncias dos in$leses e os ranceses dentro doas'ecto comercial do 'aís Assim 'assaram mais ou menos D anos, onde hou&eescra&id)o, desi$ualdade e 'roblemas sociais, tentati&as de inde'end8ncia, at( que, no dia75 de junho de 19E5, conse$uiram a sua libertaç)o nacional $raças ao mo&imento do *rentede +ibertaç)o de Moçambique *-!+.M/0, que oi o mais im'ortante dentro do 'aís A'=sa 'roclamaç)o da inde'end8ncia, ;amora Machel oi o 'rimeiro 'residente do 'aís, o qualadotou 'rincí'ios mar2istas e socialistas, como a maioria dos 'aíses lus= onos rec(m>libertados Por(m, essa 'az durou 'ouco, estalou lo$o uma $uerra ci&il que iria ter umaduraç)o de dezessete anos, de 19EE at( 199 / 'rinci'al con litou oi justamente entre os 'artidos *-!+.M/, de tend8ncias socialistas, e a sua contra'arte, a -esist8ncia :acionalMoçambicana -!:AM/0, com in lu8ncias ca'italistas / sucessor de Machel, oaquimChissano, o qual tomou o 'oder no ano 19DF, mudou com'letamente as 'olíticas que o 'recedente tinha estabelecido, edi icando assim um 'aís mais inclinado 'ara as tend8ncias$lobais monet<rias e culturais do ca'italismo Gentro do 3mbito liter<rio, n)o oi sen)o at( 19F que 'odemos re erir>nos a umaliteratura nacional, inau$urada 'or O livro da dor   de os( Albasini :o 'eríodo de 195>Dat( 19F6 ( o que o estudioso da cultura a ricana, Pires +aranjeira, chama de 'eríodo de ormaç)o da literatura moçambicana onde se 'odem obser&ar as in lu8ncias doneorrealismo e da ne$ritude, mo&imento que oi herdado 'ela H rica ranc= ona aos seus 'ares lus= onos Assim ( neste 'eríodo que começa a restauraç)o das tradiçBes a ricanas 2  dentro das letras, isto como o a'onta +aura Ca&alcante, ( o resultado da tentai&a de contra>arrestar a im'osiç)o das culturas euro'eiasI “Jhat has resulted is that the ancient traditionis used as menos o sub&ertin$ the aesthetic traditions o im'osed !uro'ean cultures” 1  !sterecurso 'arecia tentar 'lantar uma semente 'ara criar um no&o uturo dentro, n)o s= daliteratura, mas tamb(m na sociedadeI “the 'ast is in&oKed as a Kind o seed 'lanted to hel'$roL the 'resent and the uture” 7  !ssa característica ( muito mais marcada no 'eríodo que+aranjeira assinala como o 'eríodo de desen&ol&imento, que abran$e do ano 19F at( 19E5re'resentado 'ela luta de libertaç)o :essa ('oca e2istia o desejo de recu'erar a hist=ria eas tradiçBes $loriosos de um 'o&o que queria ser inde'endenteI “here e2ists a Kind o  desire to returno to the locale o the culture, 'ercei&ed as the a$lutinatin$ orce ca'able o   'romotin$ the histotical liberation mo&ement” 6  !sta ideia de &oltar 'ara o 'assado n)o oisomente nesses 'rimeiros 'eríodos da literatura, esse ( um tema at( a$ora constante namaioria das obras da luso onia a ricana /s escritores da atual Moçambique ainda 'reocu'am>se 'or esse 'assado 'uramente a ricano que 'erderam a'=s a colonizaç)o e a$uerra ci&il, como bem a'onta +aura Ca&alcanteI “the $reatest concerns o Lriters N is tosta$e the li&es that lend &italitO to the s'aces and to the mOths and rites that sustaine2istence”  , 'or(m eles t8m de incluir o que acontece a$ora na realidade a ricana, o quemuda com'letamente a sua 'erce'ç)o da sociedade !sta sociedade est< caracterizada 'elasdi erentes in lu8ncias que 'ro&8m da hist=ria do 'aís, de acordo com ;tuart ill a'ud+aura Ca&alcanteN, esta no&a sociedade 'arecia ser uma massa sem orma que re'resentauma 'obreza social, de$radando a situaç)o com as in lu8ncias dos demais 'aísesI Lhat a''ear on the 'resent>daO scene, are orms o destroOed subsistence Lith themasses structurallO adjusted to a de&astatin$, contem'orarO 'o&ertO N ;uch astate o a airs is in initelO a$$ra&ated bO those sOstematic attacKs and bO the $reed 1  +aura Ca&alcante Padilha, “radition and the ! ects o the :eL in Modern A rican *ictional Carto$ra'hO” in  &esearch in 'frican (iteratures , 6DI 1, 7E0, ' 1F 2  .bidem, ' 1E 3  .bidem, ' 1D 4  .bidem, ' 111 3  o neL im'erialisms or Lhich the natural resources o these neL countries are theobject o 'redatorO beha&ior and the source o a&arice, and this Lithout minimizin$issues $enerated bO their oLn correlations o internal orces 5  Como tamb(m a'onta osina Qasco ?ui&e na sua tese de dissertaç)oI “A literatura a ricana,em 'articular a moçambicana, tem 'rocurado re lectir sicN sobre as con&er$8ncias e ascontradiçBes, as tensBes e os con litos que marcam o 2adrez social” F R dentro desta literatura e sociedade que se coloca a escrita de Paulina ChizianeGentro da sua narrati&a, ela incor'ora esta tradiç)o dos 'o&os moçambicanos quere'resentam ao 'aísI “Chiziane 'ersists, bO means o the narrations o her ictionalcharacters, es'eciallO the emalesS one, in nurturin$ her LorKs Lith remembrances rom the 'ast” E  Mas, tamb(m conjunta o 'resente que estas mulheres, e os 'o&os em $eral, t8m dea rontar numa realidade bombardeada 'or re erentes e2ternos e internosI “Le encounter theima$istic re'resentation o the dee' crisis o the historical subjectsS cultural identitO NLith res'ect to the N Mozambican and Lomanish &ersions o that societOSsdistincti&eness” D  Gentro de  !i etche , re'resentam>se as di erentes tradiçBes do 'aís moçambicanoI“:iKetche a'resenta>nos a riqueza e a di&ersidade de Moçambique” 9 , tudo isto atra&(s dosolhos das 'ersona$ens emininasI “/ uni&erso moçambicano a'arece, 'ortanto, a'resentadoatra&(s da descriç)o e con&i&8ncia eita 'elas 'ersona$ens emininas, re&elando, assim aconstruç)o e o con lito 'ermanentes dos di&ersos tem'os hist=ricos” 1  5  .bidem, ' 11 6  osina Qasco ?ui&e,  ' representa)*o da poligamia em !i etche# $m prete+to para o questionamento da tradi)*o e modernidade mo)ambicanas , Gissertaç)o de licenciatura in(dita, %ni&ersidade !duardo Modlane, 75, ' 17 7  +aura Ca&alcante, o' cit, ' 116 8  .bidem, ' 11 9  osina Qasco ?ui&e, o' cit, ' 1E 10  .dem 4
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