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A Igreja Cristã e Os Desafios Da Pós-modernidade

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  A Igreja cristã e os desafios da pós-modernidade Estamos vivendo uma época da história da humanidade de profunda mudança em todos os segmentos da sociedade. Paira sobre nossa geração uma nova visão de encarar a realidade e de celebrar a vida. E essas mudanças ocorridas de forma rápida e transacional em nossa sociedade é denominada “Pós-Modernidade.! nosso ob etivo# neste artigo# é entender este momento histórico-social. $ão temos a%ui a pretensão de penetrar nas raias da especulação sociológica e filosófica# mas sim mostrar suas implicaç&es de mudanças %ue permeiam o mundo e conse%'entemente a (gre a de )risto.*rancis +chaeffer ,/# p. 01# em seu livro “2 Morte da 3a4ão# nos di4 %ue5 Cada geração defronta com este problema de aprender como falar ao seutempo de maneira comunicativa. É problema que não pode resolver semuma compreensão da situação existencial, em constante mudança, com quese defronta. Para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente, portanto, temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossageração. 6evemos compreender o %ue ensina a Pós-Modernidade para poder combater a%uilo %ue é e7c8ntrico 9s Escrituras e ao mesmo tempo comunicar a Palavra de 6eus de forma eficiente para essa geração. )omo bem disse +tanle: ;ren4 ,/# p.<=1# nós não fomos chamados para ministrar a uma época remota# mas para os dias de ho e# cu o conte7to acha-se sob a influ8ncia da Pós-Modernidade. 2nt>nio ?adeu 2:res ,=# p. @1# em seu livro “)omo Entender a Pós-Modernidade# nos lembra %ue o momento %ue a (gre a de )risto está inserida é marcado pelo rompimento das fronteiras sociais# desmantelamento dos sistema# %uebra de tabus# nova moralidade# novos critérios éticos e a destruição dos sistemas de valorespresentes nas geraç&es passadas.6aniel +alinas ,# p. <@# AA-A=1 mostra %ue neste conte7to não e7iste absolutos.+alina também fala do Bardim pluralista. $a religião# o pluralismo mostra %ue a salvação não tem só um caminho# mas tem diversos caminhos. $enhuma religião tem o direito de se achar a Cnica dona da verdade e isso inclui o )ristianismo. Para o pensamento Pós-Moderno não e7iste verdade absoluta# pois a verdade é relativi4ada.3icardo ;ondin ,/# p. D#D@1 nos di4 %ue a religião se tornou privada# por%ue isso significa liberdade. 2 geração Pós-Moderna é uma geração sem conteCdo# sem profundidade# %ue pre4a pelo hedonismo# niilismoe o narcisismo. Eles t8m pra4er no ef8mero# nada de sentimento de culpa e nada de valores permanentes. 2:res ,=# p. @1 nos mostra %ue esse é um perodo difcil# mas de grande oportunidade para a (gre a de )risto. ! ser humano contemporFneo está fragmentado# inseguro %uanto ao seu futuro# ideologicamente# está órfão de valores da religião e esfomeado diante das várias opç&es oferecidas. 2 (gre a é o principal instrumento %ue 6eus tem neste mundo para unir as coisas. 2 resposta para a indagação e a in%uietude dessa geração Pós-Moderna não está no mstico# no pragmatismo# etc.# mas sim em )risto. )omo disse Bohn Mac2rthur ,0# p.<15 “Encontramos na pessoa de Besus )risto provis&es suficientes para as nossas necessidades. 2gora como levar o Evangelho absoluto de )risto para uma geração Pós-Moderna %ue não cr8 no absoluto#%ue é pragmática# pluralista e msticaG )omo evitar essa infiltração no arraial evangélicoG Huando olhamos para o +ermão do Monte# percebemos %ue podemos tirar dali algumas respostas para essa in%uietude5 2 primeira coisa %ue a (gre a tem %ue ter é convicção de sua identidade ,Mt.05A-D1# por%ue essa identidade gera responsabilidade e estabelece a contracultura ,Mt.@5=1.   2s pessoas buscam fama ,Mt.05@1# glória ,Mt.@5<1# poder# dinheiro e status ,Mt.@5-<D1# etc. Porém# uma (gre a %ue tem convicção de sua chamada não vai buscar isso# mas o contrário# irá buscar a glória de 6eus ,Mt.05@1# e o 3eino de 6eus ,Mt.@5AA1.Em segundo lugar o mundo Pós-Moderno só vai ouvir pessoas %ue t8m convicção da%uilo %ue está proclamando ,Mt.@5-I1 e isso tem dimens&es profundas# por%ue sai da esfera teórica ,Mt./5<@-</1 e desemboca na prática ,Mt./5<D-<01 e na transpar8ncia ,Mt.05J 05<-<DJ 05A/1# na celebração da verdade ,Mt.05A-<1# na prioridade e no despo amento de tudo o %ue não é de 6eus ,Mt.@5IJ @5A-AA1.6aniel +alinas ,# p.D0-D@1 nos mostra %uatro pedras fundamentais para alcançar essa geração5 2 autenticidade# o cuidado mCtuo# a confiança e a transpar8ncia. ?odas essas pedras fundamentais estão inseridas no +ermão do Monte. +egundo +alinas ,# p.D-0D1# para evitarmos a infiltração Pós-Moderna na (gre a temos %ue romper com a Kermen8utica dos +entidos# da 2ntropocentricidade e da Escatolicidade da *icção.Em terceiro lugar# a (gre a não pode relativi4ar a Palavra de 6eus por causa do sucesso do pragmatismo e7c8ntrico e nem pelas afrontas desse mundo. Para Bohn +tott ,/# p.=D1# no seu livro “!uça o Esprito# !uça o Mundo# nós não podemos ser como varas sopradas ao vento# não podemos de maneira alguma nos curvar diante dessa sociedade com sua avare4a# seu relativismo# sua re eição ao absoluto.Pelo contrário# temos %ue ficar fiel 9 Palavra de 6eus. 2 Palavra de 6eus é absoluta verdade5 “ Santifica-os na verdade; a tua Palavra é a verdade”   ,Bo./5/# $L(1# e essa verdade de )risto no +ermão do Monte tem %ueser guardada e praticada ,Mt./5<D-</1. Ela não pode de maneira alguma ser sacrificada pela (gre a no altar da Pós-Modernidade.Em %uarto lugar o mundo Pós-Moderno cu a consci8ncia ética é relativi4ada e liberali4ante# tem %ue ver %uena (gre a de )risto e7iste uma ética# um padrão moral antag>nico e contracultural5 “ Não sejam iguais a ele…”   ,Mt.@5=# $L(1.! mundo precisa visuali4ar %ue a (gre a de )risto tem sua plena fundamentação não nas ri%ue4as desse mundo ,Mt. @51# mas em 6eus ,Mt.@5<I1. ! mundo tem %ue notar %ue a (gre a de )risto não é opulenta# mas ela encarna um estilo de vida simples ,Mt.@5<0-<@1# ! +upremo em# %ue a (gre a percorre em alcançar como valor# não é temporal# mas eterno ,Mt.@5AA1.Essa geração tem %ue saber %ue a (gre a de )risto chamada para ser +al e Nu4 deste mundo# não precisa de amuleto ou fetichismo ,Mt.@50-/1# mas ela desenvolve uma piedade cristã relacional e não utilitária com 6eus Pai# revelado por )risto no +ermão do Monte ,Mt.@5-=1.Em %uinto e Cltimo lugar a (gre a de )risto %ue vive o +ermão do Monte deve ser conhecida como a )omunidade do perdão# da oração# do amor# do afeto# da verdade# da alegria# da contraculturação# da unidade# etc.# só assim o mundo irá nos ouvir.Bohn +tott ,/# p. <D@-<@D1nos lembra %ue o mundo seculari4ado está em busca da transcend8ncia# de significados e de comunhão. ?odas essas coisas estão no domnio da igre a de )risto e isso está plasmado no +ermão do Monte.$ós como cristãos vivemos num mundo pluralista# todavia temos %ue dei7ar claro para essa geração a Onicidade de Besus )risto# por%ue só Ele é +enhor e +alvador. )omo bem disse Bohn +tott ,/# p.A0=1# negar a Onicidade de Besus )risto para essa geração é e7tirpar o nervo de sua missão# tornando supérflua.Philip enneson ,apud +alinas# # p.D01di4 %ue a tarefa urgente da (gre a é viver neste mundo de tal modo %ue eles se am levados a nos indagar a respeito da salvação. Ele também afirma %ue5$esta era Pós-Moderna não podemos esconder a nossa vida por trás de grandes argumentos racionais# por%ue agora os mesmos não impressionam mais. $esta era# mais do %ue com palavras# evangeli4emos com aç&es# com uma postura de amor pelos outros# com uma a7iologia saturada pela ética e pelos valores do reino# e com uma mensagem encarnada# %ue saia dos templos e %ue se misture com a geração desencantada.  Essa declaração de enneson sinteti4a para a (gre a de ho e como ela vai comunicar de maneira ob etiva a essa geração Pós-Moderna. Ela destaca# ainda# cinco pontos importantes %ue estão no +ermão do Monte5Primeiro ele di4 %ue nós não podemos esconder nossa vida em argumentos racionais# mas encarnar a nossa identidade ,Mt. 05A-@1.+egundo nosso viver não pode ser só de palavras# mas ação ,Mt./5<D-</1.?erceiro temos %ue ter um amor pelos outros independentes de ser nosso irmão ou inimigos ,Mt. 0.A=-D/1.Huarto temos %ue ter uma epistemologia mediada por compai7ão ,Mt. 0./1.E %uinto e Cltimo temos %ue ter uma a7iologia saturada pela ética e pelos valores do reino ,Mt.0.A-<J 0.AA1. Huando olhamos para o ministério de Besus percebemos muito forte essas coisas na sua vida.)atalão 2ngel )astaQeira ,apud +alinas# # p.D@1 nos di4 %ue5 Temos que revisar, então o modelo de esus cu!o ministério p blico foi essencialmente relacional. #le andava no meio das multid$es, ou entãotinha encontros privados com determinadas pessoas, até mesmo de noite. #le sabia o que era sentir o calor do meio%dia no deserto de &amaria, ou o frio da morte no quarto de um adolescente. #le deixou%se tocar por umamulher cerimonialmente impura, e tocou intencionalmente num leproso,isolado pela sociedade. #le falou de situaç$es cotidianas, de sal e l'mpada,de sementes e pastores de pais e filhos. (o!e, mais do que nunca, devemosseguir este modelo, se queremos alcançar a geração p)s%moderna. Essa declaração de )atalão 2ngel nos mostra como )risto soube comunicar o 3eino de 6eus na sua época. ! amor %ue ele devotava pela a humanidade e a lucide4 %ue ele tinha do seu ministério e do relacionamento com 6eus# ele revelou ao mundo como Pai# fe4 ele romper barreiras e fronteiras.Ele tanto sabia conversar com a pessoa mais culta como sabia conversar com uma mulher despre4ada a beira de um poço. Ele tanto sabia participar dos grandes ban%uetes# como sabia ficar tr8s dias no povoado de +amaria comendo pão simples.Ele tanto sabia pregar para uma multidão# como sabia atravessar o mar da ;aliléia e se encontrar no sepulcro com um endemoninhado gadareno. Ele tanto sabia falar para um publicano Ra%ueu descer da árvore# como sabia di4er para um prncipe do povo chamado $icodemos %ue é necessário nascer de novo.)risto rompeu barreiras e se encontrou com o descamisado da sua época# com a prostituta# com o fariseu# com os necessitados e com os aflitos ele amava essas pessoas e por causa do seu intenso amor para com o Pai e para com os homens ele morreu na cru4.)risto no +ermão do Monte# nos mostra um caminho seguro# para comunicar sua Palavra# a essa geração pós-moderna %ue morre de inanição# por 6eus. 2 igre a de )risto deve romper as barreiras e as fronteiras e se apresentar para essa geração como +al e Nu4# como guardadora da Lerdade e praticadora da Lerdade.Ela deve ir aonde )risto foi# deve romper as barreiras e anunciar 6eus. )risto tinha um alvo no seu ministério o seu escopo era a glória de 6eus. ! %ue vemos muitas ve4es é a e7altação do homem em detrimento 9 e7altação de 6eus. 2 (gre a não pode se embriagar com a proposta do evangelho humanista de ser rica# famosa de angariar status da sociedade# mas deve se preocupar e7clusivamente com a glória de 6eus. Pensando assim ela irá romper as barreiras por%ue ela não está interessada na%uilo %ue o homem pode dar como5 dinheiro# intelectualidade etc.# mas ela está interessada em levar pessoas a conhecer )risto e seu 3eino.  Pr. Carlos Augusto Lopes S ?e7to adaptado do srcinal “2 igre a cristã e os desafios da pós-modernidade5 relevFncia sem perder a ess8ncia# de autoria do mesmo autor.
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