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A Iconicidade Lexical Na Obra de Marina Colasanti_palavras Aladas

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  Fonte: <http://analisetextual1.blogspot.com.br/2012/05/iconicidade-lexical-na-obra-de-marina.html>. Acesso em 0/0!/201.s bado# 2 de maio de 2012A $%&'$%$(A() *)+$%A* 'A &,A () A$'A %&*AA'$A $%&'$%$(A() *)+$%A* 'A &,A () A$'A %&*AA'$alria %A3& 4'$617)4&: )ste trabalho  baseado na linguagem utili8ada por arina %olasanti em seus contos de 9adas. ua obra  considerada inoadora nesseg;nero liter rio# no se apresentando apenas como releitura dos contos tradicionais. 3ara caracteri8ar seu estilo# 9oi 9eito um estudo acerca dos recursos lingu=sticos# de modo a ressaltar a prosa potica desenolida pela autora# ue prima pela linguagem ?gurada# num texto conciso# repleto de signi?cados simb@licos# em ue repetiBes# inersBes# entre outros recursos con9erem ritmo C narratia# C semelhana da rima na poesia. ua estrutura 9rasal reela-se outro trao marcante em seu estilo# na medida em ue a presena de 9rases curtas# coordenadas e 9ragment rias contribuem na construo do sentido da narratia. $sso nos 9a8 reDetir ue nada no seu texto  por acaso# ao contr rio# as palaras dobram-se aos e9eitos almeEados pela autora# ue escree prosa como se 9osse poesia. 3ara tanto# 9oram considerados os planos 9nico# mor9o-sint tico e lexical# com prima8iado Gltimo# numa abordagem estil=stica# semHntica e semi@tica. A,A%: his IorJ is based on the language used bK arina %olasanti in her 9airK tales.Ler IorJ is considered innoatie as it does not present Eust are-reading o9 the traditional tales.o characteri8e her stKle# it Ias made a studK about the linguistic resources used bK the author# Iith the aim o9 highlighting the poetic prose deeloped bK her. he masters the ?guratie language# in a concise text# plentK o9 sKmbolic meanings# in Ihich repetitions# inersions# among other resources# gies rhKthm to the narratie# resembling the rhKmes in poetrK.he phrasal structure used bK her# reeals another important characteristic o9 arinaMs stKle# as the use o9 short# coordinate and 9ragmented clauses contribute to the construction o9 the meaning in the narratie. 'othing in her text is used randomlK# on the contrarK# the Iords IorJ in 9aour o9 the authorMs intended eNects# Iho Irites prose as it Ias poetrK. $n order to achiee the purpose o9 this IorJ# it Ias considered the phonetic# morpho-sKnthatic and lexical aspects#  especiallK the last one# analKsing them 9rom the ieI o9 the stKlistics# semantics and semiotics. 3A*AA-%LA): %ontos de 9adas# )stil=stica# emHntica# emi@ticaO)P-Q&(: FairK tales# tKlistics# emantics and emiotics& conto de 9adas  uma narratia de nature8a sobrenatural# ue no obedece Cs leis da l@gica. 'o seu unierso ?ccional# o 9a8-de-conta torna tudo poss=el# todos os seres animados ou inanimados# submetem-se Cs leis da magia.)ntre as caracter=sticas desse g;nero# obseramos ue# em sua uase totalidade# esses contos no t;m a pr tica de nomear seus personagens# o ue permite grande identi?cao por parte de uem l;# alm de apresentarem narrador em terceira pessoa# Gnico conhecedor dos mistrios e das aenturas a serem narradas. )sse tipo de narrador coaduna-se bem com a do contador de hist@rias# o ual ai passo a passo 9ornecendo os detalhes. &s contos de 9adas# portanto# ainda exercem grande 9asc=nio C medida ue o 9a8-de-conta trans9orma o imposs=el em poss=el. 'o h preocupao com o eross=mil# mas com o texto em si.'essas hist@rias os personagens# em sua maioria# so adultos na idade de casar e suas ualidades so ressaltadas atras dos seus atos# mas nunca por intermdio de suas caracter=sticas pessoais. )les apresentam grande unidade e t;m apenas uma ualidade eleada ao m ximo. $sso se d deidoC pr@pria nature8a do conto# ue pela sua extenso# no propicia grandes elaboraBes. 'o decorrer da narratia# os personagens so leados a agir segundo as mais ariadas circunstHncias# porm suas aBes no expressam uma relao com sua ontade ou sentimento.'o h descriBes propriamente ditas de personagens# ambientes# obEetos# mas suas hist@rias tornam-se descritias atras de adEetios# predicados erbo-nominais# oraBes redu8idas e 9rases nominais. %on9orme &thon . Rarcia# Sa descrio  a ancilla narrations# sera da narraoT U1VV5# p.2W2X.&s personagens de arina %olasanti# escritora conceituada em  rios g;neros liter rios e no liter rios# tornam seus contos de 9adas uma das obras mais signi?catias nesse g;nero liter rio. )la escree esse tipo de hist@ria como um produto primeiro# ou seEa# no podemos di8er ue seu trabalho  um resgate dos contos tradicionais# 3errault e Rrimm# pois no 9a8 uma espcie de pastiche# adaptando-os C modernidade.Y bastante srcinal na sua 9orma de escreer# no apresentando uase pontos em comum com a e9abulao da literatura cl ssica. ,asta di8er# para  sermos sucintos# ue a parte introdut@ria de seus contos no se inicia nuncapelo 9amoso S)ra uma e8T# assim como# no ?nal das suas hist@rias# no aparece o chao: S9eli8es para sempreT. Zuando o Spara sempreT aparece no  para de?nir um des9echo 9eli8# mas apontar para uma situao 9utura.A autora eita o lugar-comum encontrado nos contos de tradio oral e procura di9erentes 9ormas para 9alar de temas E to debatidos como amor# ambio# coragem# passagem de tempo# etc. )scree com o intuito da renoao# de modo a o9erecer algo di9erente a seus leitores. Alcana expressiidade m xima uando coloca em sintonia ideologia# texto# g;nero# 9a8endo de suas hist@rias contos modern=ssimos# sem adaptaBes# ue tratam de temas da pr@pria condio humana.3odemos obserar ue os personagens 9emininos# por exemplo# t;m atitudes e posturas bem di9erentes dos contos de 9adas tradicionais# ue eram passios e submissos# alm de resolerem a ida de 9orma milagrosa. eus personagens 9a8em seu destino# o ue con?gura uma pr tica dos tempos modernos# nos uais as mulheres so independentes e lutam por sua 9elicidade.)m A moa tecel U1V[2X# conto bastante 9amoso# a mulher tem o dom=nio do seu destino# pois da mesma maneira como d a ida ao marido# tira-a. 'a hist@ria )ntre a espada e a rosa U1VV2X#  a princesa uem empreende uma iagem# e no o pr=ncipe. 'o conto %om sua o8 de mulher# a autora tece cr=ticas ao trabalho considerado ideal para uma mulher# numa sociedade machista# ser o domstico:4ma mulher no  auela ue comanda soldados. 4ma mulher no  seuerauela ue condu8 o arado. ) depois de muita procura# o deus-mulher s@ conseguiu empregar-se em uma casa para aEudar nas tare9as domsticas U%&*AA'$:1VV!# p.121X.'esse mesmo conto# %olasanti reela a incredulidade dos homens# diante do9ato de (eus aparecer na terra como mulher: SFosse (eus# teria indo como guerreiro# her@i ou homem poderoso. Fosse (eus# apareceria como leo# touro braio... as uma mulher inda das ruas estreitas nada mais podia serue uma mulherT. U%&*AA'$:1VV!# p.121X L # portanto# uma grande distHncia entre seus contos e os contos cl ssicos# uma e8 ue no deseEa escreer con9orme os moldes da oralidade. eu interesse ai alm de contar uma hist@ria\ preocupa-se com a9orma# preocupa-se em 9a8er literatura. $sso  arte. Y bom deixar claro ue oobEetio da nossa a?rmatia no  menospre8ar os contos cl ssicos# apenas concentrar nossa ateno no trabalho da arina %olasanti. endo assim# a tem tica de suas hist@rias di9ere# uanto C 9orma de abordagem# da dos contos de 9adas cl ssicos. o contos de 9adas se considerarmos a presena do marailhoso e da 9antasia# porm no h   personagens como bruxas# 9adas-madrinhas e g;nios. )ssa di9erenciao se d em irtude do contexto s@cio-hist@rico ser outro. A matria b sica de seus textos  a emoo e# mesmo com o passar dos anos# os sentimentos permanecem. $sto # Smuda a realidade externa. as a realidade interior# 9eita de medos e 9antasias se mantm inalterada. ) com esta ue dialogam as 9adas interagindo simbolicamente# em ualueridade# e em todos os temposT Upre9 cio-4ma ideia toda a8ul# %&*AA'$# 1V!VX. 'o ue di8 respeito C construo do seu texto# em ra8o do espao ue nos  reserado# 9aremos um peueno leantamento a ?m de analisar omodo como ela se utili8a dos recursos da l=ngua. (e ue maneira# numa abordagem estil=stico-semi@tica# lxico# mor9ologia# sintaxe e 9onologia esto subEugados ao deseEo de se alcanar mati8es a9etio-eocatios# ue tornam sua mensagem expressia. 3retendemos# portanto# 9ornecer uma iso dos e9eitos expressios ue contribuem para a concreti8ao do unierso ?ccional ue per9a8 o estilo de arina %olasanti.An lise dos contos.3ara e9eito de ilustrao# selecionamos# em uatro dos seus liros sob a tem tica dos contos de 9adas# apenas alguns recursos# a ?m de eidenciar como a autora exprime-se com singularidade. 3or intermdio de uma linguagem ?gurada e buscando apoio nas possibilidades lexicais# mor9ol@gicas# 9nicas e sint ticas# alimenta o imagin rio do leitor por meio de construBes impactantes# mas# sobretudo# poticas.$- (iminutio a9etio: pode tradu8ir uma multiplicidade de alores a9etios# alm de sua 9uno b sica de exprimir a ideia de peuene8# tais como# carinho# delicade8a# cortesia# ao mesmo tempo ue ironia# depreciao# desdm# go8ao.S)ra bon8inho disseram# mas en?m# no era nenhum marido ideal para uma?lha de uem o pai gosta mais do ue ualuer outraT. Uete anos e mais seteX] & su?xo ^inho na palara em destaue est associado C ideia de simpatia#acompanhada de certo sentimento depreciatio.S) ao pegar a Gltima meada# a 9ada percebeu ue no haia aanado um raminho seuer.T UFio ap@s ?oX] & diminutio en9ati8a o 9ato da personagem no ter aanado absolutamente nada.
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